Capítulo 48

Notas (iniciais) da autora: Hey pessoal, como estão?

Antes do capítulo, queria falar que o sexto ano (do qual estamos) será muito mais focado na Anastasia do que os anteriores. Vocês podem até se perguntar "ué mas já não é?" e a resposta é "não tanto quanto deveria". Todos sabem o que acontece na época do Enigma do Principe certo? Pois então, como a Ana é um personagem original e eu tenho muitos planos para ela que exigem um desenvolvimento, está na hora de trazê-los a tona e o sexto ano será justamente para isso, o que a levará para caminhos onde ela deve trilhar sozinha, sem os amigos ou a família.

Porque não serão descobertas somente para ela, como também, para vocês leitores. Ou vocês acharam que esta era somente uma fanfic de romance? ;)

Espero que gostem, e boa leitura! 

O sexto ano era sinônimo de preparação para o NIEM's, ou Níveis Incrivelmente Exaustivos de Magia, que definiria como cada aluno poderia atuar no campo profissional do mundo bruxo, e com isso, a separação da grade escolar acaba sendo inevitável se não houvesse um interesse mútuo.

E por conta disso que Anastasia acabou não tendo a mesma grade que Lúcia ou Will, que acabaram ficando juntos em outra matéria, mas acabou que a garota se uniu a Hermione na matéria de feitiços mais avançados, e até mesmo em poções junto a Harry e Rony.

Os primeiros dias do novo ano escolar acabaram sendo os mais puxados, principalmente por ela também ser monitora da Corvinal e ter que cobrir Draco Malfoy em rondas das quais ele não participava.

A realidade era que a Bellini encontrava cada vez menos o rapaz, o que lhe ocorria às vezes que Hogwarts interferia na distância. As poucas vezes que observou Draco, o loiro se mostrava inquieto ou com um olhar pensativo.

E isso a deixava intrigada, mesmo que ela quisesse ignorá-lo de fato.

— Ana! — Lúcia a despertou dos pensamentos — Eu estava falando com você.

— Hã… foi mal, o que era mesmo?

As duas estavam na sala dos monitores, que por conta do horário se encontrava vazia, ideal para que pudessem estudar ou fazer outra atividade com mais tranquilidade.

— Você não sente que nosso grupo se afastou ainda mais? Tipo, Hermione vive ainda mais nos livros, Luna e Gina cada vez mais próximas, Ellen reclusa cada vez mais que mal fala conosco, seu primo está estudando muito, e bem… você também está reclusa.

— Estou? — a Diggory concordou com a pergunta — Me desculpas, é que eu simplesmente sinto que esse ano algo vai acontecer, algo extremamente ruim. Quer dizer, você viu a mão do diretor naquele dia, não viu?

— Vi. Parecia meio… morta.

— Acha que isso pode ser ruim? Quer dizer, mais do que aparenta? Sabemos que ele é o Dumbledore mas, ele ainda é humano, tem suas limitações mesmo na idade — preocupou-se Lúcia.

Antes que a conversa continuasse, o professor Flitwick adentrou no cômodo e sorriu levemente ao ver que sua melhor aluna estava ali.

— Senhorita Bellini, o professor Dumbledore deseja vê-la com urgência.

— Hã… claro — Anastasia recolheu suas coisas e olhou para Lúcia — Eu já volto e terminamos isso.

— Não esquenta. Vai lá.

ೃ *ૢ✧

Poucas foram as vezes que Anastasia entrou na sala do diretor, mas daquela vez, percebeu que Dumbledore olhava para ela de uma forma diferente como se estivesse estudando-a.

— Sente-se senhorita Bellini.

A corvina andou até as cadeiras em frente a mesa, e viu que havia um livro de capa azul escura, quase preta, sob ela.

— O que houve professor?

Os óculos meia lua do homem não conseguiram disfarçar o olhar curioso que ele lançava, como se tivesse desejando comprovar sua teoria.

— Minha cara, imagino que saiba que os descendentes dos fundadores de Hogwarts ainda andam sob essa terra.

— Imagino que sim — mentiu — Mas como o senhor sabe disso e onde deseja chegar, exatamente?

Dumbledore sabia que a menina não iria lhe contar tudo de antemão, conhecia a garota muito bem assim como os traços que lhe seguiam de gerações.

Apertando os olhos, Dumbledore notou que no topo da cabeça de Anastasia Bellini, um fraco brilho em forma de um diadema estava sobre seus cabelos, e isso fez o homem sorrir levemente ao ter suas teorias confirmadas.

— Imagino que usou, o que acho que usou. Por isso, quero que fique com esse livro, senhorita Bellini, e que treine com ele o que houver aqui dentro.

O objeto foi empurrado na direção dela, que ao abrir a capa, notou uma caligrafia cursiva no canto.

— RR? Rowena… — a pergunta morreu no meio da frase ao ver Dumbledore concordar — Mas, por que?

— Tempos difíceis e sombrios, favorecem homens sombrios. Por isso, qualquer luz que possa ser conservada, deve ser. Acredito que a senhorita fará um bom uso desse livro.

A corvina assentiu, e perguntou:

— E onde eu treinaria sem que ninguém soubesse?

Dumbledore a olhou por cima dos óculos de meia lua, e deu um fraco sorriso.

— Sabe do que precisa, senhorita Bellini, e sabe onde encontrar ainda esta noite.

Anastasia pensou por apenas alguns segundos e concordou, talvez tivesse que voltar a usar o local que Dumbledore sugeria.

— Senhorita Bellini, antes de dispensá-la para as aulas, responda-me uma curiosidade sobre o quão protegida sua mente está.

— Acho que o suficiente, professor.

— Queria lhe aconselhar a procurar o professor Snape em alguma hora, receio que sua mente deve estar mais protegida do que se espera.

A corvina assentiu entendendo o que ele queria dizer, pegando o livro e se levantando da cadeira. Mas antes que saísse da sala, olhou novamente para Dumbledore.

— Receio que nenhum feitiço ou poção possa remover o que houve em sua mão, professor, mas também imagino que saiba disso.

O diretor de Hogwarts apenas sorriu, e respondeu:

— Fico feliz que não tem o mesmo destino que o meu, senhorita Bellini, e mais feliz ainda em saber que o que continua perdido para todos, ainda permanece assim.

— E ele não será destruído, professor, não o que realmente importa dentro dele — garantiu a aluna — Posso ir? Tenho algumas atividades de monitora para terminar antes do jantar.

Dumbledore assentiu com um leve sorriso, e Anastasia saiu da sala carregando o livro em seus braços. Assim que a porta fechou, o diretor olhou para o quadro de Rowena que estava ao lado dos outros fundadores de Hogwarts e disse:

— Sem dúvidas, ela é sua herdeira.

ೃ *ૢ✧

Já era tarde da noite quando Anastasia começou a se esgueirar pelas sombras dos corredores. Mesmo sendo monitora, não desejava ser vista e por isso, tinha esperado Luna dormir e o salão comunal se acalmar. 

A porta que ela precisava apareceu bem diante dos seus olhos, e quando Anastasia abriu, se deparou com uma sala vazia com um grande círculo no chão, onde velas flutuantes estavam em torno do círculo.

Pegando sua varinha, Anastasia fez um feitiço silencioso para trancar a porta, retirou a capa e sentou com as pernas cruzadas no chão, deixando o livro aberto na frente e no centro do círculo.

Fechando os olhos, a corvina respirou fundo antes de começar. Pegou a varinha, mas ao contrário do que esperava quando começou a ler o feitiço dos livros, nenhuma fagulha de magia saiu da ponta do objeto.

Estranho, pensou olhando para a varinha que sempre lhe serviu bem, mas agora não ocorria nada com aquele tipo de feitiço.

Deixando o objeto de lado, Anastasia apoiou a mão em cada perna com as palmas viradas para cima e começou a ler o que estava escrito no livro. 

A garota notou que uma magia azul começou a se espalhar pelo chão, lentamente envolvendo-a e se dirigindo para suas mãos, formando pequenas esferas de luzes azuladas que estavam ligadas ao livro.

Anastasia percebeu que havia começado a levitar mais de um metro do chão, seus olhos ainda focados no livro aberto, que agora estava diante de seus olhos, não parando de ler os feitiços que estavam ali.

E quando seus olhos se fecharam, ela podia sentir Rowena sussurrando em seu ouvido:

"Liberte sua mente filha de Arnaud, abra-a."

Ao abrir os olhos e eles estarem na cor do feitiço, Anastasia Bellini sentiu sua mente se expandindo como nunca havia se sentido, e ao mesmo tempo, se tornando uma fortaleza contra quem quisesse invadi-la.

E com isso, ela começava a sentir que nada poderia pará-la, nem mesmo o Lorde das Trevas.

Notas da autora: Hey pessoal, parece que temos alguém treinando magia fortemente aqui e... Sem as mãos! Alô Voldemort, se cuida hein.

Teve algumas referências neste capítulo, quem consegue descobrir?

Me digam o que estão achando, quero saber de tudo!

Até o próximo! 💙

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