Capítulo 04
KOANY
De volta em casa, depois do sábado mega animado na casa dos pais da Lúcia, começo a me preparar para o encontro com o John. Só de lembrar da nossa pequena travessura na biblioteca, sinto um calor invadir meu sexo, provocando a sensação de estar ainda à mercê daquela mão grande e quente do meu Deus grego. Ainda não sei o que vou dizer para a minha mãe, que desculpa vou dar para sair à noite. Quanto mais eu penso, mais me convenço de que o melhor a ser feito é falar a verdade. Não gosto de mentir. Então é isso que vou fazer: vou falar a verdade!
Tomo um banho bem demorado para relaxar meus músculos, ainda tensos pela ansiedade e excitação do encontro com o Johnata. Saio do banheiro, que mais parece uma sauna, e entro em meu closet, hora de escolher minha roupa. Deus, que indecisão, o que devo vestir? Não tenho muito tempo, então decido-me por macacão frente única branco, uma calcinha de renda branca fio dental, um sandália meio salto dourada de tiras finas. Deixo os cabelos soltos e faço uma maquiagem leve, como eu gosto. Escolho brincos e pulseiras, também douradas, e uma pequena bolsa de ombro para completar meu look. Pronto, agora é hora de falar com mamãe.
Entro em seu quarto e ela está ao telefone. Pela cara que ela faz ao me ver, sei que está falando com meu pai.
Gesticulo que quero falar com ela e me sento na cama para esperar. Ela logo dá um jeitinho de finalizar o assunto e desliga, voltando sua atenção para mim.
— Oi, filha — Ela fala, me olhando dos pés à cabeça com cara de surpresa — Onde você pensa que vai, mocinha?
— Mamãe, conheci um rapaz hoje na casa da Lúcia, e ele gentilmente me convidou para um jantar. Eu aceitei. Eu já sou de maior, mamãe, e quase nunca saio de casa, a não ser para ir à faculdade. Sei que o papai não concordaria, mas sei também que você não é como ele. Por favor, mamãe... É só um jantar.
— Ah, Koany, eu bem sei como se sente em relação ao regime de criação do seu pai. Passei por isso com os meus e, naquela época, era ainda pior. Tudo bem, minha pequena, só tome muito cuidado e não chegue muito tarde, ouviu? Não quero problemas com o Robert.
— Obrigada, mãe, te amo! — Falo ao mesmo tempo em que a puxo para um abraço, seguido de um beijo espremido na bochecha.
Saio de casa às 19:30 Não quero chegar antes do Johnata e assim acontece. Como dei folga ao Jaime, vou eu mesma dirigindo Estaciono, o Deus grego vem ao meu encontro e abre a porta para mim.
— Belo carro, senhorita! Você está muito bonita esta noite — Sua voz como sempre me faz arrepiar e, por um momento, sinto uma corrente elétrica percorrer pelo meu corpo.
— Obrigada, cavalheiro, você também está muito elegante — Rimos juntos da nossa falsa formalidade.
Entramos e ele puxa a cadeira para mim. Sentamos e, por um momento, fico constrangida com a forma com que ele me olha, diretamente em meu decote.
— Algo está errado? — Falo, provocando e sentindo minhas bochechas queimarem.
— Só estou admirando essas beldades aí. Colocou essa roupa para me provocar, não é? Pois vai pagar caro por me deixar de pau duro em público sem poder fazer nada.
— Imagina... Peguei a primeira roupa que vi no armário. Não tenho culpa se não consegue controlar seu pênis — Sorrio levemente com a cara de falso bravo que ele faz.
O jantar corre muito bem, conversamos sobre várias coisas. Ele me contou um pouco sobre sua vida e sua carreira de jogador, e eu mais ouvi do que falei, pois não tenho nada muito interessante para contar.
O clima fica um pouco tenso quando ele pergunta sobre meus pais, mas logo fico à vontade e faço para ele um relato de quem é o Sr. Robert Vasconcelos, e do seu gênio difícil e controlador.
— Bela, quero te levar a um lugar. Preciso ficar a sós com você, sem nenhuma plateia.
— Ok, vamos! — Levanto-me e ele me segue, posso sentir que está com os olhos fixos em mim.
— Ah, Bela, não imagina o quão linda é a visão desse seu traseiro! — Sussurra bem próximo ao meu ouvido, me fazendo arrepiar.
— Você dirige? — Falo jogando as chaves para ele.
— Claro, gata — Entramos no carro e ele logo me puxa para um beijo. Ficamos ali por alguns minutos e ele dá a partida. Logo entramos em uma garagem de hotel, que fica bem no centro da cidade.
— Pensei que você estava hospedado na casa dos pais do Eduardo — Falo, surpresa ao ver que o recepcionista o entrega as chaves da cobertura.
— E estou Bela. Mas hoje preciso estar a sós com você.
Entramos no apartamento e ele logo me toma em seus braços. Cola sua testa na minha e sussurra baixinho:
— Quero você, minha Bela, você me quer? — Engulo seco e a tensão toma conta do meu corpo.
— Johnata, preciso dizer uma coisa... — Sussurro com a voz rouca de tesão, enquanto ele beija meu pescoço até chegar em meus seios.
— Fala, minha linda — Ele diz sem interromper as carícias. Ele descobre um dos meus seios e começa a sugá-lo lentamente, enquanto a outra mão segura a minha bunda e percorre minhas costas nuas.
— Eu sou... Ah! — Gemo alto quando sua boca toma meu outro seio e dá uma leve mordida em meu mamilo.
Ele me pega no colo e me leva para o quarto, deitando-me lentamente sobre a cama. Com muita sutileza, desce meu macacão até a minha cintura.
— Você tem seios muito lindos, Bela — Acaba de me despir e se afasta por um momento, me deixando assim, só de calcinha, deitada sobre a cama e ardendo de desejo por ele.
— Você é toda linda e eu vou beijar cada centímetro do seu corpo.
— John... Eu nunca me entreguei a ninguém...
— Caralho, Bela! Você é virgem, gata? — Ele fala, sorrindo levemente com cara de surpresa e, ao mesmo tempo, de satisfação.
— Sim, eu sou. Isso é um problema para você? — Digo sem jeito e corando novamente. Meu coração dispara com a possibilidade de ser rejeitada por isso.
— Claro que não, Bela, é perfeito. Assim eu sei que será só minha para sempre — No instante em que termina de falar, ele se aproxima, ajoelha na cama e acaba de me despir. Acaricia meu rosto e começa a me torturar com a sua língua. Passeia pelo meu pescoço, passando por meus seios, mordiscando-os levemente, e descendo pela minha barriga.
Enquanto sua língua penetra meu umbigo, seus dedos massageiam meu clitóris, fazendo-me gemer cada vez mais. Ele me olha como que contemplando o resultado de suas carícias. Logo sua boca está em meu clitóris, chupando, lambendo e fazendo movimentos circulares por ele todo.
— John, se continuar com isso, vou gozar em sua boca — Falo, me contorcendo e queimando de desejo. Desejo por algo que ainda nem conheço.
— Não, minha linda, gozaremos juntinhos, mas comigo dentro de você. Bela, você não faz ideia do quanto te desejo.
Toma minha boca novamente em um beijo quente, avassalador e cheio de luxúria. Sinto tremores por todo o meu corpo, não sei se de prazer ou receio pelo que está por vir.
— Está pronta para mim, amor? — Ele sussurra, enquanto passa a cabeça de seu pênis na minha entrada, mas não penetra. É uma tortura deliciosa.
— Vai doer? — Choramingo, meio rouca.
— Só um pouquinho no primeiro momento, mas depois será prazeroso, tanto para mim, quanto para você.
Sinto seu membro forçar minha abertura enquanto sua boca devora a minha, evitando qualquer possibilidade de eu dizer "não" no último momento. E eu nem poderia, pois estou tomada por uma sensação de prazer indescritível. Quase perco os sentidos quando ele me penetra profundamente. Solto um gemido de dor e, ao mesmo tempo, de prazer. Quando ele me rompe, cravo minhas unhas em seus braços, e ele geme junto comigo.
— Tudo bem, meu anjo, relaxa. Já estou todo dentro de você... Agora é só prazer.
A sensação de estar totalmente ligada a ele é inexplicável. Ele sai e entra em mim lentamente, beija meu pescoço, e sinto espasmos tomarem conta de todo o meu corpo. Agarro-o pelo pescoço e suas estocas se intensificam, uma nuvem clara toma conta da minha visão. Ele chama por meu nome no mesmo instante em que eu também chamo pelo dele.
— Bela!
— John!
E gozamos juntos, totalmente entregues à magia daquele momento, ao som da música "Rebelde em mim".
Johnata Wilder
Passar o dia inteiro na companhia da Koany foi mais que bom, foi maravilhoso. Sua voz suave, seu olhar inocente e seu sorriso doce me fazem ficar cada vez mais encantado. Cheguei a pensar mal dela, que pudesse ser como as outras, que se aproximam de mim já sabendo quem sou para tirar proveito e conseguir seus 15 minutos de fama às minhas custas, mas me enganei. Ela é diferente. Depois de saber quem é o pai dela, tive certeza que ela é realmente tudo o que demonstra ser.
Nossa, estou muito encantado por essa garota! Nunca senti um desejo tão grande de estar perto de alguém como estou sentindo agora. Não pode ser só sexo, com ela quero mais, muito mais. Preciso tê-la por inteiro, de corpo e alma.
Já são quase 20:00 e ela ainda não chegou. Será que desistiu? Não, não pode ser. Ela é muito bem educada para dar bolo em alguém sem ao menos avisar.
Ando de um lado para o outro, ansioso pela sua chegada. Encosto-me na entrada do estacionamento e avisto o carro do meu anjo, da minha Bela. Corro ao seu encontro, minha vontade é de entrar naquele carro e agarrá-la, tomar seu corpo em meus braços e possuí-la ali mesmo. Mas não quero assustá-la. Controle-se, John...
Aproximo-me e abro a porta para ela.
— Boa noite, senhorita! Você está muito linda esta noite — Ela abre um sorriso encantador e responde no mesmo tom.
— Boa noite, cavalheiro! Você também está muito bem.
Rimos do nosso cordialíssimo e meu desejo por ela só faz aumentar.
Entramos no restaurante, sentamo-nos de frente um para o outro, e logo eu me perco com a visão que tenho dela. Seus seios durinhos fazem-se notar nus embaixo do fino tecido branco de sua roupa.
Eu poderia tomá-los agora em minha boca e sugá-los, mordê-los e apertá-los até que ela implorasse para que eu a fodesse... Droga, já estou duro como uma pedra.
O jantar foi uma maravilha, senti que ela ficou mais à vontade e falou sobre sua família, principalmente do pai. Neste momento, estou aqui nesse quarto de hotel ainda nu com ela em meus braços. Esperava tudo, menos que ela fosse virgem. Isso sim, foi a gota d'agua para que eu ficasse completamente apaixonado por ela.
Preciso dessa mulher na minha vida. Cheiro seus cabelos ainda úmidos do banho que tomamos depois que fizemos amor.
Sim! Não trepei ou fodi, como faria com qualquer maria-chuteira que se jogasse em minha cama. Amei-a lenta e calmamente, pois sendo a primeira vez dela, tinha que fazer ser especial, para que ela jamais se esqueça de quem a fez mulher.
— Olá, dorminhoca! — Falo, beijando seus olhos, nariz, bochechas e boca.
— Hum... Oi! — Resmunga, meio sonolenta.
— Dormi muito?
— Não muito. Como se sente?
— Muito bem, e muito feliz também. Que horas são?
— Quase 23:00.
— Quê? Por que me deixou dormir tanto, John? Preciso ir, minha mãe deve estar preocupada, nunca saio sozinha e jamais cheguei tão tarde.
— Ei, calma! Eu levo você, não se preocupe, meu anjo, jamais permitiria que você se colocasse em risco. O Wagner irá com meu carro e, assim, poderei deixá-la em casa e levar o seu carro. A noite foi maravilhosa, e não pense que vai se livrar de mim, mocinha, quero encontrá-la amanhã antes de voltar para o Rio.
— Ah, verei o que posso fazer sobre isso... — Ela ri maliciosamente, e eu me jogo sobre ela novamente, pronto para o segundo round.
— Está muito dolorida para mais uma?
— Não, posso fazer esse sacrifício por você! — Ela brinca e seus olhos brilham de desejo.
— Ah, Bela, sua safadinha gostosa! Fazendo hora comigo, não é? Vou fazer com que implore por mais quando eu acabar com você.
Fazemos amor novamente, e mais três orgasmos ficaram na lembrança maravilhosa desta inusitada e deliciosa noite.
Koany
O sol brilha forte lá fora, e seus raios invadem meu quarto por entre as frestas da janela, banhando meu rosto levemente e despertando-me.
Meu despertar traz-me de volta à realidade da minha vida, a casa de meus pais. Mas será preciso muito mais que isso para tirar esse sorriso bobo que, mesmo durante o sono, não abandonou minha face.
A noite de amor com o Johnata foi maravilhosa, intensa e mágica. Nunca me senti assim em toda a minha vida. Meu corpo e minha alma estão leves, e a felicidade e a satisfação pelos momentos em que passei ao lado dele parecem não caber em meu peito. Acho que o amo, estou apaixonada. Estou perdidamente apaixonada por um homem que mal conhecia até ontem à noite, pois agora é como se minha vida dependesse dele.
Eu o conheço, e ele me conhece. Nos conhecemos de uma maneira que ninguém jamais poderá entender. O que tivemos foi único, especial e, a partir daquele momento, eu passei a pertencer a ele.
A noite se prolongou mais do que deveria, e ainda não sei qual será a reação de minha mãe quanto ao meu atraso. Mas estou tão feliz que nem uma bronca do meu pai poderia estragar o que estou sentindo, que dirá de minha mãe.
Saio da cama e sigo para o banheiro, preciso de um bom banho de água quente. Meu corpo está relaxado, minha cabeça está nas nuvens, mas minha parte íntima está muito dolorida. Foram vários orgasmos até que conseguíssemos deixar o hotel.
Para a minha primeira vez, acho que fui muito bem. Nunca senti algo nem parecido em toda minha vida. Só de pensar naquele corpo másculo e bem malhado do John se deitando sobre mim, me faz sentir falta de seu membro preenchendo-me. Nos demos muito bem na cama, acho que fomos feitos um para o outro.
Tomo meu banho e desço para o café. Hora de enfrentar a Dona Maria, minha mãe.
— Bom dia, mamãe!
— Bom dia, minha filha. Posso saber o porquê de a senhorita ter chegado tão tarde ontem? Pensei que tinha ouvido você dizer que seria apenas um jantarzinho. Tem noção do que seu pai fará com nós duas quando souber que você chegou em casa às duas da madrugada? Confiei em você, Koany, e você me desobedeceu. Quando seu pai chegar, falarei com ele e contarei tudo. Melhor que ele saiba por mim do que por um de seus empregados bajuladores.
— Mãe, calma! Não aconteceu nada demais, nós só nos distraímos e perdemos a hora. Eu mesma falarei com o papai, já sou bem grandinha e posso assumir meus atos.
— Você é quem sabe. Enquanto isso, quero a senhorita quietinha em casa até seu pai voltar.
— Quê? Mamãe, hoje é domingo, não quero ficar presa aqui em casa o dia todo!
— Pois ficará, e saiba que estou de olho em você, mocinha! Vou me deitar um pouco, não estou me sentindo muito bem.
Ela fala e dá de ombros, encerrando assim nossa conversa.
Volto para o meu quarto sem ao menos tocar em meu café, estou indignada. O que mamãe está pensando, que sou uma criança? Já sou bem grandinha e, depois do que aconteceu ontem, decidi tomar as rédeas da minha vida, pois liberdade é tudo o que me faltava para eu me descobrir.
Flashes da noite passada invadem meus pensamentos. Fecho os olhos e posso sentir as carícias dele, o calor do seu corpo junto ao meu, a pressão do seu membro duro invadindo e completando-me...
Sinto-me como se faltasse uma parte de mim a vida toda, não posso mais viver sem ele!
Estou fodidamente apaixonada por ele. Sei exatamente o que terei que enfrentar para viver esse amor, e estou disposta a tudo para não o perder.
Sei exatamente o que vou fazer hoje. Vou me arrumar e passarei o dia todo com ele, preciso aproveitar cada minuto do dia de hoje, pois amanhã ele já estará retornando ao Rio, e não sei quando poderemos nos ver novamente. É isso é o que quero fazer, e isso é o que farei.
Aquela Koany obediente e submissa às vontades do pai foi-se ontem, juntamente com sua virgindade naquele quarto de hotel. Sinto-me outra pessoa, e sou outra pessoa. Mais livre, mais completa e mais feliz. Sei que não será fácil o confronto com meu pai, mas estou pronta para dar esse passo, e confiante também.
Após passar horas me arrumando, escolhendo a roupa, arrumando meus cabelos e me maquiando, finalmente me vejo pronta para sair.
Meu coração palpita forte, minhas mãos suam frio e minhas pernas tremem de ansiedade pelo nosso próximo encontro. Esse é o efeito John sobre mim, posso sentir a adrenalina tomar conta da minha corrente sanguínea.
Ligo para o Jaime e aviso que vamos para a cidade. Pego minha bolsa e sigo em direção à saída. Descendo as escadas, correndo passo pela sala, e sinto o chão sumir abaixo dos meus pés ao me deparar com minha mãe caída sobre o grande tapete da sala de estar.
— Mamãe! Alguém ajude, por favor...
Logo Carmem aparece e Jaime também vem ao meu socorro.
— O que aconteceu, menina? Por que está gritando assim?
Os olhos da velha senhora se enchem de horror ao avistar minha mãe caída com a cabeça em meu colo. Ela corre até a cozinha. Volta rapidamente com um pano umedecido com um líquido e coloca no rosto de minha mãe, para que ela inale a substância e recupere os sentidos. E dá certo, no mesmo instante. Para o nosso alívio, veja-a abrir os olhos e me encarar com tristeza.
— Olá, minha rainha, você está bem? — Indago-a com os olhos marejados pela angustia e o medo de que algo pior pudesse ter acontecido a ela.
— Tudo bem, querida. O médico trocou minha medicação recentemente e acho que meu organismo ainda não se habituou com a nova fórmula. Não se preocupe, só preciso descansar um pouco e com você por perto. Você é tudo que eu tenho de mais precioso, Koany, é por isto que te cuido tanto.
— Ok, mamãe, ficarei em casa!
Decido muito a contragosto ficar em casa com ela. Não sou tão rebelde assim a ponto de ignorar a saúde dela por causa de meus caprichos amorosos. Com este pensamento, a imagem de um Deus grego lindo e sorridente paira em minha frente. Preciso ligar para ele.
Disco o número dele e, dois toques depois, uma voz rouca, quente e muito sensual invade meus ouvidos, fazendo-me arrepiar dos pés à cabeça. Como é que alguém é capaz de provocar esse efeito todo em uma pessoa apenas com seu timbre de voz?
— Sou eu, John, Koany!
— Sei que é você, minha Bela! Juntamente com seu número, posso vislumbrar a imagem de seu lindo rostinho dormindo sobre meu peito.
— Não acredito que tirou fotos minhas enquanto eu dormia...
— Sim, eu o fiz. E faria novamente para tê-la comigo por onde eu for. Você vem me encontrar? Estou ansioso para segurá-la em meus braços e beijar essa sua boca quente e suave.
As palavras dele, ditas com tanto desejo, fazem com que meu sexo logo reaja, molhando minha calcinha e queimando todo o meu ventre. Meu corpo pede por ele, para estar com ele, mas logo lembro-me o motivo de minha ligação.
— Anjo, não vai dar, não posso sair de casa. Minha mãe não está bem e eu me sinto um pouco culpada pela discussão que tivemos logo de manhã.
Um súbito silêncio se instala do outro lado da linha.
— John? Anjo, você ainda está aí?
— Sim, eu estou. Tudo bem. Mais tarde voltaremos a nos falarmos. Tchau...
Assim ele desliga, deixando-me frustrada diante de sua reação. Mas tudo bem, talvez o que aconteceu entre nós tenha tido mais importância para mim do que para ele.
Meu coração se aperta diante deste pensamento, e um enorme vazio toma conta do meu peito. Será que eu não passei de uma boa foda de uma noite? Não pode ser. Me tranco no quarto, perdida nas lembranças dos poucos momentos que passei ao lado do meu Deus grego dos olhos verdes.
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