capítulo 21
— Uma entrega de rosas? Qual o motivo da exigência de ser entregue em mãos? — Pergunto impaciente ao entregador, que permanece escondido atrás das flores.
Sujeito mal educado, penso irritada.
— Porque só assim eu poderia ver a surpresa estampada em seu rosto ao recebê-las, e só então eu saberia se gostou ou não, sem ter que esperar até amanhã.
Sabe aquela vontade de gozar que me consumia há alguns minutos? Pois é, acabou de subir para o nível mil.
Minhas pernas estão moles como gelatinas e as palavras foram todas deletadas de minha memória, pois não consigo pronunciar uma vogal sequer diante do homem parado ali na minha frente, estendendo as rosas em minha direção.
Meus olhos criam vontade própria e vão em direção de suas partes baixas. Sinto meu rosto queimar e saio do transe em que entrei diante da coincidência de ele estar aqui, parado diante de mim.
Até parece que me ouviu chamar por ele.
— Espero que este rubor em seu rosto seja por estar de toalha, pois eu poderia jurar que está excitada.
Fecho minha boca, que permanecia aberta, e o puxo para dentro, batendo a porta. Tomo as flores de suas mãos, depositando-as em cima de um móvel, e me volto para ele. Não paro para pensar, nem falar, só preciso dele, de sentir seu corpo no meu, de ser amada por ele como há muito tempo eu fui um dia.
A conversa eu passo, fica para depois. Priorizo os desejos da carne, não há espaço para a razão, somente para a emoção.
Me aproximo e tomo sua boca sem aviso prévio, entrelaço meus dedos em seus cabelos colando nossos corpos ainda mais. Ele corresponde à altura e intensifica nosso beijo. Suas mãos passeiam pelo meu corpo, ainda coberto pela toalha, e seu toque em minha pele acende as chamas da nossa paixão, me entorpecendo de desejo e me levando à loucura.
Nos separamos por um momento. Seu olhar pousa sobre mim, me devorando com luxúria. Deixo que a toalha caia propositalmente aos meus pés, revelando a minha nudez. Ele passa a língua em seus lábios e me lança um olhar faminto, deixando claro a intensidade de seu desejo em me possuir também.
Ainda em silêncio, pulo em seu colo, enlaçando-o pela cintura com minhas pernas, sem quebrar a nossa troca de olhares. Ele cola sua boca na minha novamente e caminha comigo, ainda em seu colo, em direção ao meu quarto. Sinto sua ereção pulsar em minha bunda, e meu corpo estremece com esse contato.
Ele deposita meu corpo sobre a cama e começa a se despir, peça por peça, sem nenhuma pressa. Mas há urgência de minha parte, então eu me levanto, ajudando-o a livrar-se de todas as suas roupas e então vislumbro seu membro duro, saltar livremente à mercê do meu contato. Tomo-o em minhas mãos, levando-o em minha boca, beijando-o e dando leve mordidinhas em sua cabeça robusta, em um ato de provocação. Ele geme, puxando-me para cima, interrompendo a minha maliciosa brincadeira.
— Se você continuar, eu não vou durar muito... — Sussurra.
E com toda maestria, ele cola seu corpo ao meu, beijando meu pescoço, sussurrando palavras desconexas em meu ouvido, até me penetrar lentamente, como se fosse a primeira vez.
Não foi preciso muito para chegarmos ao clímax, ambos já estávamos em nosso limite.
Após a primeira transa da noite, entramos juntos na banheira que eu usava anteriormente e iniciamos uma sessão de sexo que durou até quase o dia amanhecer. Tomamos o restante do vinho e conversamos sobre amenidades apenas, sem assuntos sérios a tratar esta noite. Temos muito a falar ainda, mas em outro momento. Hoje eu só precisava me perder em seus braços, sentir o gosto dos seus beijos e me afogar neste agitado mar de emoções chamado Johnata.
Quando nossos corpos já reclamavam por descanso, simplesmente fechamos os olhos, nos entregando em um sono leve e tranquilo, completamente saciados.
Neste momento, ele dorme e eu estou aqui, sentada em minha confortável poltrona, velando pelo seu sono mais uma vez, como já fizera uma vez lá no hospital.
Penso no quanto eu desejei viver este momento, estar com ele e ouvi-lo declarar seu amor por mim novamente.
Mas depois de todo esse sexo, após passar e saciar os momentos calorosos do tesão, não gosto da sensação que estou sentindo.
Ele me amou com reverência, fez declarações como se nunca tivéssemos nos separado, como se o tempo não estivesse passado. Em um momento, eu posso jurar tê-lo ouvido dizer que agora ele estava em casa e que seu lugar era aqui, dentro de mim, em todos os sentidos da palavra.
Por que não estou feliz?
Qualquer mulher apaixonada estaria agora suspirando e sonhando com cada carícia recebida durante o amor que fizemos. Porque foi isso que rolou, amor feito com amor, sem a selvageria da paixão desmedida e descontrolada em que eu era tomada pelo Guilherme, quando nos entregávamos em muitas maratonas de sexo, às vezes por vários dias seguidos.
Meu corpo reage espontaneamente com a menção do seu nome em minha mente. Meu coração se alegra com a lembrança de seus toques carinhosos e, ao mesmo tempo, firmes e duros demais, que sempre me deixavam esgotada fisicamente, e sentindo sua presença em meu corpo durante todo o dia seguinte.
Mas eu gosto e, com a lembrança destes momentos, meu peito se enche de saudades dele.
Penso em voltar para a cama e dormir um pouco mais, já que logo pela manhã estarei retomando a minha rotina lá no hospital. Mas eu hesito e não o faço.
Pego o meu celular e fico tentada a enviar uma mensagem. Ao destravar a tela, vejo nossa foto de fundo de tela, onde ele ostenta um sorriso gostoso e descontraído, ao mesmo tempo em que beijava meu rosto.
Sempre nos divertíamos muito nesses momentos que passávamos juntos, sinto falta de sua presença em minha vida.
Abro o teclado e digito uma mensagem. Fico encarando a tela, pensando se devo ou não a enviar.
Você é tudo o que eu achava que nunca seria
E nada como eu pensei que você poderia ter sido
Mesmo assim, você vive dentro de mim
Então me diga como é isso?
Você é o único que eu desejo que pudesse esquecer
O único que eu adoraria não perdoar
E apesar de você partir meu coração, você é o único
E apesar de existirem momentos que eu odeio você
Porque eu não posso apagar
Os momentos que você me machucou
E pôs lágrimas no meu rosto
E mesmo agora, enquanto eu odeio você, me dói dizer
Eu sei que estarei lá no final do dia
Eu não quero ficar sem você, amor
Eu não quero um coração partido
Não quero respirar sem você, amor
Eu não quero ter esse papel
Eu sei que amo você, mas me deixe dizer
Eu não quero amar você de nenhuma maneira, não
Eu não quero um coração partido
Eu não quero ser a garota de coração partido
Não, não, não sou nenhuma garota de coração partido
Há uma coisa que eu sinto que preciso dizer
Mas até agora eu sempre tive medo
Que você nunca chegasse perto
E ainda assim quero botar isso pra fora
Você diz que tem o maior respeito por mim
Mas às vezes, eu sinto que você não me merece
E ainda assim você está no meu coração
Mas você é o único
E sim, há momentos em que eu odeio você
Mas eu não reclamo
Porque eu tive medo de que você fosse embora
Oh, mas agora eu não odeio você
Eu estou feliz em dizer
Que eu estarei lá no final do dia
Broken hearted girl - Tradução (Beyoncé)
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