24 • novo ano, mesma paixão

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JEON JUNGKOOK

Programei meu celular para despertar às 05:00h da manhã; tenho sentido falta de me exercitar de verdade e gosto de aproveitar as primeiras horas do dia para fazer isso.

Sentei na beira da cama e apertei meu ombro, próximo ao pescoço. Eu sentia meu corpo rígido de stress com tudo que vem acontecendo recentemente. E não só isso, estou preocupado se o Taemin vai contar sobre o que sabe para o pai do Jimin.

Eu preciso ter a certeza que ele não vai abrir a boca, só assim vamos ficar tranquilos de verdade.

Além disso ainda tem aquele desgraçado infernizando a vida do Ji.

Respirei fundo buscando ânimo, levantei e me arrumei. A academia era a uns dois quarteirões do apartamento, então aproveitei pra ir correndo até lá.

As ruas já estavam cobertas de neve, e o frio piorou nos últimos dias, mesmo assim, Seoul continuava linda. Fui pelo caminho observando cada detalhe da cidade.

As ruas já estavam cobertas de neve, e o frio piorou nos últimos dias, mesmo assim, Seoul continuava linda. Fui pelo caminho observando cada detalhe da cidade.

Logo que cheguei na academia, notei que estava vazia, o que era perfeito. Comecei meu treino e fui revezando entre os equipamentos. Desde que parei de fumar, sinto meu fôlego melhor, e de certa forma, minha disposição também.

Eu não tinha pretensão alguma de parar, mesmo com os xingamentos constantes do Jin.

— Até nisso você me fez bem... — Penso enquanto lembro do Jimin.

Voltei dos meus pensamentos e continuei meu treino.

[...]

Malhei por quase duas horas, e mesmo com esse frio todo, eu estava suado. Tomei um banho na academia e saí.

Enquanto voltava pra casa, senti minha barriga roncar.

— Preciso comer alguma coisa, tô faminto. — Apoiei minha mão na barriga.

Ainda é cedo, e tenho certeza que o Ji ainda não acordou, então ainda tenho tempo. Parei em uma cafeteria e peguei algumas coisas pra tomar café em casa.

Logo que entrei no apartamento, vi o Tae arrumado, andando de um lado para o outro na sala.

— Você, acordado a essa hora? — Olhei para o meu relógio. — Não é possível... — Coloquei as sacolas na mesa e desembalei tudo.

— Palhaço... preciso buscar alguns documentos na prefeitura. — Ele respirava pesado pra falar, e seu olhar demonstrava o quanto isso era um terror pra ele.

O Tae desenvolveu fobia social devido a diversos fatores que aconteceram em sua vida pessoal, inclusive foi esse o principal motivo que eu e o Jin chamamos ele pra morar com a gente. Seus pais nunca entenderam bem, e ele estava piorando cada vez mais.

Olhando para trás ao longo desses três anos, vejo o quanto ele melhorou, mas ainda não é algo que ele superou totalmente.

— Se quiser, eu busco pra você.

— Não dá, tem que ser eu... — Ele cruza os braços e continua andando de um lado para o outro.

Olhei para os lados enquanto tentava pensar em uma forma de ajudar.

— Quer que eu vá com você? Eu tô com o carro do Jimin, eu te levo e te acompanho.

Não sei se vou atrasar o Ji, mas eu sei que ele vai entender.

Ele para e me olha com os olhos brilhando.

— É sério? Você tem certeza?

— Claro né. — Sentei e comecei a comer.

Ele sentou na cadeira ao lado e respirou aliviado.

— Me desculpe por te atrapalhar, mas isso vai me ajudar muito.

— Cala a boca. — Dou risada. — Você sabe que sempre pode contar com a gente. Depois você paga cozinhando algo pra nós.

— Eu sabia que tinha um preço. — Ele ri.

— Vai, come logo pra pelo menos a gente não ir com fome.

Começamos a comer. O Jin levantou logo em seguida e se juntou a nós na mesa. Precisamos ser rápidos aqui pra eu ir e voltar rápido.

— Jk, vai voltar quando pra polícia? — O Jin perguntou.

— Não sei se vou. — Respondi e dei um gole no meu capuccino.

— Que? Porque não vai? — Ele perguntou surpreso.

Terminei de mastigar e respondi.

— Na época que aconteceu toda aquela merda, você lembra que o Mingyu foi o único que ficou do meu lado, todos da corporação se viraram contra mim. Não sei se tô disposto a enfrentar tudo isso de novo.

— Isso é uma verdade. — O Jin responde com a boca cheia.

— E outra, isso iria me distanciar do Jimin, e de forma alguma eu quero que isso aconteça.

O Tae olha pra gente, termina de mastigar e fala.

— Jungkook não vai mais ser policial, pois agora vai ser idol.

— Boa, Tae! — Os dois batem as mãos.

— Nem me lembre disso. Não conheço os pais do Jimin o suficiente pra saber como vão reagir. É capaz de acharem até que aceitei o emprego de guarda-costas pra me aproximar da gravadora sem passar pela seleção dos trainees...

— Não viaja, Jk, que paranóia. — O Jin rebate antes mesmo que eu pudesse terminar de falar. — Não acho que vão pensar nada disso. Agora, se descobrirem sobre vocês dois, talvez pensem.

— Você me deixa calmo e me apavora ao mesmo tempo?

Ele ri.

— Jk, vou lá me arrumar. — O Tae levantou e foi para o quarto dele se arrumar,

— Foi mal, Jin, mas vou ter que sair da mesa também.

Fui para o quarto me arrumar também. Aproveitei e enviei mensagem para o Jimin avisando que estava indo, mas como imaginei, ele nem acordou ainda.

Assim que terminamos, descemos para a garagem e nos aproximamos do carro.

— Que? — Ele congela.  O carro dele é essa Porsche Panamera? — Além de viciado em jogos, ele também é em carros.

— Bonito, né?

— Muito!  Ele olha ao redor surpreso e tira algumas fotos.

Só de ver o carro já vi o quanto ele se animou, e isso era bom para encorajar ainda mais a sair de casa.

— Então vamos logo.  Apressei ele e entramos. Levamos uns vinte e cinco minutos pra chegar até a prefeitura, não era longe de casa, mas pegamos um trânsito infernal. Estacionei o carro e descemos.

Pra continuar com o nosso azar, a prefeitura estava lotada, tivemos que pegar uma senha e aguardar.

Se ele estivesse sozinho, isso já seria um motivo pra desistir e ir embora. Faz tempo que ele fala sobre esses documentos, ele precisa resolver isso de uma vez por todas.

— E suas consultas com o psicólogo, você está indo?

Ele revira os olhos.

— Você não está, Taehyung?

— Aff, tô.

Dou risada de nervoso.

— Para de ser reclamão e responde direito, se não eu vou embora.

— Eu tô indo. Só perdi a última consulta porque bebi demais com o Hoseok, mas nas próximas, eu vou.

— Que? — Minha resposta foi um pouco surpresa e espontânea.

— Que o que? — Ele me olhou com deboche.

— Nada, calma aí. — Dei risada da cara de desgosto que ele fez pra mim. — Só fiquei surpreso porque não sabia que vocês viraram amigos mesmo.

— Ele e estava bebendo comigo e com o Jin lá em casa enquanto você estava viajando. Do nada o Jin sumiu e não dormiu em casa, já viu né.

O Jin ama fazer isso, e geralmente, ele tá com alguém.

— Jin não perde oportunidade. — Dei risada. — Bem, tô feliz que viraram amigos, e o Jimin vai ficar também.

Nesse momento meu celular vibrou. Tirei do bolso e desbloqueei a tela.

Ufa, já fico mais aliviado em saber que não vou o atrasar... mas deixar de ver ele, sem chance. Sete dias distantes foram suficientes pra eu saber que não quero ficar longe dele.

Permanecemos ali por um pouco mais de uma hora, e finalmente ele conseguiu pegar os documentos que precisava. Foi um alívio pra ele eu ter ido, pois, um dos documentos acabou dando problema, e ajudei a resolver. Saímos logo em seguida e fomos para o estacionamento.

— Deixa eu dirigir? — Eu sabia que ele ia pedir.

— Se não bater, tudo bem.

— Otário, claro que não. — Ele estende as mãos pedindo a chave e eu entrego. O caminho todo foi elogiando cada detalhe e surpreso por dirigir.

— Você decidiu se vai passar o ano novo com a gente?

Eu realmente tinha me esquecido disso. Eles vão passar o réveillon na casa dos pais do Jin. Eu quero passar com o Jimin, mas ainda não combinamos isso.

— Posso responder isso depois?

— Se demorar, vamos te deixar.

— Ahhh é? Eu deveria ter te deixado na prefeitura também.

Ele ri.

Eu realmente preciso resolver isso, a virada do ano já será daqui dois dias.

[...]

Depois de pouco tempo, chegamos em casa. Não pegamos trânsito para voltar, então chegamos rápido. Ele estacionou, e subimos para o apê.

— Jk, muito obrigado por isso. Prometo fazer um banquete pra gente qualquer dia desses. Chama o Jimin e o Hoseok para virem.

— Pode deixar, vou falar com eles e te aviso.

Mandei uma mensagem para o Ji avisando que eu já tinha chegado. Bebi um copo de água e saí.

Assim que cheguei na mansão, parei em frente à porta de entrada e esperei por ele um pouco. Ali, fiquei lembrando do que aconteceu ontem. Eu realmente não deveria ter perdido a paciência e ter dado aquele soco, mas aquele cara estava pedindo faz tempo.

Só de pensar nisso, já sinto vontade de fumar, mas, não vou fazer isso.

Alguns minutos depois, o Ji apareceu com duas mochilas, uma nas costas e outra nas mãos. Havia funcionários por perto, então tivemos que ser cautelosos.

— Bom dia, você tem alguma viagem? — Eu olhei surpreso para ele enquanto perguntava.

— Ahh isso? — Ele olha na direção das mochilas enquanto eu pego a que estava na sua mão para guardar no porta-malas. — Hoje tenho uma apresentação em um programa de tv, tô levando algumas coisas pra me arrumar.


— Algumas coisas? — Dou risada.

— Sim, sou indeciso, tá legal? — Ele também deu risada.

Como ele é lindo, nossa...

Ajudei ele a guardar o restante das coisas, entramos no carro e saímos. No caminho, ele estava todo desorganizado enquanto mexia nas mochilas.

— Meus dias preferidos são os que você se apresenta. — Falei enquanto tentava dirigir e olhar para ele.

— Você gosta de me ver? — Ele vira suas atenções para mim enquanto me olha todo sorridente e manhoso.

— Eu amo.

Ele coloca a mão na minha nuca e faz carinho no meu cabelo.

— E eu amo saber que você está assistindo. — Seus olhos pequenos brilham enquanto piscam. — Hoje quando a gente voltar para a Town, quero que você fique comigo na sala de ensaios.

— Você sabe que isso não é uma boa ideia, eu não sei disfarçar que tô te olhando.

— Vai ser só nós dois.

— Dentro da Town? — Olhei surpreso pra ele.

— Confia em mim.

— Em você eu confio, eu não confio em mim mesmo.

Ele começa a rir.

— Vai dar tudo certo.

Depois de alguns minutos, chegamos na sede de uma emissora de tv. Estacionei o carro, e ele foi na direção do porta-malas pra pegar as mochilas no carro, mas segurei ele.

— Pode parar.

— O que foi?

— Eu levo tudo. — Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, peguei as duas mochilas, que realmente estavam pesadas.

— Você está me acostumando mal.

— Se depender de mim, eu carrego o mundo nas costas por você.

Ele me retribui com o mesmo sorriso lindo. Algumas pessoas passaram próximas, então disfarçamos.

Levei as coisas até o camarim. O ambiente estava movimentado, com maquiadores, cabelereiros e outros artistas se preparando para as gravações. O Jimin, como sempre, recebeu muitos olhares admirados e cumprimentos.

— Se precisar de algo, estarei por aqui. Boa sorte, Ji! — Me despedi dele e saí do camarim.

Tive que ficar nos bastidores, mas por sorte, havia várias televisões transmitindo o programa ao vivo, e eu também conseguia assistir na lateral do palco.

O apresentador anunciou sua presença, que entrou em seguida. Era um programa de talk show, então ele sentou ao lado e ficou conversando com o apresentador, e juntos participaram de algumas brincadeiras.

Eu não conseguia tirar os olhos dele na tv.

Ele estava deslumbrante com um terno, pois participou da gravação de um curta de comédia no programa. Pouco tempo depois, retirou o blazer, ficando apenas de camisa e gravata, e encantou a todos cantando algumas músicas.

A plateia estava empolgada, e era evidente o carisma contagiante do Jimin. Era incrível como ele conseguia cativar não apenas com sua voz, mas também com sua personalidade.

Nesse momento meu celular tocou uma chamada, me despertando dos meus pensamentos.

Era o Jaechan.

Me afastei e fui em um lugar mais reservado pra atender.

— Alô?

— Jungkook? A Sra. Park ficou sabendo por um dos funcionários que gravamos o MV, ela está me perseguindo para ver. Desculpe, mas vou ter que mostrar.

Droga. Eu topei gravar já ciente que isso iria acontecer uma hora ou outra, então porque tô me sentindo apreensivo?

— Jaechan, seja sincero, como você acha que ela vai reagir? — Eu já estava tenso só de pensar na ideia. Eu não deveria ter topado isso.

— Sinceramente? Ela vai adorar que é alguém que nunca teve ligação com a música, assim ela vai poder moldar a pessoa do jeito da Town.

— Mas eu sou guarda-costas do filho dela. — E não só isso.

— Isso não é problema algum, Jungkook. Pare de criar barreiras. Espera aí. — Ele fala com alguém que estava com ele e volta para a ligação. — Ela está vindo, eu vou mostrar, já fique avisado. Tchau.

— Esper... — Ele desligou.

Agora é tarde pra ficar remoendo. Preciso esperar pra ver qual vai ser a reação dela.

Assisti mais um pouco a apresentação do Ji, todo orgulhoso dele. Assim que ele terminou, fui para um corredor perto do camarim e esperei ali, sentado, até que ele apareceu depois de alguns minutos.

Nossos olhares se encontraram, e meu coração voltou ao mesmo ritmo intenso de antes. Ele abriu um sorriso sutil e lindo, me deixando ainda mais sem jeito. Droga, Park... Eu sou louco por você!

Ele parou na porta do camarim e falou comigo.

— Vem. — Fez um gesto me chamando com a mão.

— Eu?

— Sim, né.

Olhei desconfiado de um lado para o outro no corredor lotado de pessoas, levantei e entrei, e ele fechou a porta em seguida.

— Você não acha que vão achar estranho a gente aq...

Ele veio na minha direção e me beijou, me empurrando para a parede logo em seguida. Um beijo com tanta vontade que parecia que estávamos há tempos sem nos ver.

Envolvi seu corpo, trazendo ele para mim, retribuindo ainda mais o beijo.

Ficamos assim por longos minutos.

— O q-que foi isso, Ji? — Eu respirava alto entre as palavras.

— Deu saudade. — Ele deu o mesmo sorriso meigo e apaixonante. — Agora me espera lá fora, antes que alguém desconfie da gente aqui dentro.

— Você me beija e me expulsa? Sacanagem.

Ele me retribui rindo de mim, filho da mãe.

Saí da sala e fiquei esperando por ele. Peguei as suas coisas e descemos para o estacionamento.

Assim que entramos no carro, antes de sair, falei sobre a ligação.

— Sua mãe soube do meu MV; Jaechan ligou e me falou. a essa hora, ele já deve ter mostrado para ela.

— Finalmente! Isso é ótimo.

E de novo, aquele sentimento de apreensão voltou. Ele percebe e se aproxima um pouco mais.

— Melhora essa carinha, aí.

— E se ela não gostar? Não digo da música, tipo, eu trabalho pra sua família...

— Nós vamos falar com ela, relaxa.

Nesse momento, o celular do Jimin tocou, eu já imaginava que era ela. Ele virou o celular na minha direção e confirmou.

— Oi mãe... — Ele fica em silêncio enquanto escuta. — Uhum... ok, estamos indo. — Ele falou rápido e desligou.

— E aí? — Eu sentia meu corpo rígido de tensão.

— Vamos para a Town, ela quer falar com você.

Droga...

[...]

Dirigi até a gravadora, e assim que descemos, fomos até a sala dela no último andar.

— Com licença, mãe. — O Ji abriu um pouco a porta e entramos em seguida.

— Sentem-se.

Até o momento de sentarmos, ela olhava fixamente para o computador enquanto digitava. Em seguida, ela apoiou os braços na mesa e direciona seu olhar para mim.

— Então era você o backing vocal misterioso...

— Sim... — Dei um sorriso sem jeito.

Ela mexe em alguns papéis em sua mesa, e então, volta a olhar para mim.

— Jungkook, vou ser direta, queremos fechar um contrato com você.

Eu realmente não esperava isso, achei que ela brigaria, ou talvez, até mudasse de ideia depois que descobrisse que sou eu.

— Desculpe, Sra. Park, mas não sei se posso fazer isso.

Assim que respondi, o Jimin pulou da cadeira indignado.

— O que? Por que não pode?

— Jimin, sou eu quem está fazendo a reunião. — Ela fala firme e ele senta logo em seguida. Pelo seu olhar, sei que ele queria me matar ali mesmo.

— Sra. Park, eu me adaptei a trabalhar com seu filho, e não quero deixar de fazer isso.

O Jimin começa a me olhar com aquele mesmo olhar cheio de amor e ternura, na frente da mãe dele, enquanto eu tentava dar um chute leve no pé dele para ele parar.

Ela apoia o corpo para trás na cadeira e olha pra nós dois enquanto analisa minha resposta por alguns segundos.

— Vamos fazer um acordo, você fecha o contrato e continua trabalhando com o Jimin até quando quiser, pode ser? Vai ser difícil conciliar os ensaios com a agenda dele, mas acredito que você consiga.

Eu deveria pensar sobre ser ou não um idol, mas só consigo pensar se vou ou não ficar longe do Ji. A essa altura, nem tem mais como eu dizer não.

— Ok, eu aceito.

Ela respira aliviada.

— Ótimo, um funcionário responsável pelos contratos entrará em contato com você após o réveillon. Não só isso, Jaechan entrará em contato com você pra te passar os demais detalhes sobre seu MV. Lançaremos um pouco depois do disco do Jimin.

— Tudo bem.

Ela levanta e aperta a mão do Jk.

— Seja bem vindo a Town.

— Obrigado pela oportunidade, Sra. Park.

Nos despedimos e saímos.

No corredor, ele começa a andar na minha frente, olhando pra mim.

— Tô tão feliz que você topou. — Ele dava pulinhos pelo corredor.

— Espero que tudo dê certo...

— Claro que vai. — Ele aperta rapidamente meu rosto com as duas mãos.

Fomos até uma sala de ensaios enorme, com chão em tons amadeirados e paredes escuras. Assim que passamos pela porta, ele trancou. Não havia ninguém lá dentro.

— Senta ali, vou te mostrar uma música que tô ensaiando os passos.

— Jimin, Jimin, isso não vai acabar bem...

— Senta logo!

Sentei no chão mesmo momento.

— Assim que eu gosto. — Ele dá uma risadinha safada e gostosa enquanto morde os lábios. Em seguida, abaixa e me dá um selinho demorado.

Ele se afastou, tirou o tênis que estava usando, foi na direção de um computador, ligou uma música e começou a dançar.

Ele não tinha timidez alguma, e eu amava isso. A cada passo, ele me olhava, e era como um feitiço pra mim, e sua dança me prendia a cada movimento. Ele era tão delicado em cada gesto, e ao mesmo tempo, demonstrava total conhecimento e experiência.

Sinto meu coração bater mais forte enquanto borboletas voam pela minha barriga. Eu deveria falar algo? Não sei, porque eu simplesmente não conseguia falar nada.

Ele era arte pura, e eu, completamente apaixonado pela arte...

No fim, ele dá um mortal absurdo e para ofegante. Ele corre e senta no chão, do meu lado.

— Gostou? A coreografia ainda não tá completa, mas estamos criando aos poucos pra apresentar no meu próximo show.

— Nessa sala tem câmeras?

— Não, porq...

Agarrei ele e deitamos no chão, e ali eu enchi ele de beijos e cócegas.

— Eu amei tanto que quero que você faça isso sempre, assim, só pra mim.

Ele dá um sorriso tão lindo.

— Sempre que você quiser.

Dou mais alguns beijos nele enquanto brincamos. Estávamos a muito tempo trancados na sala, ninguém ainda procurou ele, mas não podemos contar com a sorte.

Ele colocou de volta o tênis e descemos para a garagem.

— Eu tô com fomeeeee... — Ele faz quase um protesto enquanto reclama.

— Qual a novidade nisso, não é mesmo loirinho? — Dou risada. — O que você quer comer?

— Eu sempre escolho, escolhe você dessa vez.

Olhava pra estrada enquanto tentava pensar em alguma opção.

— Vamos comer samgyeopsal (barriga de porco grelhada).

— Boa ideia, vamos logo, acelera aí.

Lembrei de um restaurante de churrasco coreano perto do centro, então dirigi até lá.

[...]

Ainda dentro do carro, ele escondeu seu rosto com um boné e uma máscara, e descemos. Próximo a entrada havia um homem passeando com um doberman, e ele veio direto na minha direção.

— E aí, amigão. — Abaixei comecei a fazer carinho nele. — Como ele chama?

— Goku.

— Goku, gostei do seu nome.

O Jimin se abaixou e fez carinho nele também, depois de alguns minutos, o rapaz foi embora e entramos.

Escolhemos uma mesa mais ao canto do restaurante.

— Toma, grelha você. — Ele me deu os talheres e comecei a grelhar as carnes. — Não sabia que gostava de cachorros.

— Eu amo. Quando morava com minha tia eu era louco pra ter um, mas ela nunca deixou. Quando entrei na polícia não tinha porque morava sozinho. Comecei a morar com os meninos e a ideia nunca mais veio a tona. Ou seja, nunca deu certo.

— Que lindo que você é.

Conforme os pedaços foram ficando prontos, eu colocava no prato dele enquanto pensava num jeito de puxar o assunto do réveillon.

— Ji... — Eu estava sem jeito.

Ele me olha enquanto mastiga.

— Bem... você tem planos para o ano novo?

— Meu plano é você. — Ele leva à boca outro pedaço de carne e ri.

— Tô falando sério. Você vai passar com seus pais?

— Eu também estou falando sério, quero ficar com você, não importa onde. Você vai passar com os meninos?

Dou um gole no chá gelado e volto a olhar pra ele.

— O Jin e o Tae vão comemorar com os pais do Jin.

Ele me olha surpreso e faz uma dancinha animada com o corpo.

— Isso é ótimo, então vai ser só nós dois. Eu não posso viajar mesmo, preciso ficar em Seoul nos próximos dias.

Ele pode passar onde quiser, em qualquer lugar no mundo, com qualquer pessoa, mas prefere ficar comigo.

— Você tem certeza disso?

— Não só tenho certeza, como eu quero cozinhar. Algo simples pois não sou um Taehyung.

Ok, até pode até parecer um pouco egoísta da minha parte, mas ele ter dado a ideia de passar uma data comemorativa como essa só comigo me deixou feliz pra caralho.

— Por mim está mais do que combinado, meu amor.

Trocamos olhares afetuosos e voltamos a comer.

Assim que saímos do restaurante, dirigi até a casa dele e chegamos em pouco tempo.

— Quer ir embora com meu carro?

— Acho que vou com minha moto, ela já tá quase criando teia de aranha aqui na garagem de vocês. Preciso lavar ela.

— Tá bem, tchau, te amo. — Trocamos um carinho rápido entre as nossas mãos e ele desceu do carro e entrou na sua casa.

Guardei a Porsche na garagem e fui até minha moto. Falei sobre as teias no modo figurativo, mas minha moto estava realmente toda empoeirada. Bati a mão rápido nela e fui para casa.

O ano novo estava chegando e eu estava ansioso pra começar meu ano do lado dele.

[...]

Dois dias se passaram, e a virada do ano é nessa noite.

Nesses dias o Ji teve compromissos rápidos na Town, e só ficamos sozinhos em poucas oportunidades. Eu já estava com abstinência dele.

Hoje eu realmente estava com preguiça, então só corri por vinte minutos em volta do quarteirão do apartamento e logo voltei.

Assim que entrei, comecei a organizar e limpar tudo. Eu estava faminto e o Tae estava dormindo, nao dava pra implorar a ele por comida, tive que cozinhar algo.

Fiz lámen pra não perder meu tempo.

O Jin levantou desesperado e descabelado, tenho certeza que ele está atrasado.

— Você vai com a gente na casa dos meus pais?

— Não, obrigado pelo convite Jin, vou ficar aqui com o Jimin. Não apareçam amanhã antes das dez da manhã aqui.

— Pode deixar, já entendi o recado hahaha vou nessa que tô atrasadíssimo pro ensaio. — Ele sai correndo e bate a porta.

— Mal educado.

Terminei de comer e organizei o quarto. Hoje cedo o Ji tinha compromissos com o pai e com o Namjoon, então não precisou eu ir junto, o que piora mais ainda minha abstinência que tô dele.

Não sei se o pai dele já sabe sobre toda essa história do meu MV, mas já crio mil paranóias achando que nos vemos menos nesses dias por causa disso.

Ou pior, crio paranóias sobre o Taemin ter contado sobre nós, mesmo que eu saiba que não.

Eu preciso me acalmar, isso certamente não aconteceu.

Fui em uma loja e comprei um casaco de moletom que já vi ele namorando várias vezes em lojas diferentes. O preço era realmente uma facada, mas pra alguém que merece o mundo todo, isso não é nada.

Em seguida comprei morangos cobertos com chocolate em uma confeitaria. Depois ainda fui ao mercado e comprei todos os ingredientes que o Ji vai usar à noite.

Voltei pra casa e entrei com um monte de sacolas, nesse momento senti meu celular vibrar. Coloquei as sacolas na mesa e peguei pra ver quem era.

— Ele não fez isso comigo... — O que era inevitável, aconteceu, fiquei excitado só de ver essa foto

Quero agarrar nessa cintura e te foder a noite toda.

Esse garoto me deixa louco!

Conversamos mais um pouco e coloquei meu celular pra carregar enquanto ele foi fazer as coisas dele.

Assim que terminei de arrumar tudo, fui descansar um pouco. Acordei cedo e não parei desde a hora que abri os olhos.

E hoje quero ter energia de sobra pra gastar com ele.

[...]

Me despedi dos meninos que saíram do apê por volta de 20:28h. O Jimin inventou que quer fazer pizza, então deixei todos os ingredientes separados pra ele.

Comprei muita bebida, e coloquei todas pra gelar, acho que até exagerei, mas nós dois gostamos de beber, então tá tudo certo.

A campainha tocou, e fui correndo abrir.

— Uau... — Ele estava incrível em uma camisa branca, carregando um sobretudo e algumas sacolas nas mãos. — Você é real? — Peguei na mão dele, que ficou todo bobo com a brincadeira.

— Obrigado. — Suas bochechas já ficaram coradas entre um sorriso tímido.

— Vem. — Puxei ele de forma cuidadosa e ele entrou.

— Tá tudo tão lindo aqui. — Ele parou e olhou ao redor enquanto soltava algumas sacolas que estava segurando.

Eu deixei as luzes principais apagadas e apenas as amarelas ligadas, tudo estava com uma vibe gostosa. Assim como ele.

— Gostou? — Abracei ele por trás e beijei seu pescoço enquanto sentia seu cheirinho doce.

— Muito. — Ele vira o rosto e me dá um beijinho. — Ahh, espera aí.

Ele solta do meu abraço e vai em direção da porta, abre, pega com cuidado uma caixa do chão no lado de fora e entra de novo.

— Toma, um presente. É simples, mas imaginei que iria gostar. — Ele coloca em cima do sofá. A caixa era moderadamente grande e estava entreaberta.

Ok, isso realmente me pegou de surpresa.

— Ji, céus, isso é sério?

— Uhum. — Ele entrelaça as mãos enquanto seus olhos brilham.

Meu coração pulava do meu peito. Eu estava sem jeito e nem conseguia pensar nas possibilidades do que era. De repente, escutei um barulho.

Eu olhei pra ele e abri a caixa depressa.

Era o filhotinho de um doberman.

— Eu não acredito! — Eu fui pra trás com as mãos tampando a boca, completamente desacreditado. Eu pensei em TUDO, menos nisso.

O Jimin me olhava todo ansioso pra ter certeza se eu gostei, fui na sua direção e dei um abraço forte.

— Ji, isso... Eu tô sem palavras. Muito obrigado! — Coloquei a mão dentro na caixa e peguei ele no colo, e pra completar minha surpresa, ele estava exatamente com o mesmo cheiro de morango que o Jimin tem.

— Eu te amo. — Ainda segurando o filhotinho, voltei a abraçar o Ji, que retribuiu me abraçando mais forte ainda. Eu estava feito bobo e estava feliz por isso.

Ele realmente é surpreendente e presta atenção em cada detalhe que eu falo ou faço. Sinceramente, seria loucura se eu não tivesse me apaixonado por ele.

— Qual vai ser o nome? — Ele pergunta.

E eu simplesmente escolhi o mesmo nome que eu sempre quis colocar.

— Bam.

Ele sorri pra mim.

— Certeiro. Isso prova mais ainda que era seu sonho, tô feliz por isso. — Seja bem vindo, Bam. — Ele faz carinho nele.

— Eu também comprei um presente pra você, mas não chega perto dessa surpresa.

— Eu quero! Onde está? Cadê? — Ele olhava de um lado para o outro.

— Está n...

— Já sei, no seu quarto! — Ele correu antes que eu pudesse responder qualquer coisa. E dois segundos depois...

EU NÃO ACREDITOOO! — Ele gritou de dentro do quarto e voltou correndo pra sala com a caixa na mão, colocou no sofá e pulou no meu colo. — Muito obrigado! Eu juro que eu estava olhando quase agora, olha isso.

Ele desbloqueou o celular e uma das abas abertas era o mesmo casaco, no site de uma loja.

— Tô feliz que gostou, desculpe por não ser a altura do seu presente.

— Você tá maluco? Eu amei! Eu queria tanto esse moletom. — Ele levanta na sua frente e observa. — Ele é caro, e muito. Não era pra você ter gastado tudo isso comigo.

— Você merece muito mais.

Admiramos nossos presentes por mais um tempo, coloquei o Bam pra dormir no quarto do Jin, e então, fomos pra cozinha. Ele preferiu trocar de roupa pra não sujar a que estava usando, então pegou uma calça moletom e uma camisa minha que não me serviam mais.

E nele couberam certinho.

— Vamos começar. — Ele começou a misturar os ingredientes pra fazer a massa. Enquanto isso, abri duas garrafas de soju pra gente beber e liguei o som.

A gente não se desgrudava, ou, eu não desgrudava dele. Cada ajuda que eu dava era um beijo ou um abraço nele. Ele começou a sovar a massa, e nossa, até fazendo isso ele conseguia sexy.

— Me desculpa pela bagunça, mas não sei cozinhar feito gente normal.

— Tá tudo bem. Tô orgulhoso do meu amor, fazendo tudo isso sem receita. — Abracei e beijei ainda mais o seu pescoço.

— Precisar de receita pra fazer a massa de uma pizza é uma vergonha.

— Poxa, eu iria precisar...

Ele cai na risada.

— Foi mal meu docinho. — Ele se virou na minha direção ainda rindo, e me abraçou sem me tocar com as mãos. — Pega o queijo e mais farinha, por favor.

Ele começa a esticar a massa na forma, eu aproveitei e tirei várias fotos dele.

Eu estava feito idiota admirando cada mínimo movimento que ele fazia. E depois de alguns minutos, ele terminou. A massa rendeu duas pizzas grandes, colocamos pra assar e fomos pra sala beber.

Ele foi no quarto e colocou a roupa que estava usando, e voltou pra sala, onde sentou do meu lado no sofá, e ali ficamos conversando enquanto várias garrafas de soju iam embora.

Deixamos a cortina da varanda aberta, mas o frio não nos permitia ficar com a porta aberta também. Mas, mesmo pelo vidro, ainda dava pra ver os fogos de artifício, que iluminavam o céu de Seoul.

— Vou colocar comida para o Bam, espera aí. — Ele levantou e foi no quarto.

Mudei a música e em seguida, ele voltou e foi para a cozinha. As pizzas estavam prontas. Colocamos na mesa e servi nossos pratos, e mais soju.

Também coloquei os morangos e outros doces que comprei pra ele.

E como imaginado, a pizza estava incrível.

— Hmmm, que gostoso, Ji! — Falei ainda de boca cheia.

O recheio estava uma delícia, e a massa no ponto certo. Eu realmente me sentia quase um italiano a cada pedacinho que eu mordia.

— Obrigado. — Ele sorri orgulhoso de si mesmo.

Terminamos de comer e ainda ficamos ali sentados por alguns minutos enquanto nossas mãos trocam carinhos. Tirei uma foto sem ele notar e rapidamente postei no instagram, e alguns minutos depois já tinha comentários de alguns amigos.

Eu me sentia tão completo que era difícil de acreditar que tudo era real, que ele está aqui, comigo.

Voltamos para o sofá, aumentamos o volume da música e ficamos ali bebendo e conversando. Os fogos começaram a ficar mais intensos no céu, olhei para o celular e vi que era 00:00h.

— Feliz ano novo, meu loirinho. — Nos abraçamos forte e mergulhei meu rosto no seu pescoço. Por mim, eu ficaria nesse abraço pra sempre.

— Feliz ano novo! Tô tão feliz de estar aqui com você. — Ele aperta meu rosto e me enche de beijos por todo lado, até nos olhos.

— Eu também estou, e se depender de mim, ainda teremos juntos muitos anos novos pela frente.

Ele coloca a garrafa que estava no chão, senta no meu colo e começa a me beijar. Larguei minha garrafa no mesmo momento e minha mão percorreu seu corpo por baixo da sua camisa, entre o beijo.

Bastou poucos minutos para nós dois ficarmos excitados, ainda mais que, quanto mais ele me beijava, mais ele rebolava no meu colo.

Nossos corpos já pegavam fogo.

— Espera, eu vi uma coisa no seu quarto um dia desses... — Ele pulou do meu colo e foi na direção do quarto, voltando com uma das minhas algemas nas mãos. Isso me tirou a risada mais sáfica que eu poderia ter.

— Você quer que eu te prenda?

— Não, EU quero te prender.

Levantei rápido, peguei ele no colo e levei na direção do quarto enquanto minha mão apalpava sua bunda gostosa. Coloquei ele na cama e voltamos a nos beijar. Ele segura minha camisa e puxa rápido pra tirar, e em poucos segundos, já estamos completamente pelados.

— Fica ali. — Ele aponta na direção da cabeceira da cama. Assim que fui, ele prendeu minha mão pra cima.

— E como vou conseguir ficar sem te tocar?

— Vai ter que aguentar. — Que risada sem vergonha que ele deu quando respondeu...

Ele senta em cima de mim e começa a estimular nós dois juntos com uma única mão. Os dois já estavam molhados de tesão então nem precisou lubrificante pra isso.

Ele olha pra cima e geme enquanto continua nos masturbando. Sua outra mão se apoia na minha perna e me aperta forte. Eu estava louco pra agarrar ele, mas com a mão presa, era literalmente ele quem estava no comando.

Ele solta, abaixa seu corpo próximo do meu e começa a rebolar com a boca perto da minha.

— Tá gostoso? — Seu olhar sempre com a energia completamente diferente da que ele tem no dia-a-dia, e eu amo isso.

— Uma delícia... se você continuar assim, eu vou gozar antes da gente fazer qualquer outra coisa.

Ele abaixa mais e leva a boca no meu ouvido.

— Eu faço seu pau ficar duro de novo.

Caralho...

Ele rebola e esfrega nossos pênis ainda mais enquanto volta a me beijar. Ele então levanta o corpo e olha ofegante pra mim.

— Onde tá o lubrificante?

— Ali... — Apontei para a gaveta na mesinha de cabeceira. — Vou continuar preso?

— Óbvio.

Ele coloca lubrificante na mão e passa em mim enquanto me olha mordendo os lábios.

— Você é um safado... — Falei admirando sua mão percorrendo pelo comprimento.

— Sou? — Ele levanta um pouco o corpo e encaixa no meu pênis, e senta devagar enquanto me olha nos olhos.

— Uhum, é... — Ele continua sentando e aumentando a intensidade aos poucos. Seu olhar conseguia transmitir o prazer que ele estava sentindo, e isso me deixava com mais desejo ainda.

Caralho, como ele é gostoso!

Ele apoia a mão na minha barriga, para de sentar e começa a rebolar. Meu quadril levanta ligeiramente pra sentir ele ainda mais.

— Q-que delícia, ahhh... — Ele joga a cabeça pra trás e geme enquanto rebola no meu pau e senta mais fundo. Seu pênis estava completamente duro, e eu não conseguia parar de olhar.

— O que você está olhando? — Ele aperta minha cintura.

— Me solta que eu te mostro.

— Então eu quero ver mesmo. — Ele sorriu, tirou devagar de dentro dele, pegou a chave e abriu a algema.

— Agora vem aqui. — Em um movimento rápido, segurei ele assim que me soltou, colocando seu corpo onde eu estava.

— Ei espera aí... — Nem deixei ele terminar de falar e algemei ele do mesmo jeito que eu estava.

— Minha vez.

Ele sorriu e mordeu os lábios, enquanto levantou uma das pernas e apoiou o pé no meu ombro.

— Então vem...

Deixei a perna dele ali no meu ombro mesmo enquanto a outra ficou abaixada, então soquei de volta nele. Eu estava louco pra pegar no pênis dele então foi a primeira coisa que fiz.

Ele volta a gemer enquanto me olha com prazer.

— Kookie... eu... eu t-te amo — Suas palavras saiam com dificuldade em meio a sua respiração intensa.

Abaixei a perna dele e aproximei meu corpo ainda mais, colando meu rosto no dele.

— Eu também te amo, meu loirinho gostoso! — Mordi seus lábios carnudos enquanto nossos olhares estavam vidrados um no outro, sentindo cada sensação desse momento só nosso.

Ele geme com a boca próxima da minha. Qualquer coisa que ele faz me deixa mais louco ainda.

O frio da noite de fim de ano cobria Seoul, e os relógios marcavam 3°C, e mesmo assim, o quarto estava quente feito chamas. Tão quente que nossos corpos suavam de tanto prazer.

— Vai, c-coloca mais... — Ele geme e contrai o corpo, levantando o quadril ainda mais na minha direção. Continuei masturbando ele enquanto enfiava, até que seu gemido se intensificou ainda mais.

Assim que senti minha mão quente, notei que ele começou a gozar, não consegui me segurar e também gozei junto com ele.

Apoiei minhas mãos na cama ao redor dele enquanto respirava pesado, como se eu tivesse corrido uma maratona.

Meu cabelo estava suado e pingando nele.

Peguei a chave e abri a algema, liberando a mão dele. Ele abriu os braços, me chamando pra um abraço.

— Eu tô suado... — Respondi.

— E eu não estou, né? Vem logo.

Deitei do seu lado e ele me abraçou, me envolvendo com seus braços.

Ele ainda respirava alto e eu também. Virei meu corpo rápido e peguei meu celular pra ver as horas.

— Nossa...

— O que? — Ele me olhou curioso.

— Nós transamos por mais de uma hora, sem parar.—  Estava tão gostoso que a hora voou.

Ele sorri tímido pra mim, o que me tira um sorriso quase instantaneamente. Não me canso de observar cada traço dele, assim como me sinto cada dia que passa, mais louco por ele.

Ficamos alguns minutos ali recuperando o ar, mas eu via que seus olhos já estavam ficando pequenos conforme ele bocejava.

— Vem, vamos tomar banho, você já está caindo de sono. — Estendi as mãos na sua direção.

— Eu? Não tô não. — Ele senta na cama e coça os olhos de forma sonolenta enquanto pega minha mão.

— Imagina se estivesse.

Fomos para o banheiro e tomamos banho juntos, ou ao menos tentamos, porque a gente simplesmente não se desgrudava. Ficamos abraçados fazendo carinho um no outro quase o banho todo.

Assim que terminamos, corremos pro quarto e ele voltou pra cama. Peguei o Bam que estava dormindo na caminha dele no quarto do Jin, e coloquei no meu quarto, ao lado da minha cama.

O Ji tem dependência em dormir com tv ligada, então ele ligou, escolheu algum anime e deitou no meu peito. Agora que o calor dos nossos corpos passou, precisei ligar o aquecedor pra ficar mais aconchegante.

Bastou poucos segundos fazendo carinho no cabelo dele, pra ele dormir. E depois de alguns minutos sentindo o cheirinho de morango dele, eu também peguei no sono.

Eu, ele e o Bam. Nós três dormimos feito anjos.

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[🪽]

Oi pra você, leitor(a) mais lindo(a) do mundo.
Espero que tenham gostado dessa capítulo , ele ficou enorme, hihi 🫶🏻

Seu voto e seu comentário são muito bem vindos pra me incentivar a continuar.

Aproveitando, me digam se gostam de histórias com muitos capítulos ou se preferem mais curtinhas, pois não sei quando finalizar essa 🫂

Até o próximo capítulo!

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