PRÓLOGO

Hades Armand

Havia poucas coisas no mundo que poderiam deixá-lo fascinado, encantado e obcecado. Mas aquele azul intenso e brilhante o observando a uma distância considerável era fascinante. Tudo ao seu redor pareceu parar ao ver aqueles olhos brilhantes como duas pedras preciosas fixados nele e em seus movimentos. A dona daqueles olhos tinha uma beleza inigualável, era suave e impactante, angelical e diabólica, os cabelos eram ondulados e se moviam como um véu de seda ao seu redor, ele não podia ver o corpo devido a escuridão do lugar mas tinha certeza de ela não era nem um pouco baixa.

— Hades?

O homem voltou sua atenção para os dedos que estalaram frente aos seus olhos e voltou a tomar a bebida em seu copo lentamente.

— Hm?

Dawson revirou os olhos, estalou a língua ruidosamente e se encostou no sofá. Seus amigos ao redor riram antecipadamente do drama que viria do rapaz loiro e charmoso.

— Você fica olhando para rabo de saia e não presta atenção no que eu falo, depois que você for preso ou tiver algum problema judicial vem correndo igual cachorrinho atrás de mim!

— Dawson, não é assim…

Os olhos claros de Alexandre Dawson se reviraram de forma teatral e sua mão se encostou no próprio peito.

— Oh meu amor, não é? — perguntou, retórico — Desculpe mas… Quem livrou o seu rabo redondo de ser fodido na cadeia há poucas semanas?

Hades bufou.

— Diga, vamos, diga!

— Você…

— Ahn?! — Dawson colocou a mão próxima ao ouvido — Desculpe, o som está alto demais, repita!

Os que estavam ao redor riram alto, adorando o comportamento melodramático do amigo e a forma como ele conseguia deixar Hades Armand sem graça.

— Foi você, Alex.

— Ahh, muito obrigado por reconhecer meu trabalho!

Will puxou a carteira de cigarros do bolso do irmão e tirou um dos cilindros de dentro dele, colocando-o na boca e acendendo com um isqueiro perdido na mesinha de centro. Ele observou todo o cassino com expectativa de encontrar uma pessoa específica que estava esperando, ele soprou a fumaça de seus pulmões lentamente e voltou a olhar para os amigos que discutiam sobre algo relacionado a drogas.

— Ah… — Gus estendeu a voz em um gemido alto que atraiu a atenção de todos — Será que poderíamos esquecer o trabalho por algum tempinho? Estamos em Vegas!

Priscilla Yang era a única garota presente entre tantos garotos. Ela revirou os olhos e jogou as pernas em cima da mesinha de centro, olhando para Gus com deboche, o respondendo em seguida:

— Estamos em Vegas a trabalho, gatinho.

— Sem discussão vocês dois — Hades ordenou.

— Anthony chegou! — Will avisou com animação ao ver o rapaz adentrando a sala com o primo Jaz ao seu lado e jogando papeis em seu colo — Encontrou?!

— Só alguns dados, sinto muito, vou continuar procurando.

Will e Gus saíram rapidamente da sala carregando os papeis e sem dizer uma única palavra a respeito do que havia neles.

— Ei, Hades — Jaz chamou — Olha só quem encontramos.

O choque tomou os rostos de todos ao verem a mulher alta de quase 1,80 cm de altura, cabelos crespos e altos, olhos escuros e brilhantes como os de uma corça e pele negra os encarando com um sorriso. A mulher colocou a mão na cintura enquanto observava os amigos de infância a encarando como um fantasma.

— Megan?!

Ela riu baixinho.

— Em carne e osso.

Megan Williams jogou-se no lado livre do sofá. A sua postura e o seu olhar analítico não passou despercebido por todos ali, sua profissão estava óbvio até demais. Antônio e Jaz se sentaram cada um ao lado de Priscilla e não demoraram para começarem a beber.

— E então…? — Dawson perguntou, cruzando os braços.

A mulher puxou algo do bolso e jogou na mesa bem à frente deles. Era um distintivo com as letras FBI gravadas e sua foto nela, os rapazes assobiaram ao ver o que havia ali.

— E a que devemos a honra da presença de uma agente do FBI em meio a tantos gangsters? — Hades perguntou em provocação.

— Traficantes — Jaz inclinou a cabeça.

— Advogado — Dawson completou.

— Uma gostosa — Priscilla apontou para si mesma fazendo eles rirem.

Megan encheu o próprio copo com whisky e se encostou no sofá, observando tudo ao seu redor com muita atenção.

— Meus supervisores precisam monitorar uma pessoa de dentro da cadeia, descobrir o que está acontecendo e precisam de alguém de confiança para se infiltrar lá — contou. — E eu quero que você faça isso por mim, Hades. Você tem um porte perfeito para isso, cara de drogado e tudo mais. Os benefícios seriam que durante esse tempo nos passando informações, os Ceifadores estariam fora dos radares da polícia e ninguém iria saber da sua identidade.

Anthony ergueu o copo, completando a fala de Megan:

— Só uns 5 mil detentos.

Megan revirou os olhos e pegou o copo da mão dele virando o líquido de uma única vez.

— Vamos colocar um nome falso, sua família não irá saber, sua prisão não será divulgada e você poderá exigir o que quiser durante o tempo em que estiver na prisão. Pode até mesmo desistir se achar arriscado demais. O que acha?

Hades esfregou a testa com a ponta dos dedos. Ele sabia que aquilo causaria grandes problemas para sua vida e um ainda maior com sua mãe. Sua mãe o mataria se ele aceitasse isso, ela com certeza arrancaria seu fígado com uma faca banhada em água benta e jogaria sal em sua ferida se ele entrasse em problemas. Novamente seus olhos voltaram para o outro lado do cassino, tendo aqueles grandes olhos azuis o encarando profundamente com uma curiosidade palpável. Aqueles olhos estavam o intrigando desde o momento que ele os viu, eram tão penetrantes que ele podia sentir que sua alma estava sendo observada e eles eram estranhamente familiares.

— Os Ceifadores ficarão fora da rota da polícia por 7 anos — Megan tentou novamente — Vamos lá, Hades… — ela inclinou a cabeça para ele — Quebra essa, por favor.

Hades virou o olhar para Dawson em um pedido silencioso por ajuda. O loiro assentiu, deixando o copo com refrigerante em cima da mesa e cruzando suas pernas elegantemente, focando seus olhos em Megan Williams como se ela fosse uma ameaça em potencial.

— Megan, — Dawson chamou suavemente— não se esqueça que eu sou o advogado aqui.

Ela bufou.

— Qualquer assunto da família e suas extensões são direcionados a mim. Se você quer que Hades aceite essa proposta, você não deve falar com ele e sim comigo. — ele sorriu para ela — Me dê motivos, provas, bajulações e o mais importante de tudo — ergueu o dedo indicador com um brilho malicioso nos olhos — me convença.

Oh certo, ele ainda era um maldito pé no saco.

Megan nunca foi muito com a cara de Dawson desde a infância por o achar irritante e por sua escolha de profissão. Ela tinha um nojo terrível de advogados como ele e o pior de tudo era que ela sabia o quão bom aquele maldito loiro conseguia ser em um tribunal. Sabia que os casos que foram “perdidos” por ele eram apenas propositais e que ele conseguiria ganhar qualquer julgamento sem necessidade de propina, apenas com sua lábia desgraçada e sua grande inteligência. Aquele homem sempre estava ao lado de Hades como se fosse uma sombra nascida grudada nele, sempre o aconselhando, tomando suas dores, usando a lei a favor do crime da família para qual ele trabalhava.

Dawson era sem dúvidas o pilar na vida de Hades Armand.

A policial cruzou as pernas e expirou profundamente.

— Você é uma maldita pedra no meu sapato, Dawson.

Um sorriso malicioso brincou no rosto dele, respondendo:

— Uma linda pedra, eu diria.

Priscilla olhou para Anthony com um olhar preocupado ao sentir a tensão entre aqueles dois, mas o rapaz apenas deu de ombros e jogou um baseado para Jaz e beijou a testa dela. A garota quase soltou um bufo entediado, preferindo se recostar no sofá e observar o que acontecia ali para relatar a sua pessoa favorita.

“Sinceramente, Melanie é a única que dá para respeitar nessa merda de família!” — ela pensou.

Dawson novamente tomou seu refrigerante enquanto esperava que Megan falasse sobre o que tanto desejava.

— Hades — Dawson chamou pelo homem — pode ir.

O mais velho não demorou para se levantar e sair da sala privada os deixando para trás. Ele caminhou em direção ao bar onde havia avistado aquele par de safiras hipnotizantes. Assim que a encontrou, ele a viu ao lado de duas garotas que conversavam animadamente e somente ela estava calada, mexendo em seu copo com tédio. Lentamente ele se aproximou, sentindo seu nariz inundar por um cheiro adocicado misturado a um odor amadeirado totalmente hipnotizante.

Sentado na cadeira ao lado dela, ele pode ouvir o teor da conversa das duas garotas que faziam companhia a mulher. Uma delas era loira com um vestido rosa luxuoso, sua pele era pálida e os olhos verdes escuros, ela parecia ser a mais alterada entre as três e a outra ao seu lado tinha cabelos pretos, olhos azuis e usava um vestido azul escuro que destacavam sua pele.

—... Eu acho que deveríamos beber até desmaiar e nunca mais voltar para a França! — a loira falou — Poderíamos só… ficar aqui para sempre…

A garota de cabelos pretos virou o líquido vermelho em seu copo de uma vez e o deixou em cima do balcão com tanta força que ele pode ver o vidro rachar.

— Pois eu acho que para isso deveríamos nos casar com um homem rico e aleatório — ela olhou ao redor — O que acha, irmã?

A mulher silenciosa que parecia não estar muito animada, apenas girou o canudo no copo e assentiu com tédio.

— Ou poderíamos só nos jogar na frente do primeiro carro que passar.

Hades quase riu do humor ácido da garota e acenou para o barman trazer uma bebida para ele.

— Credo! — as duas garotas falaram juntas.

— Oh… chega… — a loira falou apoiando-se na morena — Vamos Eris, vamos dançar…

— Sim, Athena — ela assentiu — Você está certa!

As duas saíram em direção a pista de dança e a mulher entediada esticou-se para olhar em direção às salas privadas em busca do olhar do homem que tanto a deixou curiosa.

— Suas irmãs parecem animadas.

Ela teve um sobressalto quando escutou a voz ao seu lado e se virou com rapidez. Hades quase perdeu o fôlego ao vê-la sob as poucas luzes ao redor. A face dela era realmente angelical, seus cabelos ondulados eram curtos, o corpo possuía curvas avantajadas e o rosto parecia ter sido esculpido pelos deuses.

— Sim, elas são.

Hades observou ela beber o líquido em seu copo em goles suaves. Seus lábios eram rechonchudos e rosados, estranhamente familiares para ele.

— Seu sotaque é diferente — comentou — Você não é daqui.

Ela suga o líquido que inundava o seu copo mantendo os olhos nele e assentindo com a cabeça.

— Correto.

— Deixe-me adivinhar — pediu, debruçando-se sobre o balcão — França.

— Parabéns! — ela bateu palminhas — Apesar de sua advinha ser trapaça, tenho certeza de que ouviu minha conversa com as minhas irmãs.

Hades riu baixinho.

— “Très intelligente, mademoiselle” — elogiou  — “Mais je suis aussi français.”

Uma risada alta escapou dela fazendo ele rir também. Ela cobriu os lábios tentando sufocar a risada em sua garganta, uma risada de vergonha que escapou dela no final.

— Você é francês? — ela perguntou após terminar de rir — Uau, nem consigo escutar um sotaque em você.

— Para falar a verdade, minha mãe é francesa — ele explicou — E meu pai também, mas eu fui o único que nasceu aqui, então…

— Entendi — ela sorriu — Interessante, minha mãe é húngara e meu pai francês, eu nasci na tão adorável França!

Conversar com uma mulher nunca foi tão interessante para Hades como naquele momento. Aquela mulher tinha um dom de fala incrível, conseguindo o introduzir em uma conversa animada e que parecia não acabar.

— E o que faz aqui?

— No país ou no cassino?

— Os dois.

— Vim para o país para concluir meu último ano em psiquiatria — explicou — E minhas irmãs me arrastaram para cá, nesse cassino, porque queriam se divertir um pouco.

— E você parecia estar muito focada em me encarar.

— Faço de suas palavras as minhas.

Ele a observou por um tempo, querendo muito ver o rosto dela, mas o ambiente escuro o impedia de vê-la corretamente e em um ato nervoso e impensado, ele a questionou:

— Quer sair daqui?

Ela o olhou em choque por um tempo e riu em seguida.

— É assim que conquista todas as mulheres?

— Depende… — Hades sorriu de forma travessa — Eu conquistei você?

— Hm… — ela tocou os lábios com o dedo indicador — Talvez.

Ele estendeu a mão para ela e a viu relutar um pouco.

— Prometo que não sou um louco varrido.

— Acho que a louca varrida sou eu por estar aceitando sair daqui com um estranho — respondeu, agarrando a mão dele — Então, para onde irá me levar?

— Para onde você quer ir?

Aqueles dois pares de joias brilhantes piscaram para ele com diversão e malícia.

— Para o seu quarto.

Hades deu um sorriso pequeno e assentiu a puxando para o elevador, passando pelas pessoas ao seu redor sem deixar de soltar a mão minúscula contra a sua. Os corredores eram escuros, havia pouca iluminação em todo o local e somente luzes coloridas conseguiam dar algum tipo de visão às pessoas que estavam ali. Ao notar o corredor vazio, ele empurrou a garota contra a parede e apertou o dedo no botão do elevador, debruçando-se sobre ela em seguida, roçando seus lábios em uma carícia suave.

— Antes… — ele segurou o rosto dela com uma de suas mãos e se afastou lentamente — Quantos anos você tem?

— 20 anos.

— E qual o seu nome?

— Isso é um interrogatório, por acaso? — brincou — Meu nome é Rose. E o seu?

— Christian.

Ele não estava mentindo, não totalmente. Seus pais haviam feito o favor de dar a ele um nome composto e era muito mais fácil se apresentar para pessoas desconhecidas como Christian, do que com seu nome verdadeiro.

Rose soltou um resmungo baixo e aproximou seus lábios em um selar afobado. Finalmente tomando coragem, Hades agarrou-a pela cintura e beijou-a com firmeza, deslizando seus lábios um no outro com certa brutalidade, algo que ela não reclamou, mas demorou para acompanhá-lo. Sua língua invadiu a boca da mulher, que rapidamente se surpreendeu, pois jamais fora beijada assim antes. Notando a inexperiência dela naquele tipo de beijo, Hades a guiou lentamente suspirando baixinho ao sentir ela aprender perfeitamente o que fazer, acompanhando-o em um beijo quente e desesperado. Com ousadia, ele levantou a mão até tocar os seios dela, apertando suavemente e acariciando-os em seguida.

Um gemido baixinho escapou dos lábios de Rose, ela se afastou para conseguir fôlego — algo que não durou muito — e logo estava com a mão firmemente agarrada à nuca de Hades, o puxando para mais perto e beijando-o com urgência.

O som do elevador foi um alívio para ambos que adentraram-o aos tropeços, não se importando se havia alguém lá dentro, apenas continuando com aquele beijo que parecia os completar.

Tendo certeza de que o elevador estava vazio, Hades enfiou suas pernas entre as dela e pressionou seu joelho contra a intimidade quente, sentindo sua perna umedecer pelo contato direto contra o órgão. Ele se afastou dela completamente ofegante e olhou para os olhos azuis que eram iluminados pela fraca luz do elevador notando um brilho divertido neles.

— Sem calcinha?

Uma risadinha ecoou pela caixa de metal.

— Isso não é mais rápido?

Ele sorriu, esticando seu braço e tocando no botão para travar o elevador. Rose o olhou ainda ofegante, ela o viu se ajoelhar à sua frente e separar suas pernas, afastando a fenda do seu vestido, erguendo a saia até seu quadril.

— Pode ter certeza de que é, meu amor.

A mão minúscula e delicada de Rose agarrou seus cabelos com força quando sentiu algo quente deslizando entre as dobras e tocar fixamente seu clitóris. Ela encostou a cabeça contra o elevador e gemeu baixinho enquanto ele a tomava em sua boca como se necessitasse daquilo para sobreviver. Hades a sugava com maestria, deslizando sua língua até a entrada que jorrava o líquido doce e almíscar em sua boca fazendo-o tomá-lo como se fosse um néctar divino.

Os gemidos contidos e os ofegos de Rose o faziam intensificar seu trabalho. Ela gemeu alto, puxando seu cabelo com força quando o mesmo pressionou sua língua no ponto inchado e castigado da mulher sentindo-na se derramar em sua boca. As pernas trêmulas se apertaram contra sua cabeça e suas mãos agarraram-o nos ombros para se manter em pé.

Satisfeito.

Ele se levantou e apertou o botão do elevador, segurando-a em seus braços para não a deixar cair. Ela encostou a cabeça em seu peito para se acalmar, o cheiro dele era estranhamente doce e inebriante, suas pernas estavam trêmulas e bambas como gelatina. Rose poderia facilmente desmaiar naquele momento, ela jamais sentiu algo tão forte em sua vida, nunca teve uma onda de prazer tão avassaladora em poucos segundos.

Um gritinho escapou dela quando ele a jogou em seus ombros. Ela espalmou as costas dele e riu baixinho ao tentar se erguer falhando miseravelmente no processo. Em provocação, Rose deslizou sua mão até a nádega direita de Hades, tocando-na com força e cravando as unhas ali.

— O que pensa que está fazendo?

Ela riu.

— Sua bunda é redondinha e firme — ela falou com diversão — Como deixou ela assim?

Hades soltou um riso e estalou um tapa na bunda da mulher fazendo-a soltar um gemido manhoso. Ele abriu a porta do quarto e o adentrou com rapidez, fechando a porta com o pé e deixando-a no chão, não dando tempo para ela raciocinar ele a beijou com necessidade outra vez.

Algo naquela mulher o hipnotizava.

Talvez fosse os olhos, a boca, o cheiro ou a sua boceta doce.

Alguma coisa nela o deixava duro como pedra e o fazia necessitar por mais.

Rose segurou suas mãos e as levou até o zíper do vestido em suas costas, voltando a passar os braços ao redor de seu pescoço para o deixar mais perto dela. Hades deslizou o zíper até o fim e a ajudou a se livrar da maldita peça de roupa que a escondia, os saltos foram jogados de seus pés quando ela foi deitada contra a cama.

— Não acha que eu estou em desvantagem, querido? — ela perguntou — Sou a única nua aqui.

Ele riu começando a retirar suas roupas o mais rápido que podia, até mesmo escutou o som de tecido se rasgando, mesmo assim não se importou. Sua ereção saltou livremente quando ele se livrou da cueca e era uma sensação de extremo alívio, ele estava começando a se sentir machucado pelo tecido. Hades agarrou a gaveta da cômoda e a puxou para pegar o pacote laminado de dentro dela, voltando a subir em cima da cama e se deitando em cima do corpo de Rose.

Ela gemeu baixinho quando sentiu-o sugar seu mamilo direito, puxando-o em sua boca, rodeando o bico com a língua e o mordiscando. Sua boceta parecia completamente alagada, molhada o suficiente para que ele a adentrasse em uma única estocada.

— Por favor, anda logo… — implorou.

Ele se inclinou sobre ela, ajoelhado no colchão e rasgou o pacote para retirar a camisinha de dentro dele. Rose quase desistiu no momento em que teve um breve vislumbre do tamanho do que a esperava, mas já que estava ali, não havia motivo para sair.

Seria um desafio que ela aceitaria de pernas abertas.

— Prefere que eu vá devagar ou que eu te foda até você chorar?

Ela arfou.

— Devagar — sussurrou, focando seus olhos naquelas esmeraldas brilhantes — inicialmente — completou e se aproximou dele — Depois me foda até eu implorar e me derramar em lágrimas.

Uma dolorosa pontada fez seu pau doer. Ele a beijou outra vez e se deitou contra ela quando já havia colocado o látex em seu membro rígido. Hades mordeu o lábio inferior dela, inchado e castigado pelos beijos brutos demais. Ele continuou a beijando enquanto entrava lentamente, sentindo certa resistência no ato, estava apertada demais.

— Hm… — ele gemeu quando sentiu ela o apertar ainda mais e se afastou olhando-a com um pânico evidente — você é virgem?!

Ela choramingou baixinho quando o sentiu alargando seu canal dolorosa e prazerosamente.

— Eu era até você enfiar essa coisa imensa dentro de mim — sussurrou — continue.

— Eu…

Ela agarrou o rosto dele com força, puxando-o para baixo e o encarando com seus olhos intensos brilhando em prazer. Rose o beijou com um selinho adorável e apertou seus joelhos contra o quadril dele, puxando-o para mais perto, gemendo ao tê-lo dentro dela por completo.

— Continue, por favor.

Espantando o choque, Hades se moveu lentamente para dentro dela escutando ela gemer e sentindo um arrepio em seu corpo com o prazer que aquele canal quente e molhado estava lhe proporcionando. Ele esqueceu completamente da maldita regra de sua família, esqueceu dos seus deveres e apenas se concentrou em fode-la.

Rose era tão receptiva que não demorou para que ele conseguisse fode-la com mais intensidade, agarrando-lhe os quadros e estocado para dentro dela com força, mas sempre tomando cuidado para não machucá-la em sua primeira vez. Ele tomava-a com tanta dedicação, com tanta vontade que a fazia quase chorar, ela o abraçou e cravou suas unhas nas costas fortes de Hades, rasgando a pele sem se importar com o estrago que faria ali.

Ela gemeu surpresa quando ele a virou na cama, deixando-a em quatro apoios, não reclamando em momento algum, Rose apenas se inclinou como uma gata manhosa e empinou-se para ele desejando-o dentro dela o mais rápido que podia. Sua boceta se contraia, uma ardência estava presente ali mas o prazer era ainda maior do que a sensação e dor, ela apenas queria sentir mais.
Hades a penetrou profundamente e a fez gritar, quase caindo por completo na cama, observou com desejo a garota estremecer de prazer, ela ergueu a mão e agarrou fortemente a cabeceira da cama para ter algum tipo de apoio.

Seu pau a adentrava com tanta facilidade que ele se surpreendeu. Ela se abria cada vez mais para o ocupar como se tivesse sido feita para tê-lo dentro dela. Hades agarrou sua cintura delicada e a apertou com força, chocando seus corpos com mais necessidade, tocando pontos prazerosos dentro dela e se segurando para não gozar toda vez que ela o apertava dentro dele. Ele podia ouvi-la chorando e implorando por mais, aquilo era como uma droga viciante.

Hades se inclinou sobre o corpo dela mordendo seu ombro com força suficiente para deixar uma marca.

Uma marca de que ela era sua.

A partir daquele momento ela era apenas sua.

𑁍

Sua cabeça latejou quando ele acordou naquela noite com seu celular tocando histericamente em algum lugar do quarto. Hades teve que lutar muito para abandonar o corpo gracioso e suave em cima do seu, ele deixou um beijo suave na palma da mão da mulher e se levantou aos tropeços e pegou o celular que havia sido jogado para perto da sua cômoda.

— Alô?

— Onde você está?! — Dawson praticamente berrou — Sério, o que custa a avisar para onde vai?

— Hm… — ele esfregou a nuca e olhou em direção a cama, olhando para o corpo curvilíneo de Rose, raciocinando aos poucos — Estou no meu quarto — avisou — com uma mulher e…

Ele pausou ao olhar para uma mancha nos lençóis.

— E…?

— Dawson.

— Sim.

— Eu fiz merda.

— Diga-me uma novidade? — o loiro ironizou — Já estou subindo.

Dawson desligou a chamada e Hades rapidamente correu para acender as luzes e ter certeza do que havia feito, entrando em pânico ao ver a mancha de sangue no lençol branco.

— Hm… — Rose resmungou — Apaga…

Ele correu para apagar as luzes e murmurou um pedido de desculpas. Hades rapidamente vestiu um roupão para esconder sua nudez e passou as mãos nos cabelos andando de um lado para o outro em completo pânico, seu coração estava mais acelerado do que o normal. O rapaz correu para as roupas perdidas, pegando o vestido dela e suspirando ao achar um bolso escondido onde havia seus documentos.

Batidas na porta foram ouvidas e ele rapidamente correu até ela a abrindo e fechando a porta silenciosamente para não acordar a mulher dentro do quarto.

— O que você fez? — Dawson perguntou, cruzando os braços.

— Dawson… — ele olhou para o amigo em completo pânico — Eu fiz merda.

— Disso eu já sei.

— Eu transei com uma mulher.

— E? — ele ergueu a sobrancelha — Esqueceu a camisinha?

Hades esfregou o rosto e olhou para ele quase chorando.

— Eu preciso me casar com ela.

O loiro abriu a boca por alguns segundos sem emitir qualquer som.

— Por que diabos você se casaria com uma pessoa que nem conhece?!

Hades o olhou com mais desespero do que nunca fazendo a resposta brilhar na mente de Dawson.

— Puta merda! — Dawson xingou — Você desvirginou ela?!

— Fala baixo!

— Porra Hades!

— Como eu poderia imaginar que iria existir uma virgem justo aqui?!

— Hades, virgens estão por todos os lugares do mundo seu idiota! — Dawson esfregou o rosto — Você ao menos sabe quem ela é? A idade, o nome ou o que ela faz?

— Eh… — ele apertou os olhos tentando se lembrar — Ela tem 20 anos, se chama Rose e faz psiquiatra, eu acho…

— Você acha?! — ele encarou o amigo em indignação — Esses são os documentos dela?

Hades estendeu os documentos em sua mão para Dawson vendo seu amigo ficar pálido, o que não era um bom sinal, talvez ele tenha feito uma merda maior do que poderia imaginar.

— Hades.

— Hm.

— Você sabe o nome dela?

— Rose.

— Sim — ele assentiu e virou a identidade para — Perséfone Rose Angelle, filha do milionário mais influente da França.

Hades Armand agarrou a própria cabeça e quase bateu contra uma parede. Ele andou de um lado para o outro no corredor em completo desespero.

— O que eu faço agora?!

— Se case com ela.

— Mas…

— Você sabe as regras.

Ele choramingou como uma criança e esperou seu amigo lhe dar uma solução. Dawson esfregou o rosto e pensou por um longo tempo.

— Se case com ela e aceite a proposta da Williams — o loiro ordenou — Enquanto você estiver lá, iremos cuidar dela e explicar como as coisas funcionam, fique tranquilo.

— Certo — Hades concordou — Tudo bem, posso fazer isso…

— Vá tomar um banho, eu já volto.

𑁍

Ao sair do banho Hades viu uma pasta com papel parto na mesa junto de uma caneta e uma caixinha de madeira escura. Ele pegou a papelada que estava dentro da pasta e rapidamente começou a assinar o que estava era necessário. Sua mão puxou a corda do abajur, acendendo uma fraca luz que incomodou a mulher deitada na cama.

— Rose — ele chamou baixinho — Assina aqui?

Resmungando completamente atordoada, ela puxou a caneta e assinou os papéis com extrema sonolência, deixando a caneta cair na última assinatura e desmaiando em um sono profundo quando acabou.

Hades soltou uma risada nervosa, deslizando os dedos pelo rosto macio dela e acariciando os cabelos sedosos. Ele pegou a caixa que havia carregado consigo e a abriu expondo duas alianças de ouro, sendo a de Rose a mais delicada e com um anel enfeitado por uma rosa de rubi entalhada no topo. Hades deslizou a aliança e o anel em seu dedo fino, vendo que cabia perfeitamente nela.

— Perfeita — sussurrou baixinho, beijando sua mão — Minha Perséfone.

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