Correnteza
Fabrício cego pelo ódio e pela vingança, não acreditava que o chefe que tanto admirou, o exemplo que o inspirava, que um dia o tratou como filho. Tinha arrancado o bebê de dentro de Juliana, o estômago dele revivara e queimava igual um incêndio. O mundo por um minuto parou e parecia que dentro de sua cabeça iria explodir em milhões de pedaços e o seu coração foi despedaçou em milhões de partes que ninguém seria capaz de colar novamente.
Então pegou o primeiro vôo para Los Angeles e sua mão parecia pálida e o humor apático, como se fosse a porra de um morto sem reação. Se sentou no acento e sua perna balançava incansável para cima e pra baixo, cheia de ansiedade e desespero com isso as palavras de Juliana ecoava em sua cabeça e contava os minutos para colocar as mãos em Leonor, uma criança chorava sem parar e os gritos ecoavam no ambiente do avião quando Fabricio pensou que iria surta com aqueles incontáveis berros e choros, o avião pousou e rapidamente Fabrício saiu acelerando os passo e indo até o banheiro, sentiu seu estômago revirar e o vômito saiu pela sua garganta, a dor que sentia dentro de si era ardente e insuportável. Limpou a boca com braço direito e foi até a pia lavar a mão, por um momento se olhou no espero e seus olhos trasmitia dor e as lágrimas não saiam.Fabricio socou o espelho do banheiro e não se importando com os cacos em sua mão foi na única direção que interessava, matar Leonor.
Desta forma Los Angeles continuva bela e as árvores e a placa escrito " HOLLYWOOD" posicionada em um monte marrom continuava lá, intacto e perfeito. Os prédios altos com janelas abertas e casas com muros brancos e a praia beijando todo o asfalto, a areia marrom clara e água azul que a correnteza puxava e levava, os carros passavam pelas bandas apresados e mulheres fumavam cigarros despreocupadas com a vida e sua responsabilidade.
Fabrício se lembrou do hospital em que Juliana foi direcionado naquela época e seguiu para o mesmo, porém foi surpreendido que estava com uma placa enorme escrito " FALÊNCIA" e abandonado, só restava ruínas do lugar e o cheiro de maconha que vinha ao se aproximar. Assim, olhando para os lados tentando buscar alguma forma de obter informações e notou um homem de regata listrada e shorts gastos pelo tempo, apresentava ter um pouco mais de meia idade, as olheiras o denunciava pelo cansado e os lábios pequenos e reprimidos, estavam sem cor. O homem andava de maneira calma e parecia ter se acostumado com o caos de dia vida, Fabrício se aproximou e perguntou:
- Com licença, você sabe me dizer se hospital que ficava aqui foi transferido pra outro lugar ou realmente foi fechado ?
- Meu jovem, esse hospital foi fechado a anos e foi transferido para o centro da cidade. Foi até melhor que foi fechado, os velhos igual a mim precisa descansar e os jovens como você, precisa dominar o mundo.
- Obrigado.
Fabrício virou-se de costas e foi em direção ao centro da cidade, sentido a brisa do vento em seu rosto e observando como tinha se esquecido como era estar em Los Angeles, tudo que a cidade oferecia, avistou a calçada da fama sendo fotógrafa por turistas e crianças brincando alegremente na rua e por um momento sentiu inveja da alegria que sentia e neste estante pegou o celular, abriu a caixa de Emais e digitou para seu amigo:
" Preciso que me ajude em uma coisa, lembra aquela missão em Los Angeles que teve um tempo atrás, preciso que descubra tudo sobre uma tal de Leonor e não demore, estou de péssimo humor."
" Ok, farei o possível para encontrar. "
Fabrício colocou o celular no bolso e continuou a seguir seu rumo, avistando de longe o parque de diversão que ficava no fundo da cidade. A roda gigante branca com cadeiras amarelas e vermelhas intercaladas
girava com calma e casais e crianças estavam dentro da mesma, sorriam felizes e olhavam para o horizonte. Fabrício, sentiu uma pontada no peito por ter aquela sensação de nunca iria poder conhecer seu primeiro filho já que foi tirado, assim tentava se colocar no lugar de Juliana e como ela carregou essa cicatriz tão funda em seu peito e como estava destruída e cansada de ter decepções ao invés de amor. Sentiu pena e parecia que Fabrício foi jogado dentro de um oceano e água inundava todo o seu peito e consciência e ele não sabia se ia nadar ou simplesmente deixar se levar pela correnteza.
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