Space e poesia

Space

A muito tempo atrás,
Em uma galáxia nem tão distante,
Havia um certo rapaz,
Um tolo e jovem viajante.

De planeta em planeta,
De constelação em constelação,
Através de cometas,
Com uma louca determinação.

Queria explorar o universo,
Ver os planetas e seus habitantes,
Queria desvendar o verso,
Do tolo cavaleiro andante.

E assim partiu,
Deixando, por tempo, seu planeta natal,
Em sua rota sorriu,
Esperando chegar no final.

Mas o destino com ele foi cruel,
E o inesperado do inesperado ocorreu,
Sua nave então sucumbiu,
E com o tripulante, o que aconteceu?

Na sua frente estava o desconhecido,
Do fenômeno chamado buraco negro,
O coitado foi então consumido,
Deixando assim de existir.

Foi isto que o próprio pensou,
Mas quando se deu conta,
Estava flutuando do espaço,
Levado por uma invisível onda.

De imediato então percebeu,
O que seu corpo tinha se tornado,
O fenômeno este absorveu,
O próprio havia virado.

Pobre trinxiano,
Pobre viajante estelar,
Já não podia voltar para casa,
Pois só destruição viria a gerar.

E assim continuou a vagar,
Por meses, anos, eras,
Consumindo por vezes estrelas,
Mas nunca deixando-se exagerar.

Certo dia encontrou um viajante,
Curiosamente outro trinxiano,
A amizade logo se formou,
Com aquele outro cavaleiro andante.

Space, Space,
A vagar a vagar,
Quando há, tu, amigo,
De tua existência aqui retornar?

Não  me importo o tempo,
Meses, anos ou eras,
Hei de sempre estar aqui, te esperando.


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