Capítulo 28
Dulce: Sim, afinal você tem que comer. – sorrindo timidamente.
Christopher: Nós precisamos conversar... – é interrompido por Blanca.
Blanca: Logo apronta filha... – observando os dois. – Atrapalhei algo?
Dulce: Não. – negou prontamente. – Claro que não mãe.
Christopher: Apenas estávamos conversando. – sorriu insosso. – Podíamos estar fazendo coisa melhor agora. – pensou, aborrecido.
Blanca: Ah bom. – indagou, se sentando.
Dulce: Mãe, conta para o Chris sobre o aniversario do papai. – sugeriu, a fim de fugir dos olhares do loiro.
Blanca: Ah, é verdade, eu já avisei para a Alexandra que no sábado vamos fazer uma pequena comemoração para o aniversario do Fernando... – começou e os três ficaram conversando até aprontar o lanche de Dulce.
Nas empresas Uckermann, Maite chega para entregar alguns relatórios para Christian.
Maite: Com licença senhor Chavéz... – cumprimentou entrando na sala. – Aqui estão os relatórios que me pediu, estão todos assinados e só precisa revisar.
Christian: Obrigado Maite. – agradeceu, pegando as pastas que ela lhe estendia.
Maite: Não tem porque agradecer é o meu trabalho. – ergueu a sobrancelha, com bico. – Bem, se não precisa de nada, eu já vou indo...
Christian: Espera Maite. – se levantando e ela o olha. – Eu preciso sim, preciso conversar com você, será que eu posso? – se aproximando dela.
Maite: O que é? – cruzou os braços. – Quer um cafezinho? – ironizou. – Porque se for isso não é comigo, é com a "senhorita" Joice. – fez aspas com os dedos quando disse senhorita. – Quer que eu a chame? – apontou a porta.
Christian: Está com ciúmes é? – sorrindo todo bobo.
Maite: É mais fácil Osama Bin Laden se entregar para George Bush, do que eu sentir ciúmes do senhor! – dado um risinho debochado.
Christian: Será mesmo? – a analisou. – Porque será que eu não acredito em nenhuma palavra que sai dessa sua boquinha linda? – sussurrou bem próximo e Maite corou levemente.
Maite: Ora essa, o senhor me respeite! – grunhiu o empurrando.
Christian: Calma... – sorriu de lado, com as mãos para o alto em sinal de rendição. – Eu apenas gostaria de lhe fazer um convite.
Maite: Que convite? – o olhou confusa. – Se for para fazer hora extra, eu não vou poder! –aloprou logo.
Christian: Não, é outra coisa. – sorrindo safado.
Maite: Se o senhor quiser me levar para o motel eu o acuso de assédio sexual! – ameaçou e Christian arregalou os olhos. – E eu não tenho medo de denunciar não viu!
Christian: Não! – a acalmou. – Eu só queria convidar você para jantar comigo, como uma forma de tirar aquela primeira impressão que tivemos. – se apoiou na mesa. – O que acha? – perguntou com carinha de anjo.
Maite: Eu não acho uma boa ideia. – negou com a cabeça, um tanto nervosa.
Christian: E porque não? Você está com medo? – ergueu a sobrancelha, provocando.
Maite: Mas é claro que não! – rolou os olhos, aborrecida.
Christian: Então porque não vem provar que não tem medo de mim?
Maite: Tudo bem senhor Chavéz. – cerrou os punhos. – A que horas?
Christian: Depois do expediente. – pincelou o nariz dela. – Tudo bem?
Maite: Sim claro, então nos vemos. – se retira a passos largos.
Christian: É hoje! – comemorou todo animado.
¨¨¨¨
Dulce: Pronto... – sorriu com a mão na barriga. – Agora sim eu enchi. – concluiu satisfeita.
Blanca: Também, depois de quatro hambúrgueres e três milk-shakes. – a olhava, atônita. – Filha, você está comendo muito.
Dulce: O que eu posso fazer se eu sinto fome mãe? – disse, dando de ombros.
Blanca: Espero que isso seja só por causa da gravidez, por que senão você pode engordar demais... – coçando a nuca.
Dulce: Eu quero fazer xixi... – olhou ao redor, mordendo os lábios.
Blanca: Você quer mesmo usar o banheiro ou é mais uma das suas gracinhas? – a analisou.
Dulce: Não mamãe, é verdade! – apertando as pernas. – Estou ficando apertada.
Christopher: Vem, eu te levo no banheiro. – se levantou e a ajudou a levantar também.
Dulce: Vamos rápido... – se afasta com Christopher e Blanca fica olhando os dois.
Blanca: Esses dois precisam se casar e logo!
Assim que chega ao banheiro, Dulce corre para fazer xixi. Christopher fica do lado de fora, esperando.
Dulce: Chris? – gritando de dentro do banheiro.
Christopher: Oi amor? – pôs a cara dentro e viu que não tinha nenhuma mulher, resolveu entrar.
Dulce: Não vai embora sim?
Christopher: Claro que não fica tranquila. – disse olhando a quantidade de espelhos que tinha ali, mulheres... Ouviu a descarga e logo Dulce saiu.
Dulce: Obrigada. – disse ligando a torneira para lavar as mãos.
Christopher: Por quê? – perguntou confuso.
Dulce: Por me trazer no banheiro. – disse terminando de lavar as mãos. – Eu vivo fazendo pipi, pareço uma torneira assim. – apontando a torneira, o fazendo rir.
Christopher: De nada. – deu de ombros, ainda sorrindo. – Não se preocupe, é normal a mulher ir muito ao banheiro durante a gravidez. – pôs a mão no bolso.
Dulce: Por quê? – fechou a torneira, sem entender.
Christopher: Porque o bebê fica em cima da bexiga e é mais difícil de segurar. – explicou, vendo a ruiva arregalar os olhos.
Dulce: Bexiga? Tem um balão dentro de mim? – olhando a barriga chocada. – Eu pensei que fosse só um filhote e...
Christopher: Não Dulce. – a interrompeu aos risos. – Bexiga é onde se armazena o xixi.
Dulce: Ah sim. – franziu a testa. – Desculpa. – prendeu a respiração ao ver que ele se aproximava.
Christopher: Não tem nada. – sussurrou muito próximo. – Eu te amo. – só teve tempo de falar isso antes de colar os lábios em um beijo voraz, um beijo cheio de saudades.
Ele a aconchegou mais perto de si e a envolveu em seus braços como se não quisesse que ela saísse dali nunca mais, estava provando de novo os doces lábios de Dulce, a mulher que tanto amava. Dulce sentia o mesmo, estava totalmente entregue àquele beijo cheio de amor, saudade, carinho, tesão, eram tantas sensações que não sabiam descrever com palavras, separaram o beijo com selinhos depois que o ar faltou.
Christopher: Volta pra mim vai? – pediu, encostando sua testa na dela.
Dulce: Não, nós não podemos Chris... – negou com a cabeça e se afastou.
Christopher: Porque não Dulce? – a olhou, confuso.
Dulce: Porque não. – continuava negando. – Não posso! – sai correndo.
Christopher: Dulce! – chamou, mas ela corria para longe dele. – Droga! – a seguiu.
Dulce se aproximou da mãe um pouco abatida.
Blanca: Dulce? – a olhou, confusa. – Que cara é essa? – ergueu a sobrancelha. – Parece que viu um fantasma! – se levantou.
Dulce: Não foi nada, eu... – é interrompida.
Blanca: Tudo bem. – dando de ombros, sem vontade de ouvir as explicações mentirosas da filha, com certeza estava se atracando com Christopher por aí. – Onde está Christopher? – olhando ao redor e sorri ao vê-lo se aproximando. – Oh, aí vem ele!
Christopher: Dulce, por que saiu correndo? – perguntou direto, assim que se aproximou. – Você poderia ter se perdido e se acontecer alguma coisa com você ou com a minha filha eu nem sei o que eu faço! – desabafou nervoso.
Dulce: Desculpa. – pediu envergonhada. – Acontece que eu fiquei nervosa.
Christopher: Estava com medo de acontecer de novo? – olhando no fundo dos olhos dela, que negou prontamente. – Não faz mais isso. – pediu e ela assentiu. Christopher lhe beijou a testa.
Blanca: Aconteceu algo? – os olhou, com um sorriso contido. Os dois se olharam e negaram. – Tem certeza?
Christopher: Dulce apenas saiu correndo na frente e eu fiquei preocupado. – coçou a nuca, ao se dar conta da presença de Blanca ali.
Blanca: E foi só isso? – eles assentiram e Blanca sorriu sozinha, estavam apenas confirmando suas suspeitas com toda aquela negativa. Aconteceu algo entre os dois e isso estava claro. – Sendo assim, vamos garotos?
Christopher: Sim. – ele assentiu. – Eu já estou indo, eu quero que fique com isso Dulce. –indo até a mesa e pegando suas compras, em seguida as entrega para a ruiva. – São do bebê.
Blanca: Ah, mas que lindo! – sorriu extasiada e pegou as sacolas da mão da filha. – Obrigada querido.
Christopher: Bom, agora eu já vou. – dá um beijinho na bochecha de Dulce e outro em Blanca. – Foi um prazer vê-las, logo eu apareço para uma visita. – elas assentiram. – Tchau. – se afasta.
Blanca: Eita sorte Dulce! – olhava o genro se afastar, admirada. – Que baita partido que você arrumou hein? – sorrindo orgulhosa.
Dulce: Chris e eu já terminamos o nosso noivado, mamãe. – lembrou com um suspiro.
Blanca: Isso não é problema. – desceu os óculos escuros. – Eu sei que logo vocês vão voltar. – pegou suas compras. – Vamos. – Dulce rolou os olhos e seguiu a mãe.
À noite, Christian leva Maite a um restaurante extremamente requintado e agradável.
Christian: Por favor. – sorriu, puxando a cadeira para ela se sentar.
Maite: Ora senhor Chavéz, não se faça de cavalheiro. – sentando e dando uma pequena risada.
Christian: Poxa morena, você é dura na queda hein? – fez uma careta, também se sentando. – Eu só quero conversar com você numa boa. – suspirou tristemente, com isso Maite ficou com pena.
Maite: Está tudo bem, me perdoe. – se retratou. – Acontece que o senhor consegue me irritar!
Christian: Não me chame de senhor. – rolou os olhos, cheio daquela palavra.
Maite: Esqueceu que já é quase automático? – lembrou, com um sorrisinho.
Christian: Ah claro. – a olhou debochado e o garçom se aproxima com o cardápio.
Garçom: Boa noite. – cumprimentou sorridente. – Aqui está o menu senhor. – entrega o cardápio a Christian. – Senhorita. – entrega outro idêntico para Maite.
Christian: Eu quero frango ao molho de agrião e uma salada de palmito. – disse sem nem olhar o cardápio.
Maite: Eca. – fez uma careta, deixando-o bolado. – Eu vou querer uma salada leve, não estou com muita fome.
Garçom: Algo mais?
Christian: Traga o seu melhor vinho. – olhando para Maite de maneira sedutora. – Você bebe não é?
Maite: Socialmente. – ergueu a sobrancelha. – O senhor acha que eu sou alguma extraterrestre ou o que?
Christian: Se acalme senhorita. – deu um sorrisinho amarelo. O garçom pede licença e se retira. – Por que você me trata tão mal hein? – perguntou, tocando a mão dela de leve.
Maite: Eu não o trato mal senhor Chavéz. – ergueu a sobrancelha, tirando a mão dele.
Christian: É claro que trata, na empresa você mal olha para mim. – a olhou, com cara de cão sem dono.
Maite: A empresa é o meu local de trabalho, não é lugar para ficar trocando afetos com o senhor. – cruzou os braços.
Christian: Está bem. – soltou o ar, vencido. – Esquecendo esse assunto, eu quero saber por que você me chutou. – a olhou decido. – Não vai sair daqui até me contar, estávamos ficando numa boa e você me deu uma fria e desde então nunca mais falou comigo, a não ser que fosse para me dar um sermão ou para falar de trabalho.
Maite: Não se faça de desentendido senhor Chavéz! – retrucou, com um bico. – Sabe muito bem o que fez e quando fez!
Christian: O que eu fiz? – franziu a testa. – E não me chame de senhor! – lembrou.
Maite: Você me enganou! – bateu na mesa.
Christian: Eu te enganei? – arregalou os olhos, chocado. – Como? Quando? – Maite o olhou, irônica.
Maite: Eu liguei pra você e te chamei para sair comigo, daí você disse que não podia, por que estava passando mal e não sei o que mais. – contou e ele a observava, interessado. – O que o senhor não sabia, era que eu estava na portaria do seu prédio e vi quando você saiu de lá com uma mulher e foi para Deus sabe onde com ela! – estava vermelha de irritação. – E a desgraçada ainda era uma coroa! – deu uma "guardanapada" no rapaz, quase chorando. – Como pôde fazer isso? – Christian não sabia o que fazer, Maite tinha distorcido tudo.
Christian: Maite se acalme! – tirou o guardanapo dela, impedindo que ela voltasse a lhe bater com aquilo. – Você já procurou saber quem era aquela mulher?
Maite: E precisa? – o olhou, com um sorriso irônico. – Eu vi você dando um selinho nela!
Christian: Maite escuta! – pediu sussurrando, afinal estavam em um restaurante. – Aquela mulher é minha mãe! – apontou para si mesmo.
Maite: Ora e acha que eu vou acreditar? – começou a rir. – E eu sou filha do Brad Pitty com Jolie. – debochada.
Christian: Porque não acreditaria? – a forçou a olhar para ele. – Naquele dia eu estava realmente doente, estava com uma febre alta e minha mãe foi me visitar para ver como eu estava. – recordou-se. – Então, quando ela foi embora, viu que o carro dela tinha dado pane no motor, daí eu tive que levá-la já que ela não consegue dirigir o meu carro e tem trauma de táxi!
Maite: E o selinho? – perguntou um pouco mais calma ao ver que ele olhava em seus olhos.
Christian: Ela faz isso desde que eu me entendo por gente. – dando um risinho constrangido. – Eu sei que isso é meio broxante, mas esse é o modo dela nos cumprimentar. – concluiu e o garçom regressa com o vinho. – Obrigado. – agradece e o garçom sai. Maite continuava calada. – Não vai falar nada?
Maite: E sério que aquela mulher é sua mãe? – perguntou em um sussurro, não podia acreditar.
Christian: Claro que sim, por que eu mentiria? – dando de ombros. Maite o olhou de maneira obvia. – Tudo bem, como eu posso provar?
Maite: Quero conhecê-la. – ergueu a sobrancelha, decidida. – É a única forma. – disse, em sinal de rendição.
Christian: Tudo bem. – coçou a nuca, despreocupado. – Pelo menos você acreditará em mim, certo? – sorrindo de lado. – Maite, eu realmente gosto de você. – tocando o queixo dela. – Gosto muito. – garantiu.
Maite: E a Joice? – sussurrou, olhando fundo nos olhos dele.
Christian: Não existe nada entre mim e aquela galinha. – rolou os olhos e Maite riu. – Bem... – se aproximou da morena. – Ela quer ficar comigo, mas eu quero é distancia... – quase tocando os lábios dela.
Maite: Jura? – mordeu o lábio inferior.
Christian: Juro. – a beija de uma maneira apaixonada e cheia de amor, sabia que estava apaixonado por ela desde sempre, alguns segundo depois os dois vão cessando o beijo com selinhos. – Vai, me bate! – sorrindo ainda de olhos fechados.
Maite: Seu bobo. – também sorriu, lhe dando um tapa na nuca. – Eu não vou te bater, pelo menos por enquanto. – enfatizou.
Christian: Obrigado por me dar outra chance. – sorrindo abobalhado.
Maite: Espero que não me arrependa. – enrolou o dedo na camisa dele.
Christian: Não vai. – dá um selinho nela. – Não vou mais permitir que dona Victória me beije na sua frente, eu juro. – levantou a mão, em forma de promessa e ela riu.
Maite: Idiota! – negando com a cabeça, em meio a gargalhadas.
Não demora e o jantar de ambos chega, os dois comem em um clima agradável, em meio a beijinhos e carinhos. Logo depois, Christian a leva para conhecer Victoria, sua mãe. Maite se sentiu uma idiota ao ver que aquela era realmente a mesma mulher que tinha visto.
A morena adorou a sogra, era uma mulher sozinha, morava apenas com empregados, mas era uma simpatia. Depois de uma hora, os dois se despedem de Victória e vão embora.
¨¨¨¨
No dia seguinte, Anahí e Maite conversavam animadas, a morena contava como tinha sido sua noite com Christian, enquanto a loira ouvia tudo maravilhada e feliz pela prima. São interrompidas pelo barulho da campainha tocando.
Anahí: Bom dia seu Adalberto! – cumprimentou o porteiro do prédio.
Adalberto: Olá Anahí. – sorriu. – Entregaram esse pacote para você na portaria. – entregando um embrulho que parecia mais uma encomenda do que um presente.
Anahí: Ah, obrigada. – sorri e pega o pacote. – Foi muita gentileza sua trazer.
Adalberto: De nada, qualquer coisa é só me chamar. – deu um leve aceno com a cabeça e saiu.
Maite: O que é isso? – se levantou e se aproximou da prima.
Anahí: Não sei, me deixa ver. – mordeu o lábio, enquanto abria a encomenda. – Ah, são as revistas que eu tinha pedido para a Alexandra, as revistas da coluna social! – com os olhinhos brilhando. – Acho que ela fez uma assinatura pra mim, não é um máximo? – disse toda alegre.
Maite: E eu posso saber para que você quer essas revistas? – pegando uma e folheando. – Não vejo graça nenhuma nestas porcarias de ricos.
Anahí: Ah Maite. – riu. – Não seja quadrada, sabe não é? – com os olhinhos brilhando. – Eu quero ficar por dentro das fofocas, dos nomes, das tendências, quero ficar aceitável para quando eu me casar com o Poncho a mãe dele não implique tanto. – sorrindo abertamente. – Ai, me deixa eu ver essa. – estendeu para pegar a revista de Maite.
Maite: Toma. – rolou os olhos e a entregou para Anahí. – Ainda bem que hoje é sábado... – respirou fundo. – Ah merda, hoje é sábado! – com a mão na testa.
Anahí: Sim. – assentiu, folheando a revista. – Hoje é aniversário do meu sogrinho. – disse animada.
Maite: Minha sorte é que ainda é cedo. – voltou a se sentar. – Christian me pediu para acompanhá-lo. – sorrindo de lado e estranhou a expressão da prima. – O que foi Anahí? –vendo que a loira estava pálida. – Anahí! – levantou.
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