CAPÍTULO 28

    Ian contava a todos o que havia sucedido quando se dirigia ao balcão de bebida, e nos contou que a loira era a mesma garota em que ele havia quase atropelado hoje pela manhã. Enquanto ele relatava só pude pensar na tamanha coincidência em ambos se encontrarem novamente, Nova York não se tratava de uma cidade pequena, a sua população era numerosa.

— Cara, a mulher é surtada. Pavio curtíssimo. — falou rindo mas o conhecendo bem havia uma tensão por trás do seu riso.

— E aquele movimento naquela mesa?— olhamos para a mesa que era distante da nossa.

Um grupo de homens haviam cercado a mesa para ver duas mulheres jogando, da onde eu estava deu pra ter a visão do traseiro da morena que se posicionou de uma maneira bem sexy para fazer a tacada.

— Porra, olha aquele corpo. — Ivan comentou. — Hoje, volto acompanhado para o meu apartamento.

— Homens… — escutei Vasti murmurar baixo.

A loira estava de costas para nós também, mas assim que a outra se virou para falar com a morena do lado, fiquei tenso.

— Irmão, é a sua garota ali? — Otto falou o que já era óbvio para mim.

Vi o momento em que um cara se aproximou e colocou as mãos em sua cintura, a fera dentro de mim rugiu impetuosamente e sem pensar duas vezes afastei-me da mesa e andei em direção a minha feiticeira.

Ao me aproximar coloquei a mão no ombro do homem e coloquei pressão no aperto, o mesmo desmanchou o sorriso e me olhava sem entender nada. A minha expressão séria mostrava a ele que a escolha mais sensata seria se afastar o mais rápido que pudesse.

— Se manda. — o tom frio saiu carregado de raiva. Eu estava puto de ciúmes. O homem não pensou duas vezes quando viu o meu tamanho para o dele. — Assim é bem melhor.

— Ei, qual é? Você está sendo um estraga prazeres... — kristal riu ao falar e a loira acompanhou.

— Você está bêbada? — indaguei incrédulo.

— Bêbada.— repetiu ao riso.

— A aposta era que em cada tacada, um copo de chope seria tomado. — A morena de cabelo curto preto explicou e revirou os olhos. — A propósito o meu nome é Melanie, amiga da Kris e da Áli. — Se apresentou.

— Muito prazer. Sou Dominic, namorado da sua amiga Kristal.

— Eu preciso ir ao banheiro. — Kristal avisou deslizando a mão por sua testa. — Não estou me sentindo bem... — disse e se afastou.

Respiro fundo e vou atrás dela.

Foda-se se era banheiro feminino, adentrei o banheiro e a vi molhar o pescoço com a água do lavabo e tentar respirar calmamente. Suas mãos segura na porcelana do lavabo para se equilibrar, e ao notar minha presença, ela diz:

— Sai daqui Dominic. — Fiquei encostado na porta olhando e não movi um músculo diante do seu pedido. — Eu não vou repetir.

Havia algo a incomodando e se eu não perguntasse para tentar entender, definharia rapidamente na porta do banheiro.

— Amor, o que há? — Perguntei amorosamente.

Seu olhar pousou sobre meu rosto e pude ver dúvidas presentes em seus olhos. Encarou o espelho a sua frente relutando mas ao me fitar novamente, disse:

— Eu preciso que você me tire uma dúvida, por favor, seja sincero comigo Dominic. — Balancei a cabeça confirmando e incentivando-a continuar. — Você tem escondido de mim quem você é?

Senti o peso da pergunta se chocar contra mim, o ar pesou para sair dos meus pulmões, mais uma vez me senti mal por ter que mentir para ela. Eu não podia colocá-la em risco ao revelar um segredo tão sombrio.

— Eu... — engoli em seco sentindo as palavras se arrastarem pela garganta, aos poucos me aproximei dela enquanto as palavras não saiam. — Você deveria voltar para casa.

Tentei desconversar, buscando outro caminho que não fosse a mentira. A minha intenção estava em fazê-la perder o foco da sua pergunta, inclinei o corpo para frente e dedilhei meus dedos pela sua mandíbula. Sua boca entreabriu, mas as palavras pareciam perdidas para poderem ser ditas.

Olhei o seu esculpido corpo e aquela saia estava colocando o meu juízo em uma linha transcendente do limite. Inferno do caralho! A mulher é gostosa pra cacete e ter aquelas pernas expostas onde marmanjos estariam comendo com os olhares indecentes estava queimando o meu juízo em picadinhos.

Kristal desencostou-se da pia entendendo perfeitamente a minha ação. Seus lábios voltaram a se entreabrir e um cintilar de desejo pairou em seu olhar, nas entrelinhas o seu coração falava o que estava prestes a acontecer.

Ela também queria.

O beijo aconteceu de forma faminta, voraz e quente. A encostei na pia e coloquei a minha perna no meio das suas, agarrei a sua perna aproximando a sua intimidade para um contato mais próximo do meu pau. Minha mão agarrou a sua nádega com força e a outra que segurava os seus cabelos adentrou por dentro da blusa e acariciou a sua pele. Uma das suas mãos entrou por baixo da minha camisa branca e com firmeza fincou as unhas nas minhas costas.

Kristal gemeu mostrando a mim o quanto estava entregue naquela chama ardente que nos consumia por inteiro. Em parte eu tinha consciência que o álcool podia agir em nossas ações, apesar de estar louco e estar aceso em um quente desejo por essa feiticeira do caralho, eu cessei o beijo e encostei a minha testa na sua.
As respirações de ambos estavam ofegantes e quando a olhei, vi as suas bochechas rosadas.

Perfeita como a aurora boreal.

— Você não respondeu a minha pergunta.— falou se afastando de mim.

Travei a mandíbula me amaldiçoando por ser um puto ao ter que mentir para ela.

Caralho do inferno! Eu não merecia essa mulher!

— Pois não, fale. Sou todo ouvidos. — Cruzei os braços e a fitei.

— Você tem mentido para mim? Esse grupo ao qual você está acompanhado faz parte de alguma facção?
— Não, anjo... — falei e senti o coração apertar ao sustentar a mentira olhando em seus olhos.

A angústia tomou conta de toda a base do meu coração diante da farsa que levantei.

— Eu sou quem sou. — respondi por fim.

Seu olhar suavizou e em um piscar de olhos seus braços me envolveram amorosamente.

— Sinceramente, não sei como suportaria lidar com o fato de que não o teria na minha vida. Só de pensar dói muito. — sussurrou com o rosto enterrado em meu peito.

— Não pense, querida. — afaguei seus cabelos. — Eu amo você. Muito.

Essa teia de mentiras estava me sufocando. Beijei o topo da cabeça da minha feiticeira e a apertei entre os meus braços, eu podia sentir que o teto de vidro estava se rachando sobre a minha cabeça. Os afiados estilhaços irão machucar quando o teto se quebrasse.

1124 palavras...

Segue capítulo abaixo...

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