Capítulo 23
Se a escola estava uma confusão durante o torneio, piorou ainda mais com a notícia que Lorde Voldemort havia retornado. Obviamente havia aqueles que não acreditavam, como o próprio Ministério da Magia e boa parte dos alunos, mas outros confiavam fielmente nas palavras do Potter, inclusive seu ciclo de amigos.
O garoto deveria ter repetido a história mais de mil vezes, sempre mantendo a palavra em todos os detalhes para quem quer que perguntasse, mas aos poucos os alunos foram deixando de dar importância para aquilo.
Cedrico ainda estava no hospital, os médicos diziam que ele iria ficar bem mas teria que ficar o resto do ano letivo internado apenas por precaução, afinal o Diggory havia escapado de um Avada Kedavra por muito pouco, então nos fins de semana Lúcia e Ellen se revezavam nas visitas com a autorização de Dumbledore.
A Leblanc havia acabado de voltar do hospital e estava no salão comunal da Sonserina, mexendo nos botões do seu casaco, quando Draco Malfoy sentou no sofá ao lado de onde ela estava.
— Draco, você acredita no que Harry disse?
— Não, para mim o Potter está tentando chamar a atenção como sempre — o garoto disse com desgosto na voz — Ele gosta de chamar a atenção.
— Não acho que ele brincaria com algo assim, não é assunto para brincadeira.
— Não tô entendendo Leblanc.
— É simples, se Voldemort voltou mesmo… significa que ele vai começar a atacar inocentes, e recrutar pessoas… nossas famílias principalmente. Os Comensais da Morte irão retornar, aos poucos, como o que aconteceu na Copa de Quadribol.
— Não acho que isso aconteceria. Potter está inventando para não ser culpado pelo o que fez com Cedrico.
— Harry não fez isso — a loira rebateu — Não tinha o porque fazer isso com Ced.
— Eles eram inimigos no torneio certo? Rivais de certa forma.
— Mesmo assim, Harry e Cedrico tinham uma relação amistosa demais para se atacarem dessa maneira.
— Se você diz — o Malfoy deu de ombros — Mas não se preocupe com isso, Voldemort não voltou.
Ellen preferiu ficar quieta. Sabia que Draco não enxergaria a verdade tão cedo, e quando enxergasse, poderia ser tarde demais.
— Vou me deitar, pode me chamar na hora do jantar? — ela se levantou do sofá.
— Se eu me lembrar.
A Leblanc assentiu e foi em direção ao dormitório feminino. Draco saiu do salão comunal e foi para o Lago Negro.
ೃ *ૢ✧
Nas margens do Lago Negro sentados debaixo de uma árvore, Anastasia estava quase roendo as unhas vendo o primo lendo o que ela havia escrito.
— Fala alguma coisa — pediu vendo o rosto sério do garoto — Se não vou achar que está ruim.
— Mas não está ruim, pelo contrário, isso está incrível — elogiou — Sério, sua coluna no Pasquim vai bombar.
— É só uma introdução, pretendo mandar sobre os livros durante as férias. Preciso comprar mais livros trouxas.
— Hm, e imagino que não seja isso que esteja lhe afligindo — observou Louis mostrando o anel no dedo dele — Você está pensativa há dias porque ele está mais escuro que o normal, o que aconteceu?
A garota olhou para o anel na própria mão, e nem se deu conta de que a pedra azul estava no mesmo tom do metal no dedo do primo, praguejando em silêncio.
— Não é nada demais.
— Esse seu discurso pode ser uma desculpa para outra pessoa, mas não para mim. Fale.
— Eu descobri uma coisa que me deixou confusa, bem confusa na verdade e… não sei como agir, como encarar a situação e principalmente a pessoa.
— Anastasia, me explique melhor isso — Louis pediu vendo a prima suspirar pesadamente.
— Eu tenho um admirador secreto e eu descobri quem ele é.
— E qual o problema?
Antes que ela pudesse responder, viu Draco se aproximando do lago junto com Pansy e trincou o maxilar, ato que não passou despercebido pelo primo.
— Não me diga que é…
— Uma palavra, e te amaldiçoo pelo resto de sua vida — ela disse se levantando e pegando as folhas de pergaminho que tinha dado ao primo para ler.
A Bellini saiu rapidamente dali, sem olhar para a cara dos dois sonserinos. Pansy fez uma careta para a garota, e Malfoy a olhou com uma expressão desgostosa ao ver que ao menos ela o olhou no rosto.
Na verdade ela já não o olhava direito desde o baile.
Louis ignorou os dois igualmente e correu para alcançar a prima.
— Não precisa ficar tão mexida com isso — ele disse assim que chegou perto dela — Não é como se fosse o fim do mundo.
— Sei que não é, tem assuntos mais urgentes. Mas, eu não sei como olhar para cara dele porque… — ela parou olhando para o chão — Eu olho para ele zombando dos outros, fazendo piadinhas ridículas com os outros e até mesmo quando fazia comigo, e quando leio os bilhetes que guardei… a conta não fecha. É um pouco difícil acreditar que o mesmo Malfoy que vemos na escola, é o que me escreveu.
Louis abraçou a prima assim que viu os seus olhos cheios de água, deixando que ela chorasse em seu ombro tudo o que guardava e descontava nas palavras.
— Às vezes as pessoas podem mudar por dentro e, por criarem uma carapaça a vida inteira, não sabem expor direito esses sentimentos.
— E o que eu faço? Eu não sei o que fazer ou como agir perto dele agora que sei a verdade.
— Qual a sua vontade?
— Honestamente?
— Sim.
— Enforcar ele com aquela gravata ou bater nele com um livro, só para descontar isso que tô sentindo.
— Não acho que o que está sentindo resolveria no tapa — observou o Bellini.
Anastasia suspirou frustrada.
— Nem um soco naquela cara branquela?
— Não, nem mesmo um soco. Olha, esse ano está acabando, então deixe para pensar nisso direito no próximo, o que você acha? Até lá, você vê o que realmente sente por ele e chega na conclusão final.
— E se minha conclusão final for bater nele por brincar com meus sentimentos desse jeito?
— Não acho que ele esteja brincando, mas se essa for a solução, eu seguro ele e você bate.
— Ai Louis, o que seria de mim sem você? — ela o abraçou com força fazendo-o rir.
— Provavelmente nada, mas você já sabe disso. Agora, vamos voltar porque ainda quero ver como a Lu está.
— Ela e Ellen voltavam hoje, certo?
— Sim, eu tô pensando em convidar ela para passar alguns dias das férias em casa, só para distrair um pouco.
— Faça isso — Anastasia apoiou — Ela merece um pouco de descanso, falarei com Ellen sobre isso também depois do jantar.
— Te vejo depois então — Louis se despediu indo na direção de onde ficava o salão comunal lufano.
Anastasia andou por mais um tempo na escola, avistou de longe Harry conversando com Rony e Hermione, resolveu não atrapalhá-los, indo para o seu salão comunal refletindo sobre aquele ano.
O quarto ano havia sido bastante intenso com o torneio e pelo andar da carruagem com a volta de Lorde Voldemort, o quinto não seria dos melhores.
Tempos sombrios se aproximavam.
ೃ *ૢ✧
Notas da autora: Hey pessoal, como estão?
O quarto ano está oficialmente encerrado pessoal! Cedrico saiu vivo, hospitalizado, mas nosso Diggory vai ficar bem isso eu garanto.
Anastasia terminou o ano pensando sobre o que fará/falará com o Draco, e agora vem alguns capítulos nas férias então só digo uma coisa... Se preparem!
Quinto ano vem aí com Dolores Umbridge, Ordem da Fênix voltando a ativa, Armada de Dumbledore surgindo e alguns mistérios sendo revelados.
Me digam o que estão achando, quero saber de tudo!
Até o próximo! ✨
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top