Capítulo 42
Fuzz: CALA A BOCA DULCE! – gritou, fazendo Dulce dar um pequeno pulo de susto. – Você tem ideia de como estragou minha vida? – apontou o indicador na testa. – Você ocupou o meu lugar na minha casa, roubou os meus pais, o meu irmão, o Christopher, que era para estar casado comigo, não com você, essa criança era para ser minha filha! – apontou para si mesma com a arma. – MINHA! – enfatizou e olhou Christopher. – E você Christopher? – deu um risinho debochado. – Acha que vai ser feliz com ela? – ergueu a sobrancelha e ele franziu a testa. – Aí que você se engana meu bem... – deu um riso diabólico. – Você não vai ficar com a Dulce e nem com mulher nenhuma, porque eu vou te mandar para o inferno agora. – apontando a arma para ele. – Tchau gato!
Dulce: Não Chris! – o empurra e Fuzz atira.
Dulce parou sentindo uma forte dor no estomago, passou a mão na barriga e viu que tinha sangue. Muito sangue.
Christopher: DULCE! – gritou lhe vendo cair em câmera lenta. – Puta merda! – pôs a mão na testa.
Poncho e Christian aproveitaram que Fuzz tinha se desequilibrado com o impulso da arma disparando e a imobilizam. Blanca desmaiou assim que viu o que tinha acontecido.
Christopher: Dulce! – apara a ruiva. – Dulce, pelo amor de Deus! – começando a chorar de angustia. Os convidados ficaram desesperados quando viram a cena.
Angel: DULCE! – correndo até ela e chorando desesperadamente. – DULCE! – se ajoelhando ao lado dela.
Fuzz: Droga, por culpa de vocês eu errei a porra do tiro! – gritou, enquanto era segurada por Poncho e Christian que olhavam desesperados o que tinha acabado de acontecer.
Poncho: Você está vendo o que fez com a nossa irmã, sua doente?! – gritando amargo.
Fuzz: Não queria matar ela. – deu de ombros, rindo ironicamente. – Mas está ótimo, menos uma vadia no mundo.
Christopher: Dulce, não fecha os olhos. – pediu, chorando. – Olha pra mim Dulce. – batendo levemente no rosto dela. – CHAMEM UMA AMBULÂNCIA, DROGA! – gritou vermelho.
Dulce: Chris... – ela chamou baixinho. – E-eu estou com dor de barriga. – gaguejando.
Angel: É meu amor, nós vamos te dar um remedinho e vai passar viu? – falou com lagrimas, beijando a mão dela.
Dulce: Eu quero dormir... – fechou os olhos, com lagrimas. – Está doendo Chris.
Christopher: Você não pode morrer Dulce, não pode. – negou com a cabeça. – Logo agora que nos casamos e que vamos finalmente ser felizes, você não pode morrer.
Blanca: Dulce! – afastando todos e se aproximando da filha junto com Fernando, que a amparava, pois a mulher ainda estava um pouco zonza devido ao desmaio. – Meu Deus. –desesperada e negando com a cabeça. – PELO AMOR DE DEUS, CHAMEM UMA AMBULÂNCIA! – gritando. – A MINHA FILHA ESTÁ MORRENDO!
Dulce: Minha filhinha... – falou muito fraca. – Clara... – chamou e Lurdes se aproximou com ela que ainda chorava de susto.
Lurdes: Aqui Dulce... – chorando e colocando a bebê bem perto da mãe. – Vai ficar tudo bem minha querida.
Dulce: Minha filha... – falando afobada. – Eu te amo, muito. – sorriu fraca. – É a mais importante pra mim. – tossiu sangue. – A mamãe te ama! – dá um beijinho na pequena e se contorce de dor.
Christopher: Não Dulce, não dorme meu amor. – sacudindo-a, a fim de evitar que ela dormisse. Não adiantou, Dulce desmaiou. Todos ficaram desesperados com o acontecido.
Logo a ambulância chega e a levam com toda a pressa que a situação exigia. Não demora e logo a policia também chega e levam Maria Fernanda presa em flagrante.
¨¨¨¨
Poncho: Minha irmã... – chorando, com a mão no rosto enquanto esperavam noticias de Dulce no hospital.
Anahí: Se acalma meu amor. – pediu o abraçando. – Vai ficar tudo bem, a sua irmã é forte, você vai ver. – sorrindo sem graça, também estava muito aflita com a situação.
Christian: A Fuzz é doente ou o que? – se perguntou, tomando um gole de café. – Isso foi muito triste e desnecessário. – negando com a cabeça.
Maite: Ela vai ficar bem! – se convencia, com a cabeça baixa. – Tem que ficar bem.
Anahí: Maite? – franziu a testa. – É impressão minha ou você está... Chorando? – perguntou com um leve sorriso.
Maite: Ai Anahí, é claro que não. – se fazendo de forte, ainda com a cabeça baixa. – Eu sou ruim pra chorar você sabe... – fungou.
Anahí: Oh Maite, nós todos estamos tristes, é normal você chorar. – sorriu reconfortante.
Maite: É... – desabando em lagrimas e deixando escapar um soluço. – Porque as pessoas podres não morrem hein? Porque sempre tem que ser as pessoas boas, de coração grande, as pessoas felizes? – murmurou. – Isso é uma puta de uma injustiça! – negou com a cabeça. – Pessoas como os meus pais, os meus tios! – se referindo aos pais de Anahí, que a essa altura também chorava. – A Dulce está lá, entre a vida e a morte, ela não merece morrer agora, ela acabou de dar à luz, a filhinha dela precisa dela, é uma menina maravilhosa, cheia de vida e de amor no coração.
Christian: Oh minha morena. – a abraça com força. – Ela vai ficar bem sim, você pode apostar. – dá um beijinho nela, que afogou seu rosto na curva do pescoço dele, em busca de conforto.
Do outro lado, Clara estava tendo uma crise de choros.
Lurdes: Calma meu amorzinho. – pedia, balançando Clarinha nos braços. – Oh meu Deus. –dando um beijinho em seu rostinho vermelho.
Fernando: O que ela tem Lurdes? – pergunta, se aproximando tristemente.
Lurdes: Com certeza quer mamar no peito. – falou, tentando acalmá-la. – Ela mamou antes do casamento e de duas em duas horas a Dulce a amamenta. – falou preocupada.
Fernando: Ela não mama mamadeira? – coçou a nuca, olhando a netinha.
Lurdes: Não, ela só quer mamar na Dulce. – soprando a pequena. – Ai meu Deus, pobrezinha da minha menina, que Deus a ajude a sair dessa! – pediu com os olhos fechados.
Fernando: Meu coração está apertado, primeiro pela minha filha estar entre a vida e a morte naquela sala de cirurgia, segundo pelo desgosto de ver o que Maria Fernanda fez com a própria irmã. – falou amargo.
Lurdes: Eu sinto muito. – sussurrou.
Fernando: Eu também... – sorri levemente. – Mas vamos, me dê ela aqui. – pediu e Lurdes entrega Clarinha ao avô. – Que o vovô vai lhe fazer parar de chorar! – sai com a neta.
Lurdes vai até onde estavam Alexandra e Blanca.
Lurdes: Onde está o Christopher, dona Alexandra? – perguntou sussurrando e tocando o ombro da loira.
Alexandra: Logo ali querida. – apontando do outro lado do corredor, onde ele andava de um lado para outro, juntamente com Angelique e Belinda.
Lurdes: Dona Blanca, eu sinto muito me meter, mas a senhora não quer um café ou um chá?
Blanca: Não. – negou com a cabeça, chorando. – Obrigada por se preocupar comigo Lurdes, mas agora eu só quero que a minha filha fique bem!
Lurdes: Entendo. – assentiu, tocando o ombro dela em sinal de apoio. – E a senhora dona Alexandra, não quer nada?
Alexandra: Não querida, obrigada. – sorrindo de leve.
Lurdes: Já que não precisam de nada, eu vou falar com o Christopher. – Alexandra assentiu e Lurdes se afasta.
Christopher ainda estava com a roupa suja de sangue e completamente desesperado, era como se o seu chão estivesse sumido, como se o seu corpo estivesse limitado, aquilo não era justo. Dulce não podia morrer, definitivamente não! Chorava como uma criança que estava perdendo o seu doce, não queria saber de nada, apenas de seu amor.
Lurdes: Christopher? – sentando ao lado dele. – Oh meu filho, não quer comer nada? – tocando os cabelos dele. – Não quer tomar um chá ou café? – ele negava veemente.
Christopher: Eu só quero a minha mulher. – sussurrando. – Só quero ela. – olhou Lurdes. – Se a Dulce morrer tia, você pode escrever o que eu lhe digo. – falou com os olhos nublados de ódio. – Eu mato a Fuzz! – ameaçou. – Mato aquela desgraçada sem dó!
Lurdes: Não fale isso nem brincando meu filho. – repreendeu, batendo no parapeito de madeira. – Deus te livre!
Christopher: Eu não estou brincando. – o doutor aparece e todos se aproximam. – E então doutor? Como ela está? – perguntou desesperado. O doutor os olhou com uma cara nada boa.
Blanca: Fale, pelo amor de Deus! – faltando voar no pobre profissional. – Não está vendo a nossa aflição?
Doutor: Bem, eu não vou mentir. – enxugou sua testa com um lenço. – A situação da paciente está muito grave... – negando com a cabeça. – Ela perdeu muito sangue, a bala se alojou no estomago e atingiu o pâncreas causando também uma hemorragia interna. – franziu a testa. – Devido a grande perda de sangue e a gravidade do ferimento, ela entrou em coma! – contou, todos se espantaram e o desespero tomou conta, Blanca quase desmaia outra vez.
Christopher: Quando ela vai acordar? – perguntou com lágrimas.
Doutor: Não tem previsão. – guardou seu lenço. – Pode ser hoje, mas também pode ser amanhã ou dentro de dias, semanas, meses ou até mesmo anos. – foi sincero. Christopher fechou os olhos. – Nunca se sabe o tempo que dura o coma, há casos que duram para sempre.
Christopher: CALA A BOCA! – estourou em desespero. – Ela vai acordar e o senhor vai fazer todo o possível para isso, até o impossível! – o segurou pelo jaleco.
Doutor: Eu prometo que vamos fazer o possível senhor Uckermann. – falou compreensivo. – O senhor precisa se acalmar. – Christopher o soltou e ele arrumou seu jaleco. – Agora se me dão licença, eu vou ver como está a paciente... Logo trago mais notícias.
Angel: E quando nós vamos poder vê-la? – perguntou com lágrimas.
Doutor: Em breve. – saiu.
Christopher: Coma... – sussurrando e apoiando os braços na parede, escondendo o rosto. – ELA ESTÁ EM COMA!
Angel: Christopher se acalma, por favor, você vai ver que a Dulce vai ficar bem. – sorriu de leve. – Ela é muito forte. – contendo lagrimas. – Eu sei disso.
Fernando regressa com a neta, que já estava mais calma e vinha chupando a mãozinha.
Fernando: Alguma noticia? – franziu a testa, ao ver que todos pareciam abatidos.
Blanca: Nossa filha está em coma Fernando. – chorando desesperada. – COMA! – ele empalideceu.
Fernando: Meu Deus... – pôs a mão no rosto. – Você tem certeza Blanca?
Blanca: Claro, o doutor acabou de falar. – assentiu, enxugando as lagrimas, se sua filha morresse, ela jamais viveria em paz, não sabendo que sua filha morreu magoada consigo. – Eu quero que a minha filha acorde!
Fernando se sentou lentamente, como se uma facada o estivesse acertado em cheio. Era uma dor tão forte que parecia que seu mundo tinha acabado.
Fernando: Minha filha... – sussurrando, enquanto as lagrimas lhe invadiam a face. – Não pode ser.
Christopher: Me dá a minha filha aqui. – pediu e Fernando a entrega para o pai. – Vem com o papai filha. – cheirando os cabelinhos alourados. – A mamãe está mal, meu amor... – falando baixinho. Clara reclamou um pouquinho, mas não chorou. – Ela mamou tio?
Fernando: Eu consegui uma mamadeira com leite materno na maternidade e ela mamou um pouco. – sorrindo de leve. – Está bem mais calma agora. – Clara começou a reclamar e todos sorriram à pequena, que nem imaginava o que estava se passando com a mãe.
Duas horas depois o doutor aparece.
Christopher: E então doutor? – se levantou aflito. – Como ela está?
Doutor: Infelizmente ela está na mesma. – suspirando pesadamente. – Eu vim dizer que vocês já podem vê-la.
Fernando: Doutor salve a minha menina, por favor! – pediu com lagrimas. – Eu lhe imploro!
Doutor: Estamos fazendo todo o possível para isso, senhor Saviñon. – tocou o ombro dele, de maneira compreensiva. – Quem vai entrar primeiro?
Christopher: Eu vou! – falou de pronto, se levantando. – Eu preciso ver ela, senão eu vou enlouquecer.
Doutor: Eu imagino. – assentiu. – E essa bebezinha? – olhou a criança, curioso. – É filha dela?
Christopher: Sim, é nossa filha. – sorrindo de lado. – Eu posso levá-la? – olhou o doutor, receoso.
Doutor: Olha, não acho apropriado, mas como é a mãe dela eu vou abrir uma exceção. – sorriu. – Ela pode ir sim, mas tem que colocar uma mascara no rosto.
Christopher: Certo. – assentiu e se afastou com o doutor.
Chegaram à sala onde Dulce estava. Ele se aproximou dela com lagrimas nos olhos e sentiu o coração apertar quando a viu naquele estado. Dulce estava pálida como nunca, seus cabelos estavam esparramados pelo travesseiro alvo, destacando a cor deles. Estava com vários tubos e com o pulso cheio de agulhas, tomando soro.
Christopher: Meu amor! – acariciando os ruivos cabelos da esposa. – Porque você foi entrar na minha frente Dulce? – perguntou com lagrimas. – Porque isso teve que acontecer com você? Logo hoje meu bem, nesse dia especial em que finalmente nos tornamos marido e mulher? – beijou a testa dela. Dulce dormia profundamente, mas bem lá no fundo de seu ser, podia ouvir tudo o que ele dizia. – Eu te amo tanto meu amor, que eu sinto que se você morrer, eu vou morrer também. – falou desesperado. – Eu sei que pode me ouvir... Luta Dulce! – sussurrou. – Luta por mim, luta pela nossa filha, ela precisa de você. – cheirando os cabelinhos loiros da filha, que tentava tirar a mascara, sem sucesso. – Não pode perder o crescimento da nossa princesinha, ela está bem agitada com tudo isso. – sorrindo em meio as lágrimas. – Eu te amo. – murmurou e ficou observando Dulce um mais um tempo, depois o doutor chega, dizendo que tinha que sair. Blanca e Fernando também entraram para ver a filha.
¨¨¨¨
Um mês se passou e Dulce ainda estava na mesma, já tinham tirado os tubos que a faziam respirar e só estava tomando soro. Christopher não tinha mais vida, não dava atenção para a pequena filha e sempre lhe deixava com Lurdes.
Ele vivia no hospital vinte e quatro horas por dia, estava pálido, não se alimentava direito, sentia um vazio tão grande e intenso, que às vezes a única coisa queria era morrer. Estava conversando com ela no quarto, um dos únicos momentos que sorria.
Christopher: Trouxe mais flores para você, minha princesa. – sorrindo de leve e colocando o buquê em um dos jarros. – São as que você gosta. – acariciando o maxilar e sentindo que estava por fazer. – Não sabe quem te mandou lembranças. – fez uma expressão surpresa. – A Lili. – riu. – É, ela também está com muitas saudades de você, a Clara está cada dia mais linda, sentindo muito a sua falta. – sorriu com lagrimas. – Não sabe o quanto faz falta Dulce. – pegando a mão dela e depositando um beijo. – Sinto falta da sua voz, dos seus beijos, do seu corpo. – parou de falar quando sentiu uma pequena pressão entre as mãos, logo percebeu que ela tinha mexido um dedo! – Não pode ser! –arregalou os olhos, abrindo um sorriso. – DOUTOR! – correndo até o corredor, onde o doutor estava. – Doutor, a Dulce! – se aproximou do homem de maneira eufórica. – A Dulce mexeu o dedo!
Doutor: Tem certeza? – sorrindo.
Christopher: Claro que sim! – assentiu sorrindo. – Ela vai acordar, eu estou sentindo!
Doutor: Mas isso é muito bom, vamos vê-la! – os dois caminham até o quarto.
Quando chegaram lá tiveram uma surpresa ao ver que Dulce estava acordada, olhando pra eles com cara de sono, assim que o viu ela sorriu abertamente, Christopher sentiu o peito inflar de felicidade e alivio.
Dulce: Oi Chris. – acenou sorrindo.
¨¨¨¨
Três anos depois do acidente a vida de Dulce e Christopher estava indo de vento em polpa, os dois continuavam se amando intensamente e nada tinha mudado quanto a isso. Clara já estava com três anos e era a princesa da casa, muito mimada pelos pais, principalmente o pai, que morria por ela.
A relação de Dulce com a mãe tinha melhorado muito, apesar de ainda não ter perdoado a mãe, Dulce procurava manter uma boa relação com a mulher.
Anahí e Poncho estavam noivos e Maite e Christian tinham se casado há um ano.
Em um dia qualquer, Dulce estava concentrada em seu ultimo trabalho de faculdade, estava cursando ciências genéticas e estava se preparando para sua pós-graduação.
Clara: Mamãe! – a pequena lhe chamou. – Mamãe, quero meu mamá! – falou com bico.
Dulce: Ai filha. – a olhou, mordendo o lábio. – Pede para a tia Lurdes fazer a sua mamadeira, mamãe está ocupada agora. – escrevendo algo no laptop.
Clara: Mamãe... – começando a chorar. – Eu quero que você faz! – estendendo os bracinhos.
Dulce: Ah meu Deus do céu... – fez um biquinho e pegou a filha no colo. – Você é muito chata garota! – apertando o nariz dela, que ri. – Espera aí. – lhe coloca no sofá e vai para a cozinha. – Oi tia. – sorrindo amarelo.
Lurdes: Oi meu amor. – sorrindo guardando as compras que tinha feito mais cedo. – O que a madame quer agora?
Dulce: Quer mamadeira. – riu, pegando a lata de leite e a farinha láctea. – Engraçado que ela só pede quando eu estou estudando.
Lurdes: Isso é... – suspirou, negando com a cabeça. – Mas e então? Já foi buscar o resultado do seu exame? – Dulce respirou fundo e assentiu. – E então? – se aproximando dela. – O que deu?
Dulce: Eu ainda não abri. – falou de cabeça baixa. – Ai tia, eu não quero ter outro bebê. – coçou a nuca. – Pelo menos não agora, eu estou querendo me pós-graduar... – disse, botando leite na mamadeira.
Lurdes: Ah querida... – tocando o rosto dela com ternura. – Se aconteceu, é por que Deus quer. Ele confia em você. – sorrindo. – Você melhor do que ninguém sabe que ser mãe é a melhor coisa que pode acontecer não é?
Dulce: Sim. – assentiu sorrindo, enquanto escutava a filha cantarolar alguma musica na sala. – Ela é a coisa mais importante para mim.
Lurdes: Então? – cruzou os braços. – Não despreze esse bebezinho que pode estar a caminho, porque você e o Christopher que são os únicos responsáveis por isso. – apontando a barriga dela.
Dulce: Você tem razão tia. – sorriu de canto. – Então eu vou abrir o exame, pode abrir comigo? – perguntou mordendo o lábio.
Lurdes: Claro meu bem. – assente e lhe dá uma piscadela. Dulce termina de fazer a mamadeira da filha e sai.
Clara: Mamãe eu quero essa boneca! – falou, apontando a TV, onde passava a propaganda de uma linda bonequinha loira que urinava nas calças.
Dulce: Certo, depois eu compro. – sentando-a no sofá e lhe entregando a mamadeira. – Toma o seu mamá.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top