Capítulo I - Pagina 5 -

Passei o resto da tarde sentada na varanda apreciando a horta repleta de capim e ervas daninhas, Eva odiaria ver sua horta assim.

Mais um dia se passou, um dia calmo e ensolarada, iguais minhas memorias de Eva, minhas memorias dela tocando flauta para as crianças do orfanato e dançando no gramado verde de sua casa, como uma pequena fada alegre jogando feitiços de paz e harmonia no mundo, Eva com certeza não era uma pessoa ruim, tinha sonhos, queria viajar pelo mundo, conhecer novas culturas, ser uma exploradora, uma mulher que cruzaria o oceano, e todo esse sonho, foi planejado comigo junto a ela.

Eva tinha um amor incondicional por mim, ela amava meu modo de falar, amava meu jeito de pensar, amava minha falta de entusiasmo, e minha coragem, amava ser minha amiga, ser a minha melhor amiga. E eu também a amava.

O detetive apareceu na minha frente indignado, não entendia o porque, mas trouxera a corda.

Sua corda não tem uma gota de sangue.

Olho a corda e percebo que não fora lavada corretamente e aponto para a macha avermelhada a qual mal aparecia, até mesmo eu cometeria tal erro se não fosse o ângulo que ele me mostrara, a mancha era antiga o sangue estava seco há muito tempo, isso era óbvio, assim dificultando ainda mais o seu encontro.

Essa mancha e do gato da Eva.

O detetive olha a mancha e não compreende, mas logo lembra, Eva tinha um gato, um gato que possuía a cor de um caramelo, ela amava o seu gatinho, porem, morrera um mês antes de seu assassinato.

O gato foi morto por alguém, ele foi estrangulado por uma corda.

Com carinho: Laura.B.Pinto

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