Capítulo Cinquenta(Final)

Marshall Aldrin Vamps:

No dia seguinte, o sol surgiu com uma luz dourada e suave que inundou nosso quarto, anunciando o começo de um novo dia. Enquanto eu me espreguiçava na cama, senti o calor do corpo de Daniel ao meu lado. A noite anterior tinha sido um lembrete de como nossa família era imperfeita, mas também de como éramos fortes quando estávamos juntos.

Olhei para o rosto sereno de Daniel enquanto ele dormia, e não pude deixar de sorrir. a cada segundo amava ainda mais esse homem mesmo que em determinadas situações ele era bastante teimoso com tudo que se envolvia ainda maia falando alguma coisa que não precisaria ser dita..

Levantei-me silenciosamente da cama para não acordar Daniel e fui até a janela. Lá fora, o jardim estava coberto de orvalho, e as flores pareciam brilhar com vida. Era um mundo de magia e maravilhas, e eu estava grata por fazer parte dele.

Desci as escadas e encontrei Janet e Taylor sentados à mesa da cozinha, conversando animadamente enquanto tomavam o café da manhã. Eles estavam rindo juntos, uma cena reconfortante depois da tensão da noite anterior.

— Bom dia, pai Marshal! — Janet exclamou quando me viu. — Você dormiu bem?

— Sim, querida. E vocês? Resolveram seu problema com o David? — Perguntei, sorrindo para eles.

Taylor assentiu com um sorriso.

— Sim, pai. Conversamos e decidimos que não vamos mais brigar por coisas bobas. Só se for alguma coisa bem séria que seja risco de morte —  Taylor falou, e me pergunto como essas palavras podem soar tão sérias sendo que todos aqui são criaturas sobrenaturais e as coisas sempre podem levar a uma situação de risco é de risco e morte.

Meu coração se encheu de alegria ao ouvir aquelas palavras. Minha família estava se unindo, e isso era tudo o que eu podia desejar.

Enquanto tomávamos café da manhã juntos, senti uma profunda gratidão por tudo o que tínhamos. Éramos uma família com suas peculiaridades, mas também éramos uma família com amor incondicional. E isso era o mais importante.

O dia prometia ser cheio de aventuras e desafios, mas eu sabia que, com minha família ao meu lado, éramos capazes de enfrentar qualquer coisa que viesse em nosso caminho. Nossos tesouros eram o amor, a união e a força que compartilhávamos, e eu não trocaria isso por nada neste mundo mágico em que vivíamos.

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Dirigi meu olhar em direção a Daniel, e em seguida, a David, que se uniram a Hampher para enfrentar uma horda de flores monstruosas que brotavam diante da majestosa casa principal. A cena era um espetáculo surreal, com Daniel brandindo sua espada com destreza, David conjurando feitiços em cascata, e Hampher, com sua imponente força física, arrancando as raízes malignas da terra. Era como se estivessem travando uma batalha épica contra a própria natureza, e eu fiquei paralisado, maravilhado com a determinação e habilidade deles.

—  O que aconteceu aqui? —  Perguntei e ouvi quando Ricky saiu voando do chão com um pedaço de uma das flores monstruosas entres os dentes, ele caiu graciosamente a poucos metros e voltou para a batalha.

— Feitiço que deu errado —  Lilly disse e rasgou um caule da flor em segundos com as garras.

Tedy, Geovane estavam do outro lado cortando as plantas que vinham em sua direção.

Ouvi um grito surpreso e Taylor foi arrastado pelos pés, Janet passou correndo por mim.

— Isso é divertido — Ela disse, antes de se transformar em lobo.

— Isso não é… — Comecei e engasguei quando uma forma contorcida se levantou a minha frente. — a flor monstro era da cor verde escuro misturada com uma mancha de óleo, e seus tentáculos de franja se prendiam em seu caule. A boca estava bem aberta, um círculo perfeito, cheio de dentes.

Desvie e ataque com minha adaga em uma enorme velocidade, acertando o monstro quando ele recuou. Ele gritou, e sangue verde esguichou; Mordi o lábio quando respingou no meu pescoço, queimando minha pele que começou a cicatrizar em segundos.

Minha faca se enterrou no corpo redondo e ondulado da flor monstro. Tirei e ataque Novamente, mas o monstro era incrivelmente veloz, tinha saído de seu campo de visão.

Pelo canto do olho o pessoal lutava e Janet estava rasgando as  raízes e Taylor soprava fogo pelos que via pela frente, a flor monstro estava com suas raízes vivas que estavam chicoteando em volta do corpo, atingindo o centro da casa e o chão voltando a atacar o pessoal.

Então  o chão sacudiu e a casa estava começando a tremer.

A monstruosidade estava com as raízes firmemente presas no chão afundando cada vez mais fundo e fazendo tudo tremer ao redor. Dobre velocidade indo com tudo e pulei, meu arco surgiu e disparei as flechas em segundos e uma espada  surgiu voltou para minha palma enquanto a flor monstro levantou seu corpo quando voei na direção dele, e, pela primeira vez, vi os olhos da criatura — eram ovais, cobertos por uma capa protetora espelhada. Quase pareceram se arregalar como olhos humanos quando atingiram seu corpo com as flechas empunhei a espada para a frente, enfiando-a na cabeça do monstro em direção ao seu cérebro.

A magia surgiu e invadiu seu corpo e vi que era demais para ele nessa situação, suas raízes balançaram em um último espasmo de morte quando o corpo se livrou da lâmina e foi caindo em segundos pelo chão.

Acomodei-me confortavelmente no chão, observando com atenção as crianças que pareciam estar completamente exaustas após suas brincadeiras, mas ainda exibiam enormes sorrisos radiantes em seus rostos.

Janet, enquanto recuperava o fôlego, quebrou o silêncio animado.

— Tenho que dizer mais uma vez, isso foi incrivelmente divertido! Podemos fazer isso de novo? —  Seu rosto estava iluminado pela empolgação.

Taylor, com um entusiasmo contagiante, se juntou à conversa:

—  Claro, é uma ótima ideia! Por favor, faça mais desses monstros para que possamos lutar contra eles! —  Enquanto falava, ele fez uma representação teatral, estendendo suas mãos em punhos como garras, como se estivesse se preparando para uma luta épica. Suas mãos ainda mantinham a forma das garras, adicionando um toque extra de dramaticidade à cena.

Ambos estavam circundando David com um entusiasmo palpável, implorando por mais dessas cenas. Tive que soltar uma risada, incapaz de acreditar que isso os fazia solicitar algo a David sem qualquer resmungo, e ainda por vontade própria.

— Eu disse que isso ia dar certo — Ouvi a voz de Daniel ressoando ao longe, graças à minha audição aguçada.

— Seu plano maluco quase destruiu a casa principal — Lilly falou, sua irritação evidente. — E poderia ter matado alguém!

David estava no centro das atenções, absorvendo a adulação deles com um sorriso. Seu rosto ainda mostrava os vestígios da maquiagem da última cena, com manchas de lama e suor, o que só aumentava sua aura de herói improvisado. O cenário ao nosso redor era um caos, com destroços espalhados e algumas plantas esmagadas, mas, estranhamente, ninguém parecia se importar.

— Vocês têm que admitir, valeu a pena! — Daniel disse, com o orgulho evidente em sua voz.

Olhei para Lilly, que ainda parecia um pouco contrariada, mas estava começando a ceder sob o encanto da cena que acabáramos de testemunhar.

— Ok, talvez tenha sido um pouco arriscado, mas foi incrível! — ela admitiu finalmente.

Enquanto todos nós trocamos risos e elogios, eu não podia deixar de concordar com ela. A ação frenética e o suspense da cena que David acabara de protagonizar realmente nos haviam deixado sem fôlego. E, de alguma forma, seu plano maluco tinha funcionado. Era apenas mais um dia comum para todos desse lugar e ainda estavam querendo mais.

— Já que tudo isso foi ideia sua, então pode começar a consertar a bagunça que essas plantas fizeram pelo terreno agora mesmo — falei, jogando uma vassoura em sua direção.

Ele me olhou com um sorriso travesso e percebeu que eu estava falando sério quando apontei uma flecha em sua direção. Sem resmungar, ele pegou a vassoura e começou a limpar o lugar.

Enquanto Daniel varria os destroços das plantas e tentava restaurar a ordem no terreno, o resto de nós continuou a conversar e rir, relembrando a cena emocionante que acabáramos de testemunhar. Às vezes, era difícil acreditar em acreditar como o Daniel parecia ser um idota sem pensar nas consequências, mas era uma das coisas que mais amava nele.

Depois de um tempo, o terreno voltou a parecer apresentável, e Daniel Retornou para o meio do grupo, com a vassoura agora descansando em um canto.

— Pronto, acho que agora podemos voltar a nossas atividades normais, pessoal. Alguma sugestão para a próxima aventura? — ele perguntou, com um brilho travesso nos olhos enquanto me abraçava e beijava meu rosto.

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Gostaram?

Até a próxima 😘

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