11- Reencontro
Assim que Luna atravessou a porta principal com Milena, todos os olhares pairaram sobre ela. Toda á família estava ali, reunidos no chalé da família De Luca.
Matteo De Luca, o irmão gêmeo de Milena, ficou de pé, assim que viu Luna, e a abraçou com força, a levantando do chão. Era como reencontrar um velho irmão, pois ela sempre foi muito próxima do moreno. E os irmãos de Milena, sempre a trataram como uma irmã mais nova. Somente Enzo, que tinha sido diferente, e especial.
— Hei, menina, você não mudou nenhum pouco! — disse Matteo sorridente para a loira.— Puxa, é muito bom revê-la!
— Também estou muito feliz em revê-lo... Agora me ponha no chão, antes que acabe me amassando. — Ela estava exagerando é claro. Embora Matteo fosse alto e forte, ele sabia ser gentil nos momentos certos. —
— Ok, Luna Bertinazzi. — disse divertidamente, e colocando a amiga no chão com um amplo sorriso.—
— Luna, eu quase não á reconheci. — disse Gabriel abraçando a garota carinhosamente.— Você está ainda mais linda.
— Grazie, Gabriel! E Você como está? Fiquei sabendo que agora vive em Tóquio?
— Ele continua, o mesmo de sempre Luna. Não mudou nada!— falou Rafael se aproximando para abraçar a amiga.—
Aos poucos, todos iam abraçando, e cumprimentando a loira. Mas ainda faltava alguém. Ainda faltava Enzo, que estava em um canto observando tudo e a todos. Ele observava cada movimento da loira a sua frente.
—Você não vai lá falar com ela? — Matteo perguntou baixinho, apenas para Enzo escutar.—
— Eu não sei se é uma boa ideia... Acho melhor ficar aqui no meu canto.
— Você ainda gosta dela? — Matteo perguntou para o irmão, que permaneceu imóvel, e em absoluto silêncio.— Se você gosta dela, é melhor se apressar... Você acha que Luna vai esperar você para á vida inteira?
Perguntou Matteo dando um tapinha no ombro do irmão, quando ouviram a voz melódica de Alice pairando no ar.
— Você ficou linda com esse cabelo Luna. — falou a loira agarrando o braço da amiga.— agora me diga, você está namorando?
— Ela não está não! — Milena falou em bom tom, para todos poder escutar.— Mas, eu tenho certeza que não vai faltar pretendentes, pois a minha amiga é linda demais.
— Isso eu tenho que concordar. — Falou Gabriel sorridente.—
— Tira os olhos Gabriel, eu já falei para você, que a Luna não é para o teu bico.
— Mas eu não falei nada demais prima...
— Como se eu não conhecesse o primo que tenho.
— O Gabriel está de boa agora, ele conheceu uma garota em Tóquio. — falou Rafael calmamente.— É até bonitinho os dois juntos...
—Você está namorando querido?
— Ela é apenas minha amiga nonna... O Rafael está exagerando!
— Não sei não, pra mim vai dá namoro. — Falou Rafael divertidamente.—
— Luna querida, você deve estar cansada da viagem, e querendo descansar. — disse Franciele, a mãe de Milena mudando o rumo daquela conversa.—
— Eu estou bem! Não estou tão casada não.
— É melhor subir para tomar um banho, e descansar querida. — disse dona Antonella seriamente.— Enzo querido, por que não ajuda a Luna a levar a bagagem?
— Não é necessário nonna, eu posso me virar...
— Nem pensar que você vai subir até lá em cima carregando uma mala pesada, quando eu tenho vários netos jovens, e musculosos. — disse á senhora sorridente.— Não será nenhum problema para ele, não é mesmo querido?
— Claro que não nonna, é um prazer poder ajudar. —disse calmamente e encarando á loira parada no centro da sala.—
— Você pode ficar com o quarto de hospedes que fica ao lado da Milena.
— Obrigada nonna! — disse sorridente.— Bom, se me derem licença, eu vou subir pois estou precisando de um bom banho. — foi tudo o que conseguiu dizer antes de se retirar do aposento e se dirigir até a escadaria que dava para os dormitórios que ficavam no segundo andar. E logo depois sentindo passos firmes pelo corredor, assim que pararam a porta, ela adentrou no quarto vazio. Era o mesmo quarto que costumava ficar quando vivia em Gênova, e costumava sempre dormir na mansão da família De Luca. Os moveis eram exatamente os mesmos, e tudo estava no mesmo lugar. Com um sorriso no rosto, ela andou até a janela e olhou a linda vista do lado de fora. Então inspirou profundamente, sentindo o cheiro, e o ar puro da natureza. E ela ficou assim por um bom tempo, como se estivesse em transe absoluto. E foi então que sentiu uma mão pousar em seu ombro. E ela não precisava abrir os olhos, para poder imaginar de quem seria aquela mão. Assim que ela tentou se remexer e se afastar, ela foi amparada por braços fortes em volta do seu corpo. E ela pode sentir aquele aroma embriagante, e o cheiro do perfume de Enzo. E era exatamente como ela se lembrava. —
— Eu senti á sua falta! — ele disse próximo ao ouvido da garota, a fazendo se arrepiar por completo.— Por que foi embora sem falar comigo?
— Isso não vem ao caso agora.
— Por que não... Acho que a gente precisa conversar... Esclarecer ás coisas, e colocar os pingos nos is.
— Foi algo necessário Enzo. Você já tinha problemas demais, não poderia solucionar os meus.
—Você está enganada Luna. Você nunca foi um problema para mim, pelo contrário.
— Ás coisas do passado, tem que ficar no passado... Para que remoer tudo isso agora.
— Por que eu preciso saber, e ter certeza se realmente vale a pena.
Luna se afastou dos braços do moreno e encarou os seus olhos profundos.
— Enzo, vamos esquecer isso tudo isso, e fingir que nada aconteceu...
— Não me peça para fazer isso. Eu não posso passar uma borracha em tudo o que vivi com você. Por que você foi importante para mim Luna.
— Não me faça rir Enzo. — falou a loira seriamente.— Quantas mulheres já não passaram em sua vida, e em sua cama?
— Algumas... Mas eu nunca desejei tanto uma, como desejo você Luna. — Sem pensar duas vezes o moreno puxou a garota para si, e se apoderou dos lábios macios da loira. O beijo era urgente, mais cheio de intensidade e desejo. Luna sentiu-se transportar ás nuvens. Tomada de surpresa, não poderia se mover mesmo se quisesse. Por que todos seus sentidos estavam atentos ao toque sublime em seus lábios, e em seus cabelos. Os pensamentos a abandonaram, e não haviam nada mais importante que ás mãos de Enzo em sua pele. E ela o deixou acariciá-la e provar seu sabor. E foi como se o mundo parasse. —
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