Capítulo Vinte e Quatro

Marshall Aldrin:

Fiquei com esses perfis na minha mente por um bom tempo, que nem notei que tinha alguém batendo na minha porta. Voltei a mim dando permissão para que entrasse.

Meu avô colocou a cabeça para o lado de dentro, sorrindo sentou na cadeira a minha frente.

— Então o que acha de contratar o Daniel como seu segurança particular por tempo indeterminado? — perguntou e olhei para sua direção pasmo. — Estou quase pensando em falar para ele ser seu namorado de mentira para espantar os urubus que ficam ao seu redor como se fosse carniça.

Soltei um suspiro voltando a mim, querendo acalmar meu coração o máximo que puder.

— Vovô tenho algo para te contar — Falei lentamente e seus olhos se viraram para mim com um pouco de curiosidade. — Eu e o Daniel já estamos em um relacionamento.

— Finalmente, já deram esse primeiro passo nessa relação fiquei os últimos dias vendo a tensão que cada um tinha — Meu avô disse o que fez meu queixo cair drasticamente. — Só não disse nada para que ele pensasse em mim como o avô babão.

— Então nada de avô babão? — perguntei lentamente e ele balançou a cabeça negando.

— Não, só tenho uma pergunta. Ele tem planos para o jantar esta noite? – perguntou ele.

– Jantar? – Falei e meu avô confirmou com um aceno de cabeça.

— Sim. Você, eu e o Daniel — Meu avô disse como se fosse bem óbvio fazer algo assim.

— Vou ver se ele está livre para jantar hoje à noite — Falei e as duras feições do rosto dele se suavizaram. Quando seus olhos se fixaram em mim, vi que ele tinha bastante orgulho pela pessoa que sou e ainda bastante amor de um avô por seu neto. — Não estou prometendo que ele vai aceitar tão rápido assim, afinal ele tem uma vida.

Se levantando, dirigiu-se para a porta. Assobiando mais parou se virando para mim com um sorriso enorme.

— Ele vai vir, se não vou proibi-lo de colocar as mãos em cima do meu netinho — Ele Falou saindo da sala deixando essas últimas palavras para trás.

Claro que ri, em comparação com a idade do Daniel ninguém iria causar medo nele. Peguei o telefone e mandei uma mensagem contando sobre o jantar para Daniel.

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Por volta das quatro da tarde, Daniel surgiu no meio do meu escritório pela sua expressão estava a ponto de explodir.

— Não poderei retornar para a minha casa e com toda certeza não aparecer lá de manhã. — Ele disse se jogando no sofá. — Lilly disse que a casa está uma bagunça, Ingrah e Laythor querem arrancar informações do meu pai sobre a localização de Hampher e meu pai e tio se recusam a contar até que entreguem o carvalho branco que tem sobre a proteção de ingrah.

— Então estão tendo resistência contra as palavras dos outros sem nem pensar duas vezes, me diga o que realmente está acontecendo para que viessem até sua casa. — falei e ele olhou para mim confuso.

— Só sei que meu pai quer o carvalho branco mais que tudo e chamou os vampiros originais para ter uma "conversa amigável" — Daniel falou. — Geovane está tentando apaziguar ambos os lados, tenho certeza que isso não vai acabar bem para ninguém.

— Então imagino que vão deixar o David passar a noite na minha casa — Falei estalando a língua.

— Eu também vou Ficar, entre ficar no meio de uma guerra que um dos lados é o do meu pai ou ficar na sua casa com a sua companhia, prefiro você — Ele disse piscando um olho inocentemente. — Lilly vai ficar com a Kelsey, Tedy e Ricky com os respectivos companheiros. O único ferrado é o Geovane que vai ficar um bom tempo sendo a bola da paz daquelas pessoas.

Isso me fez rir, ele sorriu amplamente antes de sumir dizendo que iria me buscar na hora que meu serviço terminar para ir até o jantar com o meu avô.

Fomos para a minha casa e troquei de roupa, vendo que ele já trouxe algumas mudas de roupas.

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Quando chegamos no restaurante, vi que Daniel estava respirando profundamente e tentando relaxar com os ombros rígidos. Em silêncio peguei em sua mão vendo como ele quase parecia travar.

Encontramos a mesa do meu avô de imediato, ele se levantou dando um abraço e beijou na minha bochecha e olhou na direção de Daniel.

— Saudações, Daniel. Hoje eu não sou seu principal chefe — Meu avô disse sorrindo calmamente e cumprimentando Daniel com a mão levantada. — Hoje sou ninguém mais que o avô do Marshall.

— Saudações, senhor Watterson. Sou o Daniel vamps — Falou apertando a mão do outro e pelo rosto do meu avô foi um aperto de mão muito digno.

Nós sentamos com meu avô pedindo mais dois cardápios, me aproximei de Daniel.

— Você está bem? — Sussurrei.

— Sim. — ele respondeu um pouco baixinho demais.

— Não se preocupe, tudo vai acabar bem, você o cumprimentou de maneira educada e ordenada, de acordo com o que ele acha correto. — Respondi enquanto o garçom me entregava um cardápio e fazia o mesmo com Daniel.

— Foi difícil chegar aqui? Já que o Marshall não dirige e negou que mandasse um carro até a casa dele — Meu avô falou.

— Não, foi uma boa viagem. — Daniel disse e lembrei que viemos usando sua velocidade de vampiro.

A conversa foi interrompida. Via como meu avô estava intrigado com esse jeito do Daniel, que ficou confuso porque não sabia o que dizer para o outro que olhava para sua direção.

Claro, isso significava que qualquer tentativa de conversa não poderia continuar porque todos estavam sem palavras.

Nesse silêncio sufocante, engoli em seco. Felizmente, isso não durou muito quando o garçom lembrou da sua presença e anotando os pedidos.

— Reparei que o Marshall está usando algumas joias desses tempos para cá — Meu avô disse e meu coração acelerou. — Foi você que deu para ele?

— Na verdade... — Daniel começou e dei uma cotovelada nele. — Sim, meu pai e tio que fizeram cada jóia.

Tecnicamente isso era verdade, o arco foi Aart que o criou usando um modelos que meu sogro desenho e o mesmo em relação a adaga. Será que considero o anel como uma dessas coisas?

— Vejo que eles são muito bons. — meu avô disse e pareceu acreditar nisso já que não fez mais perguntas sobre as minhas "joias".

Quando os pratos chegaram comemos em um clima um pouco mais agradável, mesmo assim Daniel parecia completo nervoso com isso Tudo.

Peguei em sua mão por debaixo da mesa, queria que ele visse que mesmo meu avô tendo uma pessoa séria era completamente alguém doce que cuida muito bem das pessoas que são importantes para ele.

— Se você não se importa, eu gostaria de perguntar: por que você quer ficar ao lado de Marshall? Meu rapaz, você tem muitos segredos e consigo ver que meu neto sabe disso e os aceitar mais como avô tenho minhas desconfianças — Meu avô falou e olhei para ele pasmo.

— Senhor, eu entendo é a sua preocupação com o Marshall mais posso falar que eu nunca vou fazer mal para ele — Daniel disse olhando para meu avô com o seu pavor por ele tendo sumido. — Darei o mundo para ele e sempre , quanto mais eu o conhecia e falava com ele, mais me apaixonei. Marshall é uma pessoa doce, forte e charmosa. Ao contrário de mim, acredita firmemente em si mesmo e não pode ser influenciada por outros. Se você me perguntar quando comecei a gostar... não sei. Acabei de perceber que gosto dele e da sua companhia.

Terminando de falar olhou para baixo e sorriu suavemente.

— Eu quero me casar com ele. — Daniel disse e isso me fez engasgar.

— Eu entendo bem seus pensamentos. Essa foi uma boa resposta. — Meu avô disse.

— Obrigado.

— Mas você não acha que casamento agora é apressado? — Meu avô devolveu a pergunta lançando uma pergunta para Daniel.

— Ele é minha ganância. É o tipo de pessoa que ninguém pode evitar, a não ser amar, então eu quero ser seu marido o mais rápido possível e estar ao seu lado. — Daniel disse e meu avô não conseguiu esconder seu sorriso satisfeito.

— Por favor, cuide do nosso Marshall. — meu avô disse e pegou seu celular e ouvi a voz da minha mãe do outro lado. — Você e o Tony ouviram tudo?

Novamente meu queixo caiu com isso, em que momento ele havia ligado para a minha mãe.

— Desde o início que perguntei para Daniel. — Meu avô falou. — Tem a nossa benção para o relacionamento de vocês.

— Obrigado. — Daniel sorriu aliviado e apertou minha mão. 

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Gostaram?

Até a próxima 😘

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