Capítulo 7
Acordei me espreguiçando, e sentei na cama empurrando a cortina, liberando a entrada do sol pelos vidros da janela, que mesmo assim aquecia minha pele fracamente pálida.
Sai do quarto e fui ao banheiro fazer minhas higienes matinais, e contemplando minha imagem no espelho sorri como se nada no mundo fosse capaz de roubar a alegria que havia dentro de mim.
Retornei ao quarto e vesti um short jeans curto rasgado, uma blusa branca com um desenho de uma motocicleta, enfiada por dentro do short, e um tênis branco.
Ao entrar na cozinha esbarrei com vovó que estava saindo de lá com um prato de biscoitos na mão.
- O que é isso dona Anastácia?- franzi a testa.
- Isso é pra você levar lá na casa do Liam- me entregou o prato.
- Mas vovó- reclamei batendo o pé como se fosse uma criança mimada- Já não basta o que ele comeu ontem?
Tentei questioná-la, mas foi em vão e insistiu para que eu fosse a casa dele, me empurrando para fora me fazendo seguir até lá.
Respirei fundo caminhando até a porta de sua moradia. Confesso que na verdade morria de medo de encará-lo depois do que rolou ontem. Não pensei que o viria assim tão cedo. Não sei nem como ele reagiria, ou se ele é aquele tipo de pessoa que nem olha na nossa cara em seguida de uma noite de sexo. Mas como posso dizer eu nem o conheço direito. Pois é, eis essa questão, você mal o conhece Sasha, e já foi se entregando para um cara que acabou de aparecer na sua vida. Onde é que eu estava com a cabeça?
Toquei a campainha e demorou um pouco para atender e pensei em desistir e ir embora quando ouço um barulho se destravar, vejo a fechadura pelo lado de dentro rodar e a porta se abrir. Posso jurar que ele ficou surpreso com minha presença ali. Tanto quanto eu.
- Loirinha, o que faz aqui?- desponta um sorriso despretensioso, se encostando na lateral da porta.
- É... Oi- forcei limpando a garganta- Minha avó mandou que eu viesse aqui e te entregasse esses biscoitos- estendo o prato na direção dele, e analisa o objeto em minhas mãos e em seguida me olha como se buscasse alguma coisa em mim com esse jeito modesto.
- Nossa, eu nem lembrava mais desses biscoitos- franziu as sobrancelhas- Tenho ocupado a minha mente com outras coisas- piscou astucioso.
- Pois é, ela pediu que eu viesse aqui pessoalmente lhe entregar os restantes que ela fez- a bandeja começou a tremer em minha mão, causada pela excitação que corria agora em minhas veias com sua língua movimento-se em seus lábios sensual.
- Pediu é? Ou você estava com saudades de mim e arrumou essa desculpa só pra me ver?- suspendeu uma sobrancelha e remexeu-a sorrindo maliciosamente.
- Se quiser pode ir pergunta pra ela- cruzei os braços após ele pegar o prato em suas mãos, controlando meu próprio corpo- Ela quase me obrigou a vir aqui te entregar isso.
- Bom... Se você diz, muito obrigada então. Você não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
- Não sei. Acho melhor não- mordo o lábio inferior, apreensiva.
- Está com medo de que?- provoca- Eu não mordo, a menos que você peça- inclinou o corpo para frente, sorrindo ardiloso. Que filho da mãe. Porque me provoca assim?- Além do mais, é bom que dê tempo de tirar os biscoitos do prato da sua avó e você levar de volta pra ela ainda hoje- concluiu.
Uma voz feminina ressoa de dentro da casa e em dois segundos uma linda mulher de cabelos negros cacheados surgi limpando as mãos numa toalha e para bem ao lado de Liam e sorri pra mim. Um sorriso bastante amigável posso lhe dizer.
- Não vai me apresentar sua amiga filho?- a mulher indaga sem retirá seus olhos esverdeados dos meus.
- Mãe, essa é a Sasha, neta da dona Anastácia. Sasha, essa é minha mãe Juliette- nos apresenta.
- Então você é a famosa Sasha Peterson?- franzo o cenho apertando sua mão- Ouvi muito falar de você- ela rapidamente lança uma olhada para o filho e em seguida volta a me encarar novamente.
Meu rosto esquenta de vergonha e não dá pra disfarçar minhas bochechas rosadas por conta do seu comentário.
- Já tomou café da manhã querida? Entre e tome conosco.
Juro que tentei fugir e dizer não. Mas a mulher era tão simpática, uma versão mais velha de sua filha caçula, me empurrando para dentro de sua casa convidativa.
Juliete colocou sobre a mesa uma cesta com alguns pães, e Nicole, após me cumprimentar assim que soube que eu estava ali, um pote de pasta de amendoim. Liam retornou da cozinha com os cookies em outro prato segurando um com a boca que ele terminou de comer após depositar sobre a mesa.
- Por quanto tempo pretende ficar aqui?- Juliette perguntou simpática passando a pasta de amendoim no pão.
- Só até as férias. Estou pensando no que quero fazer quando retornar para casa- mordi os lábios contraída.
- Então é melhor aproveitar cada segundo do seu verão- Liam piscou mastigando um pedaço de cookie. Ele ama mesmo esses biscoitos e não para de comer um segundo.
- Você é de Nova York, não é?- perguntou Nicole enchendo a xícara de café.
- Sim- respondi tapando a boca com a mão engolindo um pedaço de pão.
- Eu amo Nova York. Nunca fui, mas dizem que lá é muito lindo- um brilho doce nos olhos de Nicole ocorreu quando ela evidenciou sua animação.
- É mesmo uma cidade encantadora. Amo morar lá- sorri da de sua euforia- E vocês? De onde são mesmo?- perguntei olhando em cada um presente na mesa.
- Da Pensilvânia- respondeu Nicole rapidamente.
- Sempre tive vontade de conhecer essa cidade- comentei após o brilho do olhar dela sumir e murchar- É um lugar maravilhoso quando se trata de natureza. E sei que vocês tem uma ótima cultura- comentei despertando novamente sua atenção.
- A gente é mesmo um povo acolhedor- falou de forma exibida, como o irmão faz- Mais acho que, cada lugar tem seus atrativos.
Logo após o café, e de conversa mais um pouco com Nicole e Liam, sentado ao meu lado no sofá, com Juliette na cozinha, eu ofereci ajuda mas ela disse que não precisava, fazer o que né, me levantei para ir embora.
- Bom... Agora preciso ir. Cadê o prato da minha avó?- olhei para Liam que continuava de boa no sofá.
- Está lá na cozinha- aponta o dedo para trás de sua cabeça- Mas porque você quer ir embora agora? Está cedo, o dia está só começando- se levanta vindo na minha direção.
- Acho melhor não, minha avó deve estar me esperando- ponho a mão em seu peito e o interrompo olhando de relance para a irmã dele sentada nos encarando.
- Bom eu... O papo está bom demais, mas eu preciso me retirar- Nicole se levanta- Lembrei que tenho uma coisa pra fazer e ajudar a mamãe- se despede e sai.
- Só sobrou a gente aqui agora- Liam sorri passando a mão em minha cintura me puxando para mais perto- Tenho muita coisa em mente do que a gente pode fazer antes que o nosso verão acabe- roçou o nariz no meu, afundando-o em seguida em meu pescoço.
- E o que você está planejando fazer senhor guia turístico- gargalhei com ele beijando meu pescoço arrepiando minha espinha dorsal.
- Você nem imagina- me olha profundamente.
Liam me agarra pelos cabelos e mete um beijo na minha boca, mas empurrei seus ombros para ele se afastar visionando com medo que alguém nos pegue no flagra.
- Que loucura estamos fazendo? Nós acabamos de nos conhecer- tapei a boca voltando a realidade percebendo o que estava cometendo.
- E daí?- suspendeu os ombros- A vida é curta demais para não aproveitar cada segundo dela- segurou meu rosto se inclinando para me beijar outra vez.
- Liam- me esquivei- Você ficou louco. Aqui não.
- Então vem comigo princesa. Porque você vai ter o melhor verão da sua vida- agarrou em minha mão, me puxando para fora de sua casa. Em poucos segundos estávamos pisando na areia da praia. O vento batia frio em minha face alvoroçando meus cabelos loiros como se fosse um véu estendido sob o sol.
Admirei a beleza do mar azul e senti os braços fortes de Liam rodear a minha cintura me erguendo tirando os meus pés do chão me rodeando e me causando um friozinho na boca do estômago ecoando algumas gargalhadas de minha garganta.
Ele parou de me girar e me pôs em pé na areia, entrelaçou nossos dedos e colou nossas testas. O ar de sua respiração batia em mim e eu fechei os olhos deixando-me levar por aquela sensação deliciosa de tê-lo chegando cada vez mais perto e tomando nossas bocas em um beijo voraz mais suave.
Não sei o que tem nele, mas estar com ele me dava uma sensação de ser levada ao céu em questão de segundos e voltar para terra sentindo que aqui é o paraíso verde.
Era inacreditável como um rapaz desse poderia causar borbulhas em meu estômago, como se borboletas voassem dentro dele. Nunca me senti assim por ninguém, e gostava da sensação.
Ele me arrastou pela praia me conduzindo a uma cabana, pegando uma prancha de lá dizendo que ia me ensinar a surfar. Animada, concordei. Entramos na água gelada bem devagar, arrepiando do dedinho mindinho até a última ponta do fio de cabelo.
Liam me ajudou a amarrar a cordinha em meu calcanhar, para não correr o risco da prancha ficar a deriva e causar um acidente por uma queda. Ele esteve me acompanhando o tempo todo usando sua experiência para dar dicas de como fugir das correntes e apanhar as melhores ondas que vinha com turbulência sobre nós. Eu sabia que surfar não era uma tarefa fácil, mas não imaginei que levaria tanto caldo assim. Surfar exige experiência e era claro que eu não tinha nenhuma, mas valeu a pena cada segundo de estar ali, e me diverti muito.
O mar permanecia calmo apesar das ondas fortes. Sentei-me em cima da prancha e Liam copiou-me ficando de frente pra mim. A brisa soprava em meu rosto provocando calafrio em meu corpo. Permanecemos parados por uns instantes admirando um ao outro, com nossos pés balançando na água.
Lentamente Liam cortou a distância entre nós dois, e a cada medida que ele se aproximava meu corpo entrava em ebulição, e explodiu assim que ele grudou sua boca molhada na minha. Seu beijo tinha gosto de água salgada, e sorri no beijo aprofundando-o ainda mais para sentir aquelas partículas de sal salpicando meus lábios.
O sol esquentou iluminando como um farol sobre nós, e posso apostar que aquela era a visão mais linda que toda Califórnia já viu. Com nossas testas grudadas uma na outra.
***
Na hora do almoço almoçamos num quiosque no píer, com vista direto para o mar, um lugar esplêndido posso assim dizer. Comemos frutos do mar batendo altos papos entre muitas risadas. É incrível e ao mesmo tempo louco como Liam me fazia sentir tão bem e confortável em sua presença.
- O que é aquilo?- olhei por cima do ombro para trás, avistando um casarão velho além da montanha.
- Aquele é o antigo Motel, onde muitos casais turistas e até mesmo resilientes daqui frequentavam- explicou.
- Como você sabe disso?- franzi a sobrancelha.
- Acredite ou não, mas eu sou um grande historiador- ergueu o queixo.
- Está brincando?- franzi a testa- Pensei que você fosse só surfista- ri.
- Nas horas vagas sim, o surf é só diversão. Pretendo iniciar a faculdade de história no próximo semestre- bebericou seu suco de tamarindo.
- Está de brincadeira com minha cara- alterei o tom da voz chocada com a revelação- E o que mais você é, um salva vidas? A não- sacudi a cabeça desacreditada quando Liam semicerrou os olhos afirmando com um aceno.
- Tenho que juntar dinheiro pra conseguir essa proeza- deu de ombros descontraidamente.
- Que tal irmos lá?- indiquei o motel.
- Está falando sério?- murmurei afirmando- Vem comigo.
Liam se levantou e estendeu a mão e a agarrei com força subindo com ele para a montanha. Lá do alto contemplei a cidade linda e maravilhosa de Malibu, e me senti como se toda a Malibu se tornasse pequena e coubesse exatamente embaixo dos meus olhos castanhos claro. Uma palpitação estremeceu minha carne e todas as emoções do mundo encontravam-se em mim.
- Ou- Liam gritou ao meu lado surpreendendo-me- Tenta- indicou- O eco aqui é muito bom.
Fiz o que me sugeriu, experimentando uma sensação maravilhosa como se o vento que soprava em meu rosto me desse a oportunidade de voar de braços abertos realizando tudo que quisesse. Naquele momento percebi o que queria da vida, e o Liam com certeza se encaixava nela. E como que por um impulso trouxe ele pra mais perto de mim com a mão em sua nuca o beijando em meio aos chiados da ventania. Ele acabou sendo pego desprevenido, mas logo suas mãos estavam passeando nas minhas costas e subindo em meu cabelo.
Paramos o beijo sorrindo, um sorriso puro e singelo, e ele tirou uma mecha do meu cabelo grudado em meu rosto lançando-o para trás da minha orelha. Demos as mãos e continuamos caminhando. Liam retirou uma tábua velha de madeira que cobria um buraco na parede na parte de trás do motel e eu atravessei primeiro com ele vindo atrás de mim.
Fiquei deslumbrada com a paisagem que vi lá dentro, apesar das ruínas e tudo está caindo aos pedaços, ainda havia partes preservadas e inacabadas. Primeiro passamos pela sala, depois atravessamos o saguão da recepção e subimos as escadas indo direto para um dos quartos com a porta quebrada, tábuas presas na janela e uma cama antiga no meio. Espirrei de tanta poeira acumulada no ambiente.
- Aqui era um lugar mágico antigamente. As pessoas pagavam caro pra vim aqui- comentou de repente.
- Imagino. Adoraria tê-lo conhecido antes- dei uma olhada melhor ao meu redor.
- Você é a coisa mais incrível que já me aconteceu- roça os dedos delicadamente em meu antebraço- E tem o sorriso mais lindo de toda Califórnia... E os dentes também- abaixei a cabeça comprimida sorrindo com o elogio- Eu estou falando sério. Acho você muito linda e... eu não sei- exitou um momento ao continuar- Eu acho meio que... Tô apaixonado por você.
Suas palavras me pegaram desprevenida e fez meu coração acelerar freneticamente que se estivesse num multiparâmetro ele explodiria. Sem demonstrar nenhuma reação por alguns segundos, me mantive apenas observando seus olhos verdes pra ver se realmente enxergava verdades nele, e a única expressão que transmitia era a de surpresa em meus olhos que piscavam repentinamente sem parar.
Reconheço que gostei de ouvi-lo dizer aquilo, pois no fundo acho que também estava começando a gostar dele, a julgar o jeito que nós conhecemos. Entretanto, estava com um pouco de medo de me abrir e não me sentia preparada ainda pra me declarar e muito menos gritar um eu te amo como nos filmes para todo mundo ouvir.
- É sério mesmo o que você acabou de falar- pisquei aturdida retornando ao falar.
- Sim é- coça a nuca embaraçado- Eu acho que gosto de você desde a primeira vez que te vi, quando fui te buscar no aeroporto- confessou.
- Mas naquele dia você disse que eu era mimada- ergo uma sobrancelha abespinhada.
- Sim disse- rir- Mas era só pra implicar com você- fico enfuriada mostrando a língua para ele- Me apaixonei no primeiro instante que coloquei meus olhos em você- acaricia meu rosto.
- É, no começo também te achava bastante irritante e chato, mas agora- parei fingindo estar meditando em encontrar as palavras certas- Acho que também gosto de você.
Vejo-o sorrir alegremente ao escutar aquilo e passa a mão novamente por entre meus cabelos tocando meu rosto com as pontinhas dos seus dedos que logo desceu para os meus lábios os acariciando. Mordiscou o lábio inferior e ele olha diretamente para eles com um olhar de desejo. Vem se aproximando da minha boca sem tirar seus olhos dela um segundo sequer, então a toma com vontade sugando cada centímetros dos meus lábios e minha carne estremece me levando a outro planeta em questões de segundos.
Envolveu minha cintura em seus braços e pressionou ainda mais meu corpo contra o seu que nem mosca passava no meio de nós dois. O beijo foi se tornando cada vez mais profundo e acelerado, como se estivéssemos com sede, fossemos a fonte um do outro para saciar.
Agarrei em seus cabelos o trazendo para mim aprofundando o beijo, sua língua pediu permissão para entrar na minha boca e eu claro sem hesitar permitir sua entrada, e logo elas se embolam de forma assustadoramente maravilhosa, onde não tinha perdedor e ambos eram os ganhadores.
Uma de suas mãos pressionava em minha cintura e a outra se emaranhava em meus cabelos o puxando, não com força mas de maneira que me deixava ainda mais excitada. E foi dessa forma que aos poucos ele foi me empurrando, afundando as minhas costas no colchão fofo e velho dali.
Nem me importei mais se tudo naquele lugar caia aos pedaços ou se cama relinchava sobre nossos ouvidos, pois de repente o céu pareceu cair sobre nós e as paredes começaram a fechar sufocando todo meu ar com seus beijos e mordiscos em meu pescoço na minha orelha me fazendo delirar. Nessa hora eu já tinha perdido todos os sentidos com sua mão massageando minhas coxas por todos os ângulos e subindo para debaixo da minha blusa e a retirando em seguida como um único solavanco. Como tenho peitos pequenos e não marcavam muito nas roupas que usava, meus seios saltaram para fora no instante seguinte, vi um sorriso despontar em seu rosto quando ele notou que não usava sutiã e rapidamente abocanhou-os e começou a chupa-los com vontade. Não sei como isso era possível, mas eles cabiam perfeitamente em tudo nele, como se nascesse só para ser dele.
Em poucos segundos nossas roupas estavam espalhadas por todo canto do quarto, e meu corpo estremeceu debaixo dele o sentindo dentro de mim. Como da primeira vez, ele era carinhoso, delicado e me proporcionava coisas que nunca havia experimentado com ninguém antes. É... Acho que estou apaixonada por Liam Campbell.
Ele beijava cada parte do meu corpo e os meus gemidos o fazia sorrir e aumentar o ritmo cada vez mais entre nós sem perder a essência do amor. Minhas mãos estavam acima da minha cabeça e ele entrelaçou seus dedos no meu quando chegamos ao êxtase da nossa relação.
***
Ficamos deitados abraçados um ao outro enquanto ele fazia um cafuné na minha cabeça e eu massageava seu peitoral. Ele não é nenhum Arnold Schwarzenegger com um peito enorme e de fazer qualquer mulher baba em cima dele, e nem tinha a barriga tão sarada e cheia de gominhos como ele, mas tinha lá seus atrativos. E que atributos.
- Esse está sendo o melhor verão da minha vida- comentei dedilhando os dedos em alguns de seus gominhos na barriga. Eram poucos mas dava para se notar.
- E ele está só começando.
Abracei-o ainda mais forte e ele virou-se para o lado um pouco me envolvendo em seus braços aconchegando meu corpo junto ao seu e assim dormimos coladinho um ao outro em meio a poeiras, ratos sujos e teia de aranha descendo sobre nossa cabeça.
***
Acordei com um som de um barulho vindo do andar de baixo e subindo as escadas se aproximando do quarto onde dormíamos.
Sacudi Liam o despertando, juntando nossas coisas, atravessamos a janela quebrada coberta pelas tábuas que assegurava e impediam a luz de entrar no quarto que ele arrancou. Liam saiu primeiro e em seguida pulei em cima dele e caiu em seus braços. Se não fosse pela tensão de sermos descobertos por invadir uma propriedade privada que não sei como descobriram, ficaria ali por horas contemplando o brilho de seus olhos verdes agarrada em seu pescoço, impregnando seu cheiro em minha mente, curtindo todos os seus beijos.
Mais o vulto de uma sombra vindo lá de cima parando sobre nossos corpos gritando bravo alternando nossa atenção para o policial acima de nossas cabeças, nós fez se largar e sair correndo desesperadamente rindo feito hienas idiotas pela grama verde da montanha adentro enfiando nossas roupas quase nus.
Liam tropeçou nos próprios pés e caiu rolando morro abaixo. Cai na gargalhada dele e com isso vou literalmente rolando junto com ele parando no meio fio perto da calçada. Nos levantamos, limpamos nossas roupas sujas e nos demos as mãos correndo pela estrada afora olhando para trás em meio às risadas para ver se não víamos os policiais que por ocasião não nos seguiram.
- Eu não acredito que quase fui presa- paramos um pouco para respirar, com o rosto queimando de tanto correr- Isso foi culpa sua- bati em seu peito.
- Minha?- levou a mão ao peito indignado- Foi você quem quis ir lá- apoiou as mãos na cintura jogando a culpa pra cima de mim.
O que era verdade afinal.
Já era de noite quando voltamos para casa. Liam me deixou na porta da casa da vovó e me deu um beijo de despedida, se virando em seguida indo para sua morada, mas sempre daquele jeito nos olhando como se pertencessem um ao outro e nem a avenida poderia nos manter distantes.
Girei a maçaneta e me encostei na porta logo após passar por ela, com meu coração quentinho e acelerado guardando tudo o que me ocorreu nesse dia de hoje e nos demais antecedentes desde que cheguei aqui.
Tomei um banho e jantei com vovó, sem conseguir esconder a felicidade que despontava em mim, pois toda hora me remetia lembranças dos momentos bons que vivi ao lado de Liam, mesmo que por pouco tempo.
- Posso saber que sorrisinho é esse aí?- vovó apertou minha bochecha- Ou melhor, quem é o motivo desse sorriso- dobrou a mão apoiando o queixo em cima, arrebitando a sobrancelha astuciosa.
- Não é nada demais- quase engasguei limpando minha boca com o guardanapo.
- Como foi seu passeio com o Liam? Vocês tem passado bastante tempo juntos- arqueou as sobrancelhas cortando um pedaço de bife.
- A gente gosta de estar junto, só isso- mordi o lábio impedindo a mim mesma de continuar com os detalhes sórdidos para vovó.
Após o jantar fui assistir um filme, Homem Aranha. Admito que acho uma gracinha esse ator que faz o Peter Parker. Cochilei no final do filme, e por fim resolvi desligar a TV e ir para cama. Passei no banheiro antes e escovei meus dentes trocando pelo pijama que deixei pendurado lá. Um shortinho cinza e uma blusa fina de alça da mesma cor. Super confortável para esse dia de calor.
Meu celular toca e pela tela posso ver que é o Liam. Atendo-o animadamente, tentando esconder minha empolgação, que não consigo, e me sento na cama com uma perna dobrada embaixo da outra sem nem porque.
- Ei boneca. Olha pela janela.
Fiz imediatamente exatamente o que ele mandou e meu queixo quase foi parar lá baixo surpreendida com o que via em pé na praia.
- O que você está fazendo aqui, ficou maluco?- contestei, baixinho.
- Eu vou subir.
Disse vários não para impedi-lo, porém foi em vão, pois quando me dei conta ele já atravessava a lacuna enfiando o pé no meu colchão.
- Você ficou doido, se minha avó te pega aqui nunca mais ela me deixa voltar pra cá- murmurei.
- Relaxa, sua avó me ama, ela não vai pegar a gente aqui- abraçou minha cintura, convicto.
- Você é muito convencido- estreitei os olhos- Sabia que é falta de ética invadir o quarto de uma garota no meio da noite- envolvi meus braços em seu pescoço- Se chama invasão de propriedade- pronunciei pausadamente cada sílaba.
- Só é quando não é aceito. Mas nesse caso eu sou mais que bem recebido.
Se inclinou sobre meu corpo, jogando seu peso em cima de mim, me fazendo cair na cama entre os sons de gargalhadas, interrompidas com beijos para não acordar vovó.
***
Eita que a noite de hoje promete haha.
Esse capítulo foi grande, mas ele foi tão gostoso de escrever que eu amei cada detalhe.
E vocês? Gostaram também? Diz aí o que acharam.
E não se esqueçam de votar também que isso ajuda muito na divulgação.
A gente se vê nos próximos capítulos.
Bjs.
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