Capítulo Dois
Marshall Aldrin:
Na manhã seguinte, meu alarme tocou e, cheio de ansiedade, pulei da cama e me encaminhei diretamente para o banheiro. Mal consegui dormir durante a noite, de tanta expectativa para conhecer minha nova sala na empresa e encontrar os colegas de trabalho.
Como ainda não tinha comprado nada para preparar o café da manhã, dirigi-me ao restaurante onde havia jantado na noite anterior. Era um lugar pequeno, mas a comida era simplesmente divina, e os funcionários extremamente prestativos. Além de um café saboroso, eles me deram dicas valiosas sobre os melhores lugares da cidade para visitar, bem como aqueles que não valiam tanto a pena.
Minha empresa ocupava quatro andares de um edifício movimentado, e quando cheguei à recepção, fiz minha apresentação. Prontamente, apontaram-me o andar ao qual eu pertencia, onde eu começaria a escrever o próximo capítulo da minha carreira.
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Agora estou na minha sala na empresa, que era do tamanho do meu quarto. Havia duas prateleiras e uma mesa de mogno no centro, onde coloquei minhas coisas assim que entrei, iniciando meu trabalho.
No entanto, a ansiedade crescia, pois mais tarde eu teria que me apresentar aos outros proprietários da empresa e a alguns funcionários que ainda não tinham me visto. Já estava quase no final da manhã, e eu me sentia exausto depois de lidar com uma pilha de papelada e pensar em um discurso para me apresentar aos colegas. Nunca fui bom em falar na frente de muitas pessoas; minhas mãos suavam e meu olho esquerdo costumava tremer incontrolavelmente.
Para tentar controlar meus nervos, dei um tapa na minha perna e contei até cem lentamente antes de a porta da minha sala ser aberta por uma colega que eu tinha feito, a Megan Erickson, que segurava um copo de vitamina.
— Ainda pensando no que vai dizer para os outros? — ela perguntou, com calma. — Às vezes, basta pensar com calma para que as palavras venham à mente.
— Você diz isso, mas não é tão fácil para mim assim. As palavras não vêm tão rapidamente quanto eu gostaria — respondi, revirando os olhos.
— Sei que você vai conseguir se expressar como deseja. Vamos dar uma volta e nos juntar aos outros lá embaixo — ela disse, vindo até mim e me puxando para fora da sala.
Fomos em direção ao local onde todos os funcionários da empresa estavam reunidos.
— Marshall, diga algo! — Megan sussurrou, cutucando meu ombro.
Balancei a cabeça e olhei para ela, tentando ao máximo controlar meus pensamentos que estavam inclinados para o negativo.
— Quero agradecer a todos que estão aqui hoje para me ver me tornar oficialmente um membro mais ativo desta empresa e fazer parte da equipe de vocês — falei, respirando lentamente e tentando acalmar meu coração. — Estou muito grato por ter tido a oportunidade de realizar essa conquista e ver meu esforço reconhecido por todos, como todo profissional deseja!
Continuei a falar sobre minha humilde gratidão pela oportunidade que me foi concedida. Quando finalmente parei de falar, fui para o banheiro para limpar meu rosto e secar as mãos úmidas de suor. Limpei tudo meticulosamente, até por debaixo das unhas.
Quando saí do banheiro, a reunião já havia terminado, e enquanto algumas pessoas me cumprimentavam, entrei em minha sala e me joguei na cadeira, olhando para a tela do computador.
Fui surpreendido por uma batida na porta, e meu chefe, Juliano, entrou acenando para mim.
— Aquelas foram palavras bonitas — ele disse, piscando para mim. — Agora, me conte como foi a primeira noite em seu novo apartamento.
— Foi ótima. O apartamento é incrível — respondi.
Juliano era o neto do dono da empresa e me tinha como seu assistente pessoal. Às vezes, ele me tratava como um irmão mais novo, devido a um incidente que testemunhei anos atrás.
Lembrei-me da cena: o capô do carro estava completamente destruído e o para-brisa quebrado. No banco do motorista, um homem grisalho estava inconsciente. Liguei imediatamente para a ambulância, em pânico, e foi nesse momento que conheci o avô de Juliano. Sinalizou o local para outros motoristas e cuidei dele para garantir que ele não desmaiasse. Quando a ambulância chegou, o idoso permitiu que eu o acompanhasse.
No hospital, ele foi levado diretamente para a sala de cirurgia, enquanto eu esperava ansiosamente por notícias no corredor, ligando para minha mãe para contar o que havia acontecido. Eu estava preocupado enquanto observava as portas da sala de cirurgia fechadas. No entanto, o Velho Sr Watterson, como o chamei, saiu da cirurgia e, embora com uma leve concussão e alguns ferimentos que precisaram de pontos, ele estava bem. O Velho era surpreendentemente forte para alguém de sua idade.
Desde então, a família do Velho me tratou bem e ele me via como um salvador e um neto mais novo.Que devo dizer ser até fofinho ainda mais quando o Sr Watterson sendo bastante protetor comigo que ainda quis fazer um irno na vida de um ex-namorado meu que segundo suas palavras haviam machucado sua criança preciosa de todas as maneiras possíveis.
— Marshall, que tal irmos ao clube da cidade na sexta-feira para que você possa fazer alguns amigos? — Juliano sugeriu, com um largo sorriso. — Só não conte para sua mãe e o vovô.
— Você ainda tem medo deles? Juliano, você já tem trinta e dois anos — comentei, balançando a cabeça em negação, mas soltei uma risada. — Mas sair para conhecer pessoas novas não parece uma má ideia.
— Eu sempre estou certo com as minhas ideias! — Juliano disse, fazendo uma reverência exagerada que quase me fez jogar uma caneta nele. — Vou chamar a Megan também, ela adora criticar o desespero das pessoas nos clubes da cidade.
Olhei para ele, que sempre fazia a mesma coisa quando saíamos, comentando sobre o desespero das pessoas ao se aproximarem de outras. Ele poderia facilmente ser um crítico em programas de televisão.
— Parece que vou ter que aguentar dois críticos no meu pé por um bom tempo — comentei, revirando os olhos, o que fez Juliano sorrir ainda mais.
— Você sabe que adora esse meu jeitinho — Juliano disse antes de sair da sala. — Tenha um ótimo dia, meu amigo.
Juliano saiu da sala, deixando-me sozinho. Eu voltei minha atenção para a tela do computador, retomando o trabalho. O dia seguia seu curso, com emails para responder, reuniões para agendar e tarefas a serem cumpridas. A rotina no novo emprego estava apenas começando, e eu estava determinado a me encaixar na equipe e provar meu valor.
Enquanto trabalhava, recebi uma mensagem no celular de Megan, sugerindo que nos encontrássemos depois do expediente para discutir mais detalhes sobre o clube na sexta-feira à noite. Concordamos em nos encontrar no café local, onde poderíamos planejar tudo com calma.
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À medida que as horas passavam, fizemos uma pausa para o almoço no restaurante em frente ao escritório. Todos no escritório haviam sido incrivelmente simpáticos e receptivos desde o meu primeiro dia, o que me deixou bastante à vontade. No entanto, algo inusitado aconteceu durante o almoço que fez todos pararem e olharem para a porta do restaurante.
Uma mulher usando calça jeans e uma jaqueta entrou, acompanhada por um jovem vestindo roupas chamativas e extravagantes. O restaurante ficou em completo silêncio enquanto todos observavam os dois entrar e pegar sua comida no balcão. Sem trocar uma palavra com ninguém, eles saíram abruptamente do restaurante, deixando todos perplexos com sua presença.
— Quem são aqueles dois? — perguntou Juliano, curioso.
Megan, sempre pronta com informações, respondeu:
— São Geovane e Lilly Vamps, membros de uma das famílias mais antigas da cidade. Sua família foi fundamental na fundação e desenvolvimento da economia local.
Olhei para a porta por onde eles saíram, ainda intrigado com a cena. Geovane e Lilly Vamps pareciam ter uma aura misteriosa e uma presença que deixava as pessoas sem palavras. Eles haviam entrado e saído do restaurante tão rapidamente quanto uma rajada de vento, deixando todos no local com uma sensação de surpresa e curiosidade. Castelvania parecia estar cheia de segredos e histórias intrigantes, e eu mal podia esperar para descobrir mais sobre essa cidade e suas famílias notáveis.
Enquanto observávamos a saída abrupta de Geovane e Lilly Vamps, Megan continuou a explicar sobre a influência de suas famílias na cidade. Ela mencionou como os Vamps eram uma das famílias mais antigas e respeitadas da região, tendo desempenhado um papel fundamental na fundação e desenvolvimento da economia local.
— Eles são um tanto excêntricos e mantêm um perfil discreto na maioria das vezes — Megan acrescentou. — Mas quando decidem aparecer em público, sempre causam um certo alvoroço.
Juliano assentiu, visivelmente intrigado com a informação. Enquanto isso, eu ainda estava processando o breve encontro com os membros dessa família notável. Parecia que Castelvania estava repleta de histórias e figuras intrigantes.
— Eles têm algum papel específico na empresa ou na cidade? — perguntei, curioso sobre o motivo de sua visita tão repentina.
Megan refletiu por um momento antes de responder: — Não que eu saiba, mas é difícil dizer. Os Vamps têm muitos interesses comerciais e políticos na cidade, mas eles preferem manter um perfil discreto. Se eles estiverem aqui, pode haver algum motivo importante que não conhecemos.
Terminamos nosso almoço e voltamos para o escritório, onde retomamos nossas tarefas. No entanto, a visita surpresa de Geovane e Lilly Vamps continuava a ecoar em minha mente.
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Depois da intrigante visita de Geovane e Lilly Vamps, eu me concentrei ainda mais no meu trabalho. Minha semana passou voando enquanto eu mergulhava nas tarefas e responsabilidades do novo emprego. Durante os momentos de pausa, eu costumava ligar para minha mãe, Tony e até mesmo para o meu avô.
Minhas conversas com minha mãe eram recheadas de atualizações sobre minha nova vida em Castelvania. Ela se mostrava animada e preocupada ao mesmo tempo, querendo saber todos os detalhes da minha rotina. Tony, por sua vez, costumava me aconselhar sobre como me adaptar melhor à cidade e me lembrava de manter contato com eles regularmente.
E quando eu ligava para meu avô, que queria saber de tudo que fiz e como estavam as coisas para mim e se julianos estavam cuidando de mim. Ele sempre expressava sua gratidão e alegria por eu estar seguro e bem em Castelvania. Nossas conversas eram uma mistura de histórias do passado e conselhos para o futuro, ainda com ele querendo brincar de ver que se não tem ninguém me interessando.
Enquanto trabalhava arduamente durante a semana, essas ligações com minha família eram um lembrete constante do apoio e amor que eu tinha, mesmo estando em uma cidade nova e repleta de surpresas. Castelvania estava se revelando um lugar cheio de segredos e oportunidades, e eu estava ansioso para explorar mais desse mundo intrigante que agora era minha casa.
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Gostaram?
Até a próxima 😘
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