One-shot| "Tatuagem."

QUERO AGRADECER A TODOS QUE FIZERAM PARTE DA EDIÇÃO DESSA FANFIC

Escrito por: parkning
Co-Autor: PurpleGalaxy_Project
Desingeru por: Singularity97
Beta por: AngustDri


Sinopse: Todos nós temos algo pelo que temer e, à medida que crescemos, percebemos sentimentos novos que acabam nos afetando. Eu, Jungkook, sou chamado de “fabricante de lágrimas” por causar tantos sentimentos confusos e surpreendentes. No orfanato onde morava, as coisas eram diferentes para mim. Eu era um solitário que não queria nenhum tipo de amizade e isso poderia ser prejudicial, mas eu não ligava.

Até que conheci uma mariposa. A fábrica principal.

Contudo, quando crescemos, as coisas ficam diferentes. Tomamos rumos distintos em nossas vidas e finalmente pude me sentir livre. Consegui a minha liberdade da Sra. Fridge, e hoje vivo liberto das suas loucuras.

Quando entrei na idade adulta, percebi que aquela fase não era tão divertida assim e, sim, uma montanha-russa de irritação, ainda mais tendo Jackson para me atormentar com sua banda, que é rival da minha. Como somos duas pessoas competitivas, criamos o jogo "Touché", onde tentamos encontrar algo para ganhar um do outro.

Até que ela aparece. Alguém que não se lembra de mim, mas que se torna a principal responsável pelo giro que o meu ciclo de vida dá.

Nabi, minha Falena.

CAPÍTULO UM

Jeon narrando.

A banda tocando no palco fazia tanta algazarra que chega a ser engraçado ver a plateia gostando daquela apresentação. Talvez, eles estão muito bêbados, ou somente gostam do som que a guitarra e a bateria produzem. Mas, gostar dessa voz de taquara rachada do Jackson? Aí já está descendo de nível e ultrapassando os limites.

Me desculpe a inconveniência, sou Jeon Jungkook. O melhor cantor de rock que você vai conhecer nesta noite. Sei que já comecei a me gabar — como sempre — mas, diferente de alguns galos sem afinação, eu canto pra valer e no ritmo dos meus parceiros.

A concorrência sempre foi muito forte entre Jackson e eu. Na verdade, as minhas palavras não passam de implicância pelo garoto irritante que divide o mesmo palco que eu.

Ele é bom, mas não tanto quanto eu.

Eu sou aquele que lhe dá lembranças profundas através das minhas canções. Junto com meu compositor, Yoongi, que também é guitarrista, nós usamos nossa banda para descarregar nossos sentimentos e transformá-los em algo que inspire as pessoas, que as motive em serem únicas. Transmitir uma arte imensamente viciante para elas.

Jackson, no entanto, se esforçava apenas em usar seu dinheiro para comprar bebidas para todos no bar, se enfiar debaixo de qualquer pessoa que lhe desse atenção, e trair sua namorada. Namorada essa que eu nunca soube quem é, mas que ele me disse que nunca sairia do seu alcance.

De duas, uma: ou ela não sabe as coisas que o namorado apronta ou é uma trouxa.

— Essa tortura vai acabar quando? — pergunto ao Jimin, que, ao meu lado, apenas solta uma risada leve. O baixinho, junto a Hoseok, era meu dançarino.

Além da música, gosto da demonstração que passa quando nos transformamos em dança. Já até dancei uma vez quando Hoseok ficou doente, lembro de como me senti muito bem e cheio de êxtase.

— Você precisa parar de alfinetar ele. Não saíram do quinto ano? — Yoongi me repreendeu, ocupando o outro espaço ao meu lado. Seu questionário me fez lembrar da minha infância, dos estudos que recebi diferente de todos os meus companheiros.

— Não gosto de me sentir desafiado, você sabe disso melhor que ninguém — rebato, dando um gole na minha bebida.

O ruivo solta um resmungo por eu estar certo e bebe também, a verdade é que somos totalmente parecidos. Dois malditos inconsequentes com cicatrizes e traumas. Mas que usam sua vida pra tentar ter alguma novidade, na minha ainda não aconteceu, já Yoongi, não posso dizer o mesmo.

— Parece que sua florzinha chegou — Taehyung caçoa ao vir do banheiro fazendo o Min morder os lábios em busca de paciência.

— Eu odeio essa garota — murmurou antes de sair do banco e entrar no meio da multidão suada.

Taehyung toma seu lugar enquanto rir do companheiro e eu dou um sorriso ladino enquanto Jimin faz o mesmo com o melhor amigo dele.

— De inocente aquela garota só tem o rosto — diz o loiro, ainda rindo, e se vira pro bar pra pedir uma bebida.

— Jae-hwa é a própria capeta — nego ao ouvir a afirmação divertida do dançarino de cabelos azuis.

— Parem de falar dela, sabe como Yoongi fica — os aviso, deixando o copo vazio na bancada no exato momento em que a banda no palco termina seu show.

Mudamos o foco da nossa discussão por alguns segundos, nos entreolhando quando todos gritaram de emoção ao que Jackson retirou a camisa como o exibicionista que gosta de agradar o público, seja lá qual for a razão. Ajeito minha postura em cima do banco no intuito de observar melhor um par de pernas belíssimas apertadas em uma mini saia preta de couro sobre um andar gracioso enquanto seu top deixa o busto avantajado e os cabelos negros grandes flutuam na medida que ela anda.

Meus olhos percorrem cada canto e cada mínimo detalhe da garota.

Se ela fosse uma criminosa procurada pela polícia e eu tivesse que descrever seu retrato falado, teria falhado em repassar seus traços faciais. Porém, o corpo eu saberia pormenorizar de olhos fechados e, ainda de quebra, teria a ousadia de imaginar como seria aquelas roupas fora do seu corpo.

Eu simplesmente estou hipnotizado por uma mulher que sequer vi o rosto, mas acho que o que mais me chamou a atenção foi ela estar em cima do palco. Por sua mão apoiada na própria cintura, chego a conclusão de que ela está brava com algo ou alguém.

Solto um riso ao saber que Jackson estava ferrado, pois meu raciocínio indica: namorada.

— Boate? — Namjoon propõe ao aparecer na nossa frente, de repente. Concordei, de imediato, escorregando para longe da cadeira.

Que Jackson se foda.

Horas depois, já em casa. No período da madrugada.

Os passos confusos estavam lhe deixando meio desajeitado, seu coração acelerado estava entregando o seu nível de desespero em meio ao farfalhar da madrugada. Seu corpo não parava de se mover, buscando encontrar a pessoa que havia sumido repentinamente. A respiração desregulada e o som dos seus passos esmagando cada célula de terra eram os únicos sons ouvidos naquele momento.

As pontas dos dedos invadiram seus fios até estarem afundadas contra o couro cabeludo. Tudo isso enquanto a mescla do desespero e do medo estampavam a face do adolescente, indicando explicitamente que a aflição era a única coisa que dominava seu corpo. Não havia dúvidas alguma de que ele estava preocupado, em busca de algo.

De alguém.

— Falena!

Sua garganta foi arranhada no instante em que o grito estridente irrompeu ao calar daquela madrugada, o suor descendo por dentro da sua camisa só estava lhe deixando mais agoniado. O desconforto quase palpável ao gritar não fizeram diferença nenhuma pro garoto, ele só queria achar ela.

Sua Falena perdida.

Meu corpo se impulsiona rapidamente para frente em uma atitude brusca de buscar ajuda. Minha mente precisou de um minuto de silêncio para poder colocar meus pensamentos no lugar e fazer meu corpo entender que todo aquele cenário era apenas mais um maldito dos meus vários pesadelos daquela noite. A noite em que eu não só errei como pessoa, como também fiz Falena se esquecer de mim.

Me afastar depois daquele fatídico dia foi a única maldita saída que havia encontrado.

No dia seguinte, ensaio da banda.
Parte da tarde.

Enquanto meus dedos pressionam firmemente o lado direito do meu fone, minha voz está ocupada cantarolando em sintonia com as batidas que soam nos instrumentos dos meus companheiros frente a uma pequena plateia que nos assiste. Eu gosto dessa atenção, me sentia vivo. Sobretudo, por estar aqui descarregando todas as minhas frustrações por meio da música.

A cada estrofe que toca, é um modo de eu acompanhar com minha voz e me envolver na aura que o clima se torna. De repente, as lembranças da noite passada vêm como um sopro em meus pensamentos e acabo rindo levemente ao relembrar do que senti ao ter os dígitos dela na minha pele.

O som da sua risada quando entramos em uma combinação perfeita de desejo mútuo. Apenas aquele som nasal suave me fez ficar curioso de como ela seria fora daquele ambiente que só buscava sexo, dança e drogas. Mas também não vou me fazer de rogado, não pude deixar de observar com atenção suas curvas esbeltas sob aquele vestido vermelho cuja barra era elevada a cada movimento que seu corpo remexia nas batidas envolventes da música, me deixando tão sedento que eu poderia muito bem apenas me abaixar e mergulhar minha língua ousada por entre suas coxas deliciosamente fartas.

Mas o que mais me frustra é que seu rosto foi a única coisa que tive que me contentar em imaginar. Naquela noite o bar estava apresentando uma temática nova de máscaras e, por mais que a maioria tenha descartado a ideia minutos após, nós aproveitamos muito bem aquele clima de “identidade misteriosa”. Tanto que me desconcentro ao lembrar das melodias do seu belo gemido suave, rouco e manhoso ressoando pela minha audição em bom estado.

— Jungkook, você tomou a parte do Yoongi — disse Taehyung, irritado.

Franzi a testa, piscando os olhos até estar com eles em foco, só assim percebi que em nenhum momento parei de cantar e, em vez de eu apenas cantarolar para mim — como eu sempre faço quando Yoongi começa a cantar —, eu simplesmente cantei contra o microfone sem medo de acabar atropelando meu melhor amigo.

Me arrependo no mesmo momento e, sem me preocupar em pedir desculpas para o pessoal no áudio e som, apenas ofereço um olhar culpado para o meu hyung, que já me observava.

— Dae, acho que já está bom por hoje. Jungkook não deve estar se sentindo bem. Você disse que era apenas um teste, não é? Acho que já nos saímos bem — murmurou, retirando a guitarra do seu corpo para colocá-la no apoio. Me lançou um sorriso tranquilo que retribui antes dele voltar sua atenção para Taehyung. — Não estamos, de fato, gravando o álbum. Não hoje. Então tenta não pegar muito pesado.

Além de mim, ele era o mais preocupado em se destacar entre os mais famosos músicos e seguir essa carreira. O plano era que nós fizéssemos sucesso juntos e, daqui a quatro anos — se tudo der certo —, seguiriamos carreiras solos. Mesmo que eu ame cantar, meus planos não incluem ser um cantor famoso.

Eu quero fundar uma empresa para músicos, quero ajudar todos os que têm talento para expressar suas sinceras paixões sobre a música. Mas, como tudo na vida, eu preciso ganhar alguns diplomas para ser qualificado e ter direito de fundar algo tão grande. Mesmo que seja tão ousadamente difícil construir uma agência do zero, eu quero fazer isso pela minha determinação de ajudar os talentos perdidos por aí.

— Me perdoem por hoje, meus pensamentos repentinamente foram parar naquela mulher linda de ontem — revelei, me encostando no carro do Jin-hyung.

Levo meus lábios até o cigarro e trago aquela fumaça imunda para os meus pulmões, ignorando totalmente o quanto ela é tóxica e foco na nicotina viciante. Os garotos me olhavam interessados sobre minha aventura noturna enquanto tragam seus cigarros. Jimin e Hoseok são os únicos da roda a tomar sorvete, o que também não inclui os mais velhos, Namjoon e Jin.

Seokjin inventou de emprestar o carro para o Yoongi e, se ele voltasse com algum arranhão, com certeza eu não teria mais um guitarrista.

— Você não descobriu nem, ao menos, o nome dela? — Jimin inquiriu enquanto sugava o canudo entupido de milk-shake sabor morango, me fazendo suspirar ao ter minha mente rebobinando minha tentativa falha horas atrás.

Depois que nossos corpos já estavam descarregados o suficiente para sossegar, ela se pôs a cobrir sua bela pele leitosa agora marcada por algumas ações minhas, e isso me deixou levemente desesperado. Mas, pelo menos, havia uma pista de sua identidade: uma tatuagem de borboleta traçada na polpa da sua bunda direita. A imagem me fez sorrir ladino, não só por causa do pequeno desenho, mas também pela marca dos meus cinco dedos ali estampados.

— Posso saber, pelo menos, o seu nome? — perguntei ao segurar seu pulso tingido por duas letras que não faziam a menor importância para mim naquele momento.

Seus lábios deliciosos se desenham em um formato lindo de um sorriso promíscuo. Ela então trás seu pulso, onde minhas mãos estavam firmes, até a altura de seus lábios e, sobre a minha pele, pintou a marca do seu batom.

Acredite, ela nunca saiu do meu pulso depois daquela noite.

— Kiss — respondeu, usando mais um de seus timbres hipnotizantes demais para meus ouvidos. Mordo os lábios, assistindo ela sumir porta a fora.

Virei meu pulso na direção dos meus olhos e suspirei ao perceber que agora eu tinha apenas um rascunho pigmentado tentando manter aquela bela obra de arte. Essa marca deveria estar por todo meu corpo, eu compraria um batom especialmente pra ela me encher com elas. Beirava ao artístico como as linhas curvas dos seus lábios junto com a tinta vermelha do batom podem transformar os pensamentos de um homem em um verdadeiro caos.

Digo por mim, porque não sei se é considerado normal tomar tal atitude depois de passar apenas uma noite com uma mulher que não conhece.

— Eu ainda não acredito que tatuou a marca de batom dela no teu pulso — Taehyung me recriminou enquanto traga mais uma vez seu cigarro, sua fala dando espaço para os outros caçoarem de mim.

Claro que levei tudo na zoeira e apenas sorri sem graça lhes dando um belo dedo no meio.

— Por mais pior e ridícula que seja essa história — Hope começa, não ajudando muito na situação que me encontro —, espero que a ache. Talvez, o amor esteja batendo na sua porta, mais uma vez.

Com suas palavras, levei meu olhar para o céu em busca da lua, mas não a encontrei. Por isso, a imaginei em um ponto específico ali naquele meado de céu escuro e imenso.

— Se não for pra ser ela, prefiro trancar essa porta em sete chaves e destruir todas as entradas.

A melancolia nas minhas palavras deixou claro que eu não estava pronto para tomar tal passo duvidoso, não faria de novo se isso me levasse a ter que machucar outra pessoa.

Eu quero seu perdão e, se ela me permitir, ainda terei a sorte de amá-la.

Bar, em uma madrugada depois de mais um show.
Dia seguinte…

O bar estava tranquilo depois de mais um dia de show, o relógio marcava exatamente quatro horas da manhã e eu continuava ali após todos os meus amigos terem ido embora. Na verdade, pelo que entendi, Jackson estava se resolvendo com a namorada e eu não quis saber muito do assunto. Estava cansado demais para opinar sobre relacionamento alheio. Contudo, enquanto contava alguns wons para finalizar a conta de mil reais por combo, um par de botas entrou em meu campo de visão.

Meus olhos subiram lentamente, acompanhando cada parte da desconhecida que acabou de entrar no salão principal e se pôs a minha frente. Ela era dona de belas coxas grossas que ficavam ainda mais abundantes abraçadas pela barra de um vestido verde grama apertado. Segui pelas lindas curvas da sua cintura fina, a protuberância ao chegar no contorno dos seus seios e, por fim, na boca levemente rosada que afetou bem mais o meu psicológico.

Mas foi do nariz pra cima que meu ar se prendeu em meus pulmões no instante em que todas as lembranças se passaram como um filme pela minha cabeça. Era como se uma noite horrenda de várias horas fosse transformada em apenas um borrão de segundos torturantes. Minha respiração, antes controlada e muito bem desenvolvida, agora estava ofegante e sem controle.

— Me desculpa se atrapalhei sua contagem — disse, fazendo-me arrepiar ao ter a certeza que ela estava realmente ali na minha frente.

Eu não sabia que estaria à sua frente outra vez e muito menos que ela estava totalmente diferente da adolescente de dezesseis anos que um dia eu conheci. Não que ela tenha mudado tanto assim. Mas sua maturidade deu mais destaque aos traços do seu rosto e a deixou espetacularmente impecável, a ponto de quase me fazer esquecer como se respira.

Pisco os olhos, ainda letárgico, tentando recuperar algum resquício de sanidade que talvez tenha restado em mim depois desse choque repentino.

Se alguém me dissesse que isso iria acontecer, com certeza, eu não iria acreditar.

— Todos já foram embora, o que faz aqui? — perguntei, tentando não permitir que as palavras trêmulas revelassem o meu nervosismo e como ela era a única que me deixava assim.

Deixei o dinheiro em partículas na bancada, desviando um pouco meu foco do seu corpo cheio de perdições. Engulo em seco enquanto me incentivo a não surtar.

— Acabei de terminar com o Jackson, preciso beber — a declaração me deixou dividido entre estar feliz com a notícia e, por outro lado, ficar meio curioso da causa dela estar bebendo.

— Vai afogar as mágoas? Ele não vale a pena — fui rápido em dizer quando ela andou até a entrada do pequeno bar. Ao se abaixar para entrar no pequeno espaço, ela soltou um riso soprado.

— Acha que eu sou tão ingênua a ponto de deixar ele trocar chifres sozinho? — perguntou, com as sobrancelhas arqueadas, explorando a variedade de bebidas.

Engraçado que, se fosse há alguns anos, ela estaria como uma boba procurando o príncipe perfeito, mas ao crescer ela deve ter percebido que príncipes não existem, de fato, na vida real. Eles só são cavalheiros para conseguir o que querem e te manipular. Não seria diferente com o babaca do Wang.

Pela sua fama de bom moço, ele já conquistou e enganou várias mulheres. Já ouvi que ele até mesmo falou para uma garota que havia terminado com sua namorada e agora ela ocuparia esse lugar, mas que, na verdade, ela estava sendo mais uma de suas várias amantes.

— Esperta — a elogiei ao entender que ela lhe deu chifres também. — Mas, qual foi o motivo do término?

Perguntei mesmo tendo uma ideia de que estar nessa briga é cansativo demais. Por que estar em um relacionamento desses? Não vale o mínimo de esforço.

— Primeiro: é cansativo. — Confirma meus pensamentos enquanto serve a sua bebida em um copo específico. — Segundo: além de me enganar, ele engana outras pessoas. Então, eu decidi nesse exato momento que irei me vingar dele.

A morena pareceu estar bem confiante com sua decisão, assim, bebeu todo o conteúdo do copo em apenas um gole.

Lembrando de Jackson e todas as provocações que aconteceram durante nosso ciclo de convivência, posso realmente definir que minha próxima ação seja algo mais relacionado sobre a mulher à minha frente. Eu nunca cheguei ao limite, e nem mesmo ele, necessito de uma nova jogada que o faça ceder ao meu ego super orgulhoso de sempre sair vitorioso, e para isso, não vou me fazer de rogado.

— Eu vou te ajudar — comunico antes mesmo de terminar de pensar em um plano.

Senti meu estômago embrulhar ao ter suas íris fixas em mim.

— Como?

— Vamos fazê-lo achar que você trocou ele por outro alguém.

— E quem seria esse alguém?

— Eu.

Revelo mirando no fundo dos seus olhos castanhos escuros, que pareciam dois glóbulos resplandecentes e intensos. Era um  brilho tão abundante que me deixava vidrado naquelas magnitudes espetaculares.

— Eu aceito!

Meus lábios se curvam em um sorriso maldoso e, ao mesmo tempo, interessado na garota à minha frente. Eu, Jeon Jungkook, não acredito que estou participando de um joguinho sujo com a minha querida... Falena.

Nabi narrando.

Talvez, eu esteja me arriscando demais aceitando a proposta de uma pessoa que mal conheço. Ainda mais sendo Jeon Jungkook um dos inimigos do meu ex-namorado, sei bem que Jackson ficaria extremamente furioso.

Na verdade, isso não vai ser tão ruim assim. Contudo, esse moreno com leves mechas roxas, piercings — que o deixam uma delícia — e tatuagens sobre seu corpo, era perigoso. Andam dizendo por aí que ele não é muito educado com as garotas, sempre rude e visando apenas um objetivo.

Sexo.

Ele é tão sistemático que nunca beijou os lábios de alguma ficante e, muito menos, permite que a garota passe a noite embaixo dos seus lençóis. Nada de contato além do físico, enrolação ou algo do tipo. Pensava somente no prazer dos dois e, depois, cada um segue sua vida.

Parece meio clichê, não acha?

E é, bastante, na verdade.

— Você consegue me passar aquele soju? — pede, o tatuado, apontando na direção em que o destilado estava. Giro sobre meus calcanhares para me mover até lá. — Obrigado, Nabi.

Agradeceu no momento em que eu entrego a ele a garrafa de bebida, não evitando o repentino roçar de nossos dedos. Apenas esse toque sutil foi o suficiente para que uma corrente elétrica passasse por todo meu corpo, me deixando tensa ao ter minha pele coberta por um arrepio gostoso. Meus olhos voaram até alcançar os seus em uma conexão visual fascinante, transmitindo algo inexplicável pra mim. Algo como ternura e pura… Admiração. Ele estava olhando para minha alma, no sentido quase literal da fala, enquanto suas íris escuras me traziam um sentimento arrebatante.

Uma tensão muito mais que sexual tomou nossa volta, era como se já nos conhecêssemos antes. O coreano de olhos cintilantes como duas jabuticabas me lembrava algo que estava guardado bem no fundo da minha inútil memória.

Mas que, talvez, no momento certo, seja revelado.

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Próximo capítulo: 20/08

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