03 :: o conflito de interesses

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JEON JUNGKOOK

Era meu primeiro dia de trabalho. Acordei cedo para preparar um café americano antes de sair. Passei pelo quarto do Jin e notei que ele ainda estava dormindo, então bati na porta para acordar ele logo.

— Já vou! — Sua voz impaciente ecoou pelo apartamento.

— Vai logo e não grita.

Enquanto eu tomava café, olhando a vista de Seoul pela janela, vi que o preguiçoso finalmente tinha levantado.

— Que cara é essa? Queria que suas fãs te vissem assim.

— Sou maravilhoso de qualquer forma, aceite — ele mexeu no cabelo enquanto massageava o próprio ego.

— Ok, senhor egocêntrico. Vamos com a minha moto?

— Não cai bem um idol chegar na garupa de uma moto, vamos de carro. Mas espera, eu quero beber café também.

Ele bebeu apressado enquanto eu me arrumava. Coloquei uma camisa social preta, e uma calça da mesma cor. Peguei uma garrafa de água com gás e saímos. O Jin foi dirigindo até a gravadora, enquanto eu fazia minhas últimas pesquisas sobre o riquinho.

[...]

Assim que chegamos no prédio grande e majestoso, vi alguns fãs atrás de grades na frente do prédio, certamente esperando por algum idol. Percebi que os gritos se intensificaram quando o carro parou. Os gritos eram para o Jin, e às vezes eu me esquecia que ele também estava se tornando famoso.

— Você já pode treinar e fingir ser meu segurança. Já é um treino, mas se prepare pois o público do Jimin é muito maior que o meu.

— Se sua intenção era me preparar e incentivar, você falhou nisso.

Deu risada e em seguida, desceu do carro com a maior simpatia e carinho com os fãs. Ele parecia um pouco tímido, mesmo assim cumprimentou todos que que o esperavam, até deu alguns autógrafos e tirou algumas fotos.

Enquanto ele se ocupava com as fãs, aproveitei para observar o ambiente. A entrada da gravadora era imponente, com portas de vidro espelhado e um grande saguão.

— Pronto, podemos ir — disse Jin, voltando para o meu lado.

Entramos no prédio e fomos direto para a recepção. Uma recepcionista nos cumprimentou com um sorriso profissional e nos pediu para aguardar um momento enquanto ela verificava nosso agendamento.

— E aí, preparado? — perguntou Jin

— Mais ou menos.

— Relaxa, você vai se sair bem. — Ele deu um tapinha amigável no meu ombro.

Logo fomos chamados para subir.

Eu olhava tudo ao redor, admirando sutilmente o lugar. Havia luxo em todas as decorações, desde as mais pequenas até as gigantescas, como um lustre todo de cristal logo na entrada da empresa.

Pelo visor do elevador, vi que fomos até o 12º andar, o último do prédio.

— Espere aqui, vou avisar ao Namjoon que você chegou. Ele vai te apresentar ao CEO. Eu vou seguir meu caminho; nos encontramos na hora de ir embora.

— Valeu, Jin.

Depois de uns quinze minutos esperando, ninguém apareceu.

— Que merda, vão me deixar esperando até quan...? — Antes que eu pudesse terminar a frase, resmungando, vi um homem de meia-idade saindo do elevador, cercado de três seguranças enormes. Ele deve ser o CEO.

Após atravessar uma porta de madeira maciça, com maçanetas de ouro, um dos seguranças veio em minha direção.

— Você deve ser Jungkook. Prazer, sou Kim Namjoon — Ele se curvou ao me cumprimentar.

Levantei rapidamente para me curvar de volta.

— Sou sim, prazer em te conhecer, Sr. Namjoon — Tentei manter minha postura o mais formal possível.

— Não precisa de formalidades comigo — Ele deu um sorriso simpático. — Me acompanhe, vou te apresentar ao Sr. Park. Ele está te aguardando.

Caminhamos em direção à porta luxuosa pela qual o homem havia entrado. Lá dentro, a sala era igualmente impressionante, repleta de troféus espalhados pelo ambiente, com uma decoração minimalista, elegante e luxuosa.

— Com licença, Sr. Park. Este é Jeon Jungkook, o novo guarda-costas — Namjoon apontou para mim enquanto me apresentava a ele. Eu me abaixei para cumprimentá-lo também.

Os olhos do CEO me observaram dos pés à cabeça antes de dizer qualquer palavra.

— Você é forte, é exatamente o que preciso. Tudo bem para você já começar hoje? Precisarei viajar por uma semana, então já quero que comece suas atividades imediatamente.

— Obrigado, Sr. Park. Por mim, tudo bem.

— Ótimo. Você já ouviu falar do meu filho?

— Sim, senhor.

— Então você já sabe que ele não é fácil. Controle essa personalidade m dele que te darei um valor muito maior que mais de um ano de trabalho seu.

Isso fez meus olhos brilharem.

— Não tenha dúvidas que conseguirei, senhor.

Ele pareceu animado com minha resposta confiante. Seu olhar se virou para Namjoon.

— Namjoon, chame o Jimin, por favor. Ele está no estúdio de composições.

Namjoon se abaixou, concordando, e saiu da sala, deixando apenas eu e o Sr. Park.

— Ouvi dizer que foi policial. Você saiu por algum motivo em especial?

Eu não poderia contar o real motivo. Se souber disso, não me deixaria tomar conta do único filho dele.

— Estou afastado devido a alguns remanejamentos internos, mas daqui a um ano eu voltarei.

Eu nem sabia se realmente conseguiria voltar.

— Ótimo, é tempo suficiente pra corrigir meu filho. Ele gosta de sair e beber, e é maior de idade, então infelizmente, eu não consigo proibir, mas preciso ao máximo que ele evite essas saídas. A carreira dele está em jogo nesses comportamentos.

— Ok, darei meu melhor para que isso não aconteça — permaneci em pé enquanto respondia.

Escutei a porta abrindo e olhei na direção. Era Namjoon entrando. Logo atrás dele, vi alguns fios dourados brilhando como ouro. Deve ser o tal Jimin.

E era.

Ele parecia de mentira, mas ao mesmo tempo, era exatamente como nas fotos da internet.

Seus olhos castanhos se direcionaram para mim com completo desprezo e desdém. Quem esse garoto acha que é para me olhar dessa forma?

— Jimin, este é Jungkook, seu novo guarda-costas. Já conversei com você, então não tenho mais nada a dizer. Ele começará a te acompanhar hoje e também irá ao fanmeeting com você, estamos entendidos?

O tom de voz do diretor mudou completamente ao falar com o tal Jimin, mais tenso com certeza.

— Ok — respondeu ele com o mesmo desdém com que me olhou.

Isso me deixou irritado, com vontade de corrigir esse mimado do caralho.

Jimin saiu da sala sem mais nem menos. Olhei para o Sr. Park, confuso, e ele fez um gesto com a mão, apontando para a porta.

— Já pode começar seu trabalho.

— Ok, com licença.

Saí da sala dele em seguida e caminhei atrás do playboy pelo prédio a uma certa distância, até ele se irritar e virar para mim.

— Você é meu guarda-costas, não minha sombra. Não precisa me seguir por toda a empresa.

— Estou apenas obedecendo ordens, senhor.

Fazia exatos dez minutos que conhecia esse cara e já consegui odiar ele.

— Quantos anos você tem? — ele perguntou.

— 25. Por quê?

— Sou mais novo que você, então não me chame de senhor — ele deu um longo suspiro, incomodado.

— Ok, como devo chamá-lo?

— Isso não importa, só não me chame dessa forma — Ele deu as costas e continuou andando.

Assim ele seguiu durante todo o dia. Ficou em um estúdio com um compositor enquanto trabalhavam na letra de uma música. Pude deduzir que era isso, pois a porta estava entreaberta e eu consegui ouvir alguns trechos da conversa.

Fiquei o tempo todo esperando do lado de fora, mesmo com as horas passando gradativamente.

[...]

Depois de algumas boas horas, eu já estava maluco para fumar um mísero cigarro. De repente, a porta do estúdio abriu e o garoto mimado saiu, parando na minha frente.

— Eu estou com fome.

Porra, ele tá achando que sou o quê, mordomo?

— Ok, vou te levar para comer alguma coisa.

— Alguma coisa não, quero ir no Mashineun Tteokbokki.

Eu já fui a esse restaurante com o Seokjin uma vez. O tteokbokki que eles fazem é realmente o melhor de Seoul, mas tem um porém...

— Mas esse restaurante é do outro lado de Seoul.

Ele cruzou os braços e me encarou.

— E qual o problema? Se não está mais aguentando lidar comigo, então desista.

— Não existe problema algum.

— Ótimo, então vamos — Ele saiu andando e me deu as costas, de novo.

Do lado de fora, um dos seguranças me entregou uma BMW X5 Security, toda preta. Entrei no banco do motorista, e ele no banco de trás, com a cara fechada e em silêncio.

Observei ele algumas vezes pelo retrovisor. O caminho todo, ele parecia conversar com alguém por mensagem; seus dedos não paravam de teclar na tela do celular.

Seu olhar rapidamente se direcionou ao retrovisor também. Tentei disfarçar e mudei minha atenção para a estrada. Talvez ele tenha notado, mas que se dane.

Ficamos mais de trinta minutos no carro. Assim que parei o veículo no estacionamento do restaurante, ele desceu e entrou. Eu queria esperar do lado de fora, mas infelizmente precisava entrar também, não sabia se haveria algum fã dele, além de ser uma ordem do próprio Sr. Park.

Ele estava com tanta roupa que, mesmo que houvesse, não seria reconhecido. Lá dentro, ele se sentou em uma mesa, e eu fiquei em pé próximo a ele.

— Você está me incomodando em pé. Senta logo — ele apontou para a cadeira.

Eu já esperava que esse emprego fosse difícil, mas talvez seja pior do que imaginei.

— Com licença — me sentei na mesa com ele.

Ele pediu duas tigelas de tteokbokki, que chegaram rapidamente. Pegou o hashi e começou a comer, mostrando que realmente estava com fome. Ele me encarou uns segundos depois

— O que foi? Não gosta?

— Sim — comecei a comer também para que ele parasse de me fazer perguntas.

E então, o silêncio. Não fazia sentido um guarda-costas sentado à mesa, comendo com seu chefe, e eu estava receoso de que isso parecesse ruim. Era só meu primeiro dia...

E como era de se imaginar, o tteokbokki estava muito bom. Eu não costumava comer com tanto queijo assim, mas olhando para a tigela dele, deu para notar que ele pediu para mim exatamente o que pediu para ele mesmo.

Assim que terminamos, saímos do restaurante depressa. Eu precisava chegar ao centro de Seoul o mais rápido possível para o fanmeeting que ele tinha que ir.

— Acelere mais esse carro. Caso não tenha notado, eu estou atrasado.

— Eu avisei que o restaurante era longe. Não posso correr e arriscar que aconteça algo conosco.

— Eu não tô nem aí para o que você pode ou não.

Encarei ele pelo retrovisor, e ele não se intimidou, me encarando de volta. Ele mal conseguia disfarçar que estava tentando dificultar as coisas para eu desistir, o que claramente não vai acontecer. Agora é uma questão de honra.

— Ok, já que insiste.

Em segundos, o carro que estava a 90 km/h foi para 180 km/h. Fui cortando entre os carros, e o veículo era tão potente que, em algumas manobras para costurar o trânsito, ele até se inclinava um pouco para o lado. Só diminuí a velocidade quando já estava próximo do endereço.

Ele não falou nada, mas pela sua expressão, dava para ver que ele não esperava.

Quando chegamos ao local do evento, vi aquele mar de gente na entrada. Eram tantas pessoas que era difícil até de contar, mais do que meus olhos conseguiam alcançar.

Ele arrumou o cabelo, que havia bagunçado durante a corrida de carro, e abriu a porta.

— Na próxima, tente não me matar, maluco.

Ele saiu e bateu a porta com grosseria.

Havia fãs e paparazzis por todo lado, e ele passava de forma gentil pelo corredor da entrada, cumprimentando a todos e tirando fotos. Eu fui logo atrás dele.

Porra de moleque mentiroso, de gentil ele com certeza não tem nada, só esse fingimento de merda.

Depois de 30 minutos se preparando, o evento começou. Fiquei ao fundo da plateia observando-o no palco. Ele parecia tão simpático, totalmente diferente do Jimin que estou conhecendo.

Meu celular apitou, era uma mensagem do Jin.

Eu odiava admitir, mas ele estava certo, eu precisava me aproximar desse cara, caso contrário meus dias serão um inferno. Eu preciso dessa grana, e não posso desistir por causa de um moleque mimado.
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PARK JIMIN

Quando estava nos palcos, me sentia preenchido. Eu ficava animado demais quando minha mãe marcava fanmeetings, pois conseguia me conectar profundamente com o meu público, além dos shows.

Enquanto uma fã fazia algumas perguntas, meu olhar se direcionou para o fundo da plateia, e lá estava ele, parado feito uma estátua, me observando. Esperava um homem da idade do meu pai para ser meu guarda-costas, mas acabei ganhando um cara quase da minha idade. Com certeza, ele tem energia para seguir minha agenda, o que é péssimo.

O desgraçado era bonito, e isso poderia me ofuscar na rua, pois as pessoas iriam reparar nele. Eu gosto de ser o centro das atenções, e não que outras pessoas próximas a mim sejam.

Enquanto eu respondia as perguntas com um sorriso no rosto, não conseguia parar de pensar em como seria lidar com ele. A cada olhar que eu lançava na direção dele, mais irritado ficava. Não era só o fato de ele ser jovem, mas a confiança que ele parecia exalar. Parecia impossível abalar o cara.

[...]

O encontro com os fãs durou cerca de três horas, e todo esse tempo ele permaneceu de pé, no mesmo lugar, com o mesmo olhar fixo em mim. Na hora de sair do palco, eu precisava passar pela plateia que me assistia, e, em um piscar de olhos, ele já estava ao meu lado para me acompanhar. Como vou conseguir ter motivos para me livrar dele se ele está fazendo tudo certo?

Enquanto ele caminhava na minha frente, tentei tirar uma foto rápida, mas nem sei se consegui capturar algo, pois ele se virou para mim rápido demais, como se tivesse pressentido.

Depois de mais alguns minutos andando pelos corredores em silêncio, chegamos ao carro.

— Pode me deixar na gravadora, depois eu vou embora com meu carro, preciso sair sozinho — falei, tentando soar casual.

— Seu pai sabe disso? — Ele se virou para trás, olhando diretamente para mim com aquele ar de provocação que já estava começando a me irritar.

— Não sabe, e nem vai saber. Ele está viajando.

— Ok — ele voltou a olhar para frente e ligou o carro.

Achei que ele insistiria ou ameaçaria contar para o meu pai. Bem, por mim, que continue assim. Eu realmente não me importava.

Na real, eu tentei não me importar durante o caminho todo, mas essa droga de silêncio estava me matando.

— Me passa seu número — estiquei o braço, segurando meu celular e entregando para ele.

Novamente, ele não falou nada. Pegou o celular da minha mão quando parou em um semáforo, digitou o número e devolveu em seguida, sem me olhar por momento algum.

— Não vai perguntar por que eu quero seu número?

— Eu trabalho para você, é minha obrigação — Sua atenção permaneceu no trânsito, como se o que eu tivesse dito não tivesse importância.

Eu não sei se ele estava agindo assim para colaborar ou pra me irritar, pois estava funcionando dos dois lados.

— Ok.

Voltamos a ficar em silêncio o restante do caminho. Abri minha conversa com o Hobi e enviei a foto que tirei.

Realmente, no fundo, todos nós temos um preço. Deve ter algum motivo para alguém como ele aceitar esse emprego. Enquanto estava perdido nos meus pensamentos, escutei a voz dele.

— Chegamos.

Ele realmente me trouxe para a gravadora...

— É... hmm, bem, obrigado.

Eu já estava saindo do carro quando escutei sua voz novamente.

— Jimin?

Pelo que me lembro, era a primeira vez que ele finalmente disse meu nome.

— Falou comigo?

— Se eu não posso te chamar de senhor, tudo bem chamar assim? — ele perguntou, mantendo o olhar sério.

Eu não esperava essa pergunta, mas tentei parecer indiferente, então dei com os ombros.

— Que seja — desci do carro e fechei a porta.

Fui em direção ao estacionamento e, em seguida, até meu carro. Comecei a procurar a chave nos diversos bolsos da minha roupa, até que uma mão forte bateu no carro, por trás de mim.

— Desculpe, Jimin, mas não vou arriscar perder meu emprego por causa de uma birra sua. Minha ordem é te deixar na sua casa.

— Você ficou louco? — Ele estava praticamente me prendendo entre ele e o carro.

— Louco? Não, só quero que você colabore, tudo bem? — Um sorriso sutil e intimidador apareceu em seu rosto.

Ele era maior e mais forte que eu, não o conhecia e nem sabia como ele poderia agir comigo. Era melhor ter cautela.

— Você pode sair de perto de mim?

Ele se afastou assim que terminei de falar.

— Vou te levar para sua casa, entre no carro.

— O quê? Esse carro é meu, e eu sei dirigir.

— Ótimo, vou ficar no passageiro mesmo. Vamos — Ele realmente entrou no meu carro.

Quem esse cara pensa que é?

Eu não tinha outra escolha, sabendo que não conseguiria enfrentar um cara desses, então só entrei no carro.

Enquanto dirigia, notei que ele estava digitando várias mensagens para alguém. Seria meu pai? Ou talvez o Namjoon? Essa desconfiança só me deixava mais irritado, mas eu tentava disfarçar me concentrando na estrada.

— Algum problema, senhor Park? — Ele me encarou enquanto falava, me provocando.

Eu não ia cair no jogo dele.

— Eu? Problema algum. — Voltei a olhar para a direção.

— Isso é ótimo.

Ótimo? Não tem nada de ótimo nisso. Que desgraçado!

Depois de mais alguns minutos desse clima infernal, finalmente chegamos em casa. Passei pelos portões e estacionei o carro na frente da entrada.

— O Namjoon ainda está lá dentro, vou chamar ele — saí andando sem esperar uma resposta.

Entrei em casa e avisei o Namjoon que ele estava do lado de fora. Fui direto para o meu quarto, desesperado para tomar um banho gelado, mesmo com o frio intenso. Eu precisava esfriar a cabeça e me livrar da irritação que esse dia me causou.

Depois que terminei, sentei na cama e troquei algumas mensagens com o Hobi enquanto secava meu cabelo com a toalha. Quando levantei, notei pela janela que o Namjoon e o Jungkook ainda estavam lá embaixo conversando.

Eu já tinha certeza de que o Namjoon dormiria aqui; meu pai não perderia a oportunidade de me deixar acompanhado.

— Espero que esse outro não fique aqui... — falei sozinho.

Desci para a cozinha e preparei lámen com queijo, meu prato prático favorito. Não conseguia enjoar, mesmo comendo quase todos os dias.

Subi com a tigela para o meu quarto e, ao passar pela janela, percebi que o Jungkook não estava mais lá.

— Que ótimo.

Sentei na cama e comecei a comer ali mesmo, tentando relaxar e esquecer o estresse do dia. Peguei meu celular para mandar uma mensagem pro Hoseok, mas, lembrei de algo naquele momento.

Eu salvei o contato daquele cara...

Tentei ver a foto dele, mas não dava pra ver muito bem seu rosto.

— Por que um policial perderia tempo cuidando de um idol? — sussurrei para mim mesmo.

Procurei o nome dele nas redes sociais e só encontrei o Instagram dele, mas, como eu imaginava, estava bloqueado e com pouquíssimos seguidores.

— Mas que porra, por que estou perdendo meu tempo? Que se dane — fechei todos os aplicativos e deixei o celular de lado.

Então, voltei minha atenção para o lámen, tentando esquecer a frustração e aproveitar um momento de tranquilidade.

Tudo isso num único dia, eu não vou mais ter paz.

Terminei o lámen, deixei a tigela de lado e deitei na minha cama, debaixo das cobertas grossas.

— Alexa, ligue a televisão e coloque alguma série aleatória de ação.

A televisão ligou e começou a passar uma série que eu não conhecia. O som da TV preenchia o quarto, ajudando a criar uma atmosfera mais relaxante. Enquanto assistia, meu cérebro ainda estava ocupado tentando pensar em uma forma de voltar a ter minha liberdade.

Eu me forcei a focar na tela, no ritmo da ação e nos personagens, para tentar deixar as preocupações de lado, mesmo com sono.

Depois de alguns minutos, o cansaço finalmente venceu, e meus olhos começaram a se fechar. Mesmo com a TV ainda ligada, o sono tomou conta e eu adormeci com o barulho ao fundo.
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Alguns capítulos eu vou dividir entre os dois
Espero que gostem assim.

(edit: esse é o único capítulo divido dessa fic, não gostei desse formato, mas não mudei para não prejudicar o enredo desse capítulo.)

Me desculpem qualquer erro ortográfico, juro que revisei mt, mas algo sempre passa, hihi

Até o próximo capítulo!


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(Capítulo reescrito em agosto/24)

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