Takumi Ito
Personagem: Takumi Ito
Sou um escravo. Sim. Difícil pensar numa coisa dessas em pleno século 21. Mas, no meio onde cresci e vivo isso é mais comum do que se imagina. Tenho 28 anos e sou tatuador da Yakusa. Nome de família Ito, nome social Takumi. Minha mãe era brasileira. Digo "era" só que nunca a conheci. Não sei se está viva ou morta. Só sei o que meu pai conta, que ela não aguentou a pressão de estar com um membro da máfia japonesa e foi embora. Diferente de mim. Sair seria uma sentença de morte.
Sou meticuloso e perfeccionista. Não é porque sou obrigado a fazer isso que faço com desgosto. Amo tatuar. Seja pelo método tradicional Tebori ou com uma pistola mais moderna. Como tatuador sei de segredos que mantém um certos status sobre a minha pessoa. E, apesar de ser um escravo no sentido de que nunca poderei tomar decisões sobre minha própria existência, vivo cercado de luxo.
O único lugar onde posso controlar tudo. Onde meu domínio não é questionado. Onde sou o mestre do que vai acontecer naquele momento; é em um dos clubes de fetiche que gosto de frequentar. Só ali, a pessoa que está comigo se entrega por inteiro para eu fazer dela o que eu quiser. Sua integridade física e psicológica, seu prazer e sua dor estão inteiramente submetidas aos meus desejos e caprichos. Sou tão bom nessa arte que muitos me procuram querendo dar sua servidão... sua vida.. seu corpo.. aos meus cuidados. Mas, meus olhos só veem uma pessoa com todos os requisitos para ter esse privilégio: Rurik Jakov. Um jovem e ganancioso advogado. Sua arrogância é uma coisa que gostaria de quebrar. Ah! Toda aquela pompa e certeza que o dinheiro do papai pode comprar tudo. Ele... vê-lo quebrado, babando, com lágrimas e corado de desejo em me agradar... isso é o que mais quero.
Com as ferramentas tecnológicas de dar inveja a qualquer agência de espionagem governamental eu sei todos os seus passos. Então, consigo preparar meu plano para engaiolá-lo. Colocar minha coleira nele. Só de pensar nisso minha ereção fica perto do insuportável.
Rurik acha que controla a própria vida. Ledo engano. Minha armadilha se fecha cada vez mais a cada encontro, a cada cena. Ele ainda não sabe... não sabe que me pertence.
Rurik Jakov é meu.
**
Olá querides,
Então... né... a liberdade nos é tirada de várias maneiras. umas são tão sutis que nem percebemos. outras são tão opressoras mas não deixam marcas e assim ... passam despercebidas pelas outras pessoas. mas o sofrimento é real.
Vamos ver como isso vai se encaixar no lego da vida.
bjokas e até a próxima att.
Bạn đang đọc truyện trên: AzTruyen.Top