Capítulo 6

Morgan estava no jardim das rosas enquanto sua filha mais nova, Lilian, brincava com o enorme cachorro que Megan havia lhe dado de presente.

Estava pensando se viveria tempo suficiente para ver a sua pequenina crescer ou se viveria para ver Megan se casar e lhe dar netos. Ela sentia muita dor agora, estava fraca e sentia que não resistiria muito tempo àquela doença que parecia devorar os seus pulmões. Estava triste demais...

"Meu Deus, dai-me forças... O que hei de fazer? Como eu vou contar ao Amos? E às meninas? Como será que elas vão reagir à notícia? Eu espero que..." Seus pensamentos foram interrompidos pela chegada de Espelth:

– Milady, eu trago boas novas. O Morning Star acabou de aportar. Lady Megan pediu para avisar que vai fazer alguns acertos na cidade, mas que irá comparecer ao almoço.

– Essa é realmente uma boa notícia! Vamos Lílian! Temos que nos arrumar para receber a sua irmã!

– A Meg chegou! Vamos, mamãe! Eu quero ficar bem bonita! Quero que ela me conte como são os lugares pelos quais viajou! Sem falar dos tesouros escondidos... Será que ela encontrou algum?

A menina ficou muito feliz com a volta da irmã e começou a dançar com Finn, que havia apoiado suas enormes patas nos ombros dela.

"Como eu queria ser como a Megan ou a minha mãe! Conhecer as colônias, as Índias... Pena que eu não vou ser uma corsária também..." – pensou ela com tristeza, pois tinha os pulmões fracos como avisara o médico. Isso a impedia de praticar atividades físicas mais intensas. Por isso, mesmo que soubesse lutar, atirar e montar, ela não era muito habilidosa e preferia bordar, ler, escrever e fazer cálculos, e outras atividades mais delicadas.

– E o papai? Chega quando?

– Não sei, Lílian. Acho que se o tempo firmar e ele conseguir passar pelas Canárias sem arranjar problemas com os Espanhóis e os Portugueses pelo menos uma vez na vida... Bem, acho que daqui uma semana ou duas. Mas não se preocupe, ele há de chegar a tempo para o baile.

...

Megan havia acabado de atracar e estava louca por encontrar todos. Queria muito rever sua irmã e averiguar o estado de saúde da sua mãe, ali tinha alguma coisa muito errada, ela podia sentir isso. Desconfiava que a sua mãe estivesse lhe escondendo algo muito sério.

Mas deixando esse assunto a ser pensado mais tarde, foi resolver a venda das mercadorias que estavam no navio, tanto as especiarias como as peles que havia tomado. E precisava providenciar para que as avarias do navio fossem consertadas, sendo que boa parte delas havia sido culpa do Margarita, o formidável Galeão Espanhol que levava um enorme estoque de peles para a América Espanhola.

"Essa é uma coisa que eu não entendo, para que peles se lá é quente de enlouquecer? Esta é uma coisa que eu nunca vou entender...".

Estava quase entrando na loja de um dos comerciantes quando viu John, um dos criados do seu avô.

– John! – chamou ela – Você apareceu em boa hora!

– Lady Megan. – cumprimentou ele com um sorriso – Estou aqui por ordens do Duque. Em que posso servi-la?

– Depois que você cumprir o que o Duque te ordenou, peço que avise ao meu avô e minha mãe da minha chegada e que irei ao castelo no horário do almoço.

– Sim, Milady. Mais alguma coisa?

– Sim, mas preciso da sua máxima discrição nessa segunda tarefa. Avise Lord Thorne da minha chegada e que o desafio para um duelo, no lugar de sempre ao pôr do sol.

– Sim, senhora, ninguém saberá deste recado. – respondeu sem indicar a estranheza que o pedido lhe causava. - Mais alguma coisa, Lady Megan?

– Não. Só isso. Obrigada, John. Conto com sua discrição.

Dizendo isso, retirou uma moeda de prata da bolsa e colocou na mão do criado, virou-se e foi lidar com o mercador.

...

Enquanto isso, no gabinete particular do Duque...

– Não se preocupe, minha cara.

– Como eu não vou me preocupar? Eu quero um bom casamento para o meu filho, mas também quero que ele seja feliz! – respondeu a Condessa Leonor.

– Eu sei que sim, é o que se espera de uma mãe que ama os seus filhos. – respondeu o Duque em um tom condescendente. - É por isso que eu convidei a senhora para esta reunião. Afinal, com a morte recente do seu segundo marido, pode ser difícil realizar um casamento vantajoso, se é que a senhora me entende.

– Sim, eu compreendo aonde o senhor quer chegar. Os boatos e mentiras se espalham como a poeira no vento. Por Deus, Arthur! Eu o amava! Nunca teria coragem de lhe fazer mal! E eu sei que David também não! Por mais que ele seja o novo conde, ele também o amava! Era o pai dele! – retrucou Leonor, quase aos prantos.

– Eu sei, acalme-se! Eu tenho certeza que nem você, nem ele fariam uma coisa dessas. E é por isso que eu tenho uma proposta a lhe fazer.

– Que proposta?

– Você se lembra do Sr. Beaker?

– Sim, eu me lembro. Mas não entendo o que aquele homem horripilante tem a ver com o nosso assunto.

– O fato é que ele pediu a mão de minha neta em casamento...

– Aquele velho asqueroso?! Por Deus, você não fará uma maldade dessas, não é?

– É um casamento vantajoso, ele é mais experiente e muito rico. Mas...

– Mas?

– Ele é viúvo e as circunstâncias da morte da esposa dele são muito estranhas. Isso significa que por maior que seja a vantagem patrimonial, ele nunca deixaria minha neta cuidar de sua própria herança e a vida dela correria riscos. Você entendeu o problema?

– Sim, entretanto eu ainda não entendi porque você me chamou, ou a ligação desse sujeito com a situação da minha família...

– Desculpe a demora em explicar, bem, eu quero casar a minha neta com o seu filho. Isso salvaria a sua reputação e será vantajoso para os dois lados. Afinal, David já é um conde, não se importará de ser o consorte de uma duquesa, e ele já tem suas próprias terras para cuidar.

Depois de alguns segundos de silêncio, a Condessa respondeu:

– Muito interessante. É uma ideia realmente tentadora. Sem falar que eles são muito amigos...

– Sim. David jamais faria mal a minha neta, e não impediria o fim para o qual eu a criei, que é herdar e administrar sozinha as propriedades dos Cavendish.

– Mas, talvez, não seria melhor que ela ficasse noiva de Liam? Meu filho é um bom homem, sem falar que também é dono de uma fortuna, você não teria que se preocupar com a intromissão dele nos negócios de Megan, como duquesa. Ele sempre lhe foi leal e a protegeu diversas vezes.

– Eu cogitei essa possibilidade... Porém, a única vez em que um Cavendish se casou com alguém de fora da nobreza foi quando meu pai arranjou meu casamento com Cristina e eu não quero que isso se repita, ou acabe se tornando uma prática usual. Pode passar a mensagem errada, como se estivéssemos precisando novamente de algum burguês para nos salvar da bancarrota.

– Entendo seus motivos, apesar de não concordar. Todos sabem que suas propriedades e negócios são prósperos e meu filho não é um burguês, mas enfim... – com um suspiro e sem conter a curiosidade, a Condessa perguntou. – Desculpe a intromissão, mas como isso aconteceu? Como você acabou se casando com uma colona?

– Bem, não me agrada dizer, mas meu pai havia conseguido praticamente nos arruinar por causa do seu vício em jogos e cortesãs. Eu ia herdar uma verdadeira montanha de dívidas junto com o título, quando o Marquês de Stephens trouxe para apresentar junto com sua filha mais nova em Londres, a sua muito rica e formosa sobrinha, Cristina. Lílian é muito parecida com ela. Meu pai e meu tio a consideraram a solução dos nossos problemas, e assim, de fato, o foi. O dote era realmente impressionante.

– Entendi. Mas porque David?

– Acredito que, apesar de poder firmar uma aliança financeiramente melhor, casar com um amigo pode ser muito melhor para Megan do que casar com um completo estranho, não acha?

– De certo modo, sim.

– Sem falar que David a respeita, não vai impedi-la de cuidar de seus próprios bens, teve uma educação similar e tem um título de nobreza de bom padrão.

–Sua neta está de acordo com esse arranjo?

– Não. Ela é muito nova pra saber o que é melhor para si. Eu me casei assim, e Cristina não era sequer uma nobre ou mesmo inglesa, e funcionou de forma bem agradável para ambos. Com o seu primeiro casamento também foi assim, e não a vejo reclamar do seu falecido primeiro marido. E então? Eu pretendo anunciar o noivado no baile de apresentação dela. Concorda?

– Sim. Claro que sim! E para evitar objeções do tipo: "Mas ela é minha amiga!" Nós iremos anunciar o noivado juntos. Eles saberão somente na hora do anuncio e não poderão voltar atrás.

– Eles ficarão furiosos. Mas é para o bem deles.

– Sim, para o bem deles...

...

Quando Megan chegou ao castelo, foi uma grande festa, pois não existia alguém que não gostasse dela. Almoçou no Grande Salão com a sua família e aproveitou para contar algumas histórias para Lílian e Mia, a dama de companhia da sua irmã. As meninas estavam encantadas e imensamente curiosas com as histórias dela. Então se lembrou de um detalhe que queria conversar com o seu avô:

– Sua Graça, posso pedir-lhe um favor? Tem relação com o baile...

–Pode falar, Milady, se for possível, atenderei o seu pedido.

– É algo bem simples. Eu gostaria que o meu baile fosse um baile de máscaras como os que vi em Veneza, quando viajei com meu pai e Liam. Sem falar, que foi como os meus pais se conheceram. – comentou com um sorriso discreto.

Arthur ficou pensativo por um instante, e logo viu que não haveria mal em atender um pequeno capricho de sua neta, ainda mais, porque até o final da festa ela estaria noiva. Seria talvez, uma boa forma de amenizar a notícia.

– Sim, eu vou atender o seu pedido. Afinal, um baile de máscaras será algo interessante por essa região.

– Obrigada, Vossa Graça. Mais uma coisa, eu convidei Henry McCourton para o baile.

– Mas ele é um criado! – respondeu com um toque de desprezo, ao pronunciar a última palavra e batendo os talheres com força na mesa.

– Ele cuidou de mim boa parte da minha vida! Seria muita ingratidão não convidá-lo.

Isso é um absurdo! Um verdadeiro absurdo! A Rainha e toda a corte estarão aqui! A Rainha! Você sabe o quanto é raro uma apresentação fora de Londres? Ainda mais com a saúde do rei tão fragilizada.

– Eu não me importo! Ele me socorreu diversas vezes, seria muita ingratidão. Se estou viva para você me apresentar, é por causa dele.

– Oras, onde já se viu? Servos circulando pelo meio da nobreza! Mas se você assim deseja. Que assim seja! A vergonha será sua!

– Que seja! Mas não ouse prejudicá-lo por isso!

– Não se preocupe com isso. Eu não me rebaixaria a tal ponto.

E terminando a pequena discussão, eles terminaram a refeição em um clima um pouco mais pesado do que Megan previra, o que apenas colaborou para que ela se apressasse para se arrumar e escapar como nos velhos tempos para encontrar David.

Mal podia controlar a ansiedade de rever o amigo, saber como ele estava depois de todo o escândalo envolvendo o nome dele e da condessa. Era verdadeiramente absurdo como os comentários maldosos se espalhavam com rapidez, eles sequer tiveram tempo para ficar de luto, pois toda a alta sociedade londrina passou a chamar a condessa de viúva negra e seu filho de "O filho da viúva", insinuando maldosamente que ele havia auxiliado a matar o próprio pai para fugir de suas obrigações militares e ficar com o título.

Esses rumores chegaram até ela, do outro lado do mundo, e se entristeceu ao pensar no quanto o amigo não devia estar sofrendo com essa situação, especialmente por ser de uma família tão atípica, tão amorosa. – deu uma pequena risada com o pensamento – e tem bom coração, apesar da gigantesca fama de conquistador.

Megan combinou de encontrar com David no local de sempre, as velhas ruínas do que parecia ser um velho farol, com alguns detalhes que lembravam uma pequena casa encostada na construção principal. Ficava na floresta, perto de um penhasco aonde as ondas batiam como se quisessem furar a rocha, possuindo ainda uma trilha lateral que levava para a praia. Era um local lindo apesar de boa parte de sua estrutura original ter sido levada pelo tempo e da encosta rochosa ser um tanto perigosa.

Ele estava esperando por ela sentado em um banco de pedra voltado para o mar, apreciando a vista que era magnífica. Ele conseguia ver a vila dos pescadores, o castelo do Duque de um lado e o do seu pai do outro, as casas das pessoas comuns cercando as duas fortalezas, os navios, que de tão pequenos pareciam brinquedos. E aquele pôr do sol lindo.

Aquele tinha sido o lugar para onde sempre fugira quando precisava ficar só. Ou quando queria conversar e brincar com Liam e Megan. O farol seria sempre um lugar deles, mesmo que nenhum deles fosse mais criança e apesar de toda a distância que existia entre eles.

Ele não sabia o que aconteceria com os três, até porque ele estava de licença do exército agora que era um conde, Liam era um bem sucedido corsário e o pior pesadelo de todas as mamães casadouras: bonito, rico, muito rico, mas sem título de nobreza que lhe valesse entrada para a alta sociedade.

E Megan, a delicada, teimosa e magrela amiga – pensou ele rindo - era uma corsária que seria Duquesa um dia. Dificilmente teriam tempo para relembrar a época em que cada um fugia com alguma guloseima da cozinha, com algum livro ou brinquedo e passavam horas ali, escondidos do mundo, fingindo ser piratas em busca de tesouros ou reis defendendo seus reinos ou somente, aproveitando a voz doce e melodiosa de Megan lendo alguma história.

Ao pensar nisso, seu peito se encheu de tristeza, pois ele agora era Conde, não veria mais seu pai fazer aqueles discursos absurdamente longos. Nunca se dera conta da falta que isso iria lhe fazer, afinal, ele havia cometido o erro da maioria dos filhos, esqueceu a mortalidade de seus pais.

O estalo de um graveto o fez ficar em estado de alerta e inconscientemente levar a mão para o cabo da pistola. Com um novo farfalhar de tecido, e gravetos estalando recordou-se que não estava mais no front, e um pouco envergonhado por sua reação falou:

– Eu estou aqui, Meg! No banco do lado de fora!

– Estou indo, David... Como sabia que era eu e não algum coelho? – e perguntando isso ela apareceu diante dos olhos dele – O que foi, David? O gato comeu a sua língua?

– Não... é que... Puxa! Você está linda! Cadê o seu cabelo de porco espinho? Eu simplesmente não posso acreditar que você é a magricela da Meg... A minha irmãzinha Meg... – Ele se levantou e a abraçou girando-a no ar. Logo depois ele a fez sentar-se no banco ao lado dele, imensamente embaraçada.

– Oras, eu nem mudei tanto assim... Faz apenas quatro anos que nós não nos vemos... Você mudou mais do que eu! Afinal da ultima vez que eu te vi, você era magrelo, desajeitado e cheio de espinhas. Só continua muito alto... O exército te fez bem, Lorde David Thorne...

– Não precisa zombar assim de mim... Mas, obrigada pela parte do elogio! – Os dois começaram a rir e a avaliarem um ao outro não tão discretamente.

"De fato ele está diferente" – pensou Megan – "Ele está muito alto, e parece ser bem forte. O rosto... mesmo essa barba por fazer fica bem nele... Ele sempre teve um rosto lindo, com esse queixo quadrado, os olhos de um tom incomum de verde e os cabelos loiros...".

David também pensava nas mudanças:

"Linda! Ela está linda! Não dá nem pra acreditar... De magricela, cabelo espetado e sempre coberta de barro, para isso... tão linda! O rosto delicado quase não mudou, só está mais fino e com a pele apenas um pouco mais bronzeada do que aquele branco fantasmagórico de antes. Os olhos azuis, essa é a única coisa que não mudou nada! Por Deus! Até o cabelo! Ela sempre usou o cabelo curto, agora o cabelo dela está na altura da cintura! Eu não a reconheceria de modo algum!"

– E então, nobre donzela? O que tem para me contar de novo?

– Ah, David... o de sempre! Ataques imensamente perigosos, especialmente por causa da guerra, pessoas que adorariam me ver enforcada em alguma colônia espanhola e, logicamente, a eterna busca por navios transportando enormes tesouros! Quanto a você... Eu realmente sinto muito, seu pai era um bom homem... – e dizendo isso, ela lhe deu um forte abraço.

– Meg... Obrigado... Acho que só você e Liam para conseguirem entender... Todos acham que é uma grande estupidez ficar triste, guardar o luto, porque no final das contas eu sou o novo conde! Será que ninguém entende que eu renunciaria de bom grado ao meu título se eu pudesse ter o meu pai de volta?

– Eu sei, David, e sinto muito mesmo por tudo isso. Não consigo nem imaginar a sua dor, mas tenho certeza de que o seu pai tem muito orgulho de você e que ele estará sempre velando por você do Céu. E, de qualquer forma, fica tranquilo, eu estarei sempre aqui para você. E o Liam também. – Ao que ele sorriu e a abraçou emocionado com a graça de ter amigos como ela e o irmão. Enquanto permanecia abraçada a David, ela perguntou:

– Ele já sabe?

– Eu não sei... Eu mandei uma mensagem pra ele informando o ocorrido, mas é bem provável que demore bastante até ele receber...

Após um momento de triste silêncio, ela o soltou, deu-lhe um leve soco no braço e disse:

– Mudando de assunto, me conta como é no exército? E a guerra?

– O exército é bem diferente do que nós imaginávamos, Megan... As mocinhas casadouras quase desmaiam ao ver o uniforme vermelho. – ao que ela riu. – mas a verdade é que não existe nada de romântico em uma guerra. Entenda... ser da cavalaria superou todas as minhas expectativas, eu gosto de lutar pela liberdade, pelo meu país, mas isso não me faz indiferente às pessoas que sofrem por causa das batalhas.

– Você sabe que você não precisa lutar... você é um conde...

– Eu não sou melhor do que ninguém para fugir e me esconder atrás de um título. Não poderia abandonar o meu regimento simplesmente porque eu posso, isso não seria justo. Assim que for possível, eu vou voltar para o front.

– Assim que possível?

– Sim... Por causa da guerra, os arrendatários têm sofrido grandes perdas e passado privações. Vou terminar de ajustar tudo com o administrador, garantir que eles e suas famílias vão ficar bem, especialmente as famílias que perderam entes queridos. Depois eu volto para o meu posto para ajudar a acabar com essa guerra.

– Graças a Deus, você não mudou, David, continua honrado e responsável como sempre. Tenho certeza de que seu pai se orgulharia muito.

E assim eles ficaram conversando até muitodepois do sol se pôr, alimentando desse modo a amizade e confiança que nutriamum pelo outro.    

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