Paul McCartney #4

Este é um pedido da _lindinha_Princess eeee eu espero que goste, mesmo q não seja com o Marty McFly hehehehe

✨ 𝐂𝐥𝐨𝐬𝐞 𝐘𝐨𝐮𝐫 𝐄𝐲𝐞𝐬 𝐀𝐧𝐝 𝐈'𝐥𝐥 𝐊𝐢𝐬𝐬 𝐘𝐨𝐮 ✨

O ano é 1960. 

Você era uma garota muito diferente das outras garotas da sua idade. Isso podia parecer um clichê, mas era a mais pura verdade. Todos a conheciam como a garota de dezessete anos pura e recatada - ingênua e meio bobinha, para aqueles que eram mais maldosos -, que nunca havia beijado um garoto na vida.

Mas, surpreendentemente, apesar disso ser verdade, você possuía um namorado, Paul McCartney. Para tornar a parada ainda mais contraditória, Paul fazia parte de uma banda de rock e todos sabem quais são os rótulos dos roqueiros. 

Ainda assim, a relação sua e de Paul funcionava muito bem, vocês começaram como amigos, ainda na infância, e a amizade foi evoluindo para uma paixonite que se tornou no famoso "primeiro amor". Apesar disso, vocês nunca haviam se beijado. Não por falta de querer. A verdade é que, apesar da vontade que sentia de beijar Paul, você tinha muito medo. Acontece que, sabendo daquele seu rótulo de pura e ingênua, as pessoas da sua classe, na escola, inventaram uma brincadeirinha de muito mal gosto para com você, inventando histórias falsas sobre pessoas que nunca haviam beijado e que sempre estragavam tudo no primeiro beijo, sobre beijos terríveis e nojentos e outras coisas que te deixaram traumatizada.

Por vergonha, você não havia contado sobre este medo para Paul - mesmo que ele soubesse que havia algo de errado -, dizendo-o, apenas, que você ainda não estava preparada para tal coisa e inventando uma história de que queria ter o primeiro beijo perfeito, na hora perfeita, num lugar perfeito. Paul, apesar de estar doido para poder te beijar, respeitava seu tempo e não te pressionava, afinal, ele te amava e queria te deixar confortável. Um dos sonhos dele era poder te dar o primeiro beijo perfeito.

Certo dia, enquanto Paul caminhava com você pelo caminho que levava da escola para sua casa, ele parecia ansioso, quando comentou:

-- Sabe, S/N, depois de amanhã completaremos três meses de namoro... Não terei que ir tocar... Queria saber se você não quer fazer alguma coisa para comemorarmos, sei lá... -- Ele deu de ombros, caminhando tranquilamente ao seu lado com as mãos nos bolsos. Você arregalou levemente os olhos. Já fazia tudo isso que vocês estavam juntos?!

-- Oh... E o que você tem em mente, Paul?

-- Ah, podíamos fazer um piquenique no parque do lago, o que você acha? -- O rapaz perguntou, cheio de expectativa, enquanto vocês paravam diante da porta vermelha com uma grande aldrava de ferro da sua casa.

-- Eu adoraria! -- Você sorriu em resposta e ele retribuiu, te abraçando e depositando um beijo na sua testa. Você adorava quando ele fazia isso. Em seguida, ele abaixou-se levemente e sussurrou perto de seu ouvido: -- Será perfeito...

E o fato dele ter usado aquela palavra te deixou instantaneamente ansiosa. Afinal, você sabia que, naquela ocasião em específico, ele tentaria a sorte de te beijar. Você não conseguiu responder nada, apenas deu uma risadinha nervosa enquanto Paul dava mais um beijo na sua bochecha, te lançava uma piscadela e continuava a subir a rua enquanto você, embasbacada, adentrava pela porta de sua casa.

Já no seu quarto, você não conseguia parar de pensar naquilo, andando de um lado para o outro, roendo os cantinhos de suas unhas por conta da ansiedade, visualizando o rosto cheio de expectativa de seu namorado em sua mente.

Só Deus sabia o quanto você queria beijá-lo... Perder aquele medo irracional, segurar o rosto de Paul nas mãos e depositar um beijo daqueles nos lábios bem delineados dele. E você sabia que tal desejo era recíproco, o que só te deixava com o coração mais apertado. Você pensou consigo mesma: iria perder o medo de beijar até o dia do piquenique e, então, finalmente, depois de três meses, beijaria Paul.

Porém, dois dias passaram mais rápido do que você esperava e seu medo continuava lá. Na verdade, você estava tão nervosa que sentia como se houvesse um enxame de abelhas em seu estômago - não, não eram borboletas. Quando ouviu a campainha da sua casa tocar, quase despencou no chão. Pensou em falar para sua mãe avisar Paul que você estava doente e que não poderia sair com ele.

Mas então, lembrou-se que não havia nada a temer. Paul entenderia se você não quisesse beijá-lo, não é? Afinal, isso já havia ocorrido antes...

Portanto, sentindo uma nova dose de coragem, você saiu do quarto e desceu as escadas, encontrando sua mãe e seu namorado conversando alegremente na porta de entrada. Paul sorriu ao te ver, te abraçando e depositando um beijinho em sua bochecha. Despediram-se de sua mãe e partiram, caminhando pelas calçadas até chegarem ao parque. No decorrer do caminho, você estava um pouco quieta devido ao nervosismo, mas Paul segurou sua mão e parte daquele sentimento ruim se esvaiu. Você o amava muito. 

Quando chegaram ao parque, Paul adquiriu um sorrisinho misterioso, te puxando pela mão para que o seguisse por entre as árvores e o gramado florido onde algumas pessoas passeavam. Logo, vocês chegaram até a entrada de uma trilha e você percebeu que haviam pétalas de rosas caídas no chão. Paul sorriu, apertando sua mão.

-- Que tal seguirmos a trilha de pétalas, hm? -- Ele sugeriu, piscando. Você sorriu e assentiu.

Então, vocês dois seguiram a trilha, onde várias pétalas se encontravam por todo o caminho, até chegarem num local isolado pelas árvores e cercas vivas, onde havia uma toalha de piquenique toda enfeitada arrumada no gramado. Você sentiu seu coração palpitar de emoção, olhando para aquele lugar quase mágico de forma maravilhada. Paul apertou sua mão e aproximou os lábios do seu ouvido.

-- Gostou da surpresa, minha linda? Sei que é simples mas é de coração! 

-- Oh, Paul! -- Você não se conteve e o abraçou, encostando a cabeça no peito dele, sentindo as mãos dele acariciarem seus cabelos. -- Eu amei, isso está perfeito!

Ele sorriu para você e olhou no fundo dos seus olhos. Sua ansiedade apertou e você o soltou do abraço.

-- Bem, estou faminta... Vi que você trouxe bastante coisa!

Então, esquivando-se dessa maneira, você conseguiu evitar um possível primeiro beijo naquele momento. Vocês se sentaram na toalha e se serviram. Enquanto comiam, você percebeu que Paul te olhava profundamente, como se estivesse fascinado por você. Quando terminaram, vocês dois recostaram-se num grosso tronco de árvore, lado a lado, e ficaram observando o céu azul.

-- Sabe, S/N, estar aqui com você é maravilhoso... -- Paul comentou, virando o rosto para você, pegando sua mão na dele. -- Eu queria dizer que te amo...

-- Eu também te amo, Paul... -- Você se virou para ele, encarando-o. Logo, os olhos dele recaíram para seus lábios entreabertos e ele começou a pender para a frente. O estranho foi que, desta vez, você foi ao encontro dele, mas, antes que seus lábios se tocassem, você o conteve, colocando as mãos sobre o peito dele. Ele estava de olhos fechados e suspirou.

-- Por que você não quer me beijar, S/N? Sempre que surge a chance, você dá um jeito de fugir... O que você teme tanto? Sabe que eu nunca te machucaria... -- Ele comentou com a voz repleta de dor, num tom baixo, ainda com a testa quase colada à sua. Você sentiu seus olhos marejarem.

-- Paul, eu quero te beijar, e muito... Eu só... Eu tenho medo de te beijar... -- Você admitiu, envergonhada. Paul abriu os olhos e os focou profundamente nos seus.

-- Por que?

-- Tenho medo de estragar tudo, de não saber o que fazer, de fazer tudo errado, de ser horrível... 

-- Oh, minha linda... -- Ele segurou gentilmente seu rosto com uma mão. -- Você não precisa ter medo dessas coisas... Você vai ver que beijar é tão natural quanto respirar... Você só precisa seguir sua intuição...

-- E se eu, sei lá, morder sua língua? -- Você perguntou, preocupada, mas Paul riu.

-- Siga sua intuição... E deixe eu te ajudar... -- Ele respondeu, voltando a aproximar o rosto do seu.

Você sentiu-se ofegante e nervosa, mas fechou os olhos. Seu coração estava à mil. Paul sussurrou um "shhh" para que você se acalmasse e, então, apenas roçou suavemente os lábios contra os seus, numa carícia tão suave quanto uma pluma, o que te fez arrepiar da cabeça aos pés. Então, ele segurou sua nuca com mais firmeza e encostou mais intensamente os lábios contra os seus, logo pedindo passagem com a língua dele que, uma vez dentro de sua boca, acariciou cada cantinho e uniu-se à sua própria língua numa dança só delas, "tão natural quanto respirar".

O beijo foi perfeito. Não havia outra palavra para descrever. Paul agiu com tanta delicadeza e ternura que você se sentiu a joia mais preciosa do mundo. Você seguiu sua intuição e remexeu os lábios contra os dele, aumentando ainda mais a sensação gostosa daquele beijo.

Quando se soltaram, você estava mais calma, apesar das ofegadas e dos batimentos cardíacos acelerados. Paul sorriu para você.

-- Você está vermelha... -- Ele deu uma risadinha, acariciando suas bochechas. -- Gostou do beijo?

-- Olha, sabe que eu gostei... -- Você respondeu, sorrindo também, as mãos subindo e descendo pelos ombros de seu namorado. -- Mas, acho que tenho que tentar mais uma vez para ter certeza...

-- Espertinha... -- Paul respondeu, rindo, te puxando para mais um beijo terno.

E estes foram apenas os primeiros de muitos. 


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Oiiii, antes de tudo, feliz Natal para todos vocêêêês!!! Agora, espero que tenham gostado deste capítulo. Tenho mais dois pedidos para escrever e, depois disso, irei abrir os pedidos de novo. Enfim, não sei quando conseguirei reaparecer por aqui, espero que antes de 2022 hahaha, mas, se não, bom ano novo, gente! Beijããão!! 


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