Entre ligações e fantasmas
Logo após algumas sala, Toriel subitamente para:
-Oh! Pequenos, eu lembrei que preciso fazer algo. Asriel, você poderia acompanha-lo até em casa?
-Claro mamãe.
-Aqui, minha criança, pegue este celular. Podem me ligar se ocorrer qualquer problema.
Eu pego o celular e o guardo no bolso de minha calça.
Toriel rapidamente ultrapassa a próxima sala. Eu e Asriel continuamos nossa jornada em direção a nossa casa.
Nós dois caminhamos lentamente. Entediado, eu pego o celular do bolso e resolvo ligar para Toriel.
-Alô? Minha criança?
-Olá.
-Como você está, pequeno?
-Estou um pouco entediado.
-Ah, tudo bem. Nós podemos conversar. Quem sabe isto ajude a lidar com seu problema. Por nenhum motivo em particular, o que você prefere? Caramelo ou canela?
-Escolher entre um dos dois é bem difícil, eu não poderia escolher os dois?
-Claro! Er...ótimo.
-?
-Não é nada minha criança.
-Não me deixe curioso, mamãe.
-Você acabou de me chamar de...mamãe? haha... Tudo bem, se estiver bom para você. Como está Asriel, pequeno?
-Ele está bem, parece realmente determinado em me guiar.
-Isto é ótimo.
-Posso lhe disser algo mamãe?
-Qualquer coisa, minha criança.
-Só reparei como seus olhos são bonitos.
-....? Você está flertando? Ha...ha. Que fofo.
-Mas é sério. Você realmente apresenta uma beleza de outro mundo (eu pisco o olho, porém, como não estamos cara a cara isto soa como outro flerte).
-Está falando sério? Ah, minha criança, você pode encontrar alguém bem melhor. Acho que não tenho como lhe entreter minha criança. Espero que tenha sido de ajuda.
-Foi sim mamãe, obrigado.
-Até logo minha criança.
Ela desliga o telefone.
De repente Asriel para, ele anda até mim, um pouco rubro, ele agarra meu celular e o guarda em seu próprio bolso. Em seguida vira-se e volte a me guiar.
As próximas salas foram bem tranquilas. Por volta ou outra aparecia algum monstro em meu caminho, contudo nenhum conseguia superar meu poder de flerte. Seguimos então nosso rumo até chegar em uma pequena sala onde havia um minúscula mesa com um pedaço de queijo em cima. Aparentemente ele estava ali a muito tempo, pois estava grudado na mesa. Na parede da sala havia uma pequena toca de rato. Não sei por que, mas saber que um dia o rato pode sair da toca e pegar o queijo me enche de determinação.
Na sala seguinte havia duas passagens. Uma para cima e uma para frente, contudo bem no centro dela(bloqueando o caminho), havia um fantasma branco deitado no chão.
-zzzzzzzzzzz.....zzzzzzzzzzzz.......(eles já se foram?)..zzzzzzzzzz.
Eu e Asriel olhamos aquele ser intrigados. Ele continuava falando "z" em voz alta fingindo dormir. A certo ponto eu apenas resolvo move-lo a força. Nisto inicia-se uma luta:
Aí vem Napstablook.
Eu encaro aquele ectoplasma. Ele parecia não ter um senso de humor...
-Oh, sou muito engraçado (ele fala com uma voz meio lenta, realmente fantasmagórica).
Neste momento várias lágrimas começam a sair de seus olhos. Pensei que estava chorando, mas elas começam a vir em minha direção. Projéteis mágicos. Eu habilmente desvio. Um por um. Meus reflexos eram afiados. Napstablook não parecia bem. Eu lhe dou um sorriso paciente.
-heh.....
Outras lágrimas começam a ser atiradas em minha direção. Eu novamente desvio, contudo elas mudam a trajetória no ar, voltando assim até mim. Eu começo a praticamente dançar por aquele piso púrpura, esquivo lindamente de quase todas. Uma delas por pouco não acerta. Uma gota de suor começa a descer do meu rosto. Eu continuo minha investida:
-Acho que seu rosto ficaria mais bonito com um sorriso.
-Flertando? Ah, você não vai me querer. Eu só te deixaria para baixo.
Neste momento mais lágrimas começam a preencher a sala. A este ponto eu já estava adaptado a seus ataques. Além de que tenho uma enorme experiência jogando Undertale. Eu apenas caminho esquivando de cada uma. Quase como eu estivesse possuído pelo instinto superior. Flertar parecia não funcionar nele. Nisto tentei outra abordagem:
-Você deveria flutuar mais alto, pois você está muito pra baixo.
Ele me olha por alguns segundos. Depois aparenta soltar uma risada. Ele parecia querer me mostrar algo.
-Me deixe tentar...(neste momento mais lágrimas começam a sair de seus olhos, contudo elas começam a se agrupar em sua cabeça e aos poucos vão ganhando uma forma de chapéu). Eu chamo isso de Chiqueblook. Você gostou?
-Aaaa você está muito elegante -Eu digo admirado.
-.....puxa. Normalmente eu venho aqui para as ruínas por não ter ninguém por perto. Mas hoje eu encontrei alguém legal. Oh, eu estou atrapalhando seu caminho? Eu vou sair agora (dito isto ele desaparece como um clássico fantasma).
-Você se feriu? -Pergunta Asriel com uma cara preocupada.
-Ah, não, estou inteirinho. Ei, por que você não interferiu na luta?
-Ahn? Quem sou eu para me meter em algo que você gosta de fazer.
-Quê? -Eu o fito e agarro suas bochechas e as puxo em direções contrárias- Quem disse que eu gosto de lutar?
-Ah haha, não! Você gosta de flertar, não é? -Ele diz com um sorriso besta na cara.
Eu puxo suas bochechas um pouco mais forte.
-Ahahhah, para, Frisk.
Nisto eu lhe solto. E viro meu olhar para as portas a frente.
-Você poderia pelo menos me ajudar.
-Eu? -Ele pergunta pasmo.
-Sim! Seria bem mais divertido ter um parceiro durante as batalhas.
-Durante os flertes você quer dizer (Ele me encara com as bochechas cheias de ar).
-Tanto faz. O importante é que seria mais efetivo.
-Seria, mas você acha que tenho tanta habilidade de flertar como você? Ainda não entendo como consegue fazer isso com todo mundo. Até com minha mãe...
-Há! Isso não é problema! E você tem um ótimo professor aqui para te ensinar!
-Isso é sério?
-Sim! Mostre para mim, Asriel! Mostre que você tem o bastante para conquistar o coração de alguém!
-....
Frisk está em seu caminho.
***
Próximo capítulo FriskXAsriel. Batalha mortal :D
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