Capítulo 48 - GRANDE IMPASSE
Acordei meio desnorteada. Daniel continuava dormindo e eu tomei um susto quando ouvi a voz do comandante falar, que em vinte minutos chegaríamos ao aeroporto. Acordei Daniel cuidadosamente. Ele acordou meio perdido, e depois se espreguiçou.
– Nossa, a onde estamos? Por quanto tempo dormi?
– Estamos há vinte minutos do aeroporto. Só dormiu por meia hora. Pensei que fosse demorar mais essa viagem. - eu voltei a encará-lo.
– Não, o colorado fica perto de Los Angeles.
– Já veio alguma vez aqui? - eu perguntei.
– Todas as férias de verão eu vinha pra cá. Aqui era o refúgio de meu pai.
– Então você tem uma casa aqui?
– Sim, eu vinha pra cá quando não tinha nada pra fazer. Saudade desse tempo. - Daniel falou e eu ri um pouco.
O comandante falou de novo pelo rádio e disse que já íamos pousar. Fiquei nervosa de novo. E só depois que vi, que o avião parou de andar eu fiquei calma. Quando saímos do avião. Eu senti uma grande lufada de vento frio no meu rosto. Daniel viu eu tremer. Era muito frio! Eu nunca estive em um lugar tão frio antes. Quando percebi Daniel estava colocando um casaco por cima de meus ombros.
– Fique com ele até entrarmos no aeroporto. - Daniel sorriu. Não tinha percebido mas Daniel estava de blusa. Uma blusa azul clara.
Quando entramos para dentro do aeroporto, fui recebida pelo ar quente. Sentei em um banco enquanto aguardava Daniel pegar nossas bagagens. O aeroporto era diferente dos aeroportos convencionais da cidade grande. Esse era meio rústico. Combinava com o clima da cidade. O aeroporto não estava muito cheio também. Mas não fiquei muito pra observar, por que Daniel logo me chamou para irmos embora.
Enquanto o táxi nos levava para a casa de férias do pai dele. Eu fiquei observando a rua pela janela. A neve cobria as ruas. E as casas e pequenos prédios eram todas no estilo europeu. Me sentia em outro mundo. Por que aquele lugar era diferente de tudo que já frequentei. Eu estava admirada por tanta beleza. O táxi então se afastou e entrou em uma rua. A rua tinha enormes casas, que depois logo desaparecia entre as árvores. E depois apareceu mais outra enorme casa. Elas tinham certa distância uma das outras. Até que o táxi parou. E então eu sabia que tínhamos chegado. Daniel desceu do táxi e abriu a porta para mim. Eu desci do carro e caminhei pro vento frio de novo. Estava tão frio que eu senti as têmporas de meu rosto congelarem. Daniel pegou nossas malas e pagou o táxi.
– Vamos Colleen, antes que você congele. - Daniel brincou e eu fiz uma careta.
Mesmo com a iluminação vindo somente do poste, pude ver o qual grande era a casa. A casa tinha o estilo rústico. Com pedras enfeitando as paredes da frente e fortes madeiras contornando a casa. Daniel abriu a porta da frente de casa. E então ligou a luz. Quando eu entrei pra dentro da casa, fiquei admirada. Havia um corredor e uma escada a minha direita. Havia um enorme cristal pendurado no teto do meio do corredor também. Daniel fechou a porta.
– Vamos dormir? Amanhã a gente arruma as nossas coisas e vemos o resto da casa. Eu estou muito cansado. - ele falou pegando as nossas malas que estavam encostada na parede. Eu concordei e subimos para o quarto.
Na manhã seguinte acordei com o ruído do forte vento na janela. Daniel ainda dormia. Parecia tranquilo em seu profundo sono. Suas bochechas estavam meio rosadas, eu gostava daquilo. Mas que horas deviam ser? Parecia ser muito cedo. Eu me levantei da cama e peguei o celular que estava dentro da minha bolsa. Ainda eram 7:30. Coloquei o celular sobre uma mesa que parecia ser de escritório. E abri um pouco da pesada cortina creme. E pude ver um pouco da vista da cidade. Parecia que eu admirava um quadro. A neve cobria a copa das árvores e as árvores formavam um belo desenho.
Voltei a olhar pra Daniel, que ainda dormia. Eu saí de mansinho do quarto e fechei com cuidado a porta cor de madeira. Desci as escadas com cuidado e caminhei sem fazer barulho pelo largo corredor. Quando cheguei ao fim dele. Era um enorme salão. Fui pro cômodo da direita e entrei no que parecia ser a sala. O interior da casa ainda mantinha seu estilo rústico. Havia uma enorme janela sobre a direta. Ela pegava do teto e terminava no chão. A vista que dava pro jardim era fascinante. Um sofá cor marfim ficava de frente a ela. Na parede a minha frente, havia uma lareira feita de pedras. A TV ficava na parede que dava vista a Lareira. Sai da sala e voltei pelo salão. Caminhei do salão até o outro cômodo. Era onde ficava a cozinha. Onde continuava com o seu estilo rústico. Os tons da cozinha eram quentes. Era uma cozinha bastante aberta. Fiquei admirada com a vista da janela. Havia um enorme lago do lado de fora. Fiquei boquiaberta. Esse lugar não existia.
– Admirando a casa? - a voz de Daniel me assustou. Eu olhei pra ele admirada.
– Você tem um lago? - eu falei.
– Minha mãe tinha. - ele falou.
– Nossa! Esse lugar é muito bonito. Seus pais tinham um bom gosto. - eu disse.
– Eu não gosto muito dessa casa. Ela é muito escura. Eu to pensando em vender ela e comprar outra mais moderna.
– Mas por que? Pra mim parece perfeito. Eu não venderia.
– Está com fome? - Daniel mudou de assunto.
– Estou, claro que estou. - eu disse me sentando junto a bancada que ficava no meio da cozinha. Daniel abriu a enorme geladeira e tirou de dentro dela uma jarra de suco e queijos. Depois abriu o armário e pegou um pacote de torradas.
– Dá onde surgiu essas comidas? - eu perguntei confusa. Daniel sorriu.
– Eu pedi pra Sarah vir arrumar a casa e pedi pra ela fazer umas comprinhas também. - Daniel se sentou ao meu lado.
– Quem é Sarah? - eu perguntei me servindo com o suco.
– É a empregada que eu contratei para cuidar daqui. Essa casa tem que sem limpa de meses em meses.
– Ah, claro. - eu bebi o suco.
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