Prólogo
*Olá pessoal, antes de mais nada, quero dizer que o prólogo saiu um pouco grande e o dividi em duas partes. Tenham uma boa leitura, comentem e votem, bjos :)
Depois que Colleen tomou o tiro, a multidão começou um alvoroço e todos saíram correndo assustados. A polícia deu segurança, mas não resolveu muita coisa. Quase me debrucei sobre Colleen, só que o policial me afastou do corpo dela. Eu estava em pânico e meu mundo tinha sido desmoronado e não sabia por quanto tempo ficaria assim.
- Colleen!! - eu gritava desesperado, havia uma multidão ao meu redor, só que eu nem me importava. A garota que eu amava, sangrava e estava desfalecida sobre o chão.
- Colleen, acorde!! - eu tentei mais uma vez, mas os policias me afastaram do corpo de Colleen. Olhei a minha volta, onde tudo estava um caos. Queria ficar ao lado de Colleen, mas eu não podia fazer muita coisa com um braço quebrado. Apenas esperei colocarem o corpo da Colleen na maca e entrei pra dentro da ambulância, os paramédicos faziam os primeiros socorros. Mas havia algo estranho.
- Sinto muito Daniel – disse Maurício e Julie, os paramédicos que eu conhecia há alguns anos.
- Estou me sentindo horrível e não tem nada que eu possa fazer. - falei cansado e derrotado. Notei que os paramédicos estavam tendo problemas ao examinar Colleen, preocupado perguntei.
- O que está acontecendo? Ela não está conseguindo respirar?
- Não estamos encontrando o pulso – disse Julie, uma mulher negra de cabelos volumosos e presos. E o meu couro cabeludo começou a pinicar. Me aproximei da maca onde pendia o corpo de Colleen.
- Gente por favor, vocês precisam encontrar. Eu não posso perder a Colleen. Se não fosse meu braço eu ajudava.- disse com calma, apesar de estar sob forte tensão.
- Fique tranquilo Daniel, vamos manter sua garota viva. - piscou Maurício e eu assenti.
Chegamos rapidamente ao hospital e saímos em disparada pra dentro dele, fui atrás do dr. Marcel, médico geral e também fui atrás do dr. William, que assim como eu, era um médico cirurgião cardiovascular. Corri por dentro do corredor e quase me esbarrei no dr. Marcel.
- Dr. Marcel me ajude, minha namorada está entre a vida e a morte. - eu supliquei com lágrimas nos olhos.
- Então vamos, onde ela está? - perguntou o dr. Marcel agora preocupado.
- Eu mandei encaminhá-la ao centro cirúrgico. - eu falei andando com pressa pra dentro do centro de cirurgias.
- O que houve com ela Daniel? E você? - falou dr. Marcel, eu não tinha visto sua expressão. Mas pelo tom de voz pude perceber a preocupação.
- Você não viu na TV, o sequestro? - perguntei pra ele pasmo.
- Ah sim, ela estava lá? - disse o dr. Marcel surpreso. - Que tragédia Daniel. - ele ficou atônito. Porém eu ainda precisava salvar Colleen.
- Pois é, agora ela está aqui e precisamos salvar ela. Ela levou um tiro e não sei se pegou em algum órgão. E estou bastante preocupado, eu gostaria de ajudar, mas com esse braço engessado é impossível. - eu disse furioso.
- Dr. Daniel! - disse Susan a enfermeira de cabelos castanhos e cacheados, ela caminhou apressadamente em minha direção.
- O que aconteceu? - o mundo parou de girar enquanto eu esperava a resposta dela.
- Fizemos a tomografia da sua namorada e bem o resultado não é dos melhores.
- Por que? O que houve? Atingiu algum órgão? - fiquei aflito e Susan voltou seu olhar tenso pra mim e depois falou.
- O problema não foi a bala, ela está alojada em uma das costelas. O problema mesmo está na cabeça dela. Ela teve um traumatismo craniano, ela deve ter sofrido alguma contusão na cabeça. Pois a pancada foi feia. - Susan apertou os lábios.
- E agora? Precisamos de um neurocirurgião, ligue para o Fernando, vá agora. - corri com o dr. Marcel para o quarto onde Colleen estava alojada.
Os outros médicos a preparavam para a cirurgia e minha cabeça estava a mil. Eu sabia muito bem que Colleen tinha uma grande possibilidade de morrer e uma pequena chance de sobreviver, já tinha visto inúmeros casos de jovens que morreram por causa de traumatismo craniano. Fiquei aflito, mas também agarrei- me a minha fé e tinha certeza de que tudo daria certo.
- Ela já sofreu duas paradas cardíacas, só nesse meio tempo Daniel. - Jorge disse enquanto colocava uma intravenosa em Colleen e meus olhos saltaram pra fora
- O que?? - eu gritei
- Está tudo sob controle agora – jorge disse relaxado.
- Ela teve duas paradas cardíacas e você ainda fala que está tudo sob controle? Qual é o seu problema? - eu falei um pouco alterado.
- Calma Daniel, o batimento cardíaco estava fraco e ela teve bastante perda de sangue. - disse Márcia a enfermeira, ela bastante tranquila voltou a falar. - Vai ficar tudo bem. - ela deu um leve sorriso e eu apenas assenti com a cabeça. Nesse momento, o dr. Fernando chegou acompanhado por Susan.
- Susan me contou o que aconteceu, sinto muito Daniel, vou fazer o que puder para ajudá-la. - Fernando apertou os lábios e foi se preparar para entrar em cirurgia.
- Obrigada Fernando, salve-a, por favor. - implorei mais uma vez.
- Vai ficar tudo bem Daniel. - disse dr. Marcel dando leve tapas na minha costa. - Agora estou convidando você a se retirar da sala. - falou ele, por fim.
- Tudo bem. - não bati o pé e saí calmo pra fora da sala. Essas leis de hospital, nunca pensei que fosse sentir na pele o que estou sentindo. - Se acontecer algo novamente me avise, por favor. - voltei a falar.
- Pode deixar. - Marcel apertou os lábios e fechou a porta.
Saí andando pra fora do centro cirúrgico, estava inerte a qualquer pensamento, minha cabeça estava em outro lugar. Andei cabisbaixo até a recepção onde eu tinha que cancelar todas as minhas consultas e repassar para outro médico, mesmo que eu estivesse com a cabeça em outro lugar eu tinha de fazer isso, pelo menos ficaria distraído.
- Jennifer, cancele todas as minhas consultas e repasse para outro médico as que não tem como remarcar. - eu falei a recepcionista que matinha seus olhos grudados na tela do computador, mas ainda sim balançava a cabeça ao que eu dizia.
- Mais alguma coisa Dr. Wright Coleman? - ela voltou seu olhar para mim com um sorriso simpático no rosto.
- Por enquanto é só isso, - dei meio sorriso e voltei a andar pro centro de cirurgia.
- Daniel!! - a voz de Kate veio ao fundo e me fez parar de caminhar, me virei para vê-la, ela veio correndo ao meu encontro. - E a Colleen? Como ela está? - ela perguntou ainda suspirando de cansaço.
- Ela está em cirurgia agora, mas está tudo bem. - me mantive calmo, pois não queria Kate se acabando de nervoso no hospital.
- Vai demorar muito? Será que ela vai demorar pra acordar? - Kate passou a mão com raiva sobre os cabelos e os segurou por determinado momento e depois o soltou.
- A cirurgia vai demorar um pouco Kate. - eu soltei um suspiro e disse com calma. - O caso da Colleen é mais complexo do que realmente parecia ser.
- Ah? Do que está falando? - ela me olhou sem entender nada do que eu falei, já estava acostumado com esse tipo de feição.
- O caso da Colleen é delicado e precisa de bastante cuidado.
- Delicado como? Ela tomou um tiro. Ela não vai sobreviver? - Kate voltou a me olhar com pavor nos olhos.
- Pra dizer a verdade não sei Kate, não sei se a Colleen vai sobreviver. - um nó apertou sobre a minha garganta, mas eu engoli o choro.
- Ela não pode morrer Daniel! Eu faço qualquer coisa pra salvar a vida dela! É de um trasplante que ela precisa? Eu tiro minha vida para dar o coração para ela! Eu faço qualquer coisa!! Mas salve – a, eu suplico. -o pânico tomou conta de Kate e então ela começou a chorar.
- Não, não é isso Kate, fique calma, sente-se. - eu a fiz sentar sobre o banco branco que ficava no meio do corredor. Ela voltou o seu olhar assustado para mim e eu suspirei novamente. - Ela teve um traumatismo craniano, não teve nada a ver com o tiro que ela levou. A bala ficou alojada em uma das costelas. O problema maior é que não sabemos como ela vai reagir quando a cirurgia acabar. - encarei Kate por fim.
- Um traumatismo craniano? Como assim? Ela levou um tiro, como ela pode ter sofrido um traumatismo? - Kate ficou confusa.
- Ela deve ter sofrido alguma queda, deve ter batido a cabeça com força em algum lugar. Ocorreu algo enquanto ela estava com Evan.
- Não posso acreditar nisso, meu irmão machucando vocês dois. Me sinto horrível. - Kate baixou a cabeça e começou a chorar.
- Kate não fique assim, não foi sua culpa. A Colleen vai ficar bem, tenho fé nisso.
- Espero Daniel, por que se acontecer algo, eu não vou me perdoar. - ela disse arrasada.
******
8 horas depois...
Kate dormiu sobre o banco e eu fiquei acordado, vi as pessoas indo embora e outras chegando ao hospital. Colleen saiu do centro cirúrgico ha duas horas atrás e agora está na UTI, foi só isso que o dr. Marcel me falou. E agora estou esperando por mais informação, precisava saber se Colleen ainda corria perigo. Acordei com alguém me chamando, quase saltei pra fora do banco, era o doutor Marcel.
- Me desculpe Daniel, mas vim lhe trazer mais informações.
- E então o que aconteceu? - de repente havia perdido o sono e falava como se estivesse bem descasado.
- Ela não esta nada bem. - Marcel fez uma longa pausa e meu coração quase disparou.
- O que! Como assim? - o pânico voltou a tomar conta de mim.
- A cirurgia em si foi um sucesso, conseguimos estancar o ferimento, quase houve uma hemorragia, mas no fim deu tudo certo. O problema é que a Colleen não responde aos sinais. Tentamos de tudo. Ela anda tendo crises de epilepsia, mas passa e depois ela volta a dormir. - Marcel dizia com calma e eu estava exasperado, não sabia o que dizer.
- Como você já deve saber, não vai demorar muito pra ela entrar em um coma, ainda mais no caso dela, onde ela não abre nem os olhos para dar um sinal. Bom é só isso. - doutor Marcel saiu andando. Porém eu precisava de uma resposta.
– Dr. Marcel espere! Eu preciso de uma resposta! - eu corri atrás dele.
– Não tenho como te dar uma resposta agora Daniel. - disse o Dr. Marcel, que continuava andando.
– Eu só preciso saber. - eu falei nervoso.
– Desculpe Daniel, mas você sabe como ela está. Eu falei pra você, a cirurgia foi bastante complicada, mas foi um sucesso. Tenho minhas dúvidas, por que com ela entrando em coma não sei se ela vai sobreviver. - Dr. Marcel falava sério. - Aquela contusão que ela teve na cabeça dela estava horrível. É um milagre ela ainda estar viva. - Dr. Marcel leu o prontuário da Colleen e parecia pensar.
– Eu sei como as coisas funcionam. Eu sou médico também. Mas isso nunca aconteceu comigo antes. Eu estou muito nervoso. - eu falei baixo.
– Sinto muito Daniel. - ele apertou os lábios e saiu andando pelo corredor. Eu fiquei sem saber o que dizer. Pela primeira vez eu me senti impotente.
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