Pepperup Potion| II
Veritaserum or imperius|Draco Malfoy
Encaro a Pansy tentando não demonstrar em meu rosto o quão afetado eu havia ficado com aquele desafio. Minha melhor amiga sabia que eu gostava do Potter, não conseguia esconder nada dela.
Sei que a Parkinson estava tentando ajudar, mas o Potter nunca me veria desse jeito.
Escrever a carta para ele foi bastante difícil. Lembro-me de escrever vários rascunhos até escolher o mais aceitável antes de enviar pelo correio coruja. Eu queria ao menos tentar começar do zero e eu sinceramente não sei como agir sem provocá-lo.
E hoje não olhar para ele estava muito difícil. Era bom ver ele usando roupas diferentes das habitual e a cintura marcada tomava meus pensamentos me fazendo ansiar para conhecer a pele dele através do toque.
Os cabelos bagunçados caiam sobre a testa e a bochecha salpicada por algumas sardas estava corada pela cerveja amanteigada. O moletom um pouco folgado deixava parte das suas clavículas a vista. Merlin!
Eu definitivamente precisava me afastar dele, por isso sou o primeiro a deixar a festa esperando que ele me siga. Sei que ele está atrás de mim pelos passos que escuto, mas não olho para trás para conferir.
Caminho pelos corredores escuros tendo apenas as varinhas como guia. Tentamos não fazer barulho, mas o som dos nossos passos e os quadros reclamando por terem o sono interrompido entregam o nosso passeio noturno.
– Você deveria ter trazido a capa – comento com o Potter.
– Não achei que precisaria dela para uma festa – deu de ombros e apressou o passo para me acompanhar.
– Você realmente não faz ideia das coisas que acontecem numa festa organizada pela Sonserina não é? – arqueio uma das sobrancelhas sorrindo de canto.
– Sentam em roda e ficam contando vantagem? – ele cruza os braços na altura do peito.
– Ouch – levo a mão ao peito fingindo dor e ele sorri – Achei que traria sua namorada escondido.
– Eu estou solteiro – respondeu depois de um tempo em silêncio e enfiou uma das mãos no bolso frontal da calça.
– Ah... – umedeço os lábios com a língua sem saber o que dizer. Talvez meu coração tenha disparado, mas isso não mudava nada – Não vão faltar garotas se jogando aos seus pés. Qual o problema delas? – alfineto.
– Achei que a carta era uma bandeira branca – o grifinório me encara e parece ter mais a dizer, mas se controla.
– Eu não resisti – levanto as mãos em rendição.
– Seria estranho você não me provocar – o moreno dá de ombros.
– Então quer dizer que você gosta Potter? – sorrio o provocando.
– Eu... Hum... Já me acostumei – fala com dificuldade.
Voltamos ao silêncio anterior e conseguimos chegar as masmorras sem encontrar nenhum professor, fantasma ou monitor. Entramos na sala ampla em que tínhamos aulas de poções. Por sorte as poções produzidas nas aulas ficavam no armário dos alunos que não era trancado e nós não precisaríamos ir até o escritório do professor Slughorn.
Abraço meu corpo por causa do frio que estava fazendo ali, mas o Harry parece não perceber por conta do moletom que usava. As mesas estavam vazias e limpas, animais conservados em frascos de vidros nas prateleiras, o quadro negro na frente da sala. Em um canto do ambiente fica uma bacia em que água gelada derrama da boca de um gárgula, enquanto em outro tem o armário com ingredientes para os estudantes.
Tento achar as poções feita por nós entre os vários frascos de diferentes turmas, enquanto o Potter segura a varinha para iluminar os vidrinhos rotulados com o tipo da poção e quem produziu.
– Não imaginava receber uma carta sua – o grifinório ajeita o óculos que escorregava no nariz e troca o peso de uma perna para outra. Pra que tocar naquele assunto agora?
– Foi uma ideia repentina – respondo dando de ombros.
– Tudo o que você disse... Todas as palavras foram sinceras? – o moreno questiona ainda mais baixo.
– Sim – afirmo com a cabeça sem o encarar – Você pode não acreditar... Não peço para sermos amigos nem nada, só conviver tranquilamente.
– Malfoy... Na carta você disse que... – ele não teve a chance de finalizar a frase, pois eu finalmente havia achado as poções e queria sair de lá antes que alguém aparecesse.
Receber uma punição no primeiro dia de aula seria uma vergonha para um monitor. Mordred!
– Achei a que a gente fez e a da Granger – pego os dois frascos e entrego um deles para o grifinório – Essas duas estão ótimas.
Guardei um dos pequenos frascos no bolso de trás quando vemos o professor Slughorn entrar na sala vestindo pijamas no tom lilás e com a varinha na mão iluminando nossos rostos.
– O que é isso na mão Potter? – o professor indaga – Posso saber o que vocês estão fazendo fora da cama a essa hora? – nos encara.
– É uma poção para tranquilidade, senhor – sou eu que respondo tentando formular uma desculpa rapidamente – O Harry passou um pouquinho dos limites... Whisky de fogo, sabe? – passo o braço do Potter pelo meus ombros e o moreno arregala os olhos.
– Fez bem em acompanha-lo – elogiou – Mas não deveriam ter procurado a Madame Pomfrey? – questionou.
– Não queríamos que ninguém ficasse sabendo – aponto com a cabeça para o Potter e sussurro "jornais" – Além disso, o senhor é um renomado mestre de poções – elogio e o professor sorri orgulhoso.
– Não querendo me gabar, mas sou mesmo – afirma – Bem, tome logo Harry.
O grifinório apertou meu ombro nervoso, mas eu lanço um olhar pedindo para que ele continuasse com a história. Então o Potter respira fundo e toma um gole.
– Levarei isso – aviso ao professor pegando o frasco da mão do moreno – Alunos costumam passar dos limites em festas. O senhor pode guardar esse segredo, por favor?
– Claro, podem ficar tranquilos – o professor nos diz – Ninguém ficará sabendo. E cuide-se Harry.
Saímos juntos da sala e só depois de deixar as masmorras nos separamos. O Potter para no meio do corredor me olhando de forma acusativa.
– Você vai ter que tomar também – apontou pra mim.
– Potter – nego com a cabeça e o grifinório mantém uma expressão séria no rosto – Tudo bem... – suspiro e tomo um gole do frasco já aberto.
– Eu não sinto nada – o moreno nega com a cabeça caminhando ao meu lado de volta a sala precisa.
– Espere um pouco – aviso o encarando – Em pouco tempo vai começar.
Subimos as escadas em direção ao sétimo andar onde a festa acontecia quando o Potter para no meio de um dos corredores no quinto andar. O grifinório puxa a gola do moletom como se buscasse ar e umedece os lábios com a língua.
– Eu me sinto estranho, Malfoy – ele me diz.
– Eu sei – falo soprado – Calor? Ardência na boca? – questionei e o Potter assentiu.
– É como se eu não me controlasse – o grifinório me diz – Desejo, impulso de fazer coisas.
– Que droga – respiro fundo e me afasto do Potter.
– O que houve? – ele se aproxima e eu coloca minha mão para manter a distância entre nós dois.
– Eu quero te beijar – as palavras escapam dos meus lábios – Estou tendo esse impulso.
– Eu não estou te impedindo – o moreno segura minha mão que estava espalmada em seu peito.
– Potter... Você está pensando com a poção – digo com dificuldade.
O Potter abaixa em minha mão e eu encosto na parede de pedra. Ele acaricia minha bochecha com o polegar e aproxima os nossos lábios só encostando devagar me fazendo sentir sua respiração quente.
Seguro no ombro do grifinório talvez buscando forças para continuar de pé e ele une os nossos lábios.
A boca dele era quente e tinha o gosto de cerveja amanteigada. Serpenteio minha língua em seus lábios e ele abre a boca dando passagem para eu sentir sua língua contra a minha.
No começo o Potter parece incerto, mas depois passa a me beijar com intensidade. Chupo seu lábio inferior antes de deixar uma mordida fraca e sua reação me faz sorrir sacana ainda com os lábios colados aos dele.
Ele leva as mãos para o meu pescoço e envolve o cabelo da minha nuca me fazendo arrepiar pelo contato dos seus dedos na minha pele quente.
Passo minhas mãos pelos seus braços descobrindo o corpo dele através do toque. Envolvo sua cintura o puxando para mais perto juntando nossos corpos e ele separa os lábios dos meus num estalo audível para abrir a boca ao sentir nossas virilhas pressionadas.
Deixo uma mordida fraca em sua mandíbula e o Potter arfa antes de voltar a me beijar de forma esfomeada me arrancando um gemido baixo.
O barulho dos nossos lábios juntos era o único som ouvido no corredor escuro até ouvirmos nossos nomes serem chamados. Nos separamos e tentamos parecer apresentáveis quando a luz da varinha atinge nossos rostos.
– Aí estão vocês – o Antônio Goldstein sorri após suspirar – Achamos que tinha acontecido algo.
O corvino nos abraça pelos pescoços e nos guia de volta a sala precisa onde os alunos pareciam mais animados e entrosados.
– Pelo visto vocês já começaram sem nós – a Pansy é quem nos recebe e fala baixinho ao ver nossos lábios vermelhos – Querem um pouco de privacidade? Eu posso enrolar eles por mais tempo.
– Eu... Vou falar com os meus amigos – o Potter parece confuso ao falar e aponta para o casal de grifinórios conversando em um canto da sala.
– Um minuto – Pansy ajeita a gola do moletom e os cabelos dele – Agora está melhor.
Ele se afasta em direção aos amigos e eu continuo a encarar minha amiga que sorri de canto arqueando uma das sobrancelhas esperando que eu contasse.
– Eu beijei o Potter – falo e logo levo as mãos aos lábios – Eu beijei o Potter! – seguro em seu ombro balançando de leve.
– Se depender de mim vai beijar mais – ela pisca um dos olhos – Agora a brincadeira vai ficar divertida – ela mostra o frasquinho as pessoas. Granger, você poderia me ajudar por favor? Não quero errar as doses. Apesar de que eu adoraria ver algumas pessoas fora do controle.
×××
Esse capítulo deveria ter sido postado semana passada, mas minhas aulas voltaram de maneira online então tive que reorganizar meus horários de escrita.
Vou tentar ao máximo atualizar todo fim de semana, mas peço paciência comigo nas semanas que tiver muitos trabalhos para entregar.
–Ella
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