CAPÍTULO 49

    O final de semana passou rápido e felizmente foi uma prece ouvida, pois os meus pensamentos eram uma tortura para mim. Minha vida era uma brisa leve e depois que Dominic começou a fazer parte dela tudo mudou. São mudanças notórias e algumas delas são turbulentas, eu não tinha receio de sair na rua porque sabia que não tinha uma pessoa louca querendo tirar a minha vida. 

— Ei, baby. Perdeu o horário da corrida hoje? — Alicia entra no quarto e se aproxima da onde estou. 

— Sim. — minto. — Esqueci de colocar o despertador para tocar. 

— Ok, levei o Charlie comigo. — avisa. — Já entrou em contato com a linha aérea, para resolver a questão do Charlie? Imagino que vai querer levá-lo? 

— Bom, se você não se importar, gostaria de levá-lo. 

— Sem problemas. O pulguento vive grudado em você e ele é seu. 

— Alicia, não fala assim. 

Charlie entra no quarto correndo atrás de Lolita. 

— Ainda por cima corre atrás da minha gata. — diz indo pegar a gatinha. — Esse safado fez pirraça para correr comigo, hoje. Eu nem sei se posso chamar aquilo de corrida. 

— Ah, é? E o que ele fez de tão grave? 

— Saímos daqui a todo vapor, mas no meio do trajeto ele simplesmente resolveu fazer o pescoço duro. Parou de correr e deitou, e mesmo eu fazendo milhares de promessas para ele, esse pulguento fingiu não me escutar. 

Charlie late para Alicia, que solta um gritinho. 

— Esse cachorro me odeia Kris. — dou risada. 

— Ele quer brincar com a amiguinha. — Aponto para a gatinha no seu braço. 

— Não mesmo. Lolita está muito bem aqui. — se afasta indo para o seu quarto. — Vou tomar meu banho. Bom dia para você e bom trabalho. 

— Bom dia para você também. — respondo alto. — Você colocou a titia para correr em bebê. — afino a voz e brinco com Charlie que tenta chamar a minha atenção de todas as formas. 

Coisa que não precisava, pois ele é dono do meu coração e da minha atenção. 

*

   Ao terminar de colocar o uniforme da floricultura, sigo para a minha área de trabalho. Gisele a gerente, havia me alertado que às 10 horas novas entregas de flores chegariam, e que eu deveria assinar o comprovante de entrega. Atendi clientes e como sempre fazia anotações de pedidos de envios, o lugar estava movimentado e com isso as vendas subiam no ranking. 

Terminei de atender uma senhorinha simpática quando um homem se aproximou. 

— Você é a Kristal Hernandez? 

— Sou. 

— A Gisele nos informou que hoje seria você a fazer a inspeção da entrega. 

— Já estou ciente. — peguei a prancheta que estava ao lado das rosas, e o segui. 

O acompanhei até a entrada onde o caminhão de entrega se encontra, fiz a verificação e depois assinei a ficha de entrega. 

— Tudo certo, obrigado. — sorri ao falar. 

— Tenha um bom dia, senhorita. — falou antes de entrar no caminhão. 

Com a ajuda de outra funcionária, transportamos as flores para seus respectivos lugares. Faltavam algumas flores ainda para serem guardadas, quando uma Gisele agoniada vem ao meu encontro segurando uma calculadora em suas mãos. 

— Kris, acabaram de entrar dois policiais no escritório da senhora Eleonora. Eles estão vendo a gravação do dia que aquela loira apareceu aqui... 

Todo o meu corpo se arrepia ciente do que se trata. 

— Eles estão vindo em nossa direção. — sussurro nervosa. 

Mantenho minha falsa postura que aparentava calmaria. 

— Senhorita Kristal? — O policial alto fala. 

— Sim. 

— Acabamos de verificar sua denúncia, e junto das imagens das gravações da casa noturna em que você também trabalha, vamos analisar o modelo e pegar o número da placa do carro. — sinto como se um enorme peso fosse tirado dos meus ombros. —  Por enquanto só posso dizer que Jade Ford será intimada pela ameaça. 

Suspiro aliviada. 

— E se a pessoa que tentou lhe matar for a mesma que te ameaçou, tudo se resolverá rapidamente. — o segundo policial completa. 

— Mas precisamos fazer algumas perguntas. — O altão volta a falar. 

— Claro, fique à vontade. 

— Fizemos uma pesquisa e precisamos que algumas coisas sejam esclarecidas. 

Assinto, e olho os nomes deles na identificação. 

— A senhorita é namorada do CEO Dominic Ford, e qual a sua relação com Jade Fod? 

—  Ex-namorada. Não estamos mais juntos. — digo e sinto o coração se apertar. — E não possuo nenhuma relação com Jade Ford. 

— Certo, e porque Jade Ford lhe ameaçou? 

— Segundo ela, eu sou um empecilho no caminho dela para conquistar o Dominic. 

— Ela não é a prima dele? — Danilo, o policial alto pergunta. 

— Não de sangue, já que o senhor Ford é adotado. — O Policial William pontua. — Quem das funcionárias daqui viram ela te ameaçando? 

— Eu. — Gisele levanta a mão. — Todas vimos para ser exata. 

— Vocês poderão ser chamadas para comparecer na delegacia, tudo bem? — Danilo faz a pergunta a Gisele. 

— Ok. 

— Bom, até aqui é só isso. Bom trabalho. — William diz e ambos assentem antes de irem. 

— Que história é essa de ter uma pessoa querendo lhe matar? — Gisele pergunta. 

— Uma longa história. — digo. 

— Senhorita Hernandez? — viro-me e vejo a senhora Eleonora com o semblante sério. 

— Sim…

— Não preciso mais dos seus serviços. Para poupar o tempo de ambas com perguntas desnecessárias, já explico o porquê. O seu problema trouxe dois policiais à minha floricultura e isso não é nada bom para os meus negócios. — dá um passo à minha frente. — Já deixei em seu armário o pagamento dos dias que trabalhou aqui. 

— Ótimo, era tudo o que eu precisava. 

Bufo. 

Nada é tão ruim que não possa se complicar ainda mais. 

*

    A vida tem suas belas surpresas, assim disse Alicia no sábado passado. E não falo de nada relacionado a Jade, digo pela ligação que recebi do Roger Leblanc hoje pela tarde. A notícia me fez esquecer dos meus problemas atuais e pensar apenas no quanto satisfeita me sentia pela conclusão do meu projeto. 

Roger na ligação solicitou a minha presença na apresentação do meu projeto, e o marketing havia sido investido de modo pesadíssimo. Pedi para ele que permitisse que minhas duas irmãs me acompanhassem na apresentação e ele aceitou. O que me fez ligar para Bárbara e avisar o motivo de não poder comparecer nas garotas apimentadas, e claro falar com minha mãe sobre essa grande realização. 

— Eu ainda não acredito que ela te demitiu! — Alicia exclama novamente sem acreditar. 

— Nem eu. Foi uma surpresa para todos. — Saculejo meus ombros e volto a me concentrar no delineado. 

— Eu estou muito feliz por essa conquista sua. O que prova o que sempre digo: Eu posso, e consigo  chegar a qualquer lugar com a minha determinação. — termino a maquiagem e viro-me para Alicia. — Você está perfeita. 

— Obrigada, você também está belíssima. 

Alicia usava um vestido longo do modelo sereia, e possuía as mangas ombro a ombro com um decote coração. A cor verde menta a deixa incrivelmente sexy e elegante. Em suas mãos se encontravam os convites da apresentação do meu projeto e seu rostinho mostrava uma meiguice que ela fazia questão de ocultar no dia a dia. 

— Eu espero que tenha alguma coisa para comer, porque só champanhe não dá. 

— Provavelmente terá. — respondi. — Sempre tem aperitivos deliciosos. 

Eu usava um dos vestidos que Dominic me deu, um modelo grego romano. Alicia havia feito o penteado e a escolha dela foi uma trança lateral torcida e cacheou com o babyliss a parte solta do cabelo. 

— Assim espero. Porque o meu humor é muito melhor quando não estou com fome. E você mais do que ninguém sabe disso. 

Então a olhei divertida. 

— É mesmo, né? A gente se conhece a tanto tempo. Sabe de uma coisa? — seu olhar desconfiado me encara. — Devíamos nos casar! 

— Nem. Morta! Você ronca! Seria um fracasso de relação. 

— Assim você fere os meus sentimentos.  

  Escutamos um carro a buzinar três vezes em seguida, e sabíamos que era a Melanie. E com o coração apertadinho saímos deixando Charlie e Lolita, um latindo e outro miando. 

*

   O carro foi deixado com o manobrista, e nós três seguimos em direção a entrada da empresa do Sr. Leblanc. Eu não fazia ideia de que a apresentação seria feita de maneira grandiosa, a escada possuía um longo tapete vermelho e havia fotógrafos espalhados pelo local. 

— Convites? — Um homem alto e calvo diz. 

Alicia retira da sua bolsa e o entrega. 

— Podem entrar e tenham uma excelente noite. 

— Obrigada. — Agradeço junto das meninas. 

O saguão estava ornamentado elegantemente, possuía um toque exclusivo de equilíbrio em tudo. Pegamos a taça de champanhe que nos foi oferecida e continuamos andando para perto do palco que foi montado. 

— Olha, Roger Leblanc vindo em nossa direção. — Alicia avisa. 

— Senhorita Hernandez, fico agraciado com a sua presença nessa noite. E que bom que as suas irmãs estão aqui também. — Gentil como sempre. — Fiz questão de que trabalhassem nesse projeto com afinco, a finalização também me pegou de surpresa. Por isso peço desculpa por convidá-las de maneira apressada. 

— Não há problemas, sou grata por aceitar o meu projeto. — Sorri docemente. 

— Hoje a senhorita verá com seus próprios olhos, um sonho que se tornou real. — diz e pude ver o brilho no seu olhar. — Tem algum dia específico para enviar para o seu pai a cama? 

— Pode ser amanhã? — perguntei vibrante de alegria. 

Deus, estou tão grata.

— Deve ser. 

Uma mulher se aproxima com um sorriso acolhedor, e coloca a mão na cintura do senhor leblanc. 

— Meninas, essa é a minha esposa. — deixa um carinhoso beijo na testa dela e diz: 

—  Lucila Leblanc. 

— Muito prazer em conhecê-la. — falo e as meninas também. 

— Igualmente, espero que estejam gostando. — diz — Eu acho que já lhe vi em algum lugar. — Lucila fala olhando para Melanie.

— Pode ter sido na tevê. Eu cobri uma matéria de última hora semana passada. 

— Isso. Você é a Melanie Garcia. — fala surpresa. — Meninas, vocês se importam que eu roube por alguns minutinhos a amiga de vocês? 

— De maneira nenhuma. — Alicia respondi. 

— Bom, chegou a hora de abrir a apresentação. Muito obrigado por vir. — Roger Leblanc diz. 

Roger se encaminha para o palco e as pessoas se aproximam para ficar mais perto, os fotógrafos faziam o seu trabalho e a imprensa também. O silêncio pairou em tamanha expectativa sobre o discurso do senhor leblanc, e todos o olhavam com admiração e respeito.

— Boa noite a todos. — inicia — Hoje é uma noite não só de realização, como de celebração. Fui honrado em poder realizar um projeto que tem tanto apreço pela dona do projeto, e por mim que tenho um carinho especial por ambos. 

Desde o dia que o senhor LeBlanc aceitou realizar o meu projeto, mantivemos contato. E depois que terminei com Dominic, fiz apenas quatro visitas ao setor de fabricação. E como sempre o senhor leblanc foi gentil, e cordial comigo. Leblanc se tornou um ótimo amigo de negócios, e em todas as vezes que eu o via, ele perguntava se eu tinha uma maneira de faturar com o projeto. E a minha resposta era: Estou pensando em uma. 

Mas ele com toda a sua experiência, me lançou uma ideia. Ele me propôs tornar as vendas internacionais e ao ouvi-lo falar, percebi que seguindo o seu conselho, eu estaria ajudando outras pessoas. 

E eu aceitei. O senhor Leblanc é um anjo na minha vida, me ajudou e orientou quando eu não sabia o que fazer. 

A realidade é que Roger Leblanc não tem nada de senhor, tem sua expressão madura, e é um homem que se cuida e mantém-se em forma. 

— Na verdade, vou reservar as palavras para que a própria dona nos dê a honra de ouvi-la falar. — Fico petrificada de tamanho choque que percorre todo o meu corpo. — Eu só posso dizer que um projeto tão brilhante e glorioso, só possa ter saído da mente de uma inteligente mulher, e que a nobreza desse projeto se liga a essência de Kristal Hernandez. 

Meu. Senhor. 

— Senhorita Hernandez, nos dá a honra de tê-la aqui para ouvi-la apresentar o projeto? 

Viro-me para Alicia, nervosa. 

— O que faço? Não tenho nenhum discurso preparado! — sussurro desesperada a procura de uma solução. 

— Só fale com o coração. Isso é o que importa. — Limito-me a sorrir para Alicia e diante do pequeno empurrão dela, dou um passo. 

Abro espaço entre as pessoas, seguro na lateral do vestido sentido o tecido leve sobra a palma da minha mão. Respirei fundo, buscando o controle total da minha mente e corpo. Solto o tecido roxo que segurava e subo os pequenos degraus. Roger sorrir para mim ternamente e se afasta do púlpito feito de vidro dando espaço para mim. 

Respire. 

Coloquei as mãos na lateral quadrada do púlpito e sorri antes de falar. 

— É com imensa alegria e gratidão que falo desse projeto. — Mordo meu lábio inferior e olho para Alicia que possuía um lindo sorriso que ia de orelha a orelha. — Não há nada mais satisfatório para mim, em saber que esse projeto dará a todas as pessoas que sofreram AVC, conforto. Esse projeto foi desenvolvido também com ajuda de dois queridos amigos que são especialistas nas áreas cardiologista e neurologista. Doutor Adolfo Green, especialista em cardiologia e Doutor Paulo Ortiz especialista em neurologia. Foram meus guias na criação do projeto. 

À medida que as palavras saiam, lembrei do dia em que o projeto surgiu na minha mente. Foi no terceiro dia em que meu pai ainda estava hospitalizado e com a ideia pulsando fortemente na minha mente, dei o primeiro passo. E com o auxílio dos médicos que ficaram responsáveis pelo meu pai, havia terminado a primeira etapa. 

— A cama tem adaptações modernas com tecnologia simples para o uso de qualquer pessoa. Buscamos trazer a facilidade para acomodar o paciente, e  providenciamos que o painel digital fosse fácil de ser compreendido. — A cama é trazida e uma jovem começa a mostrar como funciona. — Com o progresso no tratamento do paciente, ele também poderá fazer o uso apenas de dois comandos básicos da cama: O botão azul é para atender às suas necessidades assim um suave alarme irá soar. O botão vermelho é no caso do paciente começar a sentir-se mal. O alarme será um pouco alto e mais urgente. — Todos estavam com os olhos vidrados na cama. —  Através do painel, a  pessoa que for responsável para cuidar do paciente, poderá reclinar a cama, mover as grades laterais de proteção, através da tecnologia presente no painel. Cada função presente é fácil de ser feita. 

Continuo falando sobre meu projeto, explicado com transparência e domínio. A jovem ao terminar coloca as mãos atrás das costas e mantém um sorriso no rosto. 

— Esse projeto foi inspirado no meu pai, que se encaixa na porcentagem de pessoas que sofreram AVC. São a essas pessoas que dedico esse projeto. 

Uma salva de palmas cobrem o saguão e pude sentir toda a emoção se agitar no meu peito. 

— É com carinho e muita gratidão, que agradeço a Roger Leblanc por abraçar esse projeto. — digo. — Deixo os meus sinceros agradecimentos a todos vocês. 

Aperto a mão do senhor leblanc e depois nos abraçamos. A pedido de um fotógrafo tiramos uma foto e depois descemos para cumprimentar as pessoas. Sorrisos e elogios estiveram presentes a todo o momento e por um breve momento pensei ter visto Dominic. Senti o coração bater feito um tambor e acelerar com a expectativa sentida. Mas era apenas um dos convidados que tinha apenas a altura e porte físico do Nink, e nesse momento senti meu coração pesar como um baú cheio de barras de ouro afundando no meio do oceano. 

— Ei, eu e a Melanie tivemos uma ideia. — Alicia surge na minha frente colocando as mãos nos meus ombros. Afastando os meus pensamentos para longe. — Precisamos nos despedir do Sr e da Sra. Leblanc. 

Seu olhar travesso não escondia o que ambas tinham em mente, só não sabia se era algo bom. 

— Certo. Vamos lá. 

Ao nos despedir do sr e da sra. Leblanc, nos direcionamos para o refeitório onde toda a equipe do buffet trabalhava. Tanto Alicia quanto Melanie pegaram uma garrafa de champanhe, e eu peguei uma bandeja com docinhos. Saímos escondidas, usando a saída que daria para o estacionamento da empresa. Melanie foi pegar a chave do carro e nós ficamos esperando ela retornar. 

— Para onde iremos agora? 

— Rio east. 

— Vocês realmente são loucas. — dou risada e balanço a cabeça negativamente. 

— Você não? Até parece que nunca foi lá! — aponta ironicamente. 

— Apenas uma vez. Lembro muito bem, ficamos tão bêbadas que acabamos dormindo dentro do carro. 

— A ideia não pareceu tão ruim assim. 

— É, até você vomitar nos meus pés. 

— E você lavar no rio. 

Nos encaramos e caímos na risada. Uma coisa era certa toda vez que nós três se juntava algo acontecia. 

*

   Antes de vir para o rio east compramos lanches. Estávamos no mesmo lugar, o carro ficava perto e havia um guarda por perto. O mesmo nos reconheceu e apenas pediu para que tivéssemos cuidado, não tínhamos culpa se ele era facilmente comprado por comida. A bandeja de docinhos foi aceita por ele sem pensar duas vezes. Andamos com cuidado e ao chegar perto do rio tiramos nossos saltos e rimos pela falta de equilíbrio. 

— As regras são: Não vomitar, não gritar e beber até desmaiar. — Melanie diz.

Sentamos no chão e começamos a comer os nossos hambúrgueres e a bebida era o champanhe. 

— Melhor combinação impossível. — Alicia diz de boca cheia. 

— hm.. Tenho que concordar. — Melanie fala. 

Alicia retira o seu celular da bolsa e coloca na sua playlist de músicas, e junto das batidas da músicas começamos a balançar o nosso corpo. Depois de comer, dançamos à beira do rio e sobre a luz da prateada lua rimos dos nossos movimentos um pouco sensual. Estávamos envolvidas naquela bolha de cumplicidade e através das luzes da lua que oscilavam à noite e nas águas do rio, dançamos no ritmo das doces batidas. 

Fito o céu, enquanto danço no ritmo lento da música. 

— Ah, não Alicia. De novo não. — Escuto Melanie reclamar. 

Alicia novamente havia vomitado. Mas dessa vez não foi nos pés de ninguém. 

— Eu fiquei tonta. Beber e dançar não é uma ótima mistura. — murmura. 

— Ok, vamos para casa. — declaro. 

— É melhor. Precisarei de ajuda para a mudança, amanhã, bem cedo.

— Amanhã falamos sobre isso. Ok? — disse Alice ainda tonta. 

Melanie assentiu. 

Pegamos nossas coisas e seguimos para o carro. 

3052 palavras...

Segue capítulo abaixo...❤️❤️

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