Capítulo 34
Victor: Mas é ela mesmo, meu amigo... – dando tapinhas no ombro do homem. – Eu sinto muito.
Delegado: EU SEI QUE TEM OUTRO AÍ DENTRO. – continuava. – SAIA JÁ, COM AS MÃOS PARA O ALTO OU VAI SE MACHUCAR! – enfatizou.
Pablo: Droga! – se praguejava arrependido por ter aceitado participar daquela maluquice, mas segundo Fuzz seria apenas um susto e nada demais. Maldita idiota meio metro! – Mil vezes droga! – desesperado. – Eu não vou me arriscar! – pegou Viviana e a colocou em sua frente como um escudo e apontou uma arma para sua cabeça. – É isso aí priminha, agora somos apenas nós dois.
Viviana: Me solta seu louco! – se debatia, chorando.
Dulce: Vivi! – estendeu a mão, preocupada.
Pablo sai do casebre junto com Viviana, coisa que deixou a equipe policial em alvoroço.
Victor: Meu Deus! – apontou os dois, desesperado ao ver uma arma apontada para a cabeça de sua filha. – Pablo? – arregalou os olhos ao ver o sobrinho.
Christopher: O que esse desgraçado vai fazer com a minha irmã? – pôs a mão na cabeça.
Pablo: Eu não quero morrer! – gritou aos policias. – Foi apenas uma brincadeira. – explicou.
Delegado: Você não vai morrer, só precisamos que se entregue. – explicou. – E isso não foi uma brincadeira, vocês cometeram um crime sério!
Pablo: Nada a ver. – negou com a cabeça. – Eu também não quero ser preso!
Delegado: Aí entramos em um conflito rapaz. – o analisou, prestando atenção em seus movimentos com a arma. – Se não quiser piorar a sua situação, solte essa arma e se entregue aqui e agora!
Viviana: Não faz isso Pablo. – sussurrava baixinho. – Se você me matar vai ficar muito mais tempo na prisão. – tentava persuádi-lo, sabia que Pablo sempre fora muito influenciável. – Pensa bem, você não vai pegar nem um mês de prisão, afinal você não fez nada de mal com a gente, não cobrou resgate, contanto não é um sequestro. – o olhava esperançosa, não queria morrer! – Você vai ser preso apenas pelo cárcere privado, logo você sai primo e se você me matar vai pegar anos e anos de prisão. – em pânico. – Por favor, se entrega!
Pablo: Cala a boca caralho! – xingou, pensando em tudo o que ela tinha dito e viu que a prima tinha razão, não queria piorar o que já estava ruim. – Você tem razão. – deu um beijo no cabelo dela e jogou sua arma no chão. – EU ME ENTREGO! – gritou, levantando as mãos para o alto.
Delegado: Ótima escolha. – deu ordem para alguns policias irem até ele, para algemá-lo.
Viviana: Papai! – corre até eles e abraça o pai.
Victor: Filha! – sorriu aliviado e beijou a cabeça dela. – Você está bem? – Viviana assentiu freneticamente. – Tem certeza? – ela tornou a assentir. – Onde está a Dulce?
Viviana: Christopher. – olhou o irmão. – A Dulce está lá dentro, eu acho que a bebê vai nascer, parece que a bolsa dela estourou.
Christopher: Meu Deus! – pôs a mão no rosto. – Eu vou lá. – corre em direção ao casebre.
Lurdes: Christopher, eu vou com você! – segue o rapaz, preocupada.
Ao entrar, logo encontrou Dulce se contorcendo e chorando em um canto.
Christopher: Meu amor! – correu até ela e se agachou ao seu lado. Assim que o viu ela sorriu aliviada e feliz.
Dulce: Chris. – murmurou. – Me ajuda amor. – apertando a mão dele. – Meu bebê... –chorando. – Está doendo demais!
Christopher: Eu vou te levar para a maternidade e vai ficar tudo bem amor! – sorrindo e a pegando no colo. – Está tudo bem, eu estou aqui. – a tranquilizou e Lurdes apareceu.
Lurdes: Oh minha pequenininha! – indo atrás deles. – O que está sentindo?
Dulce: Dor. – respondeu com a voz embargada e Lurdes apertou suas mãos, os acompanhando para fora.
Fernando: Minha filha! – foi até eles, assim que Christopher a levou pra fora. – Você está bem? – tocou os cabelos da ruiva, que negava com a cabeça.
Christopher: Está em trabalho de parto. – explicou, deixando Fernando preocupado. Viu os policiais conversando e pareciam preocupados. – O que houve? – perguntou, os olhando.
Delegado: A loirinha conseguiu fugir. – suspirou pesadamente. – Driblou os meus homens muito bem.
Dulce: Ai! – gritou, afogando a cabeça no pescoço do noivo. – Carambolas! – gemia agoniada. – Chris, me põe no chão. – gritando. – Rápido! – Christopher se assustou e a colocou prontamente no chão.
Dulce: Ai tia. – indo abraçar Lurdes. – Me ajuda!
Lurdes: Se acalme meu amor. – sorriu, tocando seus cabelos, em seguida olhou os homens. – O que vocês estão esperando para levarem a menina daqui?
Dulce: Eu fiz xixi na roupa tia... – rindo em meio das lagrimas. – Estou toda molhada, mas não conta pra ninguém por que é segredo. – pediu e Lurdes se apavorou.
Lurdes: Essa não, a bolsa estourou! – pôs a mão na testa.
Dulce: Não se preocupa tia. – a tranquilizou, ofegante. – O Chris me disse que vai comprar outra. – sorrindo, mas parando de sorrir logo em seguida. – Ai, isso dói demais! – reclamou, acariciando o ventre. – Ah! – tornou a chorar.
Christopher arregalou os olhos e a levou para o carro. Foram todos a caminho da maternidade onde Dulce daria a luz ou pelo menos tentar, se a criança não nascesse ali mesmo.
Viviane: Vai rápido Christopher! – apressou, abanando Dulce que estava em seu colo. – Se acalma Dulce.
Dulce: Está doendo demais. – reclamou com um bico, não queria mais ter filhotes. Aquilo era muito complicado.
Christopher: Eu estou indo o mais rápido que eu posso! – rebateu agoniado.
Lurdes: Dulce me deixa ver se está muito dilatada. – dando um jeito de abrir as pernas dela, analisou e logo deu um parecer. – Não está tão dilatada. – sorriu um pouco aliviada, pelo menos ali não correria riscos de nascer.
Dulce: Eu vou morrer de dor... – sussurrou pensativa.
Christopher: Meu amor fique calma sim? – dizia agoniado por vê-la sofrer.
Viviana: Você ficaria calmo se soubesse que um bebê está prestes a sair da sua vagina? –indagou cruzando os braços e deixando Dulce branca.
Dulce: O QUE? – arregalou os olhos e Christopher pôs a mão na testa. – Vai sair por onde tia? – olhou Lurdes. – Pela minha baratinha? – fez um beicinho. – Não vai passar. – apertou a mão de Viviana sentiu outra contração. – É muito pequenininha... – chorando sem parar.
Christopher: Feliz pirralha? – encarou Viviana pelo retrovisor, a loira fez careta.
Lurdes: Oh meu amorzinho, fique tranquila. – acariciando a barriga dela, que estava bem dura.
Dulce: Ai tia! – forçando o corpo para frente instintivamente. – AHHHH! – gritou, assustando todos.
Christopher: Já estamos quase chegando amor, aguenta só mais um pouquinho. – passando a mão nos cabelos, nervoso.
Lurdes: Respira e inspira meu bem... – aconselhou a abanando.
Dulce: Agora eu entendo o que Medusa passou naquele dia. – sussurrou, fazendo careta após sentir outra contração.
Lurdes: Quem é Medusa querida? – sorrindo e acariciando os cabelos ruivos.
Dulce: Medusa é a baleia. – mordendo os lábios. – Estava tendo filhote e eu e o Joaquim estávamos rindo pensando que ela estava fazendo cambalhotas, daí um... – fechou os olhos e apertou a mão de Viviana forte. – Oh! – soltou o ar. – Daí uma baleiazinha saiu não sei por onde... – choramingando. – Bom, agora eu sei.
Christopher a olhou pelo retrovisor e soltou um sorriso bobo, Dulce estava prestes a dar a luz e mesmo assim ainda consegue fazer qualquer mortal rolar de rir, ela era perfeita em todo o sentido da palavra.
Christopher: Chegamos! – saiu do carro rapidamente e a pegou no colo com cuidado, para não fazê-la sentir mais dor do que já estava sentindo.
Dulce: Amor. – o olhou, com os olhos molhados. – Eu estou com muito medo.
Christopher: Eu estou aqui com você. – dá um beijo na testa dele. – Vai ficar tudo bem! – garantiu e entrou com ela correndo na clinica, apenas bastou dizer seu sobrenome para rapidamente serem atendidos.
¨¨¨¨
Dulce: Ai tia, eu estou com muito medo. – disse algum tempo depois, quando já estava pronta para dar a luz. A dor estava ainda mais intensa. – Eu quero o Chris, por que ele não está aqui tia? – chorando nervosa.
Christopher: Estou aqui... – entrou já vestido para o parto e caminhando até ela. – É verdade que vai nascer agora? – sorrindo bobo.
Lurdes: Sim. – assentiu alegre. – A doutora já foi buscar as enfermeiras. – falou empolgada, tocando a barriga de Dulce.
Christopher: Não chora meu amor... – pediu, limpando as lágrimas dela.
Dulce: Mas está doendo, oras! – dizia com um grande bico de choro.
Christopher: Eu sei que está doendo. – sorrindo e dando um beijo na mão dela. – Mas tudo vai ficar bem.
Dulce: Chris, porque só eu estou sentindo dor? – ergueu a sobrancelha. – Você não é o pai? – o olhou invocada e ele olhou Lurdes, que prendia o riso de todas as formas.
Christopher: Claro que estou sentindo dores meu amor. – fez careta. – Está doendo muito, demais! – fez um biquinho até que convincente.
Dulce: Calma, eu sei que está doendo. – apertou a mão dele, que sorriu.
Alguns minutos depois, a doutora chega junto com três enfermeiras muito simpáticas. Dulce gelou, enquanto a doutora apoiava sua perna, deixando-as abertas.
Doutora: Meu amor, quando eu disser três, você faz força. – olhando o aparelho que media as contrações. – Tudo bem? – Dulce assentiu. – Não chora querida, te garanto que vai acabar em um piscar de olhos. – viu que uma contração forte se aproximava. – Vamos lá, um, dois, três!
Dulce: AHH! – gritou, fazendo força e apertando a mão de Christopher. – Está doendo!
Doutora: Eu sei querida, agora empurra, faz força! – dizia firme e Dulce obedecia como podia.
Dulce: AHH! – se contorcendo. – Sai bebê. – choramingou, fazendo mais força. Christopher olhava a cena, apavorado.
Doutora: Força menina, vamos colocar essa pequena no mundo! – enfatizou e Dulce gritou alto, sentia a criança deslizando dentro de si e seus ossos se alargavam lhe causando uma dor intensa.
Dulce: Ai meu Deus... – sussurrou, chorando desesperada. – Ai!
Christopher: Força amor, você consegue. – com os olhos molhados, afinal não podia vê-la chorando e sofrendo daquele jeito.
Doutora: Isso! – sorriu, lhe dando estímulos. – Eu já estou vendo a cabecinha dela.
Dulce: Eu não vou conseguir... – negou ofegante.
Lurdes: Você consegue sim meu bem! – a olhando com o coração apertado.
Dulce fazia força, mas de nada adiantava, a neném não se movia nem um centímetro.
– Que você tenha uma boa hora menina. – desejou, beijando a mão de Dulce e seguida se afasta, deixando a ruivinha confusa.
Dulce: Uma boa hora? – retrucou sozinha.
Não tinha entendido o que aquela senhora quis dizer, mas agora entendia, sorriu de lado e tirou uma força tão grande, que nem ela sabia explicar de onde tinha saído.
Dulce: AAHHH! – gritou alto, empurrando a pequena inteira para fora, a criança começou a chorar.
Doutora: Olha só quem chegou! – cortando o cordão umbilical e pegando a pequenina no colo. – E ela tem belos pulmões. – sorrindo, ao analisar que o choro era bem alto.
Christopher: Você conseguiu meu bem. – dá um beijo na testa dela, que estava quase desmaiando de alivio.
Dulce: Já? – sorrindo exausta. – Eu consegui? – perguntou, com os olhos quase se fechando.
Lurdes: Meu Deus, que linda que ela é! – elogiou a pequena, com os olhinhos brilhando. – Uma princesinha!
Agora a enfermeira estava limpando a pequena, que continuava chorando sem parar, tinha uma garganta e tanto.
Doutora: Você foi incrível, Dulce. – sorrindo a ela, que ainda estava fraca.
Dulce: Obrigada doutora. – apertando a mão da mulher. – Se não fosse a senhora, eu não teria conseguido.
Doutora: É claro que teria conseguido meu bem. – franziu a testa e Dulce sorriu.
Dulce: Eu quero ver a minha bebê. – pediu, estendendo os braços, um pouco grogue.
Doutora: Oh, claro! – assentiu prontamente. – A enfermeira está limpando o umbiguinho dela e já te entrega a sua filha.
A enfermeira termina de limpar e trás a bebê para os pais, a pequena ainda chorava, chorava não, gritava. A menininha era bem escandalosa, essa com certeza teria um gênio forte.
Enfermeira: Olha aqui querida. – colocando-a no colo de Dulce, que sorriu encantada ao ver que sua cria era perfeita e saudável.
Dulce: Ai meu Deus... – chorando emocionada. – Olá bebê! – pegando a mãozinha dela. – Você é tão pequenininha. – sorrindo em meio as lagrimas.
A bebezinha logo parou de chorar, sentindo o colo da mãe. Christopher estava sem palavras, àquela era a cena mais linda que ele podia ver um dia, a mulher que ele amava, segurando a filha dos dois, que acabara de nascer.
Lurdes: Fala alguma coisa, babão. – lhe deu um tapinha, lhe tirando de seus devaneios.
Christopher: Ela é perfeita. – soltou o ar, encantado.
Dulce: Que segurar amor? – perguntou.
Christopher: Não, eu tenho medo de machucá-la. – negou receoso e Dulce rolou os olhos.
Dulce: Pega ela logo Chris. – fez um bico, estendendo a pequena.
Ele sorri e pega a menina com cuidado, ela olhava para o pai com os olhinhos arregalados.
Christopher: Olá? – balançando a pequenina que olhava pra ele curiosa. – Eu sou o papai. – pegando a mãozinha dela. – Você é linda. – sorrindo babão. – Minha princesa. – dá um beijinho em sua testa.
Lurdes: Como vai se chamar?
Christopher: Eu ainda não sei, mas ela é tão branquinha, tem a pele tão clarinha. –segurando a mãozinha dela. – Poderia se chamar Clara. – sorrindo para ela, que ainda o olhava com curiosidade. – Não é gatinha? – beijou a mãozinha dela, que pôs a língua para fora, deixando o pai encantado. – O que achou amor?
Dulce: É lindo Chris. – sorriu, com os olhinhos brilhando.
Lurdes: Eu adorei seu nome, Clara. – disse com voz de bebê, apertando a mãozinha dela. – Bem vinda meu amorzinho!
Christopher: Obrigado por isso amor. – dá um selinho na noiva, que estava bastante sonolenta.
Dulce: Eu não sei por que está me agradecendo, mas de nada. – sorrindo fofa, com os olhos quase fechando.
Doutora: Chris. – o chamou. – Sinto muito, mas nós temos que levá-la. – sorrindo.
Christopher: Mas já? – fez um bico.
Doutora: Sim mocinho, ela precisa banhar. – pegando a neném no colo com cuidado. – Vem comigo, meu amor. – falando com voz de bebê. – Ninguém me deixa quieta, eu acabei de nascer tia, quero sossego. – se colocando no lugar da pequena e fazendo todos rirem. – Você trouxe as coisinhas dela?
Christopher: Sim, minha mãe trouxe. – assentiu, ainda olhando a filha. – Ela entregou para uma das suas enfermeiras, é uma bolsa branquinha.
Doutora: Certo, então nós vamos levá-la para banhar e tomar as vacinas necessárias. – beijou a mãozinha minúscula. – Ainda bem que a Dulce dormiu. – entregando a pequena a uma enfermeira.
Christopher: Doutora, ela está bem? – colocando a mão na testa de Dulce.
Doutora: Sim Christopher, não se preocupe, é normal a mulher dormir quando acaba de dar à luz, ela está muito fraca, vou fazer os procedimentos pós-parto e depois nós vamos transferi-la para um quarto.
Christopher: Certo, vamos tia. – sorriu. – Cuida bem da minha filha. – ia saindo, mas para de repente. – Obrigado por tudo.
Doutora: De nada. – sorriu abertamente e Christopher saiu da sala junto com Lurdes.
¨¨¨¨
Alexandra: Meu bem! – assim que o viu, sorriu. – Meus parabéns filho! – falou com lágrimas enquanto abraçava o filho. – Lurdes disse que é uma menininha linda. – com os olhos brilhando.
Christopher: Ela é linda mãe! – sorriu, também com lágrimas. – Minha filha é a coisa mais perfeita do mundo.
Victor: Aee filhão! – bateu nas costas dele. – É papai agora, bem vindo ao clube! – abraça o filho. – Parabéns!
Christopher: Valeu pai. – com isso todos o parabenizam.
Fernando: E a Dulce como está? – perguntou, o olhando preocupado. – Minha filha está bem?
Christopher: Sim tio, não se preocupe. – o tranquilizou. – Ela está muito bem e foi incrível. – todo bobo.
Blanca: Podemos vê-la? – perguntou com a mão no peito.
Christopher: A doutora está fazendo os últimos procedimentos e depois que ela vai ser levada para o quarto, só aí poderemos vê-la.
Viviana: Onde está minha sobrinha? – perguntou empolgada. – Eu quero ver ela e dar uns beijos.
Christopher: Está no berçário, pirralha. – a abraçou de lado. – Eu ainda não tive a oportunidade de agradecer a você por ter protegido a Dulce. – mordeu o lábio e Viviana sorriu. – Obrigado.
Viviana: Ah, de nada Christopher. – dá um abraço no irmão. – Apesar de ser um idiota, eu gosto de você.
Christopher: Eu também gosto de você. – bagunça o cabelo dela.
Alexandra: Que bonitinhos. – disse com os olhinhos brilhando. – Enfim estão tomando juízo e se comportando como dois irmãos descentes. – riu, junto com o marido.
Fernando: Queria que a Maria Fernanda também tomasse juízo. – suspirou tristemente. – Infelizmente essa menina não tem jeito. – olhou Blanca, que suspirou. A mulher estava se sentindo muito mal pelo que tinha se passado.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top