CAPÍTULO 20

     Meu corpo protesta dolorosamente quando desperto. Encarei a minha mãe que estava sentada na poltrona ao lado e fazia uma prece baixinha, tentei buscar na minha mente os últimos acontecimentos e encontrei apenas fragmentos.

— Mãe... — a chamei precisando ter sua atenção para mim. Eu devia estar em uma espécie de pesadelo. Isso não podia ser real.

Seus olhos lacrimejantes fitaram o meu rosto e sou presenteada com seu doce sorriso.

— Minha filha linda. — beijou o meu rosto ternamente. — Graças ao bom Deus você acordou.

— O que aconteceu? Porque estou no hospital? — indaguei confusa.

Seu olhar espantado demonstrou preocupação com a minha pergunta.

— Filha, não lembra do que aconteceu?

— Eu... — suspirei, tentei mais uma vez buscar por algo que explicasse minha condição. Mas só havia pedaços. — Eu só tenho fragmentos e não tenho certeza se realmente são verdadeiros.

Uma médica adentra o quarto e ao me ver acordada sorri.

— Que bom vê-la acordada, Srta. Hernandez. — comentou e buscou o prontuário. — Como se sente? 

— Dolorida. — respondi depois de um tempo. 

— Dra. Forbes, a minha filha não se lembra do que aconteceu. — minha mãe lançou a bomba e os olhos da médica me fitaram. 

— Poderia dizer seu nome completo? — perguntou. 

— Maria Kristal Hernandez. 

— Onde nasceu? 

— Piscataway. 

— Nome dos seus pais? 

— Isabel e Luiz. — após anotar algumas observações no prontuário, seu olhar me fitou. 

— Acredito que o seu cérebro tenha bloqueado as memórias traumáticas, como um mecanismo de defesa. Vamos fazer mais alguns exames para termos uma ideia se o lapso é temporário ou não. 

Assenti, suspirei cansada e tentei encaixar os fragmentos dentro do vazio da minha mente. Mas o que tinha em mãos parecia ser algumas peças de um grande quebra cabeça incompleto. Nada fazia sentido para mim. Tinha que ter uma explicação, certo? 

Essa parte que faltava deixava tudo uma grande bagunça na minha cabeça. Não vi quando a médica se despediu e se retirou. Fitei a minha mãe que olhava para mim analiticamente. 

— Mãe, o que aconteceu? — indaguei confusa. 

— Filha, você passou mal e o Dominic a trouxe imediatamente para o hospital. Fui informada que você foi exposta a uma droga de substância aprimorada... — A olhei, esperando que ela continuasse. Mamãe parecia duelar consigo mesma para continuar a falar. 

— Mãe, por favor, eu quero saber. — pedi.

Um suspiro conformado escapou dos seus lábios, e ela assentiu por fim, aceitando o meu desejo. 

— Seu estado clínico se encontrava delicado, filha. A equipe médica não entendia o porquê do seu quadro piorar rapidamente. Não havia uma esperança dada para acalentar os nossos corações, nos restava apenas orar pedindo por um milagre. — uma lágrima deslizou sua bochecha e a vi enxugar rapidamente. — A Jade estava no quarto quando você acordou alterada. Foi ela que saiu desesperada chamando pela Dra. Forbes. Após você ser examinada, não fazíamos ideia que o pior estava por vir. Se o Dominic não tivesse vindo no quarto, ninguém teria notado o seu desaparecimento. — mamãe segurou a minha mão e com o polegar fez um carinho no dorso. — O alarme de segurança do hospital foi acionado e o caos foi implantado. Não sabíamos do que se tratava até que a doutora Forbes e o diretor do hospital veio nos informar que você havia sido sequestrada. 

Sua voz se reprimia para se manter firme. Apesar de sua expressão estar suavizada, por dentro ela estava abalada. 

— Dominic saiu atrás do carro para alcançá-lo e a polícia foi acionada imediatamente. 

— E os seguranças? — perguntei, os fragmentos flutuavam na minha mente e pareciam tão irreais. 

Seu olhar triste pesou no meu coração. Não precisava verbalizar a resposta para minha pergunta, eu havia entendido. Olhei para o teto do quarto sentindo as lágrimas se acumularem no canto dos meus olhos, pessoas haviam morrido enquanto me protegiam. 

O amargo da culpa se rastejou até se alastrar pelo meu peito. 

— Eles foram presos, mãe? — perguntei, tinha que haver uma justiça, isso não poderia ficar impune. 

— Você foi encontrada por uma mulher, a mesma testemunhou que lhe encontrou desmaiada na beira da estrada e o carro estava em chamas. — revelou. —  Segundo a polícia você pode ter lutado para poder escapar. O que fez o motorista perder o controle do volante e bater na árvore. A perícia feita no local encontrou os corpos carbonizados. — suspirou fundo — Eles estão mortos, filha. A polícia vira mais tarde pegar o seu depoimento para que o caso seja solucionado. Dominic colocou o advogado dele para nos auxiliar com todo o processo do caso.

Assenti, e segurei fortemente a mão da minha mãe. Sentindo a segurança percorrer meu corpo com a presença de dona Isabel ao meu lado. Sorrio ao sentir seu carinho nos meus cabelos.

— Dominic tem sido um anjo. Não se ausenta nem quando está longe. — contou — Seu pai e avô vai adorar conhece-lo.

Sorrir ao lembrar que a primeira coisa que o vovô faria seria sonda-lo através do aperto de mão.

— Vovô vai testa-lo.— dei voz ao meu pensamento.

Mamãe balançou a cabeça concordando enquanto ria baixinho.

— É o rito dele. Fez com seu pai e fará com seu futuro marido.

— O papai o levaria para pescar. Lembra do que ele disse uma vez? — falei saudosa — Que bastaria apenas uma tarde no lago para conhecer a pessoa que estava ao seu lado.

— Porque a pescaria revela rapidamente as características do homem que não sabe apreciar a beleza da pesca. — Complementou.

Uma batida na porta chama a nossa atenção. Deixo um sorriso pequeno pintar os meus lábios ao vê-lo entrar, Thomas trazia em suas mãos uma caixinha pequena de orquídea verde.

— Como está a minha amiga, favorita? — indagou em um tom de voz animado.

— Vou ficar bem. — respondi. — É bom vê-lo, Thomas. Que bom que veio.

— Digo o mesmo. — disse. — Eu iria te ver até no deserto da arábia. Mesmo odiando o calor faria esse sacrifício para poder lhe ver.

Sorri diante do seu comentario sabendo da sua alergia ao calor. Apresentei a minha mãe a ele e após a apresentação, a dona Isabel pediu licença e se retirou do quarto. Thomas sentou-se na poltrona e pude observar que sua express havia ficando séria, ele ainda segurava em suas mãos a orquídea verde, notei que ele refletia internamente.

— Kris, você pode contar comigo para o que precisar, ok? — Balancei a cabeça concordando. — Serei um ombro amigo para ouvi-la e apoiá-la em qualquer situação. Saiba disso. 

— Eu sei que sim. Obrigada pelo seu apoio e carinho. 

— Estarei sempre aqui para ajuda-la. Se um dia precisar de alguém pode ligar para mim. Não importa a circunstância. — assenti diante da sua preocupação.

— Lembrarei das suas palavras. — sorri curtamente.

Sua mão buscou a minha e um carinho lento foi feito. 

— Eu... — Thomas é interrompido com a presença imponente de Dominic, o mesmo entrou no quarto e seus encantadores olhos transbordavam amor ao me olhar. — Eu vou visitar a Alicia.

Thomas se levantou parecia desconfortável.

— Um presente representando meu desejo de melhoras. — sorriu, depositou a orquídea ao lado do jarro de água. — Fica bem, hein.

Thomas afetuosamente beijou a minha testa. Me despedi dele e o vi cumprimentar Dominic com um aceno de cabeça sutil. 

— Oi, meu amor... — Dominic se aproximou e deixou um selinho nos meus lábios. 

— Oi, amor.

Dominic sentou na beirada da cama e tocou as minhas mãos com carinho. Seu toque macio, quente e doce fazia o meu coração galopar desenfreado. 

— Conversei com sua mãe. — disse após alguns minutos em silêncio — Ela contou sobre o seu pai e apesar do seu avô está cuidado dele, pude sentir a preocupação dela. Ela irá conversar com você depois, ok? — assenti concordando. Havia um pesar que o sobrecarregava, o deixando mais sério e um pouco distante. 

— Ei... — o chamei — Tudo bem. 

Suas mãos grandes tocaram a minha com firmeza, Dominic parecia em choque e pude entender que o que tanto afligia era a culpa. 

— Me perdoe, Maria. Eu venho falhando com você e comigo. Não lhe protegi quando devia e por esse descuido meu, quase te levaram. — Sua voz baixa mas branda, revelou o quanto ele se culpava. 

— Não foi sua culpa, Dominic. Infelizmente o que acontece no nosso futuro não está nas nossas mãos. Ninguém pode prever. Essa infelicidade aconteceu comigo e acontece com outras pessoas. Infelizmente essa é a vida real onde fatalidades acontecem. 

— Kristal, eu te amo, se algo acontecesse com você, uma parte de mim morreria. Você se tornou o meu mundo a partir do momento que entrou na minha vida. — Falou olhando nos meus olhos e vi mais uma vez a intensidade dos seus sentimentos guerreando dentro de si. — Sentir esse medo que consome é natural vindo de quem ama. 

A primeira gota deslizou pela minha face e reprimi meus lábios tentando controlar minhas emoções desde o momento que abri os meus olhos. 

— Tudo vai ficar bem, meu amor. Vamos enfrentar isso junto. — ele disse. 

Balancei a cabeça e deixei que aquele bolo que estava sendo sufocado no peito se rompesse. A dor de saber que duas pessoas haviam perdido suas vidas tentando proteger a minha, cai em peso sobre mim, o fato de ter sido vítima de um sequestro e no final está aqui viva sensibiliza ainda mais o meu estado emocional.

Dominic deita na cama motorizada que possuía o espaço para duas pessoas, choro agarrada ao seu corpo sentindo seu abraço e seu carinho na minha cabeça. O alívio e o pesar lutando para ocupar o primeiro lugar do meu cerne. Sentir a dor trovejar em cada parte do meu corpo, senti os lábios de Dominic beijar a minha testa e em meio ao emaranhado de emoções, entendi que estava tendo uma crise de choro. Eu não tinha lembranças do que aconteceu, mas o meu inconsciente entendia muito bem a razão desse choro descontrolado. 

Eu não vi o momento que a enfermeira entrou, apenas senti o efeito da sonolência que me agarrou tão rapidamente. 

*


    Eliminei cada um que sabia da existência da minha feiticeira e jogar os corpos no tanque de ácido, cada homem teve sua morte de forma rápida e limpa. Quando não havia mais ninguém na lista para caçar, pedi para Samuel e Otto sumir com os veículos. Assim não ficando um rastro que direcionasse para uma localização dos corpos. 

Em Las Vegas o armazém havia sido dominado pela equipe liderada por Johnny. A pedido de Hank Bennett um dos antídotos foi confiscado para que a fórmula e uma possível reprodução ficasse também sob o controle da organização. Assim que todos do Armazém foram mortos, arquivos que continham informações sobre mim e Kristal foram deletadas do sistema através de um vírus implantado por um dos caçadores. O que havia ficado incriminava apenas o Dragão Sangrento. 

Cheguei no hospital e me dirigir para sala de espera. Minha mãe e jade estavam atentas ao que a Doutora Forbes conversava com elas. O olhar da minha mãe encontrou o meu e pude entender que algo não estava bem.

— Bom dia, Doutora. Como está a minha namorada?

—  A paciente Hernandez acordou mas não se lembra de nada. Sua mente bloqueou as memórias traumáticas e neste momento ela precisará de acompanhamento psicológico. — informou, a expressão séria máscara seu rosto. — A senhorita Hernandez passou por muita coisa. Ela está melhorando gradativamente e os resultados dos exames mostram que algo foi injetado nela, estamos investigando a fundo para saber quem é a suposta enfermeira que entrou no quarto e qual é a substância que foi injetada na senhorita Hernandez.

— Enfermeira? — indago surpreso. 

— Sim, analisamos as câmeras de segurança e encontramos uma mulher fantasiada de enfermeira. Ela soube como entrar no quarto e passar pelos seguranças sem ser suspeita. — O olhar da doutora fixa em jade e de forma pensativa ela indaga:

—  A senhorita não estava no quarto neste momento? 

Girei meu pescoço para fita-lá. Jade nos encara totalmente em choque. 

— Eu? — diz — Acha mesmo que se eu tivesse presenciado algo não teria gritado pelos seguranças? — mostrou-se ultrajada pelo comentário da Doutora. 

— Jade, se acalme. A doutora fez apenas uma pergunta. — A minha mãe se pronunciou. 

— Infelizmente eu acabei cochilando. Seja quem for essa mulher ela entrou e fez tudo de forma silenciosa. — explicou-se. 

— Me perdoe, senhorita. Não tive intenção em ofendê-la. 

Jade assentiu mostrando-se ainda ressentida, pegou sua bolsa da prada e se retirou sem dizer uma palavra. 

— Quais reações podem surgir devido ao efeito colateral? — indaguei, trazendo o assunto principal ao centro. 

— Se seguir a linha dos efeitos causados pela droga, pode ser uma crise nervosa ou de choro. Sugiro que a senhorita Hernandez tenha um acompanhamento psicológico para lidar com toda essa pressão que passou. A mente dela está em uma linha que depender da situação que ela passar poderá ser um gatilho. 

— Iremos nos encarregar de montar uma rede de apoio para esse momento. — respondi. — Se me dão licença irei vê-la agora. 

Ambas assentiram e continuaram conversando. Saí em direção ao quarto e no meio do caminho encontrei dona Isabel, a mesma estava ao telefone e parecia preocupada. Antes que me aproximasse dela a ligação foi encerrada e seu olhar me flagrou. 

— Dominic, podemos conversar?

— Claro. Em que posso ajudá-la?

— Eu preciso voltar para Piscataway. Meu esposo está se recuperando de um AVC e o meu pai está cuidado dele na minha ausência. — ela suspirou, estava sendo difícil tomar aquela decisão. — Acontece que meu pai já é um senhor e em uma emergência, ambos estariam desamparados. 

— Eu entendo Sra. Hernandez. Estou às suas ordens para o que desejar. 

— Eu sei que você é um homem ocupado, mas também sei que você ama muito a minha filha. — Assenti diante da sua afirmação sobre amar sua filha. — É com pesar que peço para você cuidar dela. Gostaria de permanecer para cuidar da minha filha mas também preciso ir. Eu ainda não falei sobre essa questão com ela mas vou explicar. — Pude sentir o quanto estava sobrecarregada e abalada. — Eu pedi para a irmã do meu marido dar uma ajuda ao meu pai mas infelizmente ela precisou viajar a trabalho com o esposo. — complementa desolada.

— Cuidarei da sua filha e pode contar comigo para o que precisar. 

— Obrigada meu filho. — sua mão pousou no meu ombro e seu olhar de gratidão me fitou. 

Isabel abraçou-me apertadamente, retribui o seu carinho. 

— Você não faz ideia, mas você trouxe um novo sentido para a vida da minha filha. Não sei o que aconteceu mas a minha filha estava desacreditada no amor e aquele brilho mágico que ela guardava dentro de si, estava apagado até você aparecer. 

Se eu pudesse revelar diria que a minha vida ganhou uma direção quando sua filha apareceu. O amor me alcançou quando eu a avistei em pé atrás dos publicistas. Naquele momento o destino havia nos colocado um de frente para o outro sem que pudéssemos imaginar o que estava reservado para nós.

—  A verdade dona Isabel é que o verdadeiro sortudo sou eu. — ela sorriu diante do meu comentário.

— Apareça um dia em casa. Luiz e meu pai vão adorar lhe conhecer.

— Irei sim. — garanti.

— Vou aguardar. — respondeu e ofereceu um sorriso gentil antes de andar em direção ao quarto de Alícia.

Suspirei, e andei em direção ao quarto do meu anjo. Ao me aproximar da porta pude ouvir sua voz conversando com outra pessoa, um homem, sua entonação de voz mostrava preocupação e um certo receio em ser transparente para falar. Ao entrar pude perceber que a postura do homem sentado na poltrona mudou, ele havia ficado desconfortável com a minha presença. Permaneci em pé observando o meu amor deitada e sentindo uma mistura de alívio, culpa, gratidão, tensão e medo vagar pelo meu peito. 

Se alguém dissesse para mim meses atrás que seria o amor de uma mulher que domaria a minha razão e meus sentimentos, eu diria que ele estava louco! Mas não precisei que alguém falasse, eu tinha encontrado as respostas dentro de mim.

Na despedida descobrir que o homem se chamava Thomas. Antes de sair assentiu para mim em um cumprimento discreto. Os minutos seguintes que decorreram terminou com o meu anjo tendo sua primeira reação, uma crise de choro. Enquanto a abraçava apertei o botão que solicitava a presença de uma enfermeira  no pequeno controle que ficava ao lado da cama. Seu choro dolorido esfaqueava meu coração em pedaços, seu choro ecoava pelo quarto, e minha aflição em vê-la assim duplica.

Silenciosamente a enfermeira entrou e depois de ver como a minha feiticeira estava, injetou um sedativo para fazê-la dormir.

*

    O plano para aquietar a mídia havia dado certo. As provas implantadas no cenário onde encontraram o carro foram analisadas e com uma ajuda externa, o caso foi fechado. Natalie auxiliou no processo para que o caso fosse dado como encerrado, cobrindo e usando da sua influência. 

Diante da justiça Maria Kristal havia sido vítima de um grupo especializado em sequestro. Os corpos encontrados carbonizados eram reais e pertenciam a dois criminosos da quadrilha. A identificação dos cadáveres foi feita e comprovada. É, eu sei. Mentiras e mais mentiras que se acumulavam e se tornava no fim das contas uma bola de neve. Sou ciente do quão frio sou ao esconder fatos e mantê-la às cegas. Céus, eu não a mereço! Sou egoísta demais para abrir mão e deixá-la ir.  

Respiro fundo, se alguém pudesse ler o meu interior veria que se ela decidisse ir embora eu não a impediria. Eu não possuía esse direito e não desejava ter, porque amar sempre foi escolha entre permanecer e decidir ir.

Eu estava totalmente desarmado quanto a esse detalhe. 

Suspiro mais uma vez olhando os prédios de Nova York do andar da sala da presidência. Um toque na porta e diante do meu silêncio Jasmine entra.

— Senhor, a imprensa o espera. — a olho sobre o ombro e balanço a cabeça concordando. 

Ela se retira, volto a fitar o céu e limpo a minha mente de qualquer assunto que tire a minha concentração. A única peça que faltava para encerrar esse tópico era dar uma entrevista de imprensa ao lado da minha gerente de relações públicas. 

Após olhar o horário no relógio de ouro no meu pulso girei meus calcanhares e andei em direção ao elevador presidencial. O último passo para encerrar esse capítulo e começar outro. 

2769 palavras...

Até o próximo capítulo meus amores.
Espero que tenham curtido a leitura 🔥❤️ 

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