Capítulo 29 - Ruína

O mês de setembro já estava quase na sua metade, o aniversário de Daniel se aproximava, seria no dia 20 e já tinha um mês que eu não o tinha visto. Depois de duas longas semanas eu e Kate conseguimos deixar o apartamento organizado. Essa semana eu consegui fazer as rondas pela cidade. Acontecia sempre de madrugada. Mas ainda não havia nenhum sinal de Evan. Eu e Liam ainda tínhamos nossos encontros casuais e eu conseguia me divertir. Liam não queria nada a sério e nem eu procurava. Eu agora arrumava uma caixa que continha meus livros, filmes e CDs favoritos.

Quando terminava de empilhar meus livros na estante. Eu observei a outra caixa com um título um tanto tosco " se lembra de mim?" Eu curiosa decidi ver o que era aquilo tudo. Eu abri a caixa e visualizei milhares de cartas. Eram todas de Daniel. Mas era tudo sobre nós. Eu decidi ler algumas. Pois já não lembrava muito do que ele escrevera. Passou um tempo e quando olhei pela janela já estava escuro. Por quanto tempo fiquei aqui? Eu recolhi as cartas e organizei tudo e terminei de arrumar as prateleiras. Eu tomei banho rápido demais. Menti pra Kate que ia sair com Liam – mas na verdade ia fazer outra ronda atrás de Evan. Quando saí do apartamento Liam já me esperava.

A ronda aquela noite foi leve, só rondamos pelos bairros pobres. Liam aquela noite parecia estranho. Mas não sabia bem o que era. Quando voltei pra casa, encontrei Kate, ela estava dormindo no sofá. Eu a acordei e então ela foi dormir em sua cama. Antes de dormir pensei por demais em Daniel. Eu gostaria de saber como ele estava e era isso o que eu faria na manhã seguinte e assim caí no sono.

Acordei com o barulho do liquidificador e pensei que eu estava prestes a morrer cortada ao meio por uma serra elétrica. Eu levantei assustada. Quando cheguei à cozinha eu encontrei Kate. E parecia que havia passado um furacão pela cozinha.

– Kate o que está fazendo? - eu disse assustada.

– Waffles! Mas não está sendo fácil de fazer. - ela falou alto por causa do barulho. Eu tomei um copo de suco e comi uns biscoitos e fiquei visualizando Kate e a sua bagunça. Ela estava completamente nervosa, enquanto olhava uma de suas receitas em seu tablete. Tomei meu café e deixei Kate com sua bagunça na cozinha. Eu me arrumei. Estava até comportada demais. Meu cabelo chanel voltava a aparecer. Quando saí pra fora do quarto encontrei Kate de novo e ela estava toda suja.

– Kate o que você fez? Resolveu tomar banho com a massa do waffle? - eu olhei pra Kate assustada e ela parecia furiosa. Tentei não rir.

– Não Colleen! A droga do liquidificador quebrou e quando eu fui tirar a tampa da parte de cima, deu a doida naquela máquina e voou massa pra tudo que é lado! Droga! - ela falou furiosa.

– Kate eu queria lhe ajudar, mas agora vou ter que sair. - eu disse andando até a porta.

– E a onde você vai? – Kate falou enquanto limpava os respingos da massa de seu rosto.

– Eu vou atrás do Daniel. Tchau. - eu saí antes que ela me impedisse de sair.

Por que eu vim atrás de Daniel? Por que eu precisava conversar com ele, precisava ver ele e como ele estava. Da última vez que eu o vi não foi nada legal. Eu até podia telefonar pra ele, mas acho que ele não iria me escutar, então decidi vir atrás dele. Quando cheguei ao centro médico. Caminhei até a portaria par buscar informações sobre ele.

– Olá, bom dia! Eu gostaria de pedir uma informação. - eu encarei a moça que parecia entediada por trás do balcão.

– Sim, como posso ajudá-la? - ela disse me olhando através de seus óculos.

– Eu gostaria de saber se o Dr. Daniel Wright Coleman está por aqui. Fale que uma amiga está aqui para vê-lo. - eu falei.

– Desculpa senhora, mas o Dr. Wright Coleman não trabalha mais aqui. - ela me deu um sorriso forçado. E eu fiquei sem entender.

– Não trabalha mais aqui! E você sabe pra onde ele foi? - eu perguntei me esguichando ainda mais sobre o balcão.

– Ele saiu do Hospital tem mais de um mês. Ele agora trabalha no próprio hospital. - disse à assistente que agora digitava algo pelo computador.

– Ele tem um hospital? - eu fiquei surpresa.

– Sim.

– E você sabe onde fica?

– Infelizmente não. - ela me olhou como querendo dizer 'sinto muito'

– Ah, então tudo bem! Obrigada mesmo assim. - eu fuiembora sem nenhuma pista sobre Daniel. Mas já que ele não estava aqui. Euresolvi ir até a casa dele. Enquanto pegava a chave do carro na bolsa, me esbarrei em alguém. Alta e loira, Verônica. O que ela fazia aqui? Já que Daniel não trabalhava mais por aqui.

– Colleen... - Verônica parecia surpresa ao me ver. E eu não sabia o que dizer.

– Verônica, o que faz por aqui? - dei um sorriso falso.

– Daniel pediu para eu vir aqui buscar umas coisas que ficaram por aqui. - ela falou sorrindo. Engoli em seco e ela voltou a falar. - E você o que faz aqui?

– Vim fazer exames. – menti e apertei meus lábios.

– Hm, já que te encontrei por aqui gostaria de poder conversar com você. Se não se importa. - ela disse enquanto colocava um longo fio de seu cabelo platinado atrás da orelha. O que a vaca queria? Estranha ela estava. Mas o que ela queria.

– Okay. - eu disse sem falar mais nada.

Tive que esperar Verônica pegar todas as coisas de Daniel o que demorou muito. Eram pastas e mais pastas. Pensei que não fosse acabar. Quando eu estava desistindo e prestes a ir embora verônica se voltou para mim.

– Terminei, vamos? - ela falou sorrindo. E eu apenas assenti.


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