Amor por aparência
ALESSANDRO BARRY
Estou possesso, como assim apenas hélio? E pelo amor dos céus não caio nesse motivo de sua viagem. Não da para evitar o meu ciúme, a minha raiva é tão grande que sou capaz de mata-lo somente com um olhar.
Ele não parava de olhar para ela, de cercar a minha Baby e isso me deixa irado. Ele estava me provocando com aquelas palavras, mas não posso negar que sentir ciúmes e raiva ao mesmo tempo. Só lhe faltava dizer a cor da calcinha dela naquela manhã.
Como é possível que ela não veja as intenções daquele sujeito, eu percebi as suas reais intenções na primeira vez que o vi e se ele está pensando em rouba-la de mim, ele está muito enganado.
Você arranjou uma pedra em seu sapato professorzinho; penso me controlando para não esgana-lo
Ficamos nos encaramos por alguns segundos até que ela me puxa para longe daquele cara. Minutos depois o meu celular toca e atendo logo em seguida, preciso me controlar e relaxar um pouco, mas parece que os problemas não me dão folga em um só momento.
_ Alessandro temos problemas e precisamos de você. _ Diz o Lucas
_ O que aconteceu? _ Pergunto respirando fundo
_ Aconteceu um problema em uma das exportação. _ Diz tenso
_ Você não pode resolver isso, ou simplesmente agendar para minha volta? _ Pergunto
_ Impossível a mulher esta histérica e quer falar somente com o dono. _ Diz preocupado
_ Tudo bem, estou indo para ir. _ Falo desligando o celular
Era só o que me faltava, mais problemas relacionado a empresa, mas como é sobre a exportação de vinhos o lucas não se envolve, já que essas coisas costumo tratar sempre pessoalmente e sozinho.
Após observá-la ir para o portão de embarque sinto que deixa-la sozinha não é uma boa opção nesse momento, ela está perdendo o pai e eu não posso nem ir para consolá-la no momento de dor. Ela se afasta cada vez mais até que não poder vê-la no meio da multidão.
Saio do aeroporto e chamo um táxi já que o Saimon tinha voltado para minha casa. No caminho para empresa penso em todo momento na safira, e em como eu queria estar com ela,mas a realidade chama logo de cara. Ela se foi a poucos minutos, mas já me deixou com saudades.
Jamais pensei que fosse me apaixonar novamente, mas só bastou uma garota totalmente inocente chegar em minha vida, para me fazer sentir algo que estava adormecido a muito tempo.
Chego na empresa Barry e pego a minha mala, alguns funcionários me olham confusos. Após entrar na empresa peço para Lia ligar para minha casa e pedir para o Saimon vir buscar a minha mala.
Subo pelo elevador e quando a porta se abre vejo uma zona instalada em frente a minha sala, respiro fundo tentando controlar o meu mau humor naquela manhã e pigarreio chamando a atenção de alguns que calam a boca instantaneamente.
_ O que esta acontecendo por aqui? _ Pergunto em alto e bom tom
_ Graças aos céus Alessandro. _ Diz o lucas no meio da bagunça
_ O que esse pessoal faz aqui em cima? já para o trabalho, basta eu sair um pouco que a empresa vira uma bagunça. _ Falo num tom rude e frio
Todos saem cochichando e apenas fica a senhora Bianchi que me olha surpresa por minha autoridade, sorriu para ela e converso com o Lucas que sai logo em seguida.
A senhora Bianchi é uma dama de 38 anos com cabelos loiros e olhos azuis, italiana e dona de um dos maiores restaurantes da Itália, sempre fazemos trabalho juntos e outras coisas mais, porém as nossas "brincadeiras" ficou no passado. Ela agora colabora oferecendo os meus vinhos para seus clientes e em troca nos lhe damos uma pequena comissão a cada vinho consumido.
É um negocio próspero, e sempre me dá lucros, nunca ouve qualquer tipo de problema com as nossas entregas, até hoje.
_ Alessandro á quanto tempo meu querido Barry. _ Diz afastando uma mecha loira do seu rosto
_ Senhora Bianchi creio que nos encontramos semana retrasada, para tratarmos dos vinhos claro. _ Falo lhe cumprimentando e ela sorri com meu comentário
_ Por favor Alessandro senhora me parece velho, pode me chamar apenas de Suzan, como nos velhos tempos. _ Diz me olhando com brilhos nos olhos
_ Como preferir Suzan, mas as coisas não estão como nos velhos tempos. _ Falo sorrindo por educação
_ Por enquanto vamos tratar de negócios. _ Diz e lhe acompanho até a minha sala
Espero ela entrar na sala e fecho a porta logo em seguida,sento em minha poltrona e observo a sua postura de empresaria bem sucedida que pode virar a qualquer momento uma mulher fatal.
_ Como posso te ajudar Senhora Bianchi? _ Pergunto e ela cruza as pernas me olhando de maneira provocativa
_ Você já sabe no que pode me ajudar Alessandro. _ Diz mordendo os lábios vermelhos
_ Profissionalmente falando Senhora Bianchi. _ Falo lhe encarando de maneira profissional
_ A claro Profissionalmente. _ Diz revirando os olhos
_ Então no que posso ajudar? _ Pergunto a lhe encarar
_ São sobre os vinhos entregues esse mês, chegaram um pouco a menos que o combinado. _ Diz de maneira profissional
Conversamos por alguns minutos e chegamos a uma solução final, ficou tudo bem resolvido até que ela resolve fazer uma proposta um tanto indecente. Ela se levanta e vem até a minha poltrona me fazendo encará-la com uma certa dúvida.
_ Que tal uma recordação dos velhos tempos? _ Perguntas e sorriu malicioso retirando suas mãos de mim
_ Como você e todos sabem ou devem saber, estou namorando, não quero problemas com ela. _ Falo lhe encarando e o seu sorriso se desmancha
_ É sério mesmo? eu pensei que ela era apenas mais umas das centenas de garotas que você engana. _ Diz se sentando na mesa
_ Sim, já fui homem de muitas como você sabe, mas hoje sou apenas de uma. _ Falo e ela me encara surpresa
_ Mas ela é uma "criança", fala sério Alessandro, olha para mim sou experiente e ela. _ Diz e sorri debochada
_ Fique tranquila Suzan na cama ela me satisfaz. _ Falo tirando seu sorriso debochado
_ Você não sabe o que esta perdendo Alessandro, me liga qualquer dia desses. _ Diz tentando me beijar
_ Suzan você é uma mulher incrível e deveria da mais atenção ao seu marido, foi bom enquanto durou, mas eu não quero perder a minha futura mulher. _ Falo lhe encarando sereno
_ Você não é o Alessandro Barry que eu conheço, quando essa fase passar, me liga. _ Diz
_ Você vai perder seu tempo. _ Falo lhe encarando
Ela fica vermelha de raiva e sai pisando duro, fazendo varias ameaças sem cabimento, e minutos depois o lucas entra sem entender absolutamente nada.
_ O que deu nela? _ Pergunta entrando na sala e lhe encaro
_ Eu ia bater, mas ela saiu e largou a porta aberta. _ Diz tentando se explicar
_ Tá, agora me diz o que te trás aqui? _ Pergunto lhe pedindo para se sentar
_ Como foi a reunião? pensei que ela fosse me matar hoje cedo. _ Diz e sorriu do seu drama
_ Foi proveitosa tirando a parte dela querer me atacar. _ Falo e ele rir
_ Você dispensando uma mulher Alessandro? Já sei, Safira está te dando chá de calcinha? _ Diz rindo e lhe acompanho nas risadas
_ Vindo dela aceito de tudo. _ Falo ainda rindo
Ficamos conversando por alguns minutos, mas a obrigação nos chama e ele foi atender uma chamada importante em um dos setores enquanto eu fiquei assinando e revisando mais papeladas das exportações, mas dessa vez sem erros.
Uma tentativa falha, pois a minha mente viaja para uma certa menina mulher. Como será que a minha Baby está? Não consigo me controlar quando o assunto se trata da Safira, pego o meu celular e disco o seu numero, mas a ligação vai direto para caixa postal.
Ela pode está ainda no avião; Penso e decido me concentrar no trabalho, deixando um pouco a minha Baby de lado.
A noite chega e logo está na hora de ir embora. Ligo para o Saimon que não demora a aparecer, assim que entro no carro ele me cumprimenta e logo da partida, no caminho todo não trocamos uma só palavra, o que não é de se estranhar.
Após entrar em casa subo para um banho, após o banho coloco apenas uma bermuda. Ligo novamente para safira, mas novamente só da caixa postal, se ela soubesse que esse silêncio é torturante ela jamais faria isso. Desço as escadas e vou diretamente para a cozinha, aonde encontro a Bia pronta para ir embora.
_ O que faz aqui menino? _ Pergunta e lhe cumprimento como sempre, com um beijo na testa
_ Essa casa ainda é minha Bia. _ Falo brincando com ela
_ Disso eu sei, mas você não iria com a menina safira? _ Pergunta colocando o meu jantar
_ Aconteceu um imprevisto. _ Falo pronto para da a primeira garfada na comida
_ Ela deve está inconsolável, saber que o pai está a beira da morte é muito triste. _ Diz se sentando em minha frente
_ Você sabe o quanto doí, não é Bia? _ Pergunto mesmo sabendo da resposta
_ A dor nunca se vai por completo menino, apenas nos acostumamos com ela. _ Diz e por alguns minutos me pego pensando em minha mãe, até que a Bia me trás de volta a realidade
_ E sobre as fotos da menina Safira, já tomou alguma atitude em relação a isso? Você sabe que isso deve ser coisa do Luiz. _ Diz me fazendo encará-la
A Bia sempre teve uma raiva inexplicável do Luis, não sei por qual motivo, mas sei que só pode ter sido por algo muito grave.
_ Pode deixar isso comigo, pretendo resolver antes da safira voltar, ou pelo menos espero que se resolva antes dela chegar. _ Falo e ela sorri
_ Você realmente a ama, não é menino? _ Pergunta e sorriu com o seu comentário
_ Você ainda dúvida Rúbia? _ Falo em brincadeira
Após o jantar acompanhado pela Bia, volto a ligar novamente para safira que não atende e dessa vez deixo uma mensagem na caixa postal. Enquanto espero a sua ligação decido que é a hora de agir, preciso confirmar a minha suspeita.
Ligo para os meus "contatos" e explico toda a situação e lhes digo que preciso saber a respeito do paparazzi, eu preciso saber de tudo sobre esse cara, só assim ele poderá me ajudar contra o Luiz augusto.
Quando finalmente desligo volto para sala e encontro um papel de carta com o destinatário para mim, pego aquela carta e a olho curioso. A Abro e me sento no sofá, contém uma foto da minha mãe com um cara totalmente estranho.
Observo atentamente aquela imagem velha e rasurada pelo tempo, e pego a carta logo em seguida para ler.
" Meu amor te peço mais um pouco de tempo, o meu filho ainda está se recuperando de um resfriado muito forte, não posso larga-lo com esse monstro, sei que o nosso plano e fugir todos os três juntos, mas ele nessa condição fica mais difícil. Me espere só mais alguns dias, vocês dois são as coisas que mais amo..."
Ler aquilo me fez ter memorias antigas da minha mãe, memorias dela escondendo algumas malas, mas eu era apenas uma criança para entender que ela estava arrumando tudo para fugirmos daquele monstro, e se não fosse pelo meu resfriado, poderíamos ter fugido e ela poderia estar viva.
Mas a carta não terminou, mas essa era algo impresso. Essa outra parte foi colada bem aonde a outra foi rasgada.
" Todas as mulheres nos engana, a sua querida Safira não vai ser exceção. Fique de olhos bem aberto Alessandro Barry. "
Era só o que me faltava, agora tenho que começar a desconfiar da safira por causa da traição da minha mãe? Ela traia o Luiz, mas ele nunca foi flor que se cheire mesmo, e se ele tratasse ela como deveria talvez isso jamais tivesse acontecido, mas em vez disso ele se tornou um ser humano desprezível e sem coração.
Minha mãe sempre foi uma mulher digna e nada dessa carta me fará mudar o jeito que penso dela, ela procurou nos braços de outro o que não achou nos braços do Luiz e isso não posso jugar, já que ele também a traia.
Mas em relação a Safira, ela não faria uma coisa dessa comigo, fui o primeiro em sua vida e ela me ama independente do meu passado, por isso tenho que confiar nela, mas não confiarei jamais em canalhas como Hélio e por isso tenho que dá um jeito nele.
~~~~~~Continua...
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