Capítulo 44

– O que aconteceu rapaz? – o atendente da loja se aproximou, apressado.

Josh: Acabaram de sequestrar a minha namorada e a minha irmã! – falou desesperado, andando de um lado para o outro. – Me empresta seu celular, o meu estava no carro.

– Claro! – tira o aparelho do bolso rapidamente e o entrega.

Joshua liga para a polícia desesperado e explica tudo. Droga, se acontecesse alguma coisa com Any, sua filha ou sua irmã, não se perdoaria nunca. Alguns poucos minutos depois a viatura policial chega ao posto onde Joshua estava.

Policial: Pode me informar a descrição das vitimas?

Josh: Claro, a Any tem os cabelos cacheados, meio magrinha, ela está com gravidez avançada. – se tremendo. – Meu Deus, se a minha filha resolver nascer. – disse quase em um sussurro.

Policial: Ótimo. – anotando e falando no rádio. – Quem era a outra vitima? – se virou novamente pra ele

Josh: A outra é a minha irmã Savannah, ela é loira, alta, magra e tem olhos claros como os meus.

Policial: Só estavam elas duas no carro? – anotando as informações e passando para o rádio.

Josh: Sim, apenas elas.

Policial: Pode me informar a placa do carro? 

Joshua assentiu e informou a placa e o modelo do carro. 

Policial: O veiculo possui rastreador? – perguntou.

Joshua sentiu como se estivesse visto uma luz ao fim do túnel, claro! O carro tinha rastreador, podiam localizá-los!

Josh: Sim, tem sim, isso pode ajudar? – perguntou com os olhos brilhando.

Policial: Isso ajuda muito rapaz. – o olhou, sorrindo. – Você tem muita sorte, tem alguma ideia de quem tenha sido?

Josh: Não faço ideia. – negou frustrado. – Mas se acontecer algo com minha filha, eu acabo com a raça de quem quer que seja! – cuspiu irritado.

Policial: Entendo. – compreensivo. – Vamos conosco, você precisa registrar um boletim de ocorrência.

Joshua assentiu e foi com os policiais até a delegacia. Registrou um boletim de ocorrência e logo depois ligou para Úrsula, que ficou desesperada, tanto pela filha como pela nora e a netinha que estava para nascer. Úrsula avisou a todos e logo chegaram a delegacia.


¨¨¨¨

Savannah: Por que estão fazendo isso? – perguntou duramente, depois que os dois as jogaram no chão do casebre, como se fossem sacos de batatas. – Estão nos sequestrando por que somos ricas?

– Olha, cala a boca! – pediu impaciente.

Savannah: Eu conheço você! – matutou o analisando. – Está mudando a voz, mas tenho certeza que te conheço! – franziu a testa e arregalou os olhos. – É você Thor! – o olhou perplexa.

O rapaz sorriu debochado e tirou a mascara, sem ter mais o que esconder.

– Como adivinhou priminha? – a olhou, sorrindo perversamente. 

Assim que o viu Any ficou em pânico, tinha muito medo dele. 

Thor: Sentiu saudades gostosa? – a observou, se aproximando.

Any: Não, não senti. – se debatendo, enquanto ele acariciava seu pequeno rosto. – Me deixa. – pediu aos soluços.

Thor: Eu e meu ajudante não precisamos de seu dinheiro, afinal nós também somos ricos, idiota! – tornou a olhar Savannah, que tentava se soltar, sem sucesso. – Não adianta tentar, eu sou ótimo com nós. – ergueu a sobrancelha e se dirigiu até o outro, que ainda não tinha falado nada e cochichou algo.

Any: Estou com medo Sav. – sussurrou chorando. – E se eles fizerem alguma maldade com a gente?

Savannah: Se acalma Any, não chora. – pediu tentando acalmá-la. – Vai ficar tudo bem, nós três vamos sair daqui, você vai ver. – garantiu.

Thor: Olha, que beleza... – tornou a se aproximar das duas. – Demonstração de afeto aqui não. – rolou os olhou e o outro se aproxima com uma injeção.

Any: O que é isso? – apontou nervosa.

– Um pequeno presente de despedida a minha querida sobrinha. – ironizou debochada.

Any sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo.

Any: Gagá? – perguntou com os olhos arregalados.

Ela deu uma gargalhada e depois tirou a máscara.

Magá: Surpresa peixinho! – jogou a máscara por ali e arrumou os cabelos crespos.

Any: Por que está fazendo isso Gagá? – perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.

Savannah: Você está maluca Magá? – gritou, sem acreditar. – Como pode armar essa ceninha patética? – berrou estupefata. – Sabia que você pode ir presa por sequestro?!

Magá: Cala a boca, sua traidora! – cuspiu irritada. – Eu não sequestrei ninguém, eu pedi algum resgate? Não, certo? Então cala a boca!

Savannah: Você enlouqueceu, não vê o estado da Any? – apontou a cunhada, que chorava encolhida.

Magá: Cala a boca! – repetiu aos gritos. – Eu tenho motivos de sobra para mandar a Any para o inferno!

Any: Gagá, eu sou sua irmã. – dizia com a voz embargada pelas lágrimas.

Magá: Você acabou com a minha vida! – falava vermelha de raiva. – Chegou e roubou os meus pais, meus amigos. – apontando Savannah. – Roubou a minha vida Any! – puxou os cabelos de Any com violência. – Você roubou o Joshua de mim, roubou o homem que eu queria! – Any gritou de dor, pelos puxões de cabelo. – Como se não bastasse, logo emprenhou para segurá-lo contigo, eu odeio você e essa criança maldita! – histérica.

Thor: Eu também tenho motivos de sobra para fazer isso, graças a você eu levei uma surra e meu pai me deixou sem grana! – apontou irritado. – Isso não se faz, sabia?

Magá: ABRE AS PERNAS AGORA! – ordenou, arrumando a injeção. – Anda! 

Any chorava muito, estava com muito medo de Magá fazer algo com seu bebê.

Any: Não. – disse firmemente e Savannah sorriu.

Magá: Como é que é garota? – ergueu a sobrancelha. – Abre agora essas pernas, antes que a minha paciência acabe!

Any: Não! – respirou fundo e logo um brilho intenso se formou em seus olhos, coisa que chamou a atenção de Magá e lhe fez olhá-los intensamente. – Não vai fazer mal algum a mim, nem a minha filha e nem a Savannah você entendeu? – ordenou sem nenhum peso na consciência. – E você também não vai fazer nada com a gente Thor!

Magá: Eu não vou fazer nem um mal a você, nem a bebê e nem a Savannah. – repetiu hipnotizada.

Thor: Eu também não farei nenhum mal a ninguém.

Any tirou o brilho e os dois se entreolharam confusos, porém ainda hipnotizados. Any suspirou e sorriu para Savannah, quando sentiu uma pontada muito violenta que parecia espremer seu útero.

Any: Ah! – gemeu de dor e logo começou a rolar lagrimas pelos seus olhos novamente.


¨¨¨¨

Delegado: Nós localizamos o carro. – se aproximou deles, com um leve sorriso. Todos comemoraram.

Josh: Perfeito! – sorrindo de orelha a orelha. – Então vamos logo! – berrou eufórico.

Delegado: Não estou querendo ser estraga prazeres, mas eles podem ter deixado o carro em outro lugar, bem longe de onde possam estar. – informou.

Josh: O senhor acha? – coçou a nuca, um tanto preocupado.

Delegado: Sim, é uma possibilidade. – assentiu. – Mas também podem ter sido asnos a ponto de terem ido até o fim com o seu carro.

Josh: Espero que sim, mas vamos! – disse apressado. – Precisamos ir logo, eu estou sentindo um aperto no peito. – passou a mão no rosto.

Delegado: Eu acho que é melhor o senhor ficar aqui senhor Beauchamp. – opinou.

Josh: Mas nem pensar, eu vou sim! – disse convicto.

Silvio: E me desculpe doutor, mas eu também vou e não há ser nesse mundo que me faça ficar aqui! – cruzou os braços. – Afinal é a minha filha e peço que se coloque no meu lugar.

Ron: Somos dois! – concordou com o amigo. – A minha filha também está lá.

Lurdes: Eu também quero ir. – falou preocupada.

Delegado: Não é uma boa ideia, é melhor ficarem aqui. – os olhou receoso. – Podem se machucar ou algo do tipo.

Silvio: Não delegado, nós vamos seguindo vocês no meu carro, não se preocupe conosco. – o tranquilizou. – Será por nossa responsabilidade.

Delegado: Bom, sendo assim tudo bem. – sorriu dando de ombros. – Então vamos.

Todos se despediram das mulheres e saíram da delegacia. Lurdes insistiu, insistiu, até que conseguiu convencê-los a deixá-la ir.


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Thor: O que foi agora garota? – a olhava confuso. – Eu sequer toquei em você. – se entreolhou com Magá.

Any ignorou o que ele disse, dando outro grito de dor, céus que dor era aquela? Parecia que iria rasgar seu corpo ao meio.

Savannah: Any... – a olhou, preocupada. – O que houve?

Any: Ai, ai. – chorando. – Está doendo muito Sav. – fungou, tentando se soltar.

Savannah: Dá pra soltar ela? – berrou. – Não estão vendo que ela está sentindo dor, seus idiotas?! 

Magá gargalhou alto.

Magá: Eu quero é que ela se foda! – rindo da cara de dor que a irmã fazia. – Merece isso e muito mais.

Any: Gagá, por favor... – pediu aos prantos. – Me solta, eu não quero morrer maninha. – se contorcendo. – Ai, meu Deus, que dor.

Thor: Olha aqui princesa, para você ver que eu sou bonzinho, eu vou soltar suas mãos. – se agacha e a solta. – Mas só porque você é muito bonita. – sorriu safado.

Any: Me deixem ir pra casa, por favor! – gemeu desesperada, apertando a barriga. – Meu bebê, eu acho que ela vai sair da minha barriga. – deduziu com os olhos arregalados.

Savannah: Calma Any, se acalma, respira e inspira. – aconselhava. – Vai dar tudo certo!

Any: Não vai. – balançando a cabeça negativamente. – Eu quero o Josh, ai! – com os olhos vermelhos de tanto chorar. – Me ajuda Sav. – estendeu a mão. – Está doendo.

Magá: Ai manda essa garota calar essa droga de boca! – reclamou, fumando um cigarro. – Já que você me enfeitiçou como uma boa bruxa que é... – comentava, enquanto se aproximava da irmã. – Eu quero o colar! – estendeu a mão.

Any: Não. – negou e fechou os olhos de vergonha ao ver que tinha feito xixi nas calças. – Esse colar é muito poderoso, não pode ficar com você!

Magá: Ou me dá a droga do colar ou eu chuto a sua barriga. – sorriu debochada. – Garanto que não vai gostar nada do que vai sentir. – ameaçou, afinal não podia bater na inútil devido a maldita hipnose, mas a sua língua sempre fora boa em ameaças.

Any fechou os olhos, não podia entregar o colar, mas também não podia deixar que Magá batesse nela daquela forma, indefesa. Ainda por cima não conseguia se concentrar para hipnotizá-la outra vez. Levou a mão a pedra e a desamarrou, em seguida a entregou para Magá.

Magá: Que beleza... – sorriu, com os olhos brilhando. – É o colar mais lindo que eu já vi! – sorriu ao ver a pedra começar a brilhar, em seguida a esquentar muito, ficou fervendo de repente. – DROGA! – gritou e soltou-o imediatamente. – Essa porra está quente! – enraivecida. – Que macumba você fez Any? – se aproximou da irmã que fechou os olhos. – Vai me pagar agora.


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Enquanto isso, os policiais chegaram a uma espécie de fazendinha, onde estava estacionado o carro de Joshua, ao estacionarem os veículos de maneira cuidadosa, todos saíram.

Policial: Será que estão aqui delegados?

Delegado: É provável que sim Aguiar. – analisando bem a pequena casinha.

Josh: Papai. – chama o pai. – Olha aqui, essa fitinha é da Any! – olhando a fitinha amarela, que estava jogada no chão barrento.

Ron: Você tem certeza filho? – pegou a fitinha e Joshua assentiu. – Chama o policial! – aconselhou e os dois acenam para os policias, que realmente comprovam que elas estavam ali.

Josh: Estão esperando o que? – ergueu a sobrancelha, agoniado. – Vamos invadir!

Delegado: Se acalme senhor Beauchamp. – pôs o braço na frente dele.

Josh: Como me pede calma? – o olhou perplexo. – Minha mulher grávida está lá dentro, junto com a minha irmã caçula! – apontou. – Como quer que eu me acalme?! – se alterou.

Ron: Entenda-o delegado, ele está alterado. – pediu, tocando o ombro do filho. 

O delegado assentiu e se virou para falar com outros policiais.


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Magá: Fala, que macumba que você fez? – gritando e se agachando ao lado da irmã, que estava encolhida. – Já disse que você vai me pagar por isso! – pegou Any pelos cabelos e é interrompida por algo bem desagradável.

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