Negociação de uma vida
Safira Montenegro
Caminho a passos firmes ao encontro daquela mulher sem coração, e não demora muito até que ela note a minha presença e sorria falsamente.
_ Querida! que bom lhe ver longe daquele hospital._ Diz me encarando e se aproxima para um abraço, no qual eu recuso de imediato.
_ Pelo que estou vendo você não parece nada abatida com os acontecimentos relacionado ao seu marido. _ Comento e ela muda de humor.
_ Como vai Gustavo? _ Comprimento o filho da Bia.
_ Eu vou bem, melhor agora em te ver. _ Xaveca ele, mas não lhe dou atenção e encaro visivelmente a Rosália.
_ Não fale de algo que você não sabe Safira... Eu estou sofrendo muito pelo Luiz, mas a minha vida não precisa parar. _ Diz se defendendo.
_ Entendo, mas para uma mulher visivelmente apaixonada você esta bem contente com o enteado. _ Falo lhe encarando e lanço um olhar para o Gustavo que apenas nos observa mudo.
_ Meça as suas palavras Safira, eu ainda sou a sua mãe. _ Diz me dando bronca.
_ Mas você nunca fez o papel de uma. _ Rebato.
_ Se você veio aqui somente para brigar, por favor, vá embora. _ Diz ela a me encarar, então respiro fundo antes de falar.
_ Não vim para brigar, precisamos conversar Rosália... E acho que aqui não é o melhor lugar._ Falo olhando as pessoas passando ao nosso redor.
_ Tudo bem, vamos para a minha casa._ Diz ela e concordo com a cabeça.
Por mais que eu não queira ir com ela, eu preciso. O Alessandro precisa de mim, e eu preciso dele, por isso faço esse esforço pela nossa família. Após entrar no carro dela, o Gustavo que nos acompanha, dirige até a mansão do Luíz, ainda a caminho me sinto tonta e enjoada, eles param o carro para que eu possa vomitar, logo em seguida o gustavo me oferece uma garrafa de água e assim acabo limpando a minha boca.
_ Vou tentar ir mais devagar nos quebra- mola. _ Diz ele me olhando pelo retrovisor.
_ Eu lhe agradeço. _ Falo e lhe dou um sorriso.
_ Esses seu enjôo me faz lembrar da minha gravidez. _ Comenta a Rosália e eu a encaro. _ Seu pai ficava louco a cada enjôo meu. _ Ela sorri, parece se lembrar do passado. _ Lembro-me uma vez que ele rodou a madrugada atrás de sonho com chocolate, ele nunca me desapontou. _ Diz por fim sorrindo.
_ Então porque o abandonou, nos abandonou? _ Lhe pergunto e o seu sorriso se desmancha.
_ Eu não era madura o suficiente para aquilo, mas você por outro lado me superou. _ Diz olhando para a minha barriga.
_ Eu também não sou madura, mas assim que descobrir esse existia esse ser dentro de mim, me senti insegura ao nosso futuro, mas o Alessandro estava lá do meu lado e me deu total apoio. Ele é incrível, e eu o amo com todas as minhas forcas. _ Desabafo e ela desvia o olhar do meu.
_ Chegamos. _ Diz o Gustavo estacionando em frente a uma bela mansão.
_ Vamos entrar, la dentro conversaremos melhor. _ Diz e assim ambas saimos do carro.
Após entrarmos na mansão somente ela e eu, nos sentamos no sofá e ela pede para umas das empregadas preparar alguma coisa para nós.
_ Então Filha o que você deseja da sua mãe? _ Pergunta sentada a minha frente em uma das poltronas.
_ Por favor, não me chame assim.Eu vim aqui somente atrás de respostas... Eu quero a verdade Rosália, a mais pura verdade._ Falo recebendo o seu olhar surpreso.
_ De que verdade você está falando? _ Tenta desconversar.
_ Não minta para mim Rosália, todos esses anos longe, anos de mentira, a única coisa que lhe peço é a verdade... Eu sei que foi você, sei que você atirou no Luiz, você guardou a arma do crime após limpar as suas digitas... Você sabe que é culpada Rosália. O Alessandro atirou no Luiz, mas o tiro fatal veio de você. _ Falo o que estava preso em minha garganta, e ela se levanta com tantas acusações.
_ Você esta louca Safira? Eu jamais atiraria no Luiz. _ Diz ela alterando a sua voz.
_ Rosália, por favor, não precisa mentir para mim... Sei que atirou no Luiz, e sei também que só culpou o Alessandro por raiva, por favor, Rosália reconsidere._ Falo sentindo as lágrimas em meus olhos. _ Rosália você mais do que ninguém sabe que ele fez isso somente para me proteger, a mim e ao meu bebê... Não seja injusta Rosália, não deixe o meu filho nascer sem o pai. _ Falo por fim sentindo as lágrimas molharem o meu rosto.
_ Injusta? Eu passei a metade da minha vida com aquele desgraçado sem amor, pensando no meu e seu futuro, a agora você quer que eu fale toda a verdade? Me diz Safira o que eu ganho com isso por me sacrificar tanto? _ Diz ríspida.
_ Você ganha a mim, o amor de sua filha... Eu serei grata a você, farei o que você quiser, mas por favor, retire essa acusação, eles só estão mantendo o Alessandro lá pela sua acusação. _ Falo em súplica a ela.
_ Tudo bem Safira, mas eu vou querer algo em troca. _ Diz olhando diretamente em meus olhos.
_ Eu faço qualquer coisa, mas por favor, liberte o Alessandro. _ Lhe peço e ela sorri.
_ Faço qualquer coisa por você minha filha. _ Diz e se aproxima, em seguida beija a minha testa.
_ Obrigada! _ Lhe agradeço, mas não sei se posso confiar totalmente nela.
_ Agora volte para casa minha querida e espere tudo se resolver._ Diz alisando o meu rosto, mas desconheço o seu toque.
_ Mas o que você quer em troca? _ Lhe pergunto.
_ Logo você saberá minha querida, se encontrar com o Gustavo ai fora peça para ele entrar._ Diz e sorri de maneira enigmática.
Com um sentimento estranho olho para aquela mulher e me retiro de sua casa, na porta de saída dou de cara com o Gustavo, que assim que me vê sorri.
_ Você contínua linda, mesmo grávida._ Diz me olhando com malícia.
_ Obrigada! A propósito a Rosália te espera lá dentro. _ Falo para ele.
_ Então até logo, espero que possamos nos ver muito em breve. _ Diz sorrindo e caminha em direção a casa.
Fico ali parada tentando absorver o que acabou de acontecer, até que um sorriso brota dos meus lábios ao imaginar o Alessandro finalmente livre. Logo a nossa família estará completa.
Com toda a animação chamo um táxi e vou diretamente para casa, sei que quando chegar lá vou receber uma bronca e tanta da Bia, mas será algo que eu possa suportar.
Minutos no Táxi logo o motorista para eu respiro profundamente antes de descer, certamente deixei todos preocupados com o meu sumiço, mas afinal de contas foi por uma boa causa, a liberdade do Alessandro.
Rosália Montenegro Barry
- Eu preciso de um plano._ Falo comigo mesma logo após a safira deixar a minha casa.
Como eu poderia imaginar que a encontraria na cidade, sendo que ela certamente deveria está em repouso absoluto. Aqueles empregados do Alessandro são uns incompetentes, como eles a deixa sair depois de tudo? Eu não me preocupo com o bastardo que ela carrega, mas sim com o bem estar da minha filha.
Mas por outro lado aquele bastardo me deu uma bela de uma ideia, mas claro que preciso aprimorar o meu plano. Sento-me novamente a espera do Gustavo que não demora a chegar.
_Me chamou Rosália? _ Pergunta ele com a chave do carro em sua mão.
_ Sente-se Gustavo, o que precisamos conversar exige tempo. _ Falo e ele me encara, mas logo se senta.
_ Pode começar._ Diz se jogando no sofá.
Conto a ele sobre os acontecimentos relacionado a vinda da Safira, e ele escuta sem pestanejar, aprofundo o assunto e lhe conto uma parte do meu plano, o mesmo parece gostar, mas então conto a parte mais importante que a Safira me pediu, a liberdade do Barry.
_ Então é isso que você realmente quer?_ Pergunta ele a me encarar confuso.
_ Não tenho outra saída. _ Lhe explico.
_ Você quer mesmo passar o resto de sua vida na cadeia por peso na consciência? _ Pergunta indignado.
_ Eu sei que parece loucura, mas eu realmente preciso do perdão da minha filha. _ Falo com convicção.
_ Me coloque fora disso. _ Diz ele se levantado do sofá.
_ Somente assim teremos a confiança dela, sendo assim ela também será sua. _ Falo para convence-lo.
_ E quanto ao bastardo? _ Pergunta se referindo a criança.
_ Não será um problema, nós daremos um jeito nele. _ Falo e ele sorri.
_ O que você pensa em fazer exatamente?_ Pergunta começando a me tirar do sério.
_ Não se preocupe, essa criança ainda não nasceu e ninguém sabe se vai nascer. _ Comento rindo e ele sorri.
_ As vezes você dá medo Rosália._ Diz ele e sorriu ainda mais.
_ Essa é só uma prova como eu posso ser má meu querido. _ Falo me levantando e caminho até a porta. _ Vamos ao hospital, vamos acabar o que começamos. _ Falo abrindo a porta e assim saimos.
~~~Continua...
Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim.
( Bom andei sumida por esses tempos, mas jamais iria abandonar vocês, nem o livro.
Eu sumir por motivos bem chato de total desânimo, não conseguia escrever nem nada, sendo que esse capítulo estava incompleto no rascunho, mas eu não tinha ânimo algum. Fiquei um bom tempo sozinha isolada, mas estou me recuperado.
Não queria deixar vocês preocupados nem nada. Obrigada a todos pela paciência em esperar o meu tempo.)
* O que acharam do capítulo?
* Agora falta pouco para finalmente acabar.
Não esqueçam de votar para ajudar na divulgação, comentários são bem vindos.
Agradeço a Deus e a todos vocês, até o próximo capítulo.
Goodbye 👋👋👋.
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