Verdades que destroem
ALESSANDRO BARRY
Assim que o rapaz foi embora, voltei para o quarto para pegar a maleta com o dinheiro para levar a empresa. Meus pensamentos me levam a Bia que está em um hospital, mas o motivo do porque ela se encontra lá o tal Gustavo não falou. A Bia é como se fosse a minha mãe, e graças aos céus não aconteceu nada de tão grave, mas o que ela deseja falar comigo que não poderia esperar? E por que senti que a Baby ficou aliviada quando escutou aquelas palavras vinda do tal Gustavo? Minha cabeça ferve com todos esse acontecimentos.
Desço as escadas novamente e a encontro sentada no sofá me esperando.
_ Vamos? _ Falo e ela se levanta caminhando em minha direção
_ Por que esta com essa cara? O Gustavo disse que ela esta bem. _ Diz ajeitando a minha gravata, e eu odeio como aquele nome surgiu em seus lábios
_ Eu percebi como ele te olhava. _ Falo e ela me encara por alguns segundos
_ Não começa Alessandro, eu percebi como você se comportou na presença do garoto. _ Diz sorrindo de canto de boca
_ Você esta imaginando coisas, agi normalmente. Não sou tão ciumento assim. _ Falo e ela me encara com a sobrancelha levantada
_ Só um pouquinho. _ Falo segurando a sua cintura, ela sorri e em seguida me da um selinho
_ Vamos embora senhor ciumento, se não vamos nos atrasar mais ainda._ Diz me puxando para fora de casa
O caminho em direção a faculdade foi silencioso, ela parecia distante e pensativa. Eu daria tudo para saber o que se passa na cabeça dessa mulher, mas não a interrompi, então todo o caminho continuo calado esperando assim alguma reação sua.
_ Chegamos baby. _ Falo recebendo a sua atenção
_ Esta pensando em ver a Bia que horas? _ Pergunta me encarando com uma certa preocupação
_ Umas 14:30, quer ir comigo?_ Pergunto e ela sorri
_ Claro, eu passo na empresa para você não ter que da esse caminho de volta. _ Diz ainda sorrindo
_ Você sabe que não gosto de te vê andando com um desconhecido em um táxi. _ Falo e ele revira os olhos achando que é implicância minha, mas isso é apenas para a sua segurança
_ E o Saimon? _ Pergunta
_ Esta de folga, você me passa uma mensagem quando acabar que eu mando o Lucas vim te buscar, se eu não poder. _ Falo e de longe vejo que o Hélio nos espionava
_ Tudo bem então, até logo amor. _ Diz abrindo a porta do carro
_ Baby... _ Lhe chamo e ela me olha inocentemente, mas desisto de falar, seria muita falta de confiança da minha parte pedir para ela não falar com o tal professorzinho _ Te amo. _ Falo, ela sorri e me da um selinho demorado
_ Também te amo . _ Diz olhando em meus olhos e sai em direção a entrada da faculdade
Respiro fundo controlando o meu ciúme enquanto ela se distância do carro cada vez mais, seria estranho nessa altura do campeonato ser inseguro assim? mesmo ela me dando provas do seu amor é difícil saber que tem um cara na cola da sua namorada e não poder da uns bons socos por conta disso. Respiro fundo novamente e dou partida no carro, chegando na empresa estaciono na minha vaga e caminho para o prédio.
Subo pelo elevador e observo a Lia impaciente esperando a minha chegada, vejo que hoje será um dia cheio de dores de cabeça.
_ O senhor está atrasado. _ Diz estressada e eu o encaro friamente _ Desculpe senhor, é só que a reunião já deveria ter começado. _ Continua se explicando
_ Já estão todos na sala? _ Pergunto e ela confirma _ Ótimo, vou diretamente para lá. _ Falo passando por ela
Caminho a passos largos até a sala de reuniões, quando a porta é aberta vejo que todos os sócios já havia chegado e esperavam impaciente.
_ Bom dia senhores, perdoem o meu atraso, mas foi por uma boa causa. _ Falo e sorriu malicioso, e eles capitam a mensagem
_ Eu sabia, Safira faz milagres acontecer._ Diz o idiota do Lucas e o outros senhores o acompanha nas risadas, enquanto eu o encaro friamente
_ Agora deixando a graça de lado, vamos falar de negócios. _ Falo com postura de dono, tomando assim o foco da reunião
_ Tudo bem, o que todos querem saber é sobre o desfoque da empresa, sabemos que a sua antiga secretaria roubou a empresa e todos nós. _ Diz um dos senhores presente naquela mesa
_ A "fonte" que espalhou essa informação não esta errada. _ Falo olhando a todos _ Mas o que essa "fonte" não contou é que conseguimos recuperar uma parte do que foi roubado, e em relação a minha antiga secretaria, ela não irá muito longe, pois ninguém rouba o Barry e sai impunemente. _ Falo encarando a todos
_ E quem nos garante que não poderá haver outros traidores. _ Diz o outro sócio enquanto eles se entreolharam
_ Senhores não é o momento de causar pânico nos colegas, o problema já foi resolvido, mas para deixar os senhores mais calmo, tenho um sistema novo que poderá detectar qualquer um que tente nos roubar novamente, o incidente não irá se repetir, eu lhes garanto. _ Falo e passo a maleta com o dinheiro para o Lucas
_ Quando a reunião acabar, deposite no banco Central na conta da empresa. _ Falo
_ Pode deixar. _ Diz segurando firmemente a maleta
Horas depois a reunião acaba, todos saem com confiança me deixando apenas com a Lia e o Lucas. Saio para a minha sala e encontro mais papéis que precisam da minha assinatura em cima da mesa, respiro fundo e me sento. Após resolver algumas questões e ver os lucros dessas duas últimas semanas, olho no relógio e percebo que esqueci completamente da Baby na faculdade, olho no celular, tinha duas mensagens e uma ligação que apenas não vi porque o celular estava em silencioso.
Saio da empresa as pressas e peço para a Lia antecipar uma reunião para as 13 hora em ponto, olho no relógio novamente e são 11: 30 ainda. Caminho até o carro retirando o palito, e após entrar coloco o mesmo no banco de trás, tento ser o mais rápido possível, mas o caos do transito de Madrid não ajuda em nada.
Assim que estaciono o carro, vejo a Baby sentada com o professorzinho, ela estava de costas e ele em sua frente, assim que ele me vê se inclina para ela e a beija no mesmo instante. Ela é pega de surpresa, mas eu já estou cheio com os seus joguinhos e caminho rapidamente para o encontro de ambos.
_ Me larga seu nojento. _ Diz empurrando o embuste _ Eu posso explicar Alessandro. _ Diz assim que nota a minha presença me encarando e limpando os lábios com as mãos _ Esse nojento me agarrou. _ Se explica
_ Não precisa de explicação, eu vi tudo e o que realmente preciso é acabar com a raça desse miserável. _ Falo partindo para cima dele e lhe empurrando no mesmo momento
_ Não aguenta perder Alessandro? _ Diz o imbecil debochando
_ Eu vou te ensinar a não mexer com a minha namora seu idiota. _ Falo lhe dando um soco e acabamos caindo no chão
A Baby por outro lado não sabia o que fazer, então só escuto ela gritar por ajuda e minutos depois vejo dois seguranças da faculdade aparecerem e me tirar de cima daquele idiota, mas o estrago já havia sido feito.
_ Isso não vai ficar assim Alessandro Barry. _ Diz com a boca melada de sangue
_ Não tente competir comigo Professorzinho, ela é minha. _ Falo para que todos escutem e cuspo no chão após sentir o gosto do sangue em minha boca _ Pode me soltar, não vou matar esse imbecil. _ Falo e o segurança me solta com um certo receio
_ Eu vou tirar o que você mais ama, você vai vê. _ Diz rindo _ Me larga idiota. _ Diz se soltando do segurança
_ Só tenta que eu acabo com a sua raça. _ Falo após a Safira correr para mim, e ele se distância de nós
_ Você está bem? _ Pergunta preocupada com as mãos em meu rosto
_ Não se preocupe, vamos embora. _ Falo segurando a sua mão e saímos andando em direção ao meu carro
Continuamos a andar e assim que conseguimos chegar em frente ao meu carro vejo que o idiota não desistiu tão fácil assim e resolveu voltar.
_ Entra no carro Baby. _ Falo após perceber um objeto brilhante nas sua mão do embuste
_ Não, eu não vou te deixar sozinha com ele. _ Diz me desobedecendo após perceber a presença do tal professorzinho
_ Alessandro Barry. _ Diz apontando a arma para mim _ Esqueci de te dá isso. _ Diz com a arma posicionada para mim, mas nesse momento a Baby entra na minha frente
_ Saia da frente Safira, não é nada com você. _ Diz o professorzinho nervoso
_ Não Hélio, se você o ferir estará ferindo a mim, eu amo ele, não faz isso por favor. _ Diz tentando manter a calma para assim acalma-lo
_ Saia da minha frente, ele não vai ficar com você, pois você vai ficar comigo. _ Diz completamente nervoso
_ Hélio por favor compreenda, eu amo o Alessandro, nunca ficaria com você. Você sabe disso, então larga essa arma. _ Diz e vejo que a ira em seus olhos só faz aumentar
_ Se você não ficar comigo, com ele você também não fica. _ Diz e com o dedo no gatilho, ele dispara
Mas antes que algo aconteça a ela, eu a viro e me coloco em sua frente. Foi tudo tão rápido que não tive outra opção, sinto a bala vir de encontro com a minha pele e sinto que o meu corpo não aguenta mais ficar de pé, sendo assim acabo tomando para frente, caindo junto com a Baby no chão.
A dor é indescritível, mas sinto o sangue sair do meu corpo e só assim percebo que tudo foi real, não um pesadelo e nem uma ilusão.
_ Alessandro, meu amor, fala comigo. _ Diz me virando com os olhos cheios de lágrimas _ Por que fez isso?_ Pergunta passando a mão em meu rosto, olhando para o canalha _ Volta aqui seu monstro. _ Grita chorando
_ Socorro me ajudem, socorro. _ Grita chorando
_ Não sabia como isso poderia doer tanto. _ Falo com dificuldade olhando para o seu rosto _ Baby, eu te amo, não esquece. _ Continuo a falar com dificuldade após perceber que a escuridão vinha ao meu encontro
Acordo em uma sala fria, não sei quanto tempo se passou, mas sei que o desconforto causado pela dor da bala não existe mais. Após poucos meus olhos se acostuma totalmente com a claridade do local, e percebo que estou em um hospital, mas como vim parar aqui? Não me lembro.
A porta é aberta e um médico entra com uma prancheta em mãos.
_ Senhor Alessandro Barry, sou doutor Fagundes. _ Diz e confirmo _ Como se sente? Alguma dor? _ Pergunta
_ Não doutor, mas estou um pouco confuso, como vim parar aqui? _ Pergunto lhe encarando
_ Não se lembra? Uma jovem lhe trouxe, ela está lá fora preocupada, diz que é a sua namorada. _ Diz o Médico me analisando
_ Pode manda-la entrar por favor. _ Peço, ele confirma e sai
Minutos depois vejo a Baby entrar com os olhos inchados e com uma aparência abatida, assim que os nossos olhos se encontram ela corre para mim.
_ Alessandro. _ Sussurra o meu nome me abraçando
_ Ai, não tão forte. _ Falo após senti uma pinicada nas minhas costas
_ Desculpa. _ Diz alisando o meu rosto e sorriu
_ Eu volto depois. _ Diz o médico saindo do quarto nos deixando sozinhos
_ Eu fiquei com tanto medo. _ Desabafa colando as nossas testas
_ Nunca vou lhe deixar, te prometi isso, não foi? _ Falo baixo e ela confirma com um belo sorriso
_ Mas eu fiquei com medo de te perder, o hélio foi preso, os seguranças conseguiram pega-lo e ele foi levado para a delegacia. _ Diz chorando
_ Ei, por que choras? Eu estou bem. _ Falo alisando a sua mão
_ Eu sei, mas se eu tivesse te ouvido, nada disso teria acontecido, mas. _ Diz e enxugo as suas lágrimas
_ Mas nada, eu estou bem, e concordo você deveria me obedecer mais. _ Falo malicioso e ela bate devagar no meu braço
_ Não é possível, nem nessa cama você deixe de ser assim. _ Diz com uma risada fraca
_ A culpa é sua por ser irresistível. _ Falo brincando com a situação
_ Seu bobo. _ Diz me dando um selinho
_ Não me contento com pouco Baby. _ Falo malicioso, ela sorri e me beija
Seus lábios se encaixam perfeitamente nos meus e aos poucos sinto o gosto salgado de suas lágrimas, não é possível que ela esteja se culpando pelo acontecido, foi tudo culpa do hélio, não dela. Somos interrompidos por um barulho e quando me afasto dela, percebo que era a Bia em uma cadeira de rodas empurrada pelo filho, o tal Gustavo.
_ Querido, o que aconteceu? _ Pergunta se aproximando
_ Longa historia. _ Falo com um riso fraco
_ Você quer me matar do coração? _ Diz a Bia segurando a minha mão
_ Nem brinca. _ Diz o tal Gustavo atrás da mãe
_ Mas o que aconteceu? Fala a verdade para mim. _ Pergunta não, se impõe como uma mãe que quer saber toda a verdade do filho
_ O Hélio enlouqueceu e atirou no Alessandro. _ Diz a Baby, fazendo assim a Bia encará-la perplexa
_ Como assim, céus, por qual motivo? _ Pergunta a Bia curiosa
_ Foi pela Safira, ele achou que teria algo com ela, e quando escutou a verdade, resolveu querer me matar. _ Falo enquanto a Baby abaixa a cabeça envergonhada
_ A culpa não é sua. _ Falo e levo a sua mão aos meus lábios e a beijo
_ Realmente querida, dá para perceber o quanto se amam, quem resolver separar vocês dois vai se resolver comigo agora. _ Diz a Bia super protetora e percebo que o rapaz se incomoda de alguma maneira
_ Mas então, o que você quer falar comigo? _ Pergunto após lembrar que ela desejava falar comigo e a sua fisionomia muda completamente
_ É um assunto difícil querido, mas eu preciso falar a verdade para vocês. _ Diz olhando para a Baby, e elas trocam olhares cúmplices
_ O que ele tem a ver com o meu pai? _ Se pronúncia o Gustavo me encarando
_ Nem olha para mim que eu não sou o seu pai. _ Falo calmo quebrando o clima tenso
_ A verdade é que vocês são irmãos. _ Diz a Bia abaixando a cabeça e por fim um silêncio reina no local
Como assim somos irmão? A Bia teve um filho com o Luiz? Justo ele que ela tanto odeia?
_ Explique-se melhor Bia. _ Peço e ela me encara
Todos estavam prestando atenção nela e esperando a sua resposta, mas a Baby por outro lado, sai de perto de mim e vai ao encontro da Bia.
_ Se não quiser falar, não tem problema. _ Diz se abaixando e segurando a mão de Bia
_ Até ela sabe dos seus segredos e eu não? _ Se impõe o Gustavo
_ Cala a boca garoto, você não sabe o que a sua mãe sofreu. _ Diz a Baby e me surpreendo com o seu comportamento
_ Quem é você para me fazer calar? _ Diz olhando para ela
_ Abaixa o tom de voz para falar com ela. _ Falo friamente lhe encarando e ele se cala
Sim! Esse é um dos meus dons, fazer os oponentes se sentirem ameaçados e intimidados com a minha presença.
_ Eu quero falar filha. Não tive um caso com o seu pai Alessandro, sei que esta pensando nisso. Fui violada por ele, ele abusou de mim. _ Diz a Bia ainda de cabeça baixa
_ O que? Como ele se atreveu? _ Na minha cabeça não esperava tanto do Luiz, mas vindo dele que matou a própria mulher nada é impossível
_ Eu sou fruto de um estrupo? _ Pergunta o garoto para se próprio
_ Não tem nada haver com você meu filho, foi ele. _ Diz indo em direção ao filho com a cadeira de rodas
_ Você esta mentindo, meu pai não é o Luiz Augusto Barry, fique longe de mim, não sou irmão dele. _ Diz transtornado com a notícia
_ Eu também queria que não fosse, o Luiz não presta, mas infelizmente ele é o seu pai, e o Alessandro é o seu irmão. _ Diz a Bia olhando para o filho
_ Isso é mentira, é mentira. _ Diz gritando e saindo do quarto transtornado
_ Eu preciso ir atrás dele, conversamos depois querido, me desculpa. _ Diz me olhando
_Como quiser, eu que devo te pedir desculpas. _ Falo e assim ela sai atrás do filho
Como é possível uma monstruosidade dessa? Como ele se pode abusar dela? Ele sabia que eu a considerava como uma mãe e mesmo assim a violou. Realmente para o Luiz não a perdão, ele perdeu a alma quando resolveu matar a minha mãe e isso são coisas imperdoáveis.
Apesar dos olhares que ele sempre da para a Safira e apesar do meu ciúme, sinto pena do garoto, pois ele merecia um pai melhor e não um pai como o Luiz Augusto. Somente espero que ele se mantenha distante daquele ser imundo, a Bia não suportaria perder o filho para aquele miserável.
~~~~~~ Continua....
Oi pessoal. Tudo bom com vocês? Espero que sim.
* o que achou do capítulo?
* Tao gostando do livro?
Como disse nos capitulo anterior o livro esta acabando, obrigada pela paciência de vocês por esperar tanto para atualizar, mas é porque não está sendo fácil estas retas quase finais, são muitos pontos para ligar, mas agradeço a paciência de todos.
Não esqueçam de votar para ajudar na divulgação e crescimento do livro. Se quiser deixar algum comentário fique a vontade.
Agradeço a Deus e a todos vocês, até o próximo capítulo.
Goodbye 👋👋👋
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