Segredos Descobertos

Especial Rosália Castro Barry

Um disparo foi dado e o Luiz foi atingido sem sombras de dúvida, aquele monstro teria o seu fim bem ali na minha frente, uma vida por outra é o que estava em jogo. O Alessandro se levanta com a camisa melada de sangue e o luiz geme de dor no chão, eu por outro lado me senti vingada, mas tenho certeza que o infeliz não morrera com apenas um tiro. Então tive que fazer uma ceninha patética de esposa em desespero, e para a minha sorte conseguiu tirar o Alessandro da casa rapidamente antes que o Luiz retomasse a consciência.

Antes eu o fiz prometer que ele cuidaria da minha filha, não será por muito tempo, eu só preciso fazer-lo acreditar que eles ficarão juntos, mas eu jamais aceitaria a minha filha com um Barry. Eles são uns demônios, uma destruição em massa prontos para pisar em qualquer um, não quero ver a minha filha sofrer com um deles.

O Alessandro tem uma reputação imensa de "amores", não quero que a minha filha seja mais uma em suas mãos. O túlio está louco a ponto de deixar a minha filha com um homem como Alessandro, ele tem idade para ser seu tio o coisa do tipo.

Ando de um lado para o outro no escritório e observo o Gustavo se aproximar apreensivo.

_ Me responde uma coisa, o Luiz tentou algo com a minha filha? Ele abusou dela? _ Pergunto com raiva acumulada observando o garoto em minha frente.

_ Ele não chegou a violar, mas você sabe, ele é homem e não aguentou ver um par de seios. _ Diz me encarando.

_ Infeliz, espero que morra ou então eu mesma o mato. _ Falo me aproximando do seu corpo ao chão e o chuto.

_ E o que mais ele fez a ela? O que você sabe que eu não sei? _ Pergunto.

Quero saber tudo o que esse infeliz tentou fazer contra a minha filha, somente assim posso dizer se ele pode viver ou não.

_ Não posso te contar. _ Diz ele.

O encaro por alguns segundos e me aproximo, o seguro pelo queixo e aproximo a minha face da dele.

_ Você sabe muito bem que o filhinho preferido dele sempre foi o Alessandro, e que certamente se ele morrer você não herdará nada. E sabe porque? Eu passei tudo para o meu nome na noite em que eu o encontrei embriagado, e agora tudo o que ele tem é meu. Mas se você me contar tudo o que esse desgraçado fez, eu posso te recompensar muito bem. _ Falo olhando em seus olhos e solto o seu queixo em seguida.

_ Você está blefando. _ Diz.

_ Você acha? _ Falo com uma sombrancelha levantada.

_ Se eu te contar o que eu ganho com isso? _ Pergunta o Garoto.

_ O que você quiser. _ Falo sorrindo.

_ Quero ser reconhecido como um Barry, quero uma parcela de tudo o que o Luíz tem. _ Diz enquanto em concordo com a cabeça. _ E a sua filha, eu quero a mulher do Alessandro Barry. _ Diz convicto.

_ Posso te dá tudo o que quiser, mas a safira... Ela virá com o tempo, e você vai ter que conquista-la. _ Falo e assim selamos o nosso pacto.

_ Trato feito. O que deseja saber primeiro? _ Pergunta.

_ Quero saber o que ele fez com a minha menina. Conti-me tudo. _ Falo convicta.

_ O Luíz quis apenas assusta-la e afasta-la do Alessandro, porém ele estava descontrolado e o impedi de cometer coisas piores. Ele junto com o Hélio tentaram afastar a sua filha do Alessandro, mas não conseguiram, contrataram até uma " amiga" para passar as informações da safira a ele, mas a garota saiu fora, aliás ela perdeu o contato com a safira e veio aqui pegar o dinheiro semana retrasada. Eu a conheci em uma boate e sem saber de nada gostei da Safira e ela a mando do Luiz me passou o numero da sua filha. _ Diz me fazendo corta-lo.

_ Isso não me interessa, volte ao assunto principal. _ Falo entediada pegando a arma que peguei do Alessandro, e segurando em mãos.

_ Ok! O Luíz contratou paparazzi para seguir a Safira e o Alessandro, ele fez essa coisa na mídia para que a empresa fosse atingida e eles fizessem o Alesandro se separar da Safira, mas parece que a sua filha encantou a todos. _ Diz sorrindo de lado. _ Foi ai que depois de muito tentar e sem sucesso, ele descobriu a gravidez da Safira e quis mata-la, alegando que com ela fora do caminho o Alessandro estaria frágil e voltaria para os braços do pai. Ele quem a ameaçou ligando para ela. _ Diz por fim o Gustavo.

_ E como você sabe de tudo isso? _ Pergunto desconfiada.

_ Simples, ele me contou tudo. Ele se vangloriava por tudo o que fazia na tentativa de separa-los. _ Diz olhando para mim.

_ Então ele não merece viver... Pela minha filha, Pela sua mãe... Sim, infelizmente o que o Alessandro contou foi a verdade. _ Falo observando o seu comportamento.

_ Por mim, por você e pelo Alessandro que levará toda a culpa. _ Falo pronta para atirar quando o infeliz abre os olhos.

_ Belo discurso querida, mas de mim você não herdará nada. _ Diz o miserável com dificuldade.

_ Veremos querido. _ Falo irônica. _ Felizmente seus dias de majestade acabaram, tudo o que é seu agora é meu. Vou fazer o que seu filho não fez direito, e sabe o que é mais engraçado? Ele levará toda a culpa. Vou ter a minha filha de volta, vou devolver tudo o que você roubou ao túlio e seremos felizes, somente eu e ela. _ Falo sínica

_ E o que você falará a máfia? Você sabe como são vingativos _ Diz com dificuldade.

_ Que o Alessandro matou o meu maridinho. _ Falo fingindo um choro. _ E o Gustavo te substituirá, simples assim. _ Falo olhando o Gustavo se aproximar.

_ Está na hora de voltar para o inferno amor. _ Falo aproximando a arma do seu peito.

_ Não deixe ela me matar. _ Súplica ao filho.

_ Você vai pagar o que fez a minha mãe. Sei que jamais terei o perdão dela, mas isso será a minha vingança a ela. _ Diz firme e sorriu para o meu maridinho.

_ Não se preocupe querido, logo logo o seu filhinho estará junto a você, no inferno. Bons sonhos amor. _ Falo friamente e assim disparo contra o seu peito.

Me levanto como se nada estivesse acontecido e me apróximo friamente do Gustavo.

_ Lembre-se do nosso trato... Quem atirou no meu marido foi Alessandro Barry. _ Falo fingindo chorar e assim ele concorda.

Saímos caminhando até a sala e apressadamente limpo a arma e a escondo no cofre, não demora muito tempo e a ambulância chega, então começo o meu teatro. Peço para o Gustavo abrir a porta enquanto corro para o escritório, me jogo em cima do corpo daquele infeliz e assim começo a gritar e chorar.

_ Luiz... Luiz não me deixa... Não me deixa luiz. _ Grito e segundos depois os socorristas me tiram de cima dele, mas claro eu tinha que fazer um drama para passar verdade.

_ Senhora precisamos prestar os primeiros socorros. _ Diz um dos socorristas me tirando de cima dele.

Eles me puxam e eu abraço o Gustavo observando a cena, para passar a imagem de esposa sofredora claro. Eles se entreolham e começa a fazer massagem cardíaca e seguram no pulso daquele infeliz.

_ Ele ainda está vivo, mas precisamos leva-lo. _ Diz entre si.

Nem para morrer esse infeliz presta; penso.

Olho para o Gustavo que me olha assustado, mas eu duvido muito que ele viva para contar algumas coisa.

_ Graças aos céus. _ Falo e abraço o Gustavo. _ Vai para o hospital e não desgruda dele. _ Falo baixinho em seu ouvido.

_ Digam para preparar uma sala de cirurgia depressa, agora vamos. _ Diz um deles e assim um se levanta enquanto os outros colocam o infeliz na maca.

_ Quem de vocês irá nos acompanhar? _ Pergunta o socorrista nos olhando.

_ Eu vou, ela está em choque com tudo isso. _ Diz o Gustavo tomando a frente.

_ Tudo bem, agora vamos. _ Diz ele novamente e sai junto com a sua equipe.

_ Me mantenha informada, por favor. _ Grito como parte do plano.

Eles saem e assim eu posso parar com esse teatro patético, primeiramente preciso tirar essa arma da minha casa, eu deveria ter colocado um par de luva ao atirar; penso. Agora não é tempo para arrependimento, meu plano é simples e objetivo, uma parte dele foi executado com sucesso, agora só preciso resolver mais uma coisa e dessa vez preciso da ajuda do pai da Safira.

Corro contra o tempo para o quarto e tomo um banho para retirar aquele sangue desprezível do meu corpo, jogo a roupa no sexto de roupas sujas e assim tomo uma ducha. Me arrumo apressadamente e saio pegando a chave do carro e um óculos escuros. Dirigi pela cidade a procura de um hotel específico, o lugar onde o pai da Safira se encontra. Não foi difícil acha-lo depois daquela festa, assim que cheguei em casa procurei pelo seu nome na lista de amigos do luiz, e o encontrei.

Agora estou em frente ao hotel tentando criar coragem para assim procurar o meu passado. Saio do carro, falo com a recepcionista que me orienta onde posso acha-lo. Agora em frente a sua porta respiro fundo e bato duas vezes seguidas e assim ele abre revelando a face daquele que tanto tentei esquecer.

_ Olá Róger. _ Falo irônica retirando os óculos, e vejo que o choque foi grande ao me ver.

_ Rosália. _ Diz trincando os dentes.

_ Não gostou da visita? A recepcionista avisou da minha subida. _ Falo e faco biquinho fingindo está chateada.

_ O que faz aqui? A minha mulher pode chegar a qualquer momento._ Diz o Róger.

_ Em outros tempos você era cavalheiro Róger, mas o dinheiro subiu a cabeça do Poderoso Bianchi. _ Falo em deboche.

_ Vamos para o terraço. _ Diz ignorando o meu comentário e indo para o elevador, e assim o acompanho.

Assim que chegamos ao terraço ele sai de perto de mim como o diabo foge da cruz, e isso me faz sorrir internamente.

_ Você não me disse o que veio fazer aqui. _ Diz friamente.

_ Sentir saudades. _ Falo me aproximando dele que se afasta.

_ Poupe-me do seu cinismo. De você quero apenas uma coisa, o paradeiro da minha filha. _ Diz o Bianchi.

_ Nossa magoou. _ Fingo tristeza. _ Mas você já a conhece querido. _ Falo despertando a sua curiosidade.

_ Como?_ Diz desentendido.

_ A sua filha é a Safira Montenegro, atual do Alessandro Barry. _ Falo pondo um fim nas suas dúvidas.

_ Não é possível, aquela menina é a minha filha. _ Repete para si. _ Você está mentindo para mim. _ Diz me encarando.

_ Eu não mentiria com uma coisa dessa. _ Falo olhando em seus olhos.

_ Mas você tinha colocado o bebê na adoção. _ Diz começando a se alterar.

_ Mas eu não botei, a sua filha é ela. O túlio me ajudou a cria-la e a ser o pai que você não foi. _ Falo passando em sua cara lembrando das malditas cartas sem respostas.

_ Eu não fui um pai para ela pois naquela época não recebi as suas cartas. A minha família escondeu elas de mim, quando eu fiquei sabendo de tudo eu fui atrás de você, e depois você sabe muito bem o que aconteceu. _ Diz ele exaltado.

_ Não precisamos lembrar do passado e sofrer duas vezes Roger, hoje estou aqui dizendo que a sua filha está perto de mim e de você. _ Falo lhe encarando, enquanto ele passa a mão no rosto tentando processar as informações.

_ Você é louca Rosália, porque a escondeu de mim esse tempo todo? Não sei se devo acreditar em você... Mas para tirar qualquer duvia quero um exame de DNA. _ Diz ele e assim confirmo.

_ Ela é a sua filha e eu não posso continuar negando, você foi o primeiro homem que amei Róger, não poderia mentir mais para você. _ Falo e uma lágrima cai de seus olhos.

_ Se ela for realmente a minha menina, vou dar a ela tudo que não dei durante esses anos todos. _ Diz me olhando e balanço a cabeça em sinal de positivo. _ Ela terá o meu sobrenome e será reconhecida como uma Bianchi. _ Continua a sonhar.

_ Mas eu estou aqui também para pedir a sua ajuda... Como você mesmo sabe ela está com o Alessandro Barry, e você como ninguém conhece a sua fama de galinha. _ Falo, mas ele me corta.

_ Onde você quer chegar com tudo isso? _ Pergunta o Róger.

_ Não quero ver a minha filha sofrer com um Barry, ela está grávida, mas isso podemos resolver. _ Falo sendo direta.

_ Nem pense nisso Rosália. _ Diz friamente me cortando novamente.

_ Você aceitaria ter um neto de um assassino? _ Falo revoltada.

_ Do que você está falando? _ Pergunta me encarando sem entender.

_ Logo você saberá de mais detalhes. O que você precisa saber é que temos que manter a nossa filha longe do Barry. _ Falo convicta.

_ Você está maluca? Eles se amam. _ Rebate me fazendo revirar os olhos.

_ Ele não é o certo para ela. _ Falo me distanciando dele.

_ Voce não pode decidir isso pela nossa filha...Aonde você vai? A nossa conversa não acabou. _ Diz chamando a minha atenção.

_ Já acabou para mim querido. Agora eu preciso ir para a delegacia. _ Falo chamado o elevador que não demora a chegar e percebo a sua curiosidade ser aguçada.

Coloco o óculos novamente enquanto desço pelo elevador e no meu pensamento mais uma etapa do meu plano foi feita com sucesso. Como o Róger sabendo da paternidade, ele nunca aceitaria a filha com um criminoso e isso irá me ajudar e muito a separar aqueles dois de uma vez por todas.

~~~ Continua...

Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim.

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Tenho também outro livro, se quiser dá uma passadinha lá ficarei grata.

Agradeço a Deus e a todos vocês, até o próximo capítulo.

Goodbye 👋👋👋.

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