| Capítulo 30 | Você não persegue seus sonhos, eles é que te encontram

Era surreal estar ali, diante de um desafio que, até então, parecia inalcançável. O dia do vestibular chegou sem cerimônias, mas carregado de uma intensidade silenciosa, como se o universo soubesse que minha alma necessitava desse confronto. A tensão pairava no ar, e, a cada passo em direção à universidade, o peso da decisão tornava-se mais palpável. A sala de aula me envolveu em um silêncio que exigia respeito, quase solene. Sob o olhar atento do tempo, deixei que a caneta marcasse minha coragem em cada resposta. Afinal, aquela prova não era apenas sobre questões objetivas e redação; era sobre mim, sobre meu desejo para o futuro, sobre os caminhos que começavam a se abrir diante de mim.

Os dias seguintes foram uma ventania hesitante entre expectativa e medo. Quando o resultado chegou e vi meu nome entre os aprovados, foi como se um alívio brando afastasse as pequenas tempestades que habitavam meu peito. O brilho daquela conquista preencheu o vazio das incertezas e aqueceu meu coração, agora pulsando com renovado propósito. A comemoração em família trouxe o calor dos abraços e o destaque dos sorrisos, mas no fundo, o que realmente importava era a faísca que estava dentro de mim, a certeza de que aquele passo era o início de algo maior, algo que prometia transformar não só o meu destino, mas também a minha essência.

Por um instante, uma memória aflorou e revelou a necessidade de cumprir uma promessa. Afastando-me da pequena comemoração, fui até o quarto, peguei o celular sobre a escrivaninha e abri o Facebook. Em seguida, acessei o chat do professor Gael. Meus dedos, em um ritmo eufórico, digitavam a mensagem que parecia esperar há tempos para ser escrita.

Alana Guedes: Professor, lembra do nosso último encontro na sua aula, quando disse que, ao encontrar minha vocação, eu deveria lhe enviar uma mensagem? Pois posso finalmente lhe informar que acabei de ser aprovada no vestibular para o curso de Letras - Português e Inglês! Finalmente encontrei minha vocação! Obrigada pelos conselhos; nossa conversa me ajudou muito nesse período de descobertas.

Suspirei com alegria imensa ao clicar no ícone de enviar. Bloqueei a tela e guardei o celular no bolso da calça. Voltei para o quintal dos fundos, onde meu pai preparava o churrasco.

— Chegou bem na hora, filha. A carne ficou pronta — ele avisou, enquanto cortava a peça recém-assada. Estendemos os braços para alcançar um pedaço que já atraía nosso paladar.

— Por que saiu? — minha mãe perguntou.

— Só fui pegar o celular no quarto. Precisei mandar uma mensagem para meu professor do ensino médio. Ele pediu que o avisasse quando passasse no vestibular — expliquei.

— Vocês também vão fazer um churrasco quando eu começar a faculdade, né? — indagou Flavia, curiosa.

Meu pai riu, achando graça na pergunta. Levei a carne à boca, desfrutando do sabor.

— No seu caso, ainda vai demorar um pouco, mas claro que faremos — ele garantiu.

Minha irmã cruzou os braços.

— Nem é tanto tempo assim. Vou começar em 2019.

— Essas meninas, viu? Crescendo rápido demais — brincou, com um sorriso brilhando em nossa direção.

Nossas risadas preencheram o ambiente com um som leve e divertido. Inesperadamente, meu celular vibrou. Peguei-o rapidamente e desbloqueei a tela. A notificação era uma mensagem do professor Gael. Abri o chat, ansiosa para ler a resposta.

Gael Fonseca: Estou feliz em saber que escolheu abraçar essa área. Para mim, é uma honra ver uma aluna tão dedicada seguir os mesmos passos que eu. Espero que sua aventura no mundo das palavras, literatura e linguística seja fantástica! Aproveite essa nova fase, pois você merece!

Gael Fonseca: Ah, e caso precise fazer os estágios obrigatórios e regências, estarei à disposição para ajudá-la. Será muito bem-vinda no colégio. Até lá, ficarei aguardando nosso próximo reencontro.

O sorriso voltou a pairar no meu rosto, revelando o impacto daquele incentivo, agora abrigado com carinho nas minhas expectativas. Era o reflexo de um sonho que, lentamente, construía um sustento imensurável para o meu ser e solidificava os laços de uma amizade verdadeira, entre mestres e aprendizes, que ilumina caminhos e transcende o tempo.

Eu sempre soube que o tempo tinha suas próprias regras, que não pedia licença para transformar tudo ao nosso redor. Fevereiro de 2018 chegou como uma virada de página, o começo de um capítulo tão intenso quanto incerto. Quando recebi a confirmação da bolsa parcial pelo ProUni, meu coração pulsou como se carregasse todas as histórias que um dia sonhei em escrever. Ao mesmo tempo, a notícia de que Elisa havia sido aprovada na UFPR com a nota de corte do SISU provocou um misto de satisfação e nostalgia. Era como contemplar o futuro dividindo-se em dois, cada parte irradiando esperança em trajetos distintos.

Entender que nossos destinos tomariam outras formas foi aceitar que a vida é feita de partidas suaves — nem sempre tristes, mas inevitavelmente marcantes. Nossa amizade parecia eterna, cada conversa e momento compartilhado brilhando como uma luz inesgotável. Mesmo à distância, eu sabia que nossos acenos seriam um lembrete silencioso de que, embora estivéssemos em estradas diferentes, ainda olharíamos para o mesmo horizonte.

Dias depois, publiquei nas redes sociais que meus passos agora me levariam à faculdade. Era como lançar uma mensagem ao universo, marcando quem eu estava me tornando. Em menos de uma hora, a tela notificou novas reações e comentários: mensagens de Elisa, Lu, Marcelo, Lívia, Dani e tantas outras pessoas. Cada palavra de felicitação fortalecia minha chama de coragem e orgulho pela escolha feita. Não eram apenas celebrações; eram ecos de estímulo, me lembrando que o futuro, com todas as suas incertezas, já havia começado a ser construído naquele instante.

Até que uma notificação acendeu a tela do meu celular, interrompendo meus devaneios. Movida pela curiosidade, chequei rapidamente. Dois áudios no grupo do WhatsApp dos meus amigos chamaram minha atenção. Abri a conversa e cliquei no play para ouvir o recado de Marcelo.

"Olha ela! Pra quem ficava dizendo que se sentia inferior por não saber o que fazer da vida... Quem diria! Alana, estudante de Letras! Fiquei muito surpreso quando vi seu post. Que você tenha uma jornada incrível, tô torcendo por você, amiga... mesmo estando sei lá, uns 8 mil quilômetros de distância."

Sua voz eufórica fez minhas emoções oscilarem entre um enorme sorriso e o borrão das lágrimas que preenchiam os olhos. Inspirei fundo, soltando o ar gradativamente, na tentativa de controlar a comoção.

Apertei o play para ouvir o áudio da Lu.

"Lana! Que notícia maravilhosa! Seja bem-vinda ao time dos universitários. É cansativo, mas vale a pena... você vai entender melhor quando for veterana. Já tô ansiosa pra te levar nas festas, por mais que estamos em instituições diferentes... Mas o que importa é que vamos curtir muito! Saiba que sempre terá meu apoio e fico feliz em saber que eu e o Marcelo demos cor na sua vida, e que agora estamos diante da nova versão da Alana. Você é demais, amiga! Vai com tudo!"

Cada palavra ouvida foi o suficiente para que as primeiras gotas escorressem do meu rosto, formando uma chuva individual e significativa, irrigando o espaço florido que preenchia meu interior.

Fechei os olhos por um instante, sentindo a gratidão transbordar. Em silêncio, agradeci pela parceria tão leal e marcante que tinha na vida.

Assim que minhas pálpebras se abriram, outra notificação aguardava na barra do celular. Resolvi visualizá-la rapidamente, acreditando que fosse mais uma mensagem de parabenização. Contudo, o que li provocou uma sequência de abalos, trazendo boas vibrações para meu anseio. Era como se o destino reafirmasse, uma vez mais, que eu estava exatamente onde deveria estar.

+55 41 *****-****: Olá, Alana!

Parabéns por essa conquista incrível e por fazer parte da nossa comunidade acadêmica! Estamos ansiosos para te receber e começar essa nova etapa juntos.

Anote aí: nosso Encontro de Calouros será na segunda quinzena de fevereiro e está sendo preparado com muito carinho para você. Será um momento único para conhecer seus colegas, professores e mergulhar de vez nesse universo universitário!

Em breve, enviaremos todos os detalhes, mas já vai se preparando para viver experiências incríveis. Qualquer dúvida, estamos aqui para ajudar!

Seja muito bem-vinda à sua nova jornada!

No dia da integração, ao cruzar os portões da universidade, senti como se adentrasse um universo à parte, um espaço que pulsava com possibilidades infinitas. A leve brisa da noite parecia compor melodias que anunciavam uma recepção capaz de mudar meu destino. A estrutura moderna, com prédios de linhas arrojadas e amplos corredores, exalava uma imponência acolhedora, como se cada detalhe arquitetônico fosse um convite ao aprendizado e à transformação. Os jardins bem cuidados, entrelaçados por calçadas iluminadas que conectavam o campus, emanavam uma serenidade que contrastava com a agitação das vozes e dos rostos desconhecidos que se reuniam ali. Sentia-me acolhida por um abraço invisível de pertencimento.

Meu coração, inquieto e ansioso, palpitava no ritmo daquele primeiro dia, enquanto a expectativa pelo que estava por vir preenchia cada canto da minha mente. O pátio principal abrigava uma vibrante mistura de vozes, cores e risos que ressoavam pelos arredores, como se a própria universidade estivesse em festa. Observei ao redor, tentando absorver cada detalhe daquela cena pulsante: veteranos animados gesticulando, calouros hesitantes trocando olhares curiosos e banners coloridos destacando cada curso com designs marcantes. Meu olhar percorreu cada um deles, como quem busca uma peça essencial para completar um quebra-cabeça. E então, meus olhos se fixaram em uma palavra que fazia meu coração acelerar.

Letras.

O nome cintilava em um fundo vibrante, convidando-me a me aproximar. A cada passo em direção ao grupo, sentia a emoção crescer. Não era apenas uma apresentação, mas uma promessa de descobertas e de novos capítulos que estavam prestes a serem escritos.

Minha chegada ao pequeno círculo de pessoas foi recebida com gestos acolhedores. Os estudantes abriram espaço, suas expressões calorosas dissipando qualquer insegurança que eu pudesse ter. Quatro veteranos, dois rapazes e duas jovens, representando diferentes períodos do curso, apresentaram-se com entusiasmo. Havia algo no jeito deles que mesclava confiança e generosidade, o que fazia aquele primeiro contato parecer leve e inspirador.

Antes que pudesse absorver completamente a energia daquele momento, uma mulher de estatura mediana se destacou no grupo. Sua pele clara parecia iluminar ainda mais o sorriso contagiante que exibia. Os cabelos pretos e curtos emolduravam um rosto sereno e atento, e suas roupas discretas apenas destacavam a força de sua presença.

— Sou Madalena, professora de linguística. É um prazer recebê-los — disse ela, com uma voz que exalava conhecimento e empatia.

Olhei ao redor e percebi que não estava sozinha nesse começo. Éramos 16 calouros, todos com histórias diferentes, mas unidos pela mesma paixão. A energia contagiante dos veteranos e o brilho nos olhos de Madalena pareciam selar um compromisso tácito: aquele lugar nos inspiraria a voar alto, permitindo que cada experiência fosse uma oportunidade de transformação.

— Então, galera, antes de tirarem suas dúvidas sobre o curso, gostaria que compartilhassem o motivo de terem escolhido Letras. Alguém quer começar? — perguntou um dos veteranos, que aparentava ter mais de 20 anos.

Sem hesitar, levantei a mão, impulsionada pela coragem que tanto cultivei nos últimos anos.

— Pode falar, Alana — ele encorajou.

— Bom, a escrita me despertou uma vontade enorme de criar histórias e poesias. Algo que descobri recentemente, mas que foi minha porta de entrada para escolher o que realmente quero. Por isso estou nesse curso, para adquirir novos aprendizados e aprimorar essa habilidade.

Notei expressões de admiração entre os presentes e sorri, grata pelo reconhecimento.

— Que incrível! Muito obrigado por compartilhar, Alana. Quem será o próximo? — o veterano continuou, tentando motivar os calouros.

— Eu! Eu! — disse, com entusiasmo, a jovem ao meu lado. Sua voz aguda ecoou com uma energia contagiante.

— Pode falar!

— Sempre amei poesias, tanto que já li muitos livros. Meus favoritos são Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Cora Coralina, Carolina Maria de Jesus... Mas o Paulo Leminski... ah, esse tem um lugar especial no meu coração — declarou com um sorriso largo. — Então decidi cursar Letras para ampliar meu conhecimento em literatura.

Fiquei boquiaberta diante de seu repertório literário impressionante.

— Essa aí vai mandar bem, já até vendo — comentou o veterano, arregalando os olhos em admiração.

Enquanto outros calouros davam continuidade à conversa, virei-me para a jovem ao meu lado, movida pela curiosidade. Seus cabelos médios e levemente ondulados, tingidos de roxo, contrastavam harmonicamente com sua pele clara e seus olhos azuis.

— Achei incrível seu conhecimento sobre tantos poetas brasileiros. Já estudei algumas poesias do Paulo Leminski nas aulas de português — comentei.

Ela me olhou com um sorriso que iluminou ainda mais seu semblante.

— É maravilhoso quando temos a oportunidade de aprender isso. Foi uma professora que me incentivou no nono ano. Inclusive, ganhei dela o livro Toda Poesia no amigo secreto. Leminski é extraordinário! — respondeu, com evidente animação.

— Professores que nos inspiram são um presente. Já ouvi falar do livro e tenho muito interesse em ler.

— Você escreve histórias e poesias, né? Quais tipos gosta de criar? — perguntou ela, com curiosidade.

— Por enquanto, só escrevi um conto e algumas poesias. Gosto de explorar vários temas.

— Uau, admiro muito quem escreve. Posso ler seu conto? Fiquei interessada no enredo — disse, empolgada, com olhos brilhantes. — Já sei! Vamos fazer uma troca: eu te empresto o livro Toda Poesia e você me envia o conto para eu ler. O que acha?

— Beleza, aceito — respondi, com firmeza.

Ela estendeu a mão para selar o acordo. Repeti o gesto, marcando o início de um vínculo promissor.

— Ah, meu nome é Yasmin, caso tenha esquecido — apresentou-se.

— O meu é Alana... embora ache que você não esqueceu, já que te achei bem inteligente.

Nossas mãos se soltaram, e ela riu, como se achasse cômico reconhecer sua capacidade.

Inesperadamente, senti meu celular vibrar incessantemente dentro da pequena bolsa de ombro. Ao constatá-lo, retirei o aparelho para atender, tomada por uma curiosidade que crescia. O nome de Elisa piscava no identificador, e um leve franzir de cenho surgiu em meu rosto. Afastei-me do grupo com passos suaves e discretos, buscando um canto mais silencioso para conversar.

— Oi, Elisa! Fiquei surpresa com sua ligação — iniciei a conversa com entusiasmo. — Você não estava no encontro de calouros da UFPR?

— Estou, sim. Mas resolvi te ligar para saber como está sendo a integração aí — respondeu com um tom de leveza.

Caminhei até um espaço mais reservado, ainda próximo ao pátio principal, e parei.

— Está bem legal, já conheci algumas pessoas. Acredito que vou me dar bem no curso. E como está sendo o evento aí? — perguntei.

— Aqui está super animado! Tem muita gente, música, conversas e risadas. Pena que já está quase acabando.

— Acho que vou pra casa em uma hora. Ainda tenho tempo para aproveitar um pouco mais — comentei.

Elisa fez uma breve pausa antes de prosseguir.

— Lana, eu te liguei porque, mesmo em universidades diferentes, não quero perder o contato.

Seu tom mais sério chamou minha atenção.

— Fica tranquila, amiga. Nossa amizade é muito especial para mim, e pode contar comigo pra tudo, sempre — garanti, com um sorriso que parecia ecoar na minha voz.

— E eu digo o mesmo. Sabe, estou ansiosa por essa nova fase, mas também sinto um aperto no peito. Sei que mudanças acontecem, mas não vamos mais nos ver com frequência... Já sinto saudades dos nossos momentos juntas — confessou, sua voz embargada por uma melancolia contida.

— Veja pelo lado bom: essas mudanças vão nos trazer novas oportunidades e dias incríveis. E prometo que vamos marcar outros encontros. Essa amizade é pra vida toda — assegurei, tentando animá-la.

— O que será que nos espera a partir de agora? — indagou, com uma mistura de curiosidade e apreensão.

— Vamos deixar que o futuro escreva em cada página — respondi, tentando transmitir otimismo.

— Você tem razão. Que seja um período sensacional! — disse, com renovada empolgação. — Ah, Lana, preciso voltar para o grupo agora.

— Sem problemas, eu também preciso ir para o meu — concordei.

— Então, promete que não vamos perder contato?

— Prometo.

As risadas suaves que compartilhamos encerraram a ligação com leveza.

Ao retornar ao pátio, fui recebida novamente pelo turbilhão de vozes e risos que preenchiam o ambiente. Já próxima ao grupo, senti o celular vibrar mais uma vez. Com o aparelho ainda em mãos, conferi a notificação.

O texto da mensagem me paralisou por um momento, enquanto uma onda de emoções percorreu meu corpo.

Elisa: Lana, obrigada por tudo o que você fez durante o meu ensino médio. Foi uma aventura incrível! Você me mostrou que algumas pessoas carregam uma luz extraordinária, e vou guardar essa luz como meu bem mais precioso. Te desejo muita sorte e sucesso nessa nova fase da sua vida! Espero te ver em breve.

Quando li a mensagem da Elisa, um calor suave percorreu meu peito, como se cada palavra ressoasse as memórias que compartilhamos. Instintivamente, apertei o celular contra meu coração, como quem protege um tesouro, e deixei que as lembranças fluíssem livremente.

Naquele breve mergulho no passado, surgiu a recordação da minha pré-adolescência: uma época em que a insegurança e a timidez me acompanhavam, enquanto eu buscava aprender a esvoaçar depois de tantas quedas. Pensei nas dores que me moldaram e nas mãos que me ergueram. Pessoas que passaram pela minha vida, ora como vendavais impetuosos, ora como sopros gentis, deixando marcas que o tempo jamais apagaria. Cada encontro, cada despedida, foi desenhando o mapa simbólico que me trouxe até ali, revelando as nuances de um crescimento pessoal.

Elisa foi uma dessas pessoas raras e transformadoras. Ela não apenas deixou uma marca, mas me ajudou a reconhecer e valorizar quem sou. Decidir estar ao lado dela, apoiar sua superação e testemunhar sua luz renascer foi, sem dúvida, uma das escolhas mais certas da minha vida. Não porque eu esperasse algo em troca, mas porque há um privilégio imenso em ajudar alguém a redescobrir sua essência. Agora, Elisa estava pronta para trilhar sua jornada, levando consigo a força e a renovação que a acompanhavam.

Por fim, compreendi que a vida é isso: uma troca constante de luzes e sombras. A conexão verdadeira com alguém não é medida pelo tempo, mas pela intensidade das marcas que deixamos no outro. E se há algo que quero guardar deste vínculo, é a certeza de que boas atitudes têm o poder de permanecer, de iluminar os passos de quem caminha ao nosso lado. Elisa foi e sempre será uma dessas luzes extraordinárias, e saber que fiz parte de sua história torna minha própria caminhada ainda mais significativa. Um elo especial, provando que atitudes têm o poder de transformar vínculos em constelações.

Afinal, é o que boas amizades fazem.

Elas brilham.

https://youtu.be/036quy0ERkE

Notas da autora: E chegamos ao fim dessa aventura maravilhosa. Amei escrever cada palavra! Ao longo desses 8 anos, me diverti muito com a jornada da Alana e Elisa, assim como novos aprendizados contribuíram para minha evolução no mundo da escrita. Finalizar o livro me fez sentir um misto de orgulho, satisfação e tristeza. Não vou prolongar muito o texto, pois preparei algo especial na próxima página.

Sem mais delongas, vamos aos agradecimentos...

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