Capítulo 11
Quando acordei. O sol iluminava pelo meu quarto. Era abril de novo e a primavera estava de volta. O céu estava azul e sem nuvens. Tinha a impressão de que algo aconteceria. Eu deveria ficar com medo? Levantei um pouco aflita da cama.
Quando estava na cozinha tomando o café. Fui surpreendida por Kate.
– Já acordou! Caiu da cama? Colleen o que é isso em sua mão? - disse ela se servindo com um copo de suco. Kate parecia bem melhor, nem parecia que estava surtando há dois dias atrás.
– Eu me machuquei ontem no galpão. - eu escondi minha mão. Droga! Agora Kate não iria me deixar em paz.
– Como? - perguntou Kate desconfiada.
– Ah, eu caí. - eu dei de ombros.
– Hm, eu disse pra você ficar longe daquele chiqueiro, mas você não me escuta. Melhor você passar uma pomada se não essas marcas ficarão na sua mão e ela ficará feia. Você não quer uma mão feia? Quer? - Kate disse olhando pra mim.
– Não, claro que não. - eu disse como se me importasse.
– Colleen, preciso te contar um babado... - Kate foi interrompida pelo barulho do telefone. Ela revirou os olhos e foi atender a ligação.
– Oi... Tá.. Vou passar pra ela.- Kate deu o telefone pra mim. Eu o peguei de sua mão.
– Olá. - eu falei.
– Colleen, sou eu Raphael. Eu tentei ligar no seu celular mas você não o atendia. - Raphael falou rápido demais.
– Me desculpa! Eu estou na cozinha e o celular está no meu quarto carregando. Mas o que aconteceu? - eu perguntei com um certo nervoso.
– Achamos o possível esconderijo que Daniel possa estar. - Raphael falou e um estranho nervoso tomou conta de mim.
– Achou? Onde vocês estão? - eu olhei pra Kate e ele me fitava com preocupação.
– Estamos no galpão. Você vai com a gente?
– Claro que vou! Vocês podem vir me buscar aqui em casa? - eu falei enquanto caminhava com passos largos em direção ao quarto. Senti que Kate estava atrás de mim.
– Ok. Daqui a pouco estamos aí. - Raphael disse e então o telefone ficou mudo. Eu joguei o celular na cama e fui me arrumar.
– O que aconteceu Colleen? - perguntou Kate.
– Acharam o possível esconderijo que o Daniel possa estar. - eu disse enquanto colocava minhas roupas.
– Acharam? E você vai com os capangas de Greg? - Kate ficou um pouco alarmada.
– Não é a minha primeira vez que saio com os capangas de Greg. - eu disse enquanto amarrava o cabelo em um rabo de cavalo.
– Colleen você não precisa ir. - falou Kate com pânico novamente, e lá estava a Kate que eu pensei que tinha sumido. Eu coloquei minhas botas e realmente não ligava para o que Kate dizia. Estava ansiosa demais para ir salvar Daniel.
– Não precisa se preocupar Kate. Vai ficar tudo bem. - eu disse quando acabei de amarrar as botas.
– Colleen é perigoso. Você acha que isso é um jogo de videogame? - enquanto Kate falava eu pegava tudo o que era necessário para se defender.
– Kate vou ficar bem, não treinei a toa. Vou resgatar o Daniel. Eu vou trazê-lo sã e salvo para a casa. Me deseje sorte, apenas. - eu dei um sorriso e caminhei de volta pro hall de entrada.
– Você é teimosa mesmo! Fique bem, por favor. Não quero que Evan te machuque de novo. - ela disse com terror em seus olhos.
– Eu vou ficar bem, eu prometo. Agora tenho que ir. - eu dei um breve sorriso e saí pela porta.
Fiquei esperando Raphael na entrada do apartamento. E não demorou para o forte carro preto aparecer. Onde eu corri e entrei pra dentro dele.
– E então onde ele está? - eu falei me ajeitando no banco de trás.
– Em um hospital abandonado. Fizemos uma vigia por lá e vimos um dos homens de Evan andando pelo o local. Agora nós vamos checar o local pra ver se confere com o que achamos que é. - disse Raphael. Ele dirigia rápido demais.
– E tem certeza de que Daniel possa estar lá? - eu perguntei um pouco ansiosa.
– Acho que sim. O lugar é grande. Você pegou tudo o que precisava? - falou Raphael com sua voz grossa.
– Peguei sim. Agora ande mais rápido com o carro. - eu falei por fim e Raphael deu uma curta risada e ele então acelerou.
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