Capítulo 34

Priscila: Não seja palhaço! – o olhou, com cara de poucos amigos. – Vou ligar da recepção, com licença... – se afasta.

Silvio: Essa mulher... – coçou a nuca e tratou de se sentar.


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Joshua acorda alvoroçado, com o toque do telefone. Olhou no relógio e viu que eram quase uma da manhã. Quem será que estava ligando à uma hora dessas?

Josh: Oi. – atendeu com voz de sono.

Priscila: Josh? – pôs a mão no peito. – Acordei você querido? – perguntou, com a voz embargada.

Josh: Sim tia. – coçou o olho. – Mas isso não importa! – se sentou, preocupado. – A senhora está chorando? O que aconteceu?

Priscila: Joshua, a Any... – começou e respirou fundo.

Josh: O que tem a Any?! – arregalou os olhos. – O que aconteceu tia? – desesperado.

Priscila: Se acalme Josh! – pediu. – O que acontece é que ela discutiu com a Magá e ficou nervosa, daí passou mal e nós tivemos que trazê-la a um hospital. – contou.

Josh: Mas que droga, o que a Magá tem na cabeça?! – indagou chateado. – Em que hospital estão? – perguntou, se levantando com pressa.

Priscila: Clínica Dr. Paulo Matias. – respondeu prontamente. – Sabe onde fica?

Josh: Sim claro! – assentiu. – Eu já estou chegando aí. – desligou o telefone e quando se virou, viu Lurdes ao seu lado.

Lurdes: O que houve com a Any? – perguntou preocupada, enquanto o seguia até o closet.

Josh: Ela passou mal. – dizia, enquanto vestia uma camisa apressadamente. – Tudo por culpa da Magá! – grunhiu. – Aquela desgraçada vai me ouvir! – vestindo uma calça.

Lurdes: Espera meu bem, eu vou com você! – falou apressada. – Só vou buscar a minha bolsa...

Josh: A senhora vai assim? – olhando o pijama dela.

Lurdes: Estamos apressados. – disse obvia. – Não dá tempo de se arrumar.

Josh: Que é isso? – sorriu de lado. – Você pode trocar de roupa tranquila. – coçou a nuca. – Vai lá, só não demora! 

Lurdes assentiu apressada e vai se trocar, dez minutos depois os dois saem.


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Silvio: Priscila, você não entende que Any está chateada com Josh? – cruzou os braços, depois de Priscila ter dito que tinha convidado Joshua a ir ao hospital. – Nossa filha não quer vê-lo! – enfatizou.

Priscila: A Any não tem nenhum querer! – rolou os olhos, irritada. – Joshua é noivo dela e é o pai da criança que ela espera, portanto ele tem todo o direito de estar aqui!

Bailey: Pois é pai... – pôs a mão nos bolsos. – O Josh pode ser uma mala, mas é o pai da neném. – deu um pesado suspiro.

Priscila: Olha ele está vindo. – aponta Joshua, que se aproximava junto com Lurdes. – Querido, que bom que veio! – sorriu.

Josh: Tia. – dá um beijo na mulher. – Como está a Any? – olhou para os lados, preocupado.

Priscila: Nós ainda não temos nenhuma noticia. – negou com a cabeça.

Josh: Como isso aconteceu?

Priscila: A Maria Gabriella... – começou, mas parou e olhou o filho. – O Bailey é quem sabe.

Josh: O que aconteceu cara?

Bailey: Ela queria pegar isso da Any. – mostrando o colar.

Josh: O colar dela? – ergueu a sobrancelha, confuso. – Por quê?

Bailey: Não sei, pergunta pra ela! – rolou os olhos.

Josh: Você não precisa me maltratar assim. – falou magoado. – Poxa Bailey nós somos amigos desde pirralhos!

Bailey: Desculpa. – fechou os olhos. – O que acontece é que eu estou nervoso, apenas!

Silvio: Parem com isso! – ralhou. – O médico está vindo... – vendo o médico se aproximar.

Doutor: Parentes da senhorita Soares? – perguntou, olhando a prancheta.

Josh: Sim, eu sou o noivo! – disse de pronto.

Doutor: Então você é o pai da criança?

Josh: Sim sou eu. – mordeu o lábio. – Aconteceu alguma coisa com a minha filha? –nervoso.

Doutor: Não, acalme-se. – interviu, sorrindo. – A criança e a mãe passam bem. – todos ficaram aliviados.

Silvio: O que aconteceu com ela?

Doutor: Any teve uma crise nervosa, pelo jeito passou muito nervoso nas últimas horas e ela não pode ficar nervosa de nenhuma maneira. – enfatizou. – Nós demos uma medicação a ela e está acordada, podem vê-la se quiser.

Josh: Eu vou primeiro! – disse de pronto.

Bailey: Nem pensar! – retrucou com bico. – Não vai ficar perto dela depois do que houve.

Priscila: Bailey, não se meta! – grunhiu, entre dentes. – Vá meu querido, vai ver sua noiva. – sorrindo para Joshua.

Josh: Obrigado tia. – agradeceu, olhando feio para Bailey e se afastou junto com o doutor.

Lurdes: Graças a Deus está tudo bem com a menina. – fez o sinal da cruz.

Silvio: Eu que o diga Lurdes... – sorriu aliviado.

Priscila ficou de cara feia, odiava empregados que se metiam na vida dos patrões!

¨¨¨¨

Any estava deitada na cama, acariciando a barriga, estava com muito medo de ter acontecido alguma coisa com o bebê. É interrompida pelo barulho da porta e vê Joshua entrando. Sentiu seu coração disparar.

Any: Josh? – ergueu a sobrancelha. – O que você está fazendo aqui? – se senta rapidamente.

Josh: Meu amor, não fala. – tocou os cabelos dela. – Descansa.

Any: Josh, eu estou bem. – tirou a mão dele. – O que faz aqui?

Josh: Como assim o que eu faço aqui? – franziu a testa. – Você passa mal e não quer que eu venha te ver, é isso?!

Any: Não é nada disso. – negou. – E eu estou bem, não precisava ter vindo. – com cara de sono.

Josh: Meu amor olha pra mim. – tocou o rosto dela, obrigando-a a olha-lo. – Você e a minha filha são as únicas coisas que me importam entendeu? – ela mordeu o lábio. – Eu te amo Any e você é a mulher da minha vida.

Any: Josh, para com isso! – sussurrou. – Eu estou sofrendo. – começou a chorar. – Eu te amo, mas não podemos ficar juntos, entende!

Josh: Você não me ama mais, não é? – perguntou com os olhos cheios de lagrimas.

Any: Amo sim. – assentiu. – Mas você não sabe os meus motivos, eu também estou machucada com o que você disse e a minha irmã me odeia, ela quer que eu morra. – caiu no choro.

Josh: Sua irmã não vale nada Any! – bufou. – Inclusive ela vai me ouvir! – indagou furioso. – Mas esquece ela e volta pra mim. – pediu, beijando a mão da garota. – Juro que eu não vou mais falar nada que te machuque.

Any: Para. – fechou os olhos. – Eu não quero falar sobre nós agora. – murmurou. – Eu quero dormir.

Josh: Certo. – passou a mão no rosto, buscando ser paciente. – Eu acho que é o melhor a se fazer mesmo. – beijou a testa dela. – Fico feliz que estejam bem. – beijou seu ventre. – Depois conversamos. 

Any assentiu e ele saiu, deixando-a pensativa.


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Quando o sol raiou, Priscila estava caindo de sono no hospital, quando é acordada pelo toque e vibração de seu celular.

Priscila: O que foi Maria Gabriella? – atendeu, com sono.

Magá: MAMÃE! – gritou, fazendo Priscila se assustar. – Onde estão todos vocês? – perguntou irritada.

Priscila: Mas que diabos... – resmungou, com os ouvidos ardendo. – Dá pra gritar mais alto? O Rio de Janeiro inteiro ainda não ouviu. – indagou irônica. Magá rolou os olhos do outro lado da linha. – Estamos no hospital!

Magá: No hospital por quê? – ergueu a sobrancelha, curiosa.

Priscila: Any passou mal por sua culpa! – acusou brava.

Magá: E eu posso saber o que eu fiz agora com essa miserável? – cruzou os braços.

Priscila: Como o que? – grunhiu. – Você a irritou e ela passou mal, você não entende que sua irmã está grávida Gabriella?

Magá: Eu não estou nem aí pra ela. – deu de ombros. – Mas vem cá, ela perdeu a filha? –cheia de esperança.

Priscila: Sorte que não, senão você iria me pagar! – enfatizou. – Essa criança é uma mina de ouro, você não entende que essa menina é o nosso tesouro?

Magá: O seu, porque meu mesmo não! – enfatizou debochada. – Eu quero que ela vá para o inferno, juntamente com a idiota da mãe dela! – desliga furiosa, deixando Priscila perplexa.

Priscila: Menina idiota! – grunhiu, olhando para o celular, leva um susto quando ele toca de novo. – Ah, agora ela vai me ouvir! – atende prontamente. – Escute aqui, sua malcriada...

– Priscila Soares! – interrompe.

Priscila gelou até a última espinha, conhecia aquela voz muito bem.

Priscila: Quem é? – engoliu o seco, sabia muito bem quem era, mas se recusava a acreditar.

– Você sabe muito bem quem eu sou e vou logo te dizendo Priscila, eu estou de volta ao Brasil e temos algo a tratar! – deu um risinho. – Em breve entrarei em contato. – desliga.

Priscila se desesperou, ele não podia ter voltado, aquilo só podia ser um pesadelo do qual ela queria acordar o mais rápido possível.


¨¨¨¨

Sina: Ai Any, eu ainda mato essa anã de jardim que você chama de irmã! – grunhiu irritada, tinha acabado de chegar ao hospital e não parava de xingar. – Como se já não bastasse o infeliz do Joshua te fazendo chorar e agora ainda tem essa jogadora do futebol de pebolim que fica querendo roubar suas coisas! – andava de um lado para outro, completamente chateada.

Any: Sina, fica calma. – sorriu de lado. – E lembre que o Josh está ali! – apontando Joshua, que estava olhando para Sina com uma cara nada boa.

Josh: Obrigado pelos elogios. – agradeceu de maneira falsa. – Foram lindos.

Sina: Você merece aqueles e muito mais! – enfatizou e ele coçou a nuca.

Sofya: Chega os dois! – rolou os olhos, se aproximando da cama de Any. – Ainda não nos disse como está a bebê. – acariciando a barriga de Any.

Any: Está bem, graças a Deus. – sorrindo de canto, levando a mão à barriga.

Sofya: Pelo visto ela está muito bem. – falou com os olhinhos brilhando. – Acabou de chutar.

Any: Sim, eu senti. – sorriu, com a mesma expressão da amiga. 

Joshua sorriu de canto e sentiu seu celular tocar.

Josh: Fala pai. – atendeu, sem desgrudar os olhos de Any.

Ron: E então meu filho? Como está Any? – perguntou preocupado.

Josh: Está cada vez melhor, já está até me xingando com as amigas. – rolou os olhos e Ron riu.

Ron: Quanto exagero, me alegro em saber que ela está bem. – se levantou de sua cadeira. – Filho, você vai fazer uma viagem até São Paulo pra mim, daqui a pouco.

Josh: Hoje? – arregalou os olhos. – Mas por que pai?

Ron: Tem que assinar o contrato com a Aqua Knock, e de hoje não pode passar. – enfatizou. – Você e o Noah vão juntos.

Josh: Tudo bem pai. – assentiu vencido. – Vou para casa fazer as malas, a que horas sai o voo?

Ron: Vocês vão no nosso jato particular, vai sair às dez. – explicou. – Não se atrase rapaz!

Josh: Tudo bem pai. – sorriu, rolando os olhos. – Tchau. – desliga. – Any. – chamou e ela o olhou. – Eu vou ter que fazer uma pequena viagem.

Sina: Ótimo! – acariciando os cabelos de Any. – Menos um para encher o saco da minha filha!

Josh: Any não é sua filha Sininho. – sorriu falsamente.

Sina: Mas eu a amo como se fosse... – enfatizou.

Any: Chega! – soltou o ar, fazendo os dois se calarem. – Eu não quero que briguem! – olhou o rapaz. – Você vai pra onde Josh? – perguntou meio entristecida, não queria ficar longe dele.

Josh: Vou a São Paulo. – respondeu se agachando. – Mas é rapidinho. – beijou a testa dela.

Any: Tudo bem. – suspirou. – Eu vou ficar bem.

Josh: Qualquer coisa é só você me ligar, que eu volto correndo. – sorrindo bobo, enquanto ela sorria pra ele.

Any: Tudo bem. – assentiu, vendo-o se agachar.

Josh: O papai vai dar uma saidinha, mas volta logo. – acariciando a barriga dela. – Não dê muito trabalho para a mamãe viu? – dá um beijo na barriga e Any ri. – O que foi?

Any: Fez cosquinha. – pôs o cabelo atrás da orelha e ele lhe deu um selinho, lhe deixando chocada.

Josh: Tchau linda. – sai, antes que ela falasse algo. 

Assim que ele saiu, Silvio aparece acompanhado do doutor.

Any: Papai! – sorriu ao ver o homem.

Silvio: Oi minha princesa. – tocou seus cabelos. – Está se sentindo melhor?

Any: Estou me sentindo maravilhosamente bem. – respondeu, se despreguiçando.

Doutor: Pelo que eu vi, você já poderá voltar para casa Any. – contou, olhando sua prancheta. – Inclusive, irei assinar a sua alta agora mesmo! – Any sorriu empolgada.

Silvio: Mas ela precisará de algum cuidado especial doutor?

Doutor: Não, os mesmos cuidados de sempre. – deu de ombro. – Apenas recomendo que ela repouse mais. – sorrindo.

Any: E a minha bebê doutor? – mordeu o lábio, receosa.

Doutor: Ela está bem, ótima até. – tirando o termômetro. – Bem, a febre já baixou, você está ótima Any, novinha em folha. – a analisou. – Mas mesmo assim, terá que repousar.

Any: Tudo bem. – assentiu, se levantando. – Eu posso ir para casa agora?

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