Syd Barrett #2
Este imagine é um pedido de beetlejuuicee e espero que gosteee! <3
✨ 𝐈 𝐇𝐚𝐭𝐞 𝐌𝐲𝐬𝐞𝐥𝐟 𝐅𝐨𝐫 𝐋𝐨𝐯𝐢𝐧𝐠 𝐘𝐨𝐮 ✨
O ano é 1964. Seu dia estava beirando a perfeição... Você estava no último ano do ensino médio, o semestre estava chegando ao fim, você e suas melhores amigas estavam combinando de fazer a maior festa para comemorar e tudo estava correndo bem. Não, na verdade, tudo estava correndo otimamente bem! O menino que você gostava foi falar com você na saída, fazendo perguntas sobre a festa, mas você podia jurar que ele estava olhando para os seus lábios enquanto você falava!
Enfim, nada podia arruinar o seu dia...
Até ver o carro da Sra. Barrett estacionado diante da sua casa. E isso só podia significar uma coisa: você teria que aturar o insuportável do filho dela a tarde inteira!
A Sra. Barrett era muito amiga de sua mãe e sempre que conseguia, vinha tomar chá da tarde em sua casa e quase sempre - bem mais vezes do que você gostaria - trazia o filho dela com ela, aquele chato do Roger.
A forma como ele te irritava era tão... Insuportável! Sempre te dizendo como as coisas devem ser feitas, sempre te provocando, sempre te fazendo lembrar como os olhos deles eram lindos e...
"Não, ele é inteiramente insuportável, sem mais!", você repetia para si mesma enquanto, sem muita vontade, adentrava pela porta da sua casa. Já no vestíbulo, as risadas altas de sua mãe e Sra. Barrett invadiram seus ouvidos... Elas estavam animadas... Será que se você passasse bem silenciosamente pela sala elas não notariam sua presença e você conseguiria chegar sã e salva em seu...
-- Ah, S/N, aí está você! -- Você se encolheu diante da voz de sua mão, parando de andar e se virando para as pessoas dispostas na sala, abrindo um sorriso amarelo. E lá estava Roger, sentado ao lado da mãe com aquela cara arrogante.
-- Hehe, olá Sra. Barrett, mamãe... Roger... -- Você permitiu-se lançar um olhar flamejante para o rapaz, evitando ao máximo notar como o cabelo mais comprido dele o concedia um ar mais misterioso...
-- S/N... -- Ele respondeu, com um manear de cabeça permeado de condescendência que só te fez querer socar o nariz dele.
-- S/N, querida, como você está bonita! Olhe, Roger, como ela está linda! -- Sra. Barrett exclamou, te puxando pelo braço para dá-la um abraço.
-- A senhora me viu na semana passada, Sra. Barrett... -- Você comentou, soltando um risinho sem graça, mas a mulher nem deve ter escutado.
-- Filha, por quê não leva Roger para dar uma volta? -- Sua mãe perguntou, sugestiva. Era sempre assim, ela não via a hora de te mandar sumir com Roger para poder contar todos os babados "de adulto" para a Sra. Barrett. Não tinha muito para onde correr.
Você bufou e trocou um olhar com Roger, que também não estava muito feliz com aquilo, apesar de já estar acostumado.
-- Tá, vem então... -- Você falou meio de má vontade, fazendo um sinal com a mão para que o rapaz te seguisse escada acima até seu quarto. Se fosse qualquer outro rapaz, sua mãe surtaria, mas aquele era Roger... Vocês já ficavam sozinhos no quarto desde uns seis ou sete anos de idade...
Porém, algo havia mudado nesses anos todos... Vocês não eram mais crianças. Roger havia entrado na faculdade e tornou-se um cara misterioso, amante da música... No fundo, era o mesmo rapaz que te dava nos nervos, mas, havia algo a mais misturada nessa raiva toda, nessa... Tensão.
Você sentia um certo frio na barriga de saber que ele te seguia a poucos passos de distância. Ao entrarem no seu quarto, você fechou a porta.
-- Você ainda não se livrou dessa porcaria? -- Ele perguntou, apontando pro seu pôster do Elvis. Ali estava o garoto insuportável de sempre. Você revirou os olhos e nem se dignou a responder.
Ao invés disso, começou a andar em direção ao seu guarda roupa e a fuçar nas gavetas. A festa já seria naquele fim de semana e você precisava achar uma roupa. Você sentia o olhar de Roger queimando em suas costas.
-- O que está fazendo? -- O rapaz quis saber, sentando-se no banco da sua penteadeira. Era incrível como só de ouvir a voz dele você já sentia seu sangue ferver.
-- Nada que te interesse, Roger! -- Você respondeu, seca, revirando os olhos, sem parar de revirar sua gaveta.
-- Pra sua informação, não é mais Roger, é Syd! -- Ele retrucou e você franziu o cenho, irritada, sem olhar pra ele. Você precisou conter a curiosidade de perguntar qual era a história daquele novo apelido, mas não queria dar a entender que se importava com algo que tivesse a ver com ele.
-- Sendo assim, nada que te interesse, Syd... -- Você falou, com escárnio, retirando um vestido tubinho de dentro da gaveta e o estendendo na frente do corpo, se olhando no espelho.
-- Hm, já entendi! -- Roger... Quer dizer, Syd, abriu um sorriso ladeado que você enxergou pelo reflexo. -- Você tem um encontro, não é?
Você não respondeu, preferindo ignorá-lo e estudar seu reflexo no espelho, pensando numa boa combinação praquele vestido.
-- Um encontro com... Edward... Brown... Puxa, que letra horrorosa... -- Ele prosseguiu, te deixando intrigada e confusa. Como ele sabia que o nome do menino que você gostava era...
Então você viu pelo espelho, quase sentindo o coração sair pela boca: Syd estava folheando seu diário!
-- Roger! Pare já com isso! -- Você praticamente gritou, largando o vestido no chão e partindo para cima do rapaz para tentar arrancar dele o caderno.
-- É Sy... AI! -- Você o deu um tapa bem dado no braço, interrompendo a frase dele. Ele afastava o diário de você e tentava continuar a ler.
-- Me devolve isso! Agora! -- Você continuou a gritar, praticamente subindo em cima dele...
Foi quando o banquinho tombou e vocês dois foram para o chão... E você percebeu que estava deitada em cima de Syd, seu maior inimigo... E o pior de tudo foi que, seu corpo pareceu gostar disso.
Vocês se encararam por um momento, os olhos arregalados, as bocas semiabertas e as bochechas escurecendo em vermelho cada vez mais. Você conseguia sentir o coração de Syd bater fortemente contra seu próprio peito, assim como você sabia que ele também devia estar sentindo seu coração tamborilando no corpo dele.
Então, como se o mundo desse um salto e saísse do eixo, você e Syd se agarraram com um certo desespero e colaram seus lábios num beijo permeado de raiva, tensão e algo extremamente ardente que vocês não sabiam que sentiam um pelo outro. Na verdade, você até suspeitava, mas sempre tentava afastar tal pensamento.
Você sentiu o corpo de Syd se retesando sob o seu e uma das mãos dele escorregando por suas costas... E naquele momento, você sentiu ondas de calor percorrendo todas as suas veias.
Quando se soltaram, estavam ofegantes e vermelhos. Vocês trocaram um olhar atônito e se sentaram rapidamente, o que fez com que você - infelizmente - saísse de cima do rapaz.
-- O... O que... O que foi isso? -- Syd perguntou, arfando, tirando os cabelos do rosto.
-- Eu não... Sei... -- Você respondeu, perdida em pensamentos, os olhos desfocados. Você havia acabado de beijar seu pior inimigo! E foi a melhor sensação que já havia sentido na vida! Mas então, balançou a cabeça e o olhou no fundo dos olhos. -- Um erro... Isso foi um erro...
Você se levantou apressada do chão e virou de costas pra ele, nervosa, indo até a gaveta aberta do guarda-roupa. É claro que você só estava fingindo olhar as roupas, afinal, seu foco estava em outro lugar... Mais precisamente na sensação de formigamento que você ainda sentia nos lábios.
-- S/N... -- Syd se levantou e caminhou vagarosamente até você. -- Isso foi tão... bom... Com certeza não foi um erro...
Seu coração parou quando a mão dele tocou seu ombro. De novo aquele calor correndo por seu corpo... Você olhou para a mão dele e piscou.
-- Roger... A minha vida inteira eu pensei que te odiasse... Então comecei a perceber que talvez eu pudesse sentir uma atração por você... Então nos beijamos e... Ah, foi maravilhoso! E agora, não sei mais o que achar, porque... Eu deveria te odiar... Mas ao mesmo tempo... Quando te beijei... Pareceu tão certo... E... Eu não queria... -- Você estava agoniada, sem conseguir se expressar. Os dedos dele se apertaram mais contra seu ombro e você se arrepiou ao sentir o polegar dele escorregar para o lado e tocar um pedaço exposto da pele do seu pescoço.
-- S/N, você não precisa me odiar... E eu não preciso odiar você... Na verdade, acho que nunca te odiei... Só odiava a perspectiva de pensar que nunca poderíamos nos entender... Mas...
-- Sabe, também acho que nunca te odiei... Apenas me fiz acreditar que te odiava... -- Você se virou para ele, engolindo em seco, deixando seus olhos recaírem para os lábios dele. Ele percebeu e sorriu, subindo aquela mão que ainda estava em seu ombro pelo seu pescoço, até tomar seu rosto na mão. Ele então se curvou levemente para frente e te deu um beijo suave nos lábios, muito mais terno do que o anterior. Durou tão pouco, mas, ao mesmo tempo, significou tanto... -- É, acho que não te odeio...
-- Acha? -- Ele achou graça, arqueando uma sobrancelha para cima de forma divertida.
-- Acho... Ainda preciso de mais um beijo para ter certeza... -- Você respondeu, zombeteira, o puxando pela nuca para poder beijá-lo mais uma vez.
E foi assim que, do nada, nada mais tinha importância... A festa, Edward, o fim do ensino médio... Tudo o que importava era que, no fim das contas, tudo o que você precisava estava para ter um bom dia estava bem debaixo do seu nariz...
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Jesus Maria José, esse imagine foi too much feelings até pra mim... Espero que tenham gostado!! Confesso que gostei muito de escrever esse plot! Enfim, é isso! Vou tentar atualizar mais algum imagine da lista de pedidos ainda hoje! Quero agradecer a todos vocês que vêm acompanhando, comentando e curtindo até aqui! Beijão <3 <3 <3
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