Capítulo 11
Avery
Já fazia dois dias que me encontrava no hospital, foi uma surpresa ter acordado neste lugar e aterrorizante me lembrar dos meus momentos de terror.
Os meninos não saem de perto desde o dia que acordei e já deixaram claro que não irei morar sozinha mais. Não tive como me opor a isto, afinal é a segurança de um corpo que está carregando o filho deles.
Isso... É apenas um cuidado com o bebê deles, não tem nada haver comigo.
— Está tudo bem? — ergo o olhar vendo ambos me encarando atento. — Sua feição está aparentando que você está meio... chateada. — Apolo mencionou me fazendo forçar um sorriso.
— Não se preocupem, estou bem. Quero sair daqui o mais rápido possível, só isso. — disse desviando o olhar e suspirei.
Dia seguinte
— Avery, vamos? — olhei para o Ícaro e acenei calçando a sapatilha, o médico já havia me dado alta.
Sai do quarto sendo seguida por ambos e suspiro tocando minha barriga suavemente, não tinha crescido e um laço estava se formando, mesmo sem eu querer.
Quando chegamos ao carro, já adentrei o veículo em silêncio e assim permaneci até chegarmos na casa deles. Ambos tentaram puxar assunto e eu apenas ignorei, não por querer e sim por me sentir desconfortável, não era justo forçar uma amizade que não existia.
1 semana depois.
Bocejo adentrando a cozinha e suspiro pensando no que fazer para mim poder comer, os rapazes me deram livre acesso para fazer o que quiser na casa, principalmente na cozinha. Abri a geladeira e senti minha boca salivar ao encontrar um doce de leite, algumas frutas vermelhas e alface, rapidamente tirei algumas folhas de alface e lavei todas cuidadosamente, após isso comecei a jogar o doce de leite sobre as folhas e em seguida as frutas.
– Avery? O que é isso? – ouço a voz dos meninos e dou de ombros deixando tudo no meu prato, vou passando por eles em silencio e me sento em uma das cadeiras.
– Aceitam? – indaguei antes de dar uma mordida no meu lanche, este era meu primeiro desejo e temia que as coisas piorassem. Sei que já não é um desejo normal, mas enfim...
Não dei moral para incredulidade de ambos, apenas me concentrei em comer até saciar a vontade, assim que termino de comer a última trouxinha de alface com doce e frutas sinto meu estômago revirar e não tenho tempo de correr para o banheiro, sinto as mãos dos meninos segurando meus fios longos e acariciarem minhas costas enquanto vomitava no chão da cozinha.
Choramingo ao terminar de vomitar e sinto meu corpo ser segurado de modo firme por um dos homens e fecho os olhos me deixando ser levada por ele. Abri os olhos encarando o maxilar definido de Apollo e um suspiro sai de meus lábios, o mesmo me ajuda a enxaguar a boca e só então noto que o mesmo me trouxe para um dos banheiros do corredor.
– Obrigado pela ajuda. – disse baixinho desviando o olhar dele e suspiro sentindo meu corpo ficar arrepiado com o olhar intenso que ele me lança e tudo piora ao ver Ícaro adentrar o local sem camisa.
A tensão que atinge o ambiente é totalmente palpável e isso me completamente sem foco, o que a minha obstetra falou sobre o aumento ou a diminuição da libído nunca fez tanto sentido até agora. Do nada me ocorre uma vontade imensa de sentir as mãos de ambos percorrerem meu corpo e sei disso ao constatar uma umidade que se inicia em minha vagina.
Céus... e agora? O que eu faço?
demorei, mas voltei... e digo mais
proximo capitulo ocorrerá o primeiro beijo....
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