19: Chocolate & Jato particular
- Olha quem chegou! - meu irmão e Lucas estão sentados no sofá da sala quando entrei.
- A dupla sertaneja estava me esperando? - dei um beijo na bochecha de cada um deles - Vou tomar banho, não posso me atrasar novamente para a faculdade.
- Você não vai - a voz de Lucas é firme.
- Como é? - senti o meu rosto se esquentar e David se levantou e foi em direção a cozinha.
- Maçãzinha.
- Não me chame assim quando estou nervosa. Isso me faz sentir obrigada a não ficar puta com você.
- Isa, me desculpe.
- Pare de se desculpar, pelo amor.
- Caralho mano, eu só queria te dar um presente inesquecível e você está descontando a raiva em cima de mim - seus olhos estão marejados, mas seu orgulho é grande o suficiente para não deixar ele derramar uma lágrima agora.
- Abelhinha, vai tomar banho.
David sempre foi o passivo entre nós, quando as coisas começaram a afundar, ele estava lá para me salvar. Subi as escadas e a porta da frente se abriu sendo fechada com um baque.
Meu coração se partiu em muitos pedaços quando escutei o rugido do alto do seu Audi, entro no meu quarto e sigo direto para o banheiro, me livrei das peças de roupa e entrei no box.
A água escorre pela minha pele sensível, tudo que estava prestes a desmoronar e desmoronou. Minhas lágrimas desciam e soluços cortam a minha garganta e me sufocam. A porta se abre e os lindos olhos azuis me observam de forma gentil.
- Teve uma noite ruim? - Lucas estava se olhando no espelho e na sua mão está um barbeador elétrico.
- Não. Foi um dia maravilhoso e você sabe com quem eu estava.
- Hum - ele começou a fazer a barba que pouco tinha.
- Eu não sei, mas acredito que está voltando.
- Quem está voltando? - ele desligou o barbeador
- Não é quem é sim, o quê? A alguns anos eu tive depressão profunda e o meu relacionamento não ajudava a melhorar.
- Você está sentindo que está voltando? - ele acabou de fazer a limpeza da bancada da pia.
- Acredita mesmo que sua depressão está voltando?
- Não sei, só o tempo me dirá.
- Posso agendar um horário para você com o meu psicológico - ele passou a mão no vidro do box, exibindo seu rosto perfeito - Mas agora faça suas malas, que vamos fazer uma viagem de aniversário.
Lucas saiu do banheiro e eu finalizei o meu banho. Pego o meu hidratante e começo a espalhar pelo meu corpo. A porta se abre e Lucas entra no meu quarto, carregando um pequeno saquinho com dois comprimidos.
- Está se drogando?
- Como diz o Matteo, só vivemos uma vez.
Ele colocou um dos comprimidos na boca e veio em minha direção, ele me olhou e eu o beijei. A pequena pílula passou para a minha boca, ele se afastou e colocou o outro na boca.
- O efeito deve começar a aparecer logo.
- Que droga é essa?
- Ecstasy.
Lucas saiu do meu quarto e fiz uma rápida pesquisa sobre os efeitos do ecstasy. Começo a arrumar a minha mala, antes que começasse a alucinar.
Olho a paisagem pela janela, esperando o ecstasy fazer efeito. Olhei para Lucas que se mantinha concentrado na estrada e segurando firme no volante.
- Por que não está fazendo efeito? - Lucas olhou em minha direção e David começou a rir.
- Você não fez isso com a minha irmã.
- Ela precisava se distrair um pouco - Lucas entrou no estacionamento do aeroporto.
- Do que vocês estão falando?
- Eu dei para você, bala de criança.
Lucas estacionou em uma vaga restrita do segundo andar do estacionamento. Descemos do carro e seguimos para a área de jatos particular, pessoas transitam de um lado para o outro, cuidando das aeronaves.
- Bom dia, senhor Calvin e senhorita Stones - o homem vestido com farda e os cabelos em um corte soldado - Capitão Stones, serei o seu copiloto.
- Espero que sejamos uma ótima equipe - meu irmão olhou para a placa em sua farda - Senhor Stevens.
- Podemos embarcar? - Lucas segurou a minha mão firme.
- Sim, a campainha de serviço de bordo já está instalada.
Dois homens vieram até nós e levaram às nossas malas, Lucas me pegou no colo e eu dei um soltei um grito. Ele subiu as escadas do jato particular e foi entrando na luxuosa aeronave.
Os bancos são de couro branco, entre as poltronas têm mesas fixas entre elas e no chão um carpete branca. No meio do teto tem uma lâmpada de boate e os LEDs espalhados pela lataria.
Sentei-me em uma das poltronas e Calvin se sentou na minha frente, uma mulher apareceu segurando uma bandeja com duas taças de champanhe rosê. A mulher volta para a guarita da aeronave.
- Um brinde para a mulher mais linda que faz dezenove anos hoje - encostamos as taças em um brinde e bebemos um gole.
- Não vai mesmo me falar para aonde vamos?
- Se eu te falasse não seria uma surpresa - Lucas deixou a taça em cima da mesa e afivelou o cinto - Sabe qual é o meu maior fetiche?
- Transar em público? - ele deu uma risada.
- Não. Transar nas alturas, mas nunca coloquei uma mulher dentro desse jato.
- Está mentindo? - ergui uma sobrancelha e ele bebeu todo o champanhe.
- Não, esse jato tem várias lembranças - ele respirou fundo e eu senti o jato decolar - Voamos para todo lado com a minha irmã, para tentar ajudar ela com a sua depressão.
- Me conte mais sobre ela - olho pela janela e vi as luzes do festival das rosas que acontece em Frederic Albert.
- Danielly sempre foi uma garota extrovertida e amava escrever, ela até publicou algumas das suas escritas em um site online, mas não deu muitas visualizações. No entanto, ela nunca ligou para isso, ela só queria compartilhar tudo aquilo que ela sentia com as pessoas.
Ele se calou quando um homem e uma mulher vieram em nossa direção, servindo o café matinal. Pão salgado e doce, bolo de chocolate e coco, Cheesecake de limão e castanha, iogurte de morango, suco de laranja e outras especiarias que já tinha visto no Coffeebreak.
- Minha mãe - ele continuou após o pessoal ir embora - sempre incentivou ela a continuar a escrever e foi isso que ela fez, seus sonhos, alegrias, tristezas e amores, ela colocava no papel. Com o tempo ela se aperfeiçoou e uma editora decidiu lançar um dos seus romances, então veio o acidente e ela desistiu de publicar o seu livro, largando toda a escrita de lado e se afundando na depressão. Depois disso você já conhece.
- Você nunca pensou em publicar o livro da sua irmã. Hoje em dia, temos diversas formas de publicação independente. Você, Lucas Calvin, pode trazer a memória da sua irmã e mostrar o sonho dela para o mundo, do jeito que ela sempre quis - desviei o meu olhar e ele puxou meu queixo, fazendo o encará-lo.
- O que você ia dizer.
- Você deveria publicar o seu livro também. Eu acho ele maravilhoso.
- Você me ajudaria?
- Claro, seria uma honra poder ajudar você a fazer o sonho da sua irmã em realidade - peguei um morango e o mergulhei na calda de chocolate - Perfeição.
- Você que é a perfeição, com os seus defeitos, mas é perfeita.
Desfrutamos do delicioso café da manhã, em silêncio. Apenas apreciando as belas paisagens do lado de fora do jato. Baleias nadam na superfície do vasto mar abaixo de nós, os menores seguem as maiores, pulando para fora d'água.
- São lindas, né? - Lucas rouba a minha concentração.
- Sim, elas parecem não ter nenhum problema.
- Vamos dançar? - Lucas se levantou e estendeu a mão para mim.
- Aqui? E agora?
- Por que não?
Lucas foi até o painel de controle, as luzes ficaram mais fracas, a luz de balada no teto se acendeu e começou a mudar de cor no ritmo da música Impossible.
- Me concede essa dança? - ele esticou a mão em minha direção e eu aceitei.
Ele depositou um beijo no dorso da minha mão e depois um em meus lábios, suas mãos desceram mordendo o meu corpo até a minha cintura eu coloquei os braços em volta do seu pescoço.
- Eu não sou boa em dançar.
- Está mentindo.
- Como tem tanta certeza?
- Te conheço mais do que você pensa - ele me puxou para mais perto de si.
- Então me diga algumas coisas sobre você, assim ficará justo.
- Ok - Lucas guia cada movimento de nós dois - Eu sou milionário, minha cor favorita e o branco, adoro viajar com as pessoas que amo e sou uma formiga, como doce de forma exagerada - ele deu leves beijos em meus lábios e jogou o meu corpo para trás, rodando no mesmo lugar.
- Sou um homem que gosta de carinho e sei ser carinhoso, amo mimar as pessoas do melhor jeito que posso. Topo tudo, aventura no meio da mata, passeios românticos, aventuras radicais e viajar o mundo - ele segura a minha mão e me joga para longe rodopiando e depois me puxa de volta para os seus braços.
- Sou flexível na cama, se a minha parceira quiser fazer uma coisa diferente vou topar, mas também conheço os meus limites, nunca farei nada que me fará ficar remoendo o passado - Lucas segurou as minhas duas mãos e me girou, fazendo minhas costas encostarem no seu peitoral.
- Aos dezesseis, ganhei o meu primeiro prêmio por conseguir acabar com a fome de uma cidade inteira. Fiquei no exército por dois meses mais fui dispensado por invalidez, que eu mesmo causei - dei uma risada só de pensar ele fingindo ser um inválido só para não continuar no exército.
- Meu pai é um empresário famoso no ramo da Agronomia. Era para eu se chamar Otávio Gabriel. Acredito que você não precisa saber mais que isso, por enquanto.
A música acabou e Lucas encostou a testa na minha, nossos corpos ainda estão colados bem próximos. Seu hálito mentolado bate contra o meu rosto e os olhos azuis me hipnotizam, impossibilitando que qualquer músculo meu parasse de responder aos meus comandos.
- Feliz aniversário, maçãzinha! - ele me deu um beijo suave - Espero de coração que os seus dias daqui para frente sejam mágicos e com poucos conflitos.
Lucas se esticou e pegou a calda de chocolate e guiou até um quarto privado ao fundo do jato. A cama ocupa todo o espaço, os lençóis brancos cobrem o enorme colchão.
- Espero que uma turbulência não nos atrapalhe.
Ele tirou o meu vestido e depois desabotoou o meu sutiã, que caiu no chão. Lucas fez um sinal com a mão, indicando para que eu me deitasse na cama, ele observou o meu corpo por um instante, antes de rasgar a minha calcinha e a deixá-la jogada com as outras roupas.
Lucas tirou a blusa e a calça, deixando no monte de roupas que só cresce. Ele se ajoelhou, colocando uma perna de cada lado do meu corpo. Ele afundou a colher no chocolate derretido e depois começou a espalhar pelo meu corpo. O chocolate queimava minha pele, me fazendo sentir dor, ao mesmo tempo, um nível superior de prazer.
Ele mergulhou novamente a colher no chocolate, despejando em cima dos meus mamilos e clitóris. Tentei me tocar, mas Lucas foi mais rápido e me algemou nas latarias da aeronave.
- Não faça bagunça - ele despejou mais chocolate no meu clitóris, me fazendo contorcer.
Lucas colocou chocolate dentro do meu umbigo, me fazendo estremecer de prazer. Com a língua, ele foi me limpando, mas deixando o chocolate esquentar os meus mamilos, clitóris e umbigo.
Segurei firme nas correntes das algemas e puxei, quando Lucas sugou com força o meu mamilo direito e soprou, me deixando em êxtase. Ele repetiu a mesma coisa com o seio e eu quase gozei, se Lucas não tivesse me privado de chegar ao orgasmo.
- Quero que você goze na minha boca.
Ele ficou no meio das minhas pernas e começou a limpar o chocolate com a língua, meu corpo está perdido em ondas de prazer. Sua língua me invadiu, limpando todo o chocolate da região.
Quando sua língua encontra o pequeno ponto rosado, coberto de chocolate, me estremeço e puxo com mais força as algemas. Lucas, chupa, assopra, morde e lambe o meu clitóris.
Cada músculo do meu corpo se contrai e me desabei na sua boca. Ele não espera para o orgasmo passar e retirar o seu pau para fora da cueca bóxer, deslizando com mestria a camisinha pela sua ereção.
- Por favor, me soltei.
Lucas abriu as algemas, ao mesmo tempo entrou fundo em mim. Meu quadril se movimenta sincronizado com os movimentos de vaivém de Lucas. Contrai a musculatura pélvica e ondas de prazer percorreram todo meu corpo.
- Isa, você é maravilhosa.
Minhas unhas arranham sua costa, enquanto Lucas puxava o meu cabelo para trás, dando acesso total ao meu pescoço. Ele saiu de dentro de mim e com um movimento rápido me colocou de quatro, entrando fundo novamente.
- Me bate! - implorei já com a voz rouca.
Ele me deu um tapa na minha bunda e a dor foi substituída pelo prazer. Outros dois tapa estalaram na minha bunda, me fazendo gemer com prazer que o meu corpo estava acumulando.
Mas três tapas se estalaram na minha bunda e meu corpo chegou ao limite, agarrei o lençol branco e gritei gemendo o nome de Lucas. Ele soltou um rugido alto e rouco, senti o calor da sua porra sendo despejada.
- Puta que pariu, você é a própria Afrodite.
Ele saiu de dentro de mim e retirou a camisinha, a jogando na pequena lixeira ao lado da cama. Ele deitou ao meu lado e jogou o lençol em cima de nós, meus olhos se fecharam e eu senti ele me abraçando.
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