vem desestressar
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Jungkook estava batendo uma chorando, no banheiro de seu apartamento.
O moreno mal podia acreditar no que estava acontecendo. Ele havia cabulado suas aulas de fisiologia humana naquela tarde, decidido a aproveitar o tempo livre para passar com Taehyung. A ideia era simples: ajudar a Kim com literatura japonesa, matéria que ela tinha muita dificuldade e língua a qual Jungkook era fluente.
Mas, para a sua surpresa, as coisas não saíram como ele havia imaginado.
O moreno não esperava escutar os tímidos gemidos da Kim de prazer enquanto estavam na biblioteca da faculdade.
Jungkook bufou frustrado, a mão subindo e descendo pelo falo grosso, e grande, extremamente grande.
Taehyung suspirou ao olhar para a prateleira alta na penúltima fileira da biblioteca. O livro de exercícios em japonês que precisava estava lá, bem fora do seu alcance. Ela esticou o braço, ficando na pontinha dos pés, tentando alcançar, mas não adiantava. Frustrada, pensou em pegar a pequena escada que ficava no canto da estante.
No entanto, antes que pudesse sequer dar um passo em direção à escada, uma presença familiar surgiu atrás dela.
"É esse que você precisa?" - A voz baixa e rouca de Jungkook ecoou bem perto de seu ouvido, e Taehyung sentiu um arrepio subir por sua espinha.
Ela virou o rosto rapidamente e o viu ali, tão próximo que suas respirações quase se misturavam. O moreno já tinha o livro em mãos, com aquele sorriso presunçoso nos lábios que ela tanto conhecia.
Ele se inclinou um pouco mais, entregando o livro para ela, mas não sem antes falar no pé do ouvido dela. - "Você sabe que podia só me chamar, né? Eu sempre alcanço... onde você não alcança."
Taehyung corou levemente, pegando o livro da mão dele e tentando ignorar o tom provocador que fazia seu coração bater mais rápido. - "Eu conseguia sozinha, Kook." - Murmurou, mais para se convencer do que para ele.
Jungkook, como sempre, não perdeu a oportunidade de provocá-la um pouco mais. Ele deu um passo à frente, diminuindo ainda mais o espaço entre eles, até que Taehyung sentiu o corpo encostar na fria estante de metal atrás dela. Ele a encurralava, mas não de forma intimidadora, era o tipo de proximidade que fazia o coração dela acelerar e as palavras se embaralharem.
O sorriso habitual no rosto dele suavizou, os olhos escuros ganhando um brilho intenso, quase como se quisessem dizer mais do que as palavras eram capazes. - "Eu sei que você consegue, amor." - Ele disse, a voz baixa e rouca. - "Mas eu estava com saudades."
Ela piscou, surpresa. - "Saudades?"
Jungkook inclinou a cabeça, os lábios formando um sorriso de canto, o tipo de sorriso que a fazia esquecer o próprio nome. - "É." - Ele continuou, a voz quase um sussurro enquanto a encarava como se ela fosse o centro do universo. - "Um segundo longe de você já me faz sentir saudades."
Antes que Taehyung pudesse responder, ele pressionou o corpo dela ainda mais contra a estante, pouco se importando com o livro que escorregou de suas mãos e caiu no chão com um som abafado. Os olhos dela se arregalaram por um instante, mas a expressão de falsa irritação logo deu lugar a algo mais suave, quase rendido.
Ela tentou encará-lo, tentou manter o contato visual, mas os olhos dela inevitavelmente desceram para os lábios dele. Os lábios bonitos, bem definidos e convidativos, que pareciam estar ainda mais próximos agora.
E então, como se movida por uma força que não compreendia, quase como uma necessidade, ela o beijou.
Foi rápido no início, um toque hesitante, mas logo o calor do momento tomou conta. Jungkook respondeu com uma intensidade controlada, as mãos pousando de forma protetora na cintura dela, enquanto o beijo se aprofundava, cheio de sentimento.
Por alguns segundos, nada mais existiu além deles e dos gemidos abafados que a Kim dava em resposta a cada aperto que Jungkook dava na cintura bonita da morena.
Taehyung não esperava pelo gesto seguinte. Enquanto seus lábios ainda se tocavam, Jungkook aprofundou o beijo de forma lenta e calculada, explorando cada segundo como se quisesse gravar o momento na memória. Quando sua língua encontrou a dela, ele a chupou lentamente, sem pressa, mas com uma intensidade que fez o corpo de Taehy tremer.
O calor subiu por sua pele como uma chama incontrolável, deixando suas pernas quase bambas. E então, quando ela achava que não poderia sentir mais nada, ele terminou o beijo mordendo de leve o lábio inferior dela, o toque provocativo arrancando um pequeno suspiro de seus lábios.
Era como se o tempo tivesse parado, e todo o seu corpo entrou em combustão. Taehyung sentia cada parte de si viva, sensível a cada mínimo gesto de Jungkook.
"Se eu pudesse eu te foderia aqui mesmo, puta merda Kim."
"Jungkook!" - A Kim sussurrou de volta, com muita vergonha das palavras que ele havia acabado de proferir.
"É sério Taehyung, era só botar sua calcinha de lado e te foder, e nosso você fica tão gostosa nessa saia."
Taehyung quase perdeu o equilíbrio. O corpo dela tremia, os joelhos pareciam fracos, e o rosto estava em chamas. Jungkook sabia exatamente o que dizer para mexer com ela da forma mais intensa possível.
As bochechas dela queimavam, e seu coração batia tão rápido que parecia ecoar pelos corredores silenciosos da biblioteca. Céus, como ele conseguia deixá-la assim com tão pouco? Ela odiava e adorava isso ao mesmo tempo.
Ela sabia que, depois daquelas palavras e do jeito como ele a olhou, não teria mais condições de se concentrar em nada relacionado à literatura japonesa. O calor no corpo, o formigamento na pele e o turbilhão em sua mente eram impossíveis de ignorar.
Respirando fundo, tentou reunir o pouco de compostura que ainda tinha. Com as mãos espalmadas no peito dele, o empurrou com suavidade, sem nem conseguir encará-lo.
"Eu... preciso ir..." - Murmurou, quase como uma fuga desesperada.
Jungkook levantou uma sobrancelha, preocupado com a reação dela. - "Taehy, calma. Eu só-"
Ela não o deixou terminar. Com passos rápidos, quase tropeçando nos próprios pés, pegou seu material da mesa e, sem olhar para trás, saiu da biblioteca.
Jungkook ficou parado por alguns segundos, encarando a porta por onde ela desapareceu, um sorriso malicioso surgindo em seus lábios. Ele sabia que tinha pegado pesado na provocação, mas, no fundo de seu âmago, amava vê-la assim — um misto de confusão, vergonha e algo mais que ele sabia que um dia ela admitiria sentir.
Taehyung só o deixava com mais tesão por ter aquela personalidade.
"Você me enlouquece Kim". - Murmurou para si mesmo antes de pegar o livro caído no chão, colocando-o de volta na prateleira com um sorriso satisfeito.
Mas conforme cimeçou a fazer o caminho para seu apartamento, a culpa de ter sido talvez exdtremamente invasivo com a Kim o correíam, por isso estava naquela situação.
Ele sabia que tudo para a Kim era novo e que tudo tinha um peso muito maior e muito mais intenso para ela e pelo modo que havia sido criada.
Enquanto Jungkook caminhava de volta para o próprio apartamento, o sorriso satisfeito que antes ocupava seus lábios começou a desaparecer lentamente. A adrenalina do momento havia passado, e agora ele se via invadido por uma sensação incômoda de culpa.
Será que tinha ido longe demais?
A lembrança de Taehyung corando, tremendo e fugindo da biblioteca o fazia sentir um aperto no peito. Ele sabia que tudo com ela precisava ser diferente. Taehyung era uma garota com um coração sensível, carregando consigo um peso enorme, moldado por anos de ensinamentos rígidos e uma criação que reprimia qualquer expressão de intimidade ou desejo.
Tudo era novo para ela. Cada toque, cada palavra com segundas intenções, cada beijo mais profundo. E para ela, essas experiências vinham acompanhadas de um peso emocional muito maior do que ele podia compreender completamente.
Jungkook sabia que, para ele, tudo isso era mais simples. Ele era acostumado a flertar, a brincar com limites, a experimentar o lado físico de um relacionamento sem culpa. Mas, para Taehyung, as coisas eram diferentes. Cada pequeno avanço que faziam era como atravessar um campo minado de inseguranças e dúvidas.
Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos negros e bagunçando-os ainda mais. Talvez, ao provocar daquele jeito na biblioteca, ele tivesse sido invasivo sem perceber. Não era sua intenção. Ele queria que Taehyung se sentisse segura, confortável, e que as experiências deles fossem memoráveis, mas não de uma forma que a deixassem assustada ou desconfortável.
A culpa crescia conforme ele se aproximava do prédio onde morava. Jungkook sabia que precisava resolver aquilo. Não era justo com ela, nem com ele mesmo, deixar as coisas no ar. Ele só esperava que Taehyung soubesse que ele a respeitava acima de tudo.
Parando em frente à porta do seu apartamento, Jungkook respirou fundo e pegou o celular. Ele hesitou por um momento antes de abrir a conversa com Taehyung e digitar:
"Ei, amor. Chegou bem? Eu quero falar com você mais tarde, tudo bem? Só pra me desculpar se fiz algo errado hoje. Eu te amo."
Depois de entrar no apartamento, Jungkook correu direto para o banheiro, afinal seu falo ainda estava endurecido, pra caralho, só de lembrar cada reação e cada som que saía mesmo sem querer da boca da namorada o levava ao inferno.
E Jungkook adorava o calor.
No chuveiro, Jungkook gemia de tesão e resmungava de frustração, puta que me pariu, e se tivesse fodido com tudo, o moreno jorrou porra por todo o seu azulejo sujando a parede do box, tentando controlar os murmúrios que saíam de sua boca.
Quando Jungkook estava finalizando seu banho, escutou a campainha tocar, colocando a toalha em volta de sua cintura, foi direto para a porta, achando ser algum de seus melhores amigos, Jimin ou Yoongi, mas assim que abriu a porta encontrou Taehyung, os olhos marejados e avermelhados.
Jungkook arregalou os olhos ao encontrar Taehyung parada na porta. A visão dela com os olhos marejados, as bochechas avermelhadas e uma expressão confusa e vulnerável o atingiu como um soco no estômago.
"Taehy?"- Ele murmurou, a voz saindo mais baixa do que pretendia.
Ela não disse nada de imediato. Apenas ficou ali, olhando para ele, enquanto suas mãos apertavam a alça da bolsa com força, como se aquilo fosse a única coisa que a mantinha de pé.
Jungkook sentiu o peito apertar. Ele não sabia se a sensação vinha do alívio de vê-la ali ou da culpa que voltava a assombrá-lo. A água ainda escorria de seu cabelo molhado, caindo pelo peitoral exposto, mas ele nem pensou nisso. Tudo o que importava naquele momento era o que ela estava sentindo.
Ele deu um passo para o lado, abrindo mais a porta. - "Entra, amor."
Taehyung hesitou por um momento, os olhos oscilando entre os dele e o chão. Mas então, sem uma palavra, ela entrou, parando no meio da sala. Jungkook fechou a porta atrás dela e ficou observando, tentando decifrar o que se passava em sua mente.
"Você tá bem?" - Ele perguntou, a preocupação transbordando em cada palavra.
Taehyung finalmente o encarou, e a resposta veio num fio de voz, trêmula: "Eu não sei."
Aquilo foi o suficiente para fazer Jungkook esquecer qualquer resquício de provocação ou brincadeira. Ele se aproximou dela, ainda sem camisa, a toalha pendurada na cintura, mas sem nenhuma intenção além de ajudá-la.
"Vem cá." - Ele sussurrou, abrindo os braços.
E foi então que Taehyung desabou. Ela se jogou contra o peito dele, os braços rodeando sua cintura enquanto soluços silenciosos escapavam. Jungkook a segurou firme, uma mão pousando delicadamente em seus cabelos, enquanto a outra fazia círculos reconfortantes em suas costas.
"Me desculpa." - Ela disse, a voz abafada contra a pele dele. - "Eu... eu fugi... e depois fiquei pensando e não consegui parar de chorar..."
Jungkook fechou os olhos, engolindo a culpa que o consumia ainda mais agora. - "Ei, amor... tá tudo bem. Você não precisa se desculpar. Eu que deveria... talvez eu tenha sido invasivo hoje. Se eu fiz você se sentir desconfortável, me perdoa."
Ela se afastou apenas o suficiente para olhar para ele, as lágrimas ainda brilhando em seus olhos. - "Não é isso, Kook... eu não sei lidar com o que sinto. É tudo tão novo pra mim, e... e eu me sinto perdida às vezes, eu não me sinto pressionada por você Jungkook, eu mesma me pressiono, me pressiono a parar de me sentir culpada por cada respiração que eu dou." - Taehy desabafou, as lágrimas caindo cada vez mais.
Jungkook sentiu o coração apertar ao ouvir aquelas palavras. Ele podia ver o quanto aquilo pesava sobre ela, o quanto cada lágrima que caía carregava uma história de anos de repressão, culpa e insegurança.
"Amor..." - Ele começou, a voz suave e baixa, como se qualquer tom mais alto pudesse quebrá-la ainda mais. - "Você não precisa carregar isso sozinha."
Taehyung balançou a cabeça, mordendo o lábio com força. - "Eu tento, Jungkook. Eu tento tanto. Mas é como se algo dentro de mim me puxasse para trás o tempo todo. Como se eu não tivesse permissão de sentir essas coisas. De querer você, de... de ser feliz sem me sentir errada por isso."
Jungkook a segurou pelo rosto, obrigando-a a olhar para ele. Seus olhos brilhavam com a intensidade de quem queria passar toda a segurança do mundo. - "Você não tá errada por sentir nada disso, Taehy. É humano. É lindo. E, principalmente, é você. Tudo isso que você sente, cada pedacinho, faz parte da pessoa que eu amo."
Ela piscou, mais lágrimas caindo, mas agora havia algo diferente em seus olhos. Uma centelha de esperança, talvez. Ou pelo menos de conforto.
"Eu só... não sei como desligar essa parte de mim." - Taehyung admitiu, a voz falhando. - "A parte que me diz que tudo isso é errado. Que eu tô falhando. Que eu tô decepcionando alguém..."
Jungkook a puxou para mais perto, encostando sua testa na dela. - "Você não tá decepcionando ninguém. Não tem certo ou errado em sentir, Taehy. Não tem um manual pra isso. Só... deixa eu te ajudar. Me deixa te ensinar, a gente aprende juntos."
Ela fechou os olhos, absorvendo o calor que emanava dele, o conforto que suas palavras traziam. Por um momento, o peso em seu peito parecia menos sufocante.
"Eu quero." - Ela sussurrou. - "Eu quero aprender a amar eu mesma, em todas as minhas faces... sem medo."
Jungkook sorriu suavemente, beijando sua testa. - "E eu vou estar aqui em cada passo, te lembrando o quanto você merece isso. O quanto você é incrível, exatamente do jeito que é."
Taehyung assentiu, permitindo-se acreditar, pelo menos por aquele momento, que talvez fosse possível. Que talvez ela pudesse deixar o peso para trás, pouco a pouco, com Jungkook ao seu lado.
Ele enxugou as lágrimas dela com o polegar, os olhos transbordando carinho. - "Eu entendo, Taehy. E eu tô aqui pra você, sempre. Não precisa ter medo de nada, tá bom? A gente vai no seu ritmo. Sem pressão, sem culpa."
Taehyung assentiu lentamente, permitindo-se relaxar nos braços dele.
Jungkook se afastou apenas um pouco para ir em direção a cozinha e fazer um chá de sabor erva cidreira, o favorito da Kim, vendo-a se sentar no sofá, as pernas dobradas e encolhidas contra o peito, e a cabeça encostada nos joelhos, os olhos não saindo de onde Jungkook estava.
Depois de beberem o chá em silêncio, com cafunés gostosos do Jeon nos fios de cabelo da nuca da Kim, vendo o sol se por, uma ideia se passava na mente do mais velho, uma ideia que talvez começasse a ajudar pelo menos um pouco na complexidade que era a mente de Taehyung.
"Amor, eu quero que você sente no meu colo, e toque em todas as partes que você quer tocar em mim."
Taehyung ergueu o olhar para Jungkook, surpresa pela sugestão. Os olhos grandes piscavam lentamente, enquanto ela processava o que ele acabara de dizer. - "No seu colo?"
Jungkook assentiu, um sorriso gentil nos lábios. Ele não queria pressioná-la, mas sentia que criar momentos de intimidade que fossem guiados por ela poderia ajudá-la a explorar suas próprias vontades. - "Só se você quiser, amor. Nada forçado. Só quero que você se permita, no seu tempo, tocar e sentir. Quero que seja sobre você, sobre o que te faz confortável."
Ela mordeu o lábio inferior, nervosa, mas não havia nada na expressão de Jungkook que a fizesse sentir medo. Só paciência. Ele estava ali, tão presente e tão focado nela, que a ideia de tentar parecia menos aterrorizante.
Com um movimento hesitante, Taehyung colocou a xícara de chá vazia sobre a mesinha de centro e se aproximou dele. Jungkook estava com as pernas afastadas e os braços repousando casualmente sobre o encosto, um convite silencioso.
Ela respirou fundo antes de se acomodar em seu colo, as coxas pressionando suavemente os quadris dele. Jungkook imediatamente apoiou as mãos nos joelhos dela, não subindo, nem puxando. Apenas ali, como um ancoradouro seguro.
"Assim?" - Taehyung perguntou, a voz baixa, quase como um sussurro.
"Perfeito." - Jungkook respondeu, os olhos fixos nos dela, transmitindo segurança e carinho.
Por alguns segundos, ela apenas ficou ali, sentindo o calor do corpo dele, o peito subindo e descendo devagar com a respiração. Então, como se estivesse experimentando algo novo, os dedos dela começaram a se mover. Primeiro, percorreram as linhas tatuadas do braço esquerdo de Jungkook, traçando cada desenho com delicadeza.
"Gosto das suas tatuagens." - Ela murmurou, um pequeno sorriso tímido surgindo em seus lábios.
"E elas adoram você." - Ele brincou, o tom leve e incentivador.
Taehyung riu baixinho, e a tensão em seus ombros começou a diminuir. Seus dedos subiram para o pescoço dele, acariciando a curva onde a pele encontrava os cabelos ainda úmidos. Jungkook fechou os olhos por um momento, apreciando o toque, se arrepiando por inteiro.
Ela continuou, movendo-se com mais confiança. Passou os dedos pelo maxilar dele, sentindo a textura da barba rala que começava a aparecer. Depois, desceu para o peito, traçando os contornos musculosos que tanto a fascinavam, mas que nunca tinha ousado explorar assim.
"Você é tão bonito." - Ela disse, quase sem perceber que as palavras escaparam de seus lábios.
Jungkook abriu os olhos, um sorriso doce brincando em seu rosto. - "E você me faz sentir ainda mais bonito, amor."
Os dedos dela finalmente pousaram na cintura dele, sentindo a firmeza dos músculos ali. Ela não sabia exatamente por que aquilo a fazia se sentir tão bem, tão segura. Mas naquele momento, no colo dele, com a liberdade de explorar no seu próprio ritmo, algo dentro dela começou a mudar.
Jungkook acariciou os braços dela levemente, incentivando-a. - "Tá vendo? Não tem nada de errado em querer tocar. Em querer sentir."
Ela assentiu, os olhos marejando levemente. - "Obrigada por ser tão paciente comigo, Kook."
Ele se inclinou para beijar a testa dela, com carinho e reverência. - "Sempre. Eu te amo, Taehy. E eu tô aqui pra você, em cada passo."
"Você tá duro..." - Taehy disse dando uma risadinha, sentindo, bastante, algo duro na sua coxa.
"Eu sempre to duro por você amor." - Jungkook respondeu, sorrindo pequeno. - "Como você está se se sentindo?" - Perguntou em um tom sério, queria entender Taehy e assim pensar em como ajudá-la ainda mais.
Taehyung corou, desviando o olhar por um momento, mas sua risadinha entregava o quanto ela estava começando a se sentir mais à vontade na situação. Ainda assim, a pergunta de Jungkook trouxe uma seriedade ao momento, um lembrete de que ele estava ali não apenas para desfrutar, mas para cuidar dela.
"Eu..." - Ela mordeu o lábio, os olhos hesitantes encontrando os dele. - "Eu estou me sentindo bem, confortável... É estranho dizer isso, mas eu gosto de estar aqui com você assim."
O sorriso de Jungkook se alargou levemente, e ele levou uma das mãos ao rosto dela, acariciando com o polegar a maçã de seu rosto, ainda quente pelo constrangimento. - "Não é estranho, amor. Você tá aprendendo sobre o que te faz feliz, sobre o que te deixa bem. E eu quero ser parte disso, mas no seu ritmo."
As palavras dele tocaram algo profundo em Taehyung, fazendo-a relaxar um pouco mais em seu colo. - "Eu sempre me preocupo em como vou ser para as outras pessoas, sabe? Com medo de errar, de não ser... suficiente."
"Ei." - Jungkook inclinou-se ligeiramente para aproximar os rostos. - "Você é mais do que suficiente. Pra mim, pra nós, pro mundo. Não precisa seguir regras que não te fazem bem. Só quero que você siga seu coração, Taehy."
Ela respirou fundo, sentindo a sinceridade nas palavras dele. A forma como ele a olhava fazia seu peito aquecer de um jeito que nenhuma outra coisa no mundo fazia.
"Eu quero aprender a deixar isso pra trás, Kook. Quero aprender a viver sem carregar tanto peso. Quero ser livre."
Jungkook sorriu pequeno, mas cheio de orgulho. - "E você vai ser. Não precisa correr, não precisa apressar nada. Cada passo que você dá, eu vou estar aqui, bem do seu lado."
Taehyung assentiu, emocionada. Sentindo-se mais confiante, ela se inclinou para beijá-lo. Não foi apenas um beijo, foi um agradecimento silencioso, uma promessa de que ela continuaria tentando, por ele, por ela, por ambos.
Jungkook suspirou contra os lábios dela, os braços envolvendo-a com firmeza. Mesmo com o calor do desejo evidente entre eles, ele não fez mais nada além de segurá-la e retribuir o carinho. Afinal, nada era mais importante para ele do que vê-la florescer no tempo dela.
E lá os dois ficaram, entre beijinhos calmos e risadinhas, como se o mundo inteiro tivesse deixado de existir, restando apenas eles naquela pequena bolha de tranquilidade e amor. A luz do dia foi gradualmente substituída pelo brilho suave da lua que entrava pelas janelas, mas nenhum dos dois percebeu o tempo passando.
Cada toque, cada troca de olhares, parecia fortalecer aquele vínculo único, como se estivessem construindo um mundo só deles, onde não havia julgamentos, apenas entendimento e carinho mútuos.
Jungkook ria baixinho quando Taehyung fazia caretas envergonhadas após cada beijo mais demorado, e ela o empurrava de leve, fingindo irritação, mas sempre acabava voltando para os braços dele.
"Você sabe que eu nunca vou me cansar disso, né?" - Jungkook comentou em um tom suave, os dedos desenhando pequenos círculos nas costas dela.
Taehyung suspirou, relaxando contra o peito dele. - "E se eu disser que também nunca vou me cansar?"
Ele sorriu, beijando o topo da cabeça dela. - "Então estamos condenados, senhorita Kim."
Ela riu, o som baixo e doce preenchendo o espaço. Naquele momento, nada mais importava. Eram apenas eles dois, juntos, deixando o amor os envolver e guiá-los.
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