Capítulo 50
Anastasia encarou o primo sem saber o que falar, e principalmente, tentando que ele não visse o que ela carregava.
— Eu não estou aprontando nada — disse a corvina — E muito menos escondendo algo.
Louis riu irônico, antes de cruzar os braços.
— Acha mesmo que eu não te conheço? Você não só esconde algo, como também não quer que ninguém descubra. Você se afastou de mim, Ana, e principalmente da Lúcia, das suas amigas — o rapaz argumentou — Vamos, quero saber a verdade.
— Não é nada, eu juro.
Os dois se encaravam quando Louis levantou a varinha na direção da prima.
— Vai mesmo me obrigar a fazer isso? Por favor, Ana, me conte tudo.
A corvina suspirou, um pouco derrotada pela cabeça dura que o primo era.
— Não posso contar, seria um risco para a sua vida.
— E não seria para a sua? Divide o fardo comigo, eu posso ajudar, exceto se você estiver mexendo com arte das Trevas.
A menina fechou a cara com a fala de Louis.
— Assim você me ofende.
— E o que é então?
— Você assume os riscos? — Anastasia perguntou.
— Ana…
— Assume os riscos? — ela insistiu.
— Ok, assumo.
Avaliando o ambiente ao seu redor e sabendo que haviam muitos ouvidos ocultos na torre, Anastasia fez um sinal para que ele ficasse quieto.
Louis observou a prima erguer a mão e mover os dedos lentamente no ar, como se estivesse mexendo manipulando o entorno deles enquanto murmurava.
Estabilizando o ambiente, Anastasia ocultou sons e principalmente, os ocultou, de modo que quem observasse de fora, achasse que eles conversavam sobre outro assunto e que ela lhe mostraria não fosse de fato real.
— Pronto, podemos falar agora.
— O que você fez? Por que não usou varinha?
— Porque não preciso tanto dela, uso apenas por aparências por causa disso.
Desfazendo o feitiço de invisibilidade do livro, Anastasia o entregou para o primo.
Louis examinou a capa e o abriu, notando que eram feitiços bastante complexos para serem fabricados por sua prima, e as folhas amareladas mostravam que eram bastante antigas.
— Estou estudando ele, minha magia está crescendo mais do que eu imaginava. É por isso que estou me afastando, ninguém pode saber. Absolutamente ninguém.
— E essa magia pode acabar com você? — a pergunta de Louis veio com uma negação — Então, por que você está usando o livro?
— Me preparando para a guerra. Estão ficando mais fortes, e Harry precisará de toda ajuda possível.
— Valendo o seu sacrifício?
— Se o mundo for ficar seguro.
Louis balançou a cabeça em negação, e fechou o livro.
— Treinarei com você. E Lúcia também, se necessário, mas não vai suportar carregar algo sozinha.
— Não tem como vocês me ajudarem. Onde eu treino, é um ambiente somente para mim.
— Então lhe acobertamos, fazemos tudo o que for necessário, mas você não vai se suicidar sozinha pra salvar o mundo — declarou o rapaz — Estarei com você nessa, para sempre.
Louis abraçou Anastasia que, pela primeira vez desde que começou a treinar, sentiu que poderia dar certo com a ajuda do primo.
— Mas ninguém pode saber sobre, me promete?
— Prometo. Eu gostaria de trocar de lugar com você se pudesse, para que não aguentasse tudo sozinha.
— Igualmente.
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Louis ajudou Anastasia como lhe prometeu, e a cada vez que ela chegava esgotada dos treinos com Snape, ou com o próprio livro, o primo da garota ajudava-a descansar a mente. Lúcia acabou envolvida no segredo, e o casal ajudava a Bellini a aparecer nas aulas sem levantar suspeitas, ou aparentar que não dormiu de noite.
Os dias foram passando até que chegou o aniversário da garota, que agora completava a maioridade pelo mundo bruxo com seus dezessete anos.
O aniversário de Anastasia foi o mais simples em comparação aos anos anteriores, apenas alguns abraços e doces por parte de Harry, Rony e Hermione. Lúcia havia comprado um livro trouxa, "Frankenstein" de Mary Shelley, Ellen lhe dera somente um abraço e Will deu um conjunto de penas e pergaminhos novos.
Entre parabéns e felicitações, Anastasia pode notar Draco olhando-a de longe e parecendo exitar sempre em dar o primeiro passo, até que a corvina, ignorando as borboletas em seu estômago, olhou para Lúcia e disse:
— Já volto.
A lufana olhou para os dois e assentiu, sabendo que eles deveriam ter o espaço deles para resolverem sentimentos tão complexos.
— Te vejo amanhã, antes do café — a Diggory disse em um código que Anastasia saberia, afinal, era uma mensagem secreta para "Verificarei seu estado após os treinos antes da aula".
Anastasia se aproximou de Draco e parou alguns poucos centímetros do loiro, nervosa por estar perto dele.
— Diga logo o que quer, notei esse seu olhar ansioso em cima de mim o tempo todo.
— Eu só… eu só queria dizer feliz aniversário — iniciou o loiro, um pouco constrangido — Parecia errado não dizer depois de todo esse tempo, depois de… tudo.
Tudo. Ela sabia que a palavra com quatro letras pesava na vida de ambos, porque eles haviam uma história longa, se fosse parar para pensar, que acabou da noite para o dia, mesmo havendo alguns carvões em brasas em alguns cantos.
— Agradeço.
O silêncio constrangedor surgiu entre os dois, antes que Draco quebrasse.
— Eu vou fazer minhas tarefas, tenho algumas acumuladas e minha mãe não está gostando muito disso.
A corvina havia ouvido os rumores de que Draco Malfoy não estava mais sendo o mesmo aluno de antes, e que havia largado o quadribol, o esporte que ele amava.
Além das funções de monitor que não estavam sendo das melhores, e que as detenções com a professora McGonagall cresciam cada vez mais.
Algo bem diferente do Draco Malfoy do ano anterior, mas não havia muita coisa que ela poderia fazer após ele afastá-la de sua vida de forma bruta.
— Tudo bem, é melhor mesmo antes que acumule e você se perca nos pergaminhos ou que a McGonagall lhe dê mais detenções — Anastasia concordou, fazendo-o rir fraco por saber que ela estava em sua razão — Tchau Malfoy.
— Tchau Bellini.
Deixando que ele saísse primeiro e ela ficasse no corredor, observando-o ir embora.
A corvina sentiu que suas emoções estavam tumultuadas, e a cada passo que Draco dava para longe de seu coração, ela sabia que deveria correr na direção oposta para sobreviver ao coração quebrado que ela tanto tentava enganar os outros com sorrisos.
Sem pensar duas vezes, Anastasia foi para a Sala Precisa treinar sua magia e confortar seu coração.
ೃ *ૢ✧
Notas da autora: Hey pessoal, como estão?
Chegamos ao capítulo 50! Queria agradecer o carinho e apoio de todos vocês, desde o cast até agora, vocês são sensacionais!
Louis e Lúcia no esquema de Ana. Draco e Anastasia conversando só um pouco, mas ainda sim teve uma conversa, alô Drasia shippers!
Avisando que durante o sexto ano, cada interação entre os dois vai tocar exile então se preparem kkkkkk
Me digam o que estão achando, quero saber de tudo!
Até o próximo! 💙✨💙
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