Capítulo 14
Quando estava saindo do corredor escuro pude observar uma grande luz que vinha ao meio da outra sala. Corri até ela. Mas me arrependi no momento em que fiz. Raphael estava apontando a forte arma para um grupo de 15 homens. Era ele contra todos aqueles brutamontes, que o olhavam como se fosse carne fresca. Eu peguei minha arma e andei devagar até seu lado. Nós dois ficamos rodando em círculo. Olhávamos qualquer movimento que aqueles homens poderiam fazer.
– O que pensa que estão fazendo? - disse um forte homem careca. Ele tinha muitas tatuagens e segurava com força uma corrente de aço. Eu não sabia se olhava pra ele ou pra corrente.
– Estamos procurando alguém. - falou Raphael com sua grave voz. Não tinha medo nela.
– Acho que você veio procurar no lugar errado. - disse um homem enorme de forte e cabeludo. Ele chutou uma cadeira em nossa direção. Gemi um pouco quando ela parou centímetros de mim.
– Eu não estou a fim de matar ninguém, sério! Por que vocês não falam onde está o médico. - falou Raphael novamente. Um cara que parecia bêbado demais soltou uma forte risada.
– Você está tirando com a nossa cara não é? A gente não está com ninguém aqui! - o homem careca falou de novo enquanto estralava seus dedos. Pude observar os outros homens mexendo com correntes; Tacos de baseball; Pé de cabra. Isso não estava ficando bom. Engoli em seco.
– Raphael vamos sair daqui. - eu disse baixo. E pude sentir o olhar mal encarado de Raphael em mim.
– Ir embora? Mas por que ir tão cedo? - o homem estava caminhando até nós.
– Fique onde esta ou então eu vou atirar!- gritou Raphael. E o homem riu parecendo não se importar.
– Acho que não vai querer fazer isso. - o homem careca falou em divertimento e então andou apressadamente em nossa direção com o taco de baseball. Eu não pensei duas vezes e atirei nele. E ele caiu no chão gemendo de dor. Os outros homens começaram a se mexer.
– Colleen corra o mais rápido que puder! - gritou Raphael e eu assenti com a minha cabeça.
Raphael começou uma luta com dois homens e eu fiqueisem saber pra onde correr. Foi quando tombei por cima da cadeira e caí aos pésde um homem moreno mal encarado. Que me levantou pro ar com uma mão só. Estavaperdendo o folego. Mas deixei que ele me levantasse alto osuficiente para eu nocauteá-lo. Dei um forte chute em seu rosto e caí ao chãode novo, um pouco sem ar. Me recuperei rapidamente e então ouvi barulho decorrente. Dei uma cambalhota pelo chão e ajudei Raphael a nocautear o homem queestava batendo nele. Nesse momento alguém me pegou por trás e eu dei uma fortecotovelada no rosto para me soltar. O homem me soltou mas então me pegou desurpresa e me deu um forte soco pelo rosto. Senti o mundo girar ao meu redor.Eu cai de joelhos ao chão. Raphael estava ocupado demais lutando contra outrohomem. Nesse mesmo momento senti alguém puxar meu cabelo todo pra trás e entãoo forte homem a minha frente sorria e ele se preparava para dar um soco emcheio em meu rosto. Esperei o forte soco. Mas quando vi o homem estava no chãoagonizando. Raphael puxou meu braçocolocando me de pé.
– Atire e corra o mais rápido que puder! - Raphael falou e eu assenti um pouco zonza. Senti o gosto quente do sangue entrar pra minha boca. Eu comecei a correr e então atirei para todas as direções. Mas então senti um forte baque em minhas costas o que me fez ir ao chão. Olhei desnorteada para todos os lugares. Alguém me puxou e me colocou em pé de novo e depois acertou meu rosto em cheio com o punho. Me fazendo tombar de novo para trás. Eu senti o sangue escorrendo. Eu estava com tanta de sede de raiva que eu voei pra cima do homem de novo. Levantei alto minha perna e o nocauteei no rosto fazendo assim o homem cair ao chão. Peguei minha arma que estava no chão e corri o mais rápido possível.
Quando estava perto da porta da saída. Atirei em dois homens e me joguei pra fora daquele lugar. Terrivelmente cansada, eu caí ao chão arquejando.
Minha cabeça estava girando. O céu a minha frente estava rodopiando. O gosto do sangue em minha boca fez meu estômago revirar. Me posicionei em pé novamente e fiquei esperando pela volta de Raphael.
– Colleen o que está fazendo? - era a voz de Brandon e eu o encarei com o olhar fechado.
– Nada! O lugar está um pouco cheio. - eu falei. Mas creio que ele ficou um pouco assustado com a minha reação ou com o sangue.
– Cade Raphael? - perguntou Brandon de novo.
– Esta lá dentro! Mas já deve estar saindo! - eu disse
– Ok, eu vou lá! Fique aí com Caio! - gritou Brandon e então desapareceu pra dentro do galpão.
– Eu vou lá ajudar eles. - falei pra Caio e então senti seu braço me detendo de seguir em frente. Eu o encarei com o cenho franzido e ele apenas sorriu. – Me solta! - eu disse meio impaciente.
– Ficou maluca? O que você vai fazer lá dentro? Fique aqui, Raphael e Brandon sabem como se virar. Não é a primeira vez que eles lutam. - eu encarei Caio por mais um tempo e então ele me soltou. Eu escutei ele e me sentei encostada na parede.
Caio ficou na porta do galpão de vigia e eu resolvi relaxar um pouco. Minha cabeça estava gritando de dor. Não só minha cabeça, mas meu rosto todo. Sentia uma forte dor pelo nariz. Ardia como fogo por dentro dele. Um dos meus olhos parecia um pouco irritados. Meu corpo estava brutalmente destruído. Minhas costas estavam terrivelmente doloridas e temi novamente pelas minhas costelas. Ouvi vozes e percebi que devia ser os meninos. Me levantei e fui ao encontro deles.
– E aí, está tudo bem? - eu disse quando me deparei na porta com Raphael e Brandon.
– Está tudo bem. O lugar está limpo. Evan que se vire pra limpar depois. - Raphael riu. Raphael estava ótimo. Apenas com um pequeno arranhão acima da sobrancelha. Nem parecia que tinha lutado.
– Não encontraram nada lá dentro? - eu perguntei. Senti minha visão ficar um pouco embaçada.
– Não tem nada lá. Colleen, você está bem? - Brandon falou, mas sua voz parecia longe. E então tudo se apagou.
Em breve novos capítulos!!!
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