Capítulo 30
Andamos pela rua sem falar nada. Não precisa dizer como Verônica estava bonita. Seu cabelo estava liso e sem ondas. Estava mais claro, não tinha mais tom de dourado. Usava uma roupa toda social preta. E com um salto enorme. Seu decote também chamava bastante atenção pra si. Algumas coisas em Verônica me lembravam Kate. Como o tom bronzeado e o bom gosto pra escolher roupa. Verônica então entrou em uma lanchonete com estilo clássico. Apostava que o café aqui não saia por menos de dez dollars. Verônica se aconchegou em uma mesa ao meio da lanchonete e eu me sentei na cadeira.
– Bem o que tem pra falar? - eu disse enquanto encarava seus olhos verdes com uma maquiagem escura.
– Antes vamos fazer os pedidos. - ela deu um leve sorriso. E eu senti vontade de revirar os olhos. Verônica pediu um café completo, eu não quis nada.
– Bom, enquanto meu pedido não chega. Vamos colocar o assunto em dia. - ela sorriu e falava como se me conhecesse a bastante tempo.
– Antes de tudo queria te pedir desculpa. Não deveria ter te tratado tão mal naquela vez na casa do Daniel. Eu estava um pouco fora de mim. Não queria ter ditos tais coisas a você. Mas agora estou bem. - ela passou a mão em seus cabelos. E nesse momento me liguei que ela falava de seu problema com a bebida.
– Está tudo bem Verônica. - eu disse.
– Colleen, eu e Daniel estamos juntos de novo. - ela falou e eu engoli em seco.
– Tudo bem. Não estou mais com ele mesmo. - eu dei de ombros. Mas no fundo senti uma dor em meu peito.
– Ah que bom. Ainda bem que eu te encontrei na rua. - nesse momento o pedido de Verônica chegou e ela logo se serviu bebendo seu café e então voltou a falar mexendo em seus cabelos novamente.
– Daniel pediu para eu entrar em contato com você, ele disse para você buscar algumas coisas que ficaram na casa dele. Aqui está o novo endereço. - Verônica me entregou um pedaço de papel e eu arqueei uma das minhas sobrancelhas.
– Ele se mudou? - eu perguntei confusa.
– Sim. Ele disse pra você ir no sábado as 16:00 horas. - ela voltou a beber o café dela e comer um bolinho.
– E por que ele mesmo não me ligou? - eu perguntei enquanto olhava o papel em minhas mãos.
– Ele estava meio ocupado e pediu que eu fizesse isso.
– Que tipo de coisas? Eu acho que não deixei nada na casa dele. - eu ainda estava confusa.
– Tem algumas roupas suas por lá e ele também quer te dar um negócio. Mas não sei bem o que é. - ela sorriu. Mas eu fiquei desconfiada.
– Era só isso? - eu disse afastando a cadeira para eu me levantar.
– Não, Colleen espere. - Verônica falou me olhando.
– O que foi? Tem algo mais a dizer? - eu, por fim, me levantei da cadeira.
– Não, era só isso mesmo. Obrigada por conversar comigo. Te vejo no sábado. Ok?
– Até sábado. - e eu fui embora sem dar tchau.
Quando saí pra fora da lanchonete soltei uma lufada de ar. Eu ainda não conseguia acreditar que tive uma conversa com aquela mulher. Sem me irritar e sem querer puxar o cabelo dela. Mas então a dúvida voltou. Que coisa Daniel queria dar a mim? E por que ele mesmo não me ligou? Eu sei que ele anda ocupado demais, mas dois minutinhos não ia custar nada. Eu mordi meus lábios. Durante o caminho inteiro de volta pra casa fui pensando sobre Daniel. Será que ele ainda estava nervoso comigo? Aquele dia que ele me viu beijando Liam ele parecia bem nervoso. Mas o que eu podia fazer? Daniel tinha se mudado de casa e trabalhava em outro hospital. Estava tudo muito estranho. Quando cheguei em casa. Fui surpreendida pelos gritos de Kate que vinham da sala. Corri para ver o que era, pois pensei que alguém estava matando Kate.
– Colleen corre! O Daniel está na TV! Corre! - ela gritava com um desespero. E então corri para ver Daniel na TV.
– Olha Colleen! Seu namorado agora é o médico mais invejado e cobiçado da cidade. - disse Kate com certa empolgação.
– Kate fique quieta. Eu estou tentando ver a TV. - eu a encarei com um olhar. Kate fez careta e depois enfim pude prestar atenção na reportagem.
– Hoje estamos aqui na cidade de Los Angeles, para mostrar o mais novo hospital que foi reformado e essa semana teve as portas abertas novamente! Tudo isso graças ao Dr. Daniel Wright Coleman. Como surgiu essa ideia? - perguntou o repórter a Daniel.
– Surgiu há uns meses. Na verdade eu sempre tive o sonho de construir um hospital, mas meus planos mudaram após eu voltar do trabalho e me deparar com esse grande hospital abandonado. Depois disso eu resolvi ir fundo com a restauração do hospital. - Daniel sorriu. Pude ver o quanto ele estava feliz. Senti uma pontada no meu coração. O repórter continuou.
– E foi fácil para comprar o hospital? A prefeitura gostou das suas iniciativas?
– Pra comprar foi fácil sim. Em relação à prefeitura, eu tive de fazer várias reuniões e mostrar as minhas ideias e foram boas. - Daniel sorriu de novo.
– E quais vão ser suas prioridades? - perguntou o repórter entusiasmado.
– As minhas prioridades são obvias. Eu gostaria de ajudar a população, principalmente àquela que não tem benefícios suficientes para pagar um hospital. Os custos serão baixos e tenho certeza de que todos vão poder se sair bem no hospital.
– Assim queremos que seja. - o repórter riu e continuou. - Grandes ideias Dr. Daniel, agora também empresário. Agora me conte um pouco sobre o nome que você deu ao hospital. Por que você resolveu colocar o nome do seu pai? Você se inspirou no seu pai para tudo isso?
– Sim! Meu pai foi um grande Doutor aqui na cidade de Los Angeles. Ele ficou conhecido por ser um dos primeiros médicos a ter cirurgias de transplante bem-sucedidas. Nada melhor do que homenageá-lo dando o nome dele ao meu hospital. Não foi só foi um médico, mas um ótimo professor de ciências. Tudo o que sou hoje, eu aprendi com ele e tenho muito orgulho dele. - disse Daniel com orgulho nos olhos
– E sua vida pessoal como vai?
– Vai ótima! Creio eu, que eu estou no melhor momento de minha vida. Agora preciso ir e atender as exigências do hospital. Foi um prazer recebê-lo e obrigada a todos do jornal de Los Angeles. - Daniel sorriu e acenou sua mão fazendo um sinal de tchau ou de oi.
– E essa foi mais uma entrevista. De Gabriel Richard para o jornal de Los Angeles. - o repórter terminou a entrevista e enfim a câmera terminou a matéria mostrando o hospital que Daniel havia comprado. Era um prédio em formato quadrado. Suas paredes eram brancas com janelas espelhadas. O prédio era enorme. Pude observar o nome do pai de Daniel no alto do prédio. Hospital Robert Coleman. As letras eram nas cores azul escura. Depois o jornal voltou de volta para o estúdio, onde a jornalista esperava com um sorriso. Não prestei mais atenção na TV.
– E aí Colleen, conseguiu falar com o Daniel? - disse Kate se ajeitando sobre o sofá.
– Não, mas tive a conversa mais louca de minha vida. - eu me sentei no sofá ao lado de Kate e voltei a falar. - Você não vai acreditar com quem eu conversei esta tarde.
– Quem? Algum famoso. - Kate disse cheia de curiosidade.
– Não. - eu revirei os olhos e voltei a falar. - Verônica. - eu engoli seco e Kate me olhou como se não acreditasse.
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