CAPÍTULO 18
Dean havia me dado uma ficha sobre Luka zorkin, e o pouco que havia descobrido sobre
ele mostrava que suas escolhas e ações faziam parte de quem ele é. Se havia uma certeza nisso tudo é que ele viria atrás de Maria Kristal. Antes de sair do hospital deixei dois seguranças na porta do quarto hospitalar.
Fitei o quadro investigativo com todas as informações sobre a Máfia Dragão sangrento. A recém-foto do Luka zorkin adicionada ao quadro, como o sucessor direto, estava marcado com um círculo vermelho. Ele seria o próximo a deixar essa vida, assim como seus antecessores e alguns subordinados elevados.
A morte era certa.
Outra informação anotada era a nova droga. Ainda não sabemos o que de fato eles querem com essa fabricação quase mortal. Até onde sabia essa podia matar pessoas que possuíam o organismo mais frágeis. Desde o momento que Hank Bennett falou sobre as mulheres de Las Vegas, venho acompanhando o quadro delas com atenção dobrada. Infelizmente já havia três óbitos declarado e as demais estavam no mesmo quadro que Kristal estava.
Kenzie rompe pela porta trazendo consigo um livro russo de porte médio. Sua postura revelava que o assunto é sério.
— Ouvi dizer que não descobriram nada em relação a Simmons. — assenti afirmando. — Porque os responsáveis pela investigação não se atreveram a analisar os livros que ele ia pegar e devolver na biblioteca?
Ela abre o livro em uma página específica e coloca em cima da mesa.
— Depois folheei as próximas duas páginas.
Sinto meu sangue esquentar diante do que leio. A maneira como fomos feitos de palhaço esse tempo todo por um traidor traz a raiva a tona.
“Onde está você?”
“Não consegui as informações de antemão para avisar”
“Preciso da sua ajuda”
“Estou sendo vigiado”
— Filho da puta! — rosnei em cólera e bati meu punho na mesa. — Onde está Luke e Ivan?
— Atrás dele. — respondeu.
Afastei-me dá mesa buscando controlar meu temperamento. Estava literalmente um caos. Eu precisava lidar com os problemas e buscar descobrir se Simmons havia dito alguma informação sobre nós.
— O George morreu, Dominic. — verbalizou as palavras transparecendo dor. — Faltamos com a nossa própria segurança.
— Kenzie… — tentei acalmá-la, mas ela me interrompeu.
— E com essa falha nossa perdemos o George. — repetiu e as lágrimas que segurava caíram.
Aproximei-me dela e a amparei em um abraço. Havia muita dor dentro si e culpa. Ela estava carregando uma culpa que não a pertencia.
— Não é sua culpa, Kenzie.
— Eu não consigo evitar. — disse com o rosto enterrado no meu ombro. — Um detalhe que custou uma vida.
Afastei ela do abraço e firmei minhas mãos nos seus ombros em um apoio fraterno.
— Ele será capturado. A morte de George será vingada. — garanti e observei ela enxugar as lágrimas e dizer:
— Ele é meu, Dominic. — disse firmemente. Não havia espaço para uma recusa em sua voz ou expressão.
— Não tenho objeção quanto a isso. — respondi. — Mais ele será interrogado.
Ela assentiu sutilmente.
— Agora tente se recompor. Você precisa estar bem para quando o momento chegar. — ela concordou — como fez a descoberta?
Ela tomou fôlego e acalmou o seu interior antes de dizer:
— Quando ouvi sobre o encerramento da investigação, não acreditei que a morte de George sairia impune. Perguntei a Otto os horários e lugares que Simmons frequenta e refiz a investigação. O seguido de perto. Onde ele entrava eu era a sua sombra. Achei estranho a atitude dele em procurar por livros específicos e os folhear, parecia buscar uma resposta. Quando ele saiu fui atrás do livro que ele devolveu e folheie as páginas até encontrar traços quase apagados.
Kenzie se encontrava abalada com toda a descoberta. Estava ainda em choque e a dor da perda remoía o seu coração. Ela voltou a enxugar uma lágrima solitária que teimosamente deslizou por sua face.
— Tenta descansar em uma das camas do alojamento. — aconselhei — Se precisar de algum calmante é só procurar o Colton na ala médica.
Ela assentiu e se retirou.
Segundos depois o meu celular vibrou indicando que uma mensagem havia chegado. Ao ler senti a profundidade da felicidade preencher a minha alma com a notícia.
Kristal, havia acordado.
*
LUKA ZORKIN
Quando o jato pouso em Nova York solicitei a presença da italiana. Eu tinha um plano maquinado e precisava de alguns peões para a concretização do plano. Já tinha o mapeamento do hospital e à informação sobre o quarto onde ela estava e quantos seguranças realizava a segurança dela.
Dominic Ford é um caçador.
Foi ele que a resgatou, denunciou a carga, matou homens que trabalhavam para mim a anos e havia dado um fim no Bill. Nas entrelinhas a resposta estava clara. Seu cuidado em manter seguranças na cola da minha belle clareou outro ponto importante para mim, ele sabia sobre mim e espera que eu apareça.
Sorrir sentindo um calor familiar borbulhar o meu sangue. A última vez que senti essa sensação foi quando a última vítima esteve sobre o meu domínio total. Submetendo-se as minhas vontades até o interesse se tornar apenas uma poeira passageira. Esse interesse voltou quando meus olhos pousaram nela, naquele evento e instantaneamente uma obsessão foi gerada.
Havia trazido comigo uma maleta com dois antídotos para sua total recuperação. Um para ela sair do seu estado letárgico e o outro para que a sua boa vontade cooperasse em me seguir. Eu tinha uma carta na manga que a faria vim sem reagir. A presa estaria totalmente imobilizada e sem chances de escapar.
— Estou pronta. Podemos ir ao momento que desejar. — a italiana saiu do banheiro vestindo um uniforme das enfermeiras do hospital onde a minha belle estava.
— Só estou esperando uma mensagem para podermos ir.
Só depois de receber a confirmação de que minha moeda de troca havia sido capturada é que daria início ao plano. Enquanto vinha para cá, solicitei que investigassem a vida dela. O dossiê foi enviado para o meu celular com todas as suas informações, onde morava ela os amigos, os pais, onde trabalhava e cada detalhe que fazia parte da sua vida. Kristal apesar de ser uma mulher comum possuía atributos adoráveis que despertava e acendia intensamente o meu desejo por ela.
A mensagem chega no meu celular informando estar tudo pronto. Fitei o céu nova-iorquino e deixo meus pensamentos se irem para longe. Meu tempo aqui era rápido. Meu pai estava tentando entrar em contato comigo para que uma explicação fosse dada.
Minha intenção em vim aqui não se resumia em apenas levar minha belle comigo, se houvesse uma oportunidade levaria a cabeça de Dominic Ford para o meu pai. Apresentaria-lhe o caçador que interrompeu a negociação em Las Vegas.
*
O carro para perto do elevador do estacionamento do hospital. A italiana pegou a seringa com o antídoto e colocou no bolso interno do uniforme.
— Assim que aplicar o antídoto, pode retornar. A segunda parte do plano será comigo.
— Se alguém me reconhecer? — Explanou a sua dúvida.
Ela estava com o cabelo no coque bem formal e usava o uniforme do hospital, estava muito diferente das fotos que a mídia havia divulgado. A pinta bem pequena no seu queixo estava escondida pela camada de pó aplicada levemente sobre a pele do seu rosto.
— Você terá cobertura. Caso alguém te reconheça você terá uma chance de fugir. — segurei o seu pulso e apertei a fazendo sentir dor. — A cobertura será apenas para o caso de a reconhecerem. Eu não admito falha, Lílian.
Ela balançou a cabeça afirmando, mas pude captar a raiva em seu olhar.
— Eu não falharei. — disse entre dentes.
— Assim espero. — respondi — Pode ir.
Lílian abriu a porta do carro e saiu em direção ao elevador. Quem a olhar de longe não imagina que por trás da fantasia, a mulher é perigosa e ardilosa. Assim que a porta do elevador se fecha começo a fazer a cronometragem.
*
LÍLIAN SANTORO
Sorrio para as enfermeiras que passam e me olham brevemente. Aproximo-me dá recepção e enquanto a recepcionista está ocupada conversando com um enfermeiro, estico meu braço e pego o tablet ligado. Saio sorrateiramente da recepção e procuro pelo histórico médico da paciente que preciso encontrar.
Acessando, encontro o que preciso. Havia uma equipe médica autorizada pela Dra. Forbes a cuidar dela. A donzela está em um quadro clínico delicado e o acompanhante responsável é o adorável CEO.
Um carrinho de itens médicos estava ao lado da porta de um quarto hospitalar, e sem ser notada o peguei. Por sorte ninguém entrou no elevador até o mesmo parar no andar onde a bela adormecida estava. Quando as portas se abriram pude visualizar os seguranças fazendo a vigilância na porta.
Aproximei-me dos seguranças com o carrinho, ambos olharam-me e depois para o carrinho.
— Só entra quem faz parte da equipe médica da Dra. Forbes.
— Oh! Só um momento. — me fiz de esquecida.
Acessei a informação que estava no tablet e o mostrei. Eles olharam a informação que só a equipe médica obtinha, e assentiram liberando a minha entrada.
Após entrar a porta foi fechada, guiei o carrinho até final do corredor do quarto e gelei ao me deparar com a Jade Ford mexendo em um dos aparelhos. Assim que ela se virou a cor do seu rosto sumiu.
— Você! — disse em supetão.
Ajeitei o meu uniforme e levei as mãos ao bolso antes de dar dois passos e olhá-la nos olhos.
— Que maravilha encontrá-la.
— O que faz aqui? — Perguntou desconfiada.
— Eu te faço a mesma pergunta. — perguntei e olhei para onde ela estava mexendo.
— Não tenho nada para lhe responder e se não sair daqui chamarei os seguranças!
— Você pensa que não sei do seu segredo? — sorri vendo a cor sumir do seu rosto. — O que você também acha do seu segredo ser revelado para os Ford? Eles ficariam tão arrasados…
Levo a mão ao coração e deixo um falso suspiro triste deixar os meus pulmões. Olho para a bela adormecida e levo meus olhos até Jade.
— O que você quer? — indagou por fim.
Retirei a seringa do bolso e falei:
— Colaboração, Jade. Apenas isso. — falei teatralmente.
Aproximei da cama e injetei a substância na veia do braço esquerdo, olhando para a paciente. Seu aspecto tão apático mostrava que ela não resistiria por muito tempo. Olha só, arriscando morrer sozinha sem ninguém que ama por perto.
Descarto a seringa no lixo misturando-se com mais outras duas.
— Nosso segredinho. — Pisquei o olho para ela.
— C-omo descobriu? — perdeu a postura diante do seu sombrio segredo.
— Vamos dizer que na época você levou o carro para um lugar, digamos, errado. Território da minha família. — suspirei e dei de ombros banalmente. Voltei para o assunto principal vendo que ela estava na palma da minha mão. — Assim que ela acordar saia para chamar a médica. Quando ela for examinada virá uma pessoa aqui. Se certifique que não haverá ninguém nesse quarto.
— Como assim ela acordará? — perguntou espantada.
— Ela estará bem longe daqui de qualquer forma. Tem uma pessoa interessado nela e fará de tudo para sair desse hospital com ela.
— Farei como disser. — disse por fim.
— Ótimo. Facilitará muito o meu trabalho.
Sai do quarto levando o carrinho e desci diretamente para o estacionamento. Sai do elevador e larguei o carrinho no fundo do elevador, ficando apenas com o tablet. Entrei no carro esperando apenas o próximo passo do plano.
— Precisará para provar aos seguranças que é da equipe médica. — explico ao entregar o tablet.
Ele pega e verifica o estado clínica da sua presa. Vejo sua mandíbula travar ao entender que a garota mesmo que acordasse estaria sem forças para se movimentar.
Luka sai do carro e marcha em direção ao elevador. Formoso e sombrio, uma combinação perigosa e perfeita que se encaixava perfeitamente com quem ele é.
*
Fui informado que Luke e Ivan haviam chegado com o traidor.
Simmons foi levado para o local de tortura e podia imaginar que Kenzie já se encontrava lá. Na intenção de ser rápido e poder ir logo para o hospital ver o meu amor, apenas o vizualizo do vidro escuro.
Na sala se encontrava Luke, Ivan, Kenzie e Vasti. O quarteto estavam sedentos para vingar a morte do nosso querido amigo. Ali na frente de Simmons não eram mais as pessoas que um dia o tiveram como um membro da família.
Ali estavam os caçadores. Fazendo justiça por um caçador que morreu sem chances de defesa. Morto por alguém em quem confiava.
Simmons se encontrava sem camisa, e quem iniciou foi Kenzie. O esfaqueando no mesmo local em que George foi esfaqueado: Olho por olho, dente por dente.
Esse foi o recado quando ela o esfaqueou olhando em seus olhos. Luke iniciou o interrogatório e os demais, brincaram com a presa como se fosse uma peteca. Retirei-me dali e segui para o meu carro.
Simmons estava em ótimas mãos.
*
Cheguei na sala de espera e encontrei a mãe de Kristal sentada, segurando um copo de água e sendo amparada por Melanie.
Minha mãe veio em minha direção e me abraçou calorosamente. A ternura presente trazia seu apoio em um momento delicado.
— Mãe, como está a Kristal?
— Ela está sendo examinada filho. A Jade estava no momento que ela acordou e com os batimentos cardíacos acelerados, saiu desesperada chamado por socorro.
— A médica está examinando a minha filha e em breve trará mais notícias. — Isabel comenta tendo a nossa atenção para ela.
Assenti. Jade se aproximou de nós e parecia portar notícias.
— A Dra. acabou de examiná-la e a médicou para que Kristal pudesse se acalmar. Ela estava agitada quando acordou e não conseguia se acalmar.
— Sabe dizer se poderemos vê-la? — Melanie perguntou.
— Por enquanto não. Ela está sob observação. — disse pesarosa — A médica virá em breve nos informar mais detalhadamente.
— Obrigada, Jade. — agradeço.
Ela balança a cabeça e senta-se em uma das cadeiras disponíveis na sala de espera. Massageio minha nuca inquieto pela pouca informação dada e angustiado por vê-la assim. A inquietação por não vê-la faz com que automaticamente minhas pernas ganhem vida e comece a fazer o percurso de ir em seu quarto hospitalar.
— Dominic, onde vai? — Jade indaga vindo atrás de mim.
— Verei se consigo vê-la. — respondi enquanto andava.
— Ela está sob observação. Não está liberada a...
A cortei imediatamente:
— Eu ouvi o que você disse, Jade. Mas não ficarei sentado em uma cadeira enquanto a mulher que eu amo está deitada em uma cama, sozinha. — disparei fazendo-a entender que suas palavras não faria eu voltar para a sala de espera.
Ela ficou estancada no meio do caminho e eu segui para o elevador. Dentro do elevador fiz uma prece a Deus, pedido que restaurasse a saúde da minha namorada.
As portas metálicas se abriram no andar onde ela estava e estranhei o fato de não ver os seguranças. Havia algo errado e diante desse detalhe, marcho em direção ao quarto.
2481 palavras...
Eitaaaa que babado foi esse capítulo, minha gente? Próximo capítulo promete 🔥🔥 veremos mais um pouco do que Dominic é capaz de fazer... 🔥🔥❤️
Ps: mudei a sinopse do livro. 🤭😄
Obrigadaaaa pela leitura e até a próxima... 🎬✒️ <3
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