Capítulo 64

Notas (iniciais) da autora: Hey pessoal, como estão? A batalha de Hogwarts começa... agora!


*ೃ *ૢ✧

Assim que entrou em Hogwarts, Anastasia percebeu que ali terminaria tudo o que se iniciou naquele mesmo lugar. Desde os onze anos, todas as vezes que entrava no castelo podia sentir magia em cada pedra, cada coluna e parede, até mesmo nas plantas ou no ar.

Era um sentimento bom que era despertado na menina, o suficiente para que a garota tivesse memórias afetivas das aulas, com os amigos e até mesmo, com Draco.

Mas agora, naquele exato momento, Anastasia não reconhecia Hogwarts como viu sua vida inteira. O clima era tenso pela ameaça que sabiam que estava a caminho.

Os alunos mais novos foram evacuados o mais rápido possível, primeiranistas que deveriam ter um ano mágico de descobertas estavam com feições tensas e alguns até de choro. O salão não tinha mais o teto estrelado, apenas o que já era do castelo, e foi quando Anastasia pôde ver Tiana junto com Ellen de longe.

— Vocês estão bem?

— Nós que perguntamos, soubemos que você foi levada — disse Tiana olhando para a amiga — Eles te torturaram? Ou...

— Não fisicamente, pelo menos não de forma tão grave — a corvina disse em um tom ácido — Mas não quero falar sobre isso agora, quero ajudar a preparar Hogwarts para a batalha.

— E como faremos isso? — perguntou Ellen — Minerva já cuidou da proteção com os feitiços das estátuas, ouvi que ela estava empolgada em usar esse feitiço um dia.

— Falar Piertotum Locomotor é mesmo um feitiço emocionante — disse Tiana e Anastasia assentiu — Agora, precisamos ajudar nas proteções com protego e todos os outros feitiços. Vou para os pontos mais baixos, somente para não passar nenhum em branco, nos vemos depois?

— Claro, e se cuida — Anastasia abraçou a amiga corvina antes de Tiana sorrir levemente e sair correndo para onde disse que iria.

— Vou para uma das torres, reforços aéreos são sempre bem-vindos. Se cuida Ana.

A loira também saiu correndo e Anastasia logo encontrou os professores fazendo o feitiço de protego maxima, assim como os membros da Ordem, de modo que a película de proteção podia começar a ser vista no céu. A corvina também notou que haviam dementadores nos arredores, o que tornava tudo ainda mais sombrio e uma multidão também começava a ser vista, marchando em direção ao castelo.

Voldemort não estava poupando esforços para ir atrás de Harry Potter.

*ೃ *ૢ✧

Conforme a película de proteção ia se desintegrando no céu, uma sensação estranha começava ser despertada em Anastasia. Pedaços semelhantes a fogo caiam gradativamente, e a corvina sabia que a qualquer momento tudo iria estourar.

De longe, notou que o mais próximo de si era Louis e um pouco mais atrás, estava Cedrico Diggory ao lado da irmã, junto com outros alunos tanto da Lufa-Lufa como da Grifinória. Membros da Ordem também estavam por perto, todos em pontos estratégicos para a batalha.

E foi quando se ouviu um estrondo. E o barulho de que as estátuas que protegiam o castelo já estavam sendo atacadas.

A batalha havia começado.

Explosões devido aos feitiços dos Comensais que vinham voando em forma de névoa faziam com que paredes, colunas e blocos de pedra voassem em todas as direções ainda no pátio de entrada. Minerva gritava para que todos fossem para dentro, afinal a área aberta não estava mais segura, e mesmo com os gritos da professora, Anastasia revidou com uma explosão das próprias mãos na direção do inimigo.

A varinha que segurava não estava sendo útil, seu poder era facilmente e melhor lançado por conta própria, mas ela não descartou o objeto, colocando dentro do casaco que usava.

Embora houvesse o brilho do Avada Kedavra por todos os lados, grande parte da Ordem ou dos alunos que estavam lutando revidaram com outros feitiços.

A corvina tentava ajudar os outros, lançando feitiços e rebatendo aqueles que eram dirigidos a mesma, sem pestanejar. Durante o confronto, buscava por um rosto conhecido mas não encontrava nenhum em meio aos borrões e ao fogo que estava em diferentes pontos do palácio, além das pedras e a poeira que voavam por todo lado tornando-se mortais dependendo da área que atingiria.

E ela tinha a sensação de que, cada vez mais, haviam Comensais chegando em grande escala.

O que significava uma coisa: Draco estava entre eles.

— ANA! — ela ouviu alguém lhe berrando e notou que era Luna — HARRY VAI DESTRUIR O DIADEMA DE ROWENA RAVENCLAW!

— O QUE? — ela gritou antes de lançar outro feitiço, desta vez um que viria pelas costas da Lovegood sem que a mesma percebesse — E ELE SABE ONDE ESTÁ?

— ELE CONVERSOU COM A HELENA — disse a loira, lançando um feitiço para enviar um Comensal para longe — E ESTÁ BUSCANDO O DIADEMA ONDE SABE QUE SE ENCONTRA O QUE PRECISA!

— ÓTIMO! VOU AJUDÁ-LO!

Luna apenas concordou antes de ir para outro ponto da batalha. Anastasia se virou para entrar no castelo novamente quando sentiu sua mão formigando, com uma sensação de que deveria libertar o que estava segurando.

E foi então que ela lançou um Expecto Patronum com máxima força, capaz de englobar todo o castelo e afastar por um bom tempo os Dementadores que se aproximavam.

Todos acabaram observando o poder que emanou da corvina, alguns surpresos e outros aliviados por conta dos Dementadores. Respirando fundo, a garota sentiu que foi amparada por Hermione.

— Você está bem? Descarregou muito poder agora.

— Acredite, não é nem metade do que consigo — disse olhando para a Granger — Onde está Harry?

— Foi em busca do diadema.

— Melhor eu ir ajudá-lo, Voldemort deve ter colocado alguém para ir atrás dele.

— Quem? — a pergunta de Hermione não foi respondida porque a corvina saiu correndo — CUIDADO!

Torcendo para que estivesse errada, a garota foi na direção da Sala Precisa.

*ೃ *ૢ✧

Draco Malfoy não queria mais estar envolvido naquela guerra. Ele não queria nem ter entrado em Hogwarts naquele exato momento, mas se não fosse, sabia que seria morto no ato de negação com ou sem os seus pais observando a cena.

Após aparatar dentro do castelo, o sonserino tinha a missão de levar Harry para Voldemort, ou então, levar Anastasia. Sabendo que não conseguiria e nem gostaria de levar a Bellini, seu foco permaneceu no Potter até que pode encontrá-lo no caminho da Sala Precisa.

Mas antes que entrasse na sala, o loiro se escondeu ao ver que Anastasia estava ali, entrando no cômodo enquanto chamava por Harry.

Em silêncio, Draco aproveitou que a passagem não havia se fechado e começou a ouvir a conversa.

— Você sabia que estava aqui — constatou o Potter — Podia ter me contado.

— Algumas coisas você tem que descobrir por conta, e não eu te contar. Você saberia no momento certo sobre o diadema.

— Nunca vamos encontrar isso aqui, está cheio de coisas — o garoto disse olhando para as caixas e pilhas de coisas que estavam armazenadas.

Anastasia não disse nada, apenas ergueu sua mão e uma caixa veio em sua direção até estar a altura dos olhos de Harry. Ao abrir, o Potter notou que era o diadema que havia visto na estátua da sala comunal da Corvinal.

— Eu sabia porque fui eu que guardei aqui, depois de usá-lo. Me preparei para esse momento há muito tempo, Harry. Eu não podia deixar a magia da minha família ser perdida para sempre por conta dele.

— Você é uma Ravenclaw — concluiu Harry.

— Explicações depois, agora destrói.

Antes que Harry pudesse agir, Anastasia colocou o garoto para atrás de si e percebeu que Draco estava ali, apontando a varinha para ambos. O loiro, junto com seus colegas da Sonserina, estavam prontos para duelarem.

— O que está fazendo aqui? — perguntou Anastasia — Você não vai matar a gente, sei que não vai conseguir.

— Vai deixar ela falar desse jeito, Malfoy? — provocou um dos garotos — Anda, mata logo essa traidora de sangue.

— Draco, você sabe que tem outra saída — insistiu a corvina — Você sabe. E sempre soube.

Antes que o garoto respondesse, um feitiço foi lançado na direção de Harry e uma batalha foi iniciada. Mesmo não desejando lutar contra o Malfoy, Anastasia lançou alguns feitiços em sua direção apenas para afastar a varinha de suas mãos.

Os dois começaram a andar pela sala enquanto duelavam, mesmo que um não quisesse machucar, de fato, o outro. Quando a varinha do Malfoy voa para longe, a garota não tem tempo de falar nada para Draco por conta do grito que ouve:

— Corre!

Descontrolado e atingindo tudo o que estava ao redor, um feitiço de fogomaldito começou a engolir os itens da Sala Precisa.

Anastasia pegou a mão de Draco e ambos saíram correndo, até que notaram que haviam vassouras para saírem dali. Harry se aproximou junto com Hermione e Rony, ambos tendo seguido a corvina para ajudar os amigos.

— Vamos logo! — disse a corvina, pegando a vassoura e dando impulso para sair dali. Um a um, começaram a voar em direção a porta da sala enquanto o fogo consumia tudo, até que ao conseguirem, a garota percebe que o diadema de Rowena parecia sangrar ao estar partido ao meio. Chutando com toda força, o diadema voa em direção ao fogo antes que a porta se feche, fazendo com que o grito agonizante da horcrux mostrasse que estava destruída.

O verdadeiro diadema de Rowena Ravenclaw tinha sido destruído completamente por uma de suas descendentes.

— Obrigado pela ajuda — disse o Potter e Anastasia apenas sorriu de leve.

— Só acabe com ele.

Os três saíram correndo enquanto Anastasia olhava para Draco, de forma séria e esperando que o loiro lhe falasse algo.

— Você me salvou, poderia ter deixado para morrer mesmo com tudo acontecendo. Mesmo com tudo o que te fiz nesses meses.

— Depois conversamos sobre isso, agora preciso ajudar Hogwarts. E você, quem vai ajudar?

*ೃ *ૢ✧


Notas da autora: E temos a primeira parte da batalha pessoal, no geral o que acharam? Suspeitam que alguém irá morrer?

Anastasia dando a oportunidade para que Draco possa ir para o lado certo, o que acham que acontecerá? Ele vai? Foge? Palpites?

Me digam o que mais gostaram do capítulo, quero saber de tudo (estou de olho nos leitores fantasmas hein)

Até o próximo!

Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top