John Deacon #2
Este também é um pedido da Isaa_4 e, assim como o outro, espero que curta!!! <3<3<3 Ah, só uma coisa, as falas que eu colocar em itálico significam que estão sendo ditas em Português...
✨ 𝐈𝐟 𝐘𝐨𝐮 𝐂𝐚𝐧'𝐭 𝐆𝐨 𝐓𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐳𝐢𝐥, 𝐁𝐫𝐚𝐳𝐢𝐥'𝐥𝐥 𝐂𝐨𝐦𝐞 𝐓𝐨 𝐘𝐨𝐮 ✨
O ano é 1973. Aquele com certeza não estava sendo um bom dia...
Você e seu namorado, John, haviam combinado de viajar até o Brasil para passar as festas de fim de ano lá, com sua família. Sim, você era Brasileira mas já vivia na Inglaterra desde 1969 e, desde então, só havia voltado a sua terra natal para visitar sua família uma vez. Esta seria a segunda e você estava muito ansiosa, mas John estava ainda mais, já que seria a primeira vez dele viajando para a América do Sul...
Porém, caiu uma tempestade de neve e, por conta disso, vocês chegaram no aeroporto atrasados... E perderam o voo. Quando você perguntou quando sairia o próximo voo para o Brasil, a atendente falou que, por conta do clima instável e de uma grande possibilidade de uma tempestade horrorosa de neve, o próximo voo para tal país só sairia dali a uma semana: depois do Natal.
Frustrados, vocês voltaram para a casa de vocês.
-- Oh, minha querida, não fique assim... -- John comentou, enquanto dirigia pelas ruas, vendo sua expressão amuada pelo espelhinho retrovisor.
Você, que estava meio encostada na lateral da porta, deu um suspiro.
-- Faz tanto tempo que eu não vejo ninguém da minha família, John... E, você sabe, a situação do Brasil não está das melhores... Queria tanto poder vê-los, saber que estão bem... Não só por cartas... -- Você respondeu, quase choramingando, e John pousou a mão gentilmente em sua perna, apertando os dedos numa tentativa de te fazer sentir melhor. -- Fora que... Eu sinto falta do Brasil em si... O calorzinho... Guaraná!
-- Guara o quê? -- John franziu o cenho e você por um momento se esqueceu da tristeza toda e riu, sendo tomada por uma euforia ao se lembrar das coisinhas do seu país.
-- Guaraná! É um dos melhores refrigerantes que existem!
-- Parece bom... -- John deu de ombros, mas sorriu para você.
-- E é... -- Você respondeu, voltando a recostar-se, novamente tomada pela melancolia. -- Você iria adorar...
-- E vou... Logo estaremos por lá... -- Seu namorado respondeu, acariciando sua perna, adentrando com o carro no estacionamento do prédio que vocês moravam.
-- Mas, vai ser só depois do Natal... -- Você respondeu, triste, se lembrando das maravilhosas festas em família que vocês faziam todo ano no Natal naquele calor brasileiro.
-- Prometo que teremos um Natal legal por aqui... -- John sorriu para você mais uma vez, parando o carro.
Nos dias que se seguiram, você estava realmente muito chateada. Havia escrito uma carta para seus pais, informando que só iriam chegar depois do Natal e explicando a situação. John fazia de tudo para tentar te animar, mas você simplesmente não conseguia deixar de se sentir um pouquinho triste. Você chegou a pensar que podia estar cansando seu namorado por conta disso, o que só serviu para te deixar mais chateada.
No dia 24, John passou a manhã inteira fora, o que despertou sua curiosidade e, em partes, aquela sua suspeita de que você poderia estar irritando ele. Porém, ele voltou até que logo, mas havia algo de... Misterioso nele...
Depois do almoço, John te entregou uma listinha com coisas que ele precisava que você comprasse para a ceia de Natal que ele se arriscaria a preparar.
-- John, é véspera de Natal, está um frio dos diabos, você quer mesmo que eu saia de casa para ir ao mercado? -- Você protestou, já vestindo suas roupas de inverno.
-- Por favor, amorzinho... São só algumas coisinhas... É que assim eu já vou adiantando aqui o jantar...
-- Tá, tá... -- Você acabou cedendo, guardando a listinha na bolsa e o dando um selinho antes de sair de casa.
Você deve ter passado umas duas horas naquele mercado. Parece que muita gente deixava a compra de Natal para última hora... Enfim, depois de ter pego tudo o que precisava e enfrentado uma fila quilométrica, você voltou para casa.
Ao abrir a porta, quase deu um salto de susto. Primeiro porque uma onda de ar quente passou por você, segundo porque haviam vários tecidos estampando coqueiros e praias cobrindo as paredes. Você olhou maravilhada e confusa praquilo tudo, colocando as sacolas de compras no chão. John apareceu pela porta da cozinha, sorridente, usando uma bermuda de praia e uma camiseta apertadinha de mangas curtas.
-- Olá, seja b-bem... Bem vinda! -- John estava falando em português! Ele lia algo que havia escrito na palma da mão.
-- John, o que é isso tudo? -- Você perguntou, maravilhada, sendo ajudada por ele, que te deu um beijinho rápido, a tirar seu casaco pesado.
-- Já que você não pôde ir ao Brasil, decidi trazer o Brasil até você... Minha querida... -- A cada palavra em português que ele dizia você sentia um tremilique nas pernas. Você sorriu para ele e o abraçou, acariciando-lhe a face, emocionada.
-- Essa é a coisa mais linda que alguém já fez pra mim... -- Você comentou, o dando mais um beijo.
-- Espere só até ver a ceia... -- Ele comentou, pegando as compras que estavam no chão e te puxando para que o seguisse até a cozinha.
-- Ah, a propósito, onde você encontrou esses tecidos com imagens de praia? -- Você perguntou, curiosa, quando passaram ao lado de uma clara foto de Copacabana.
-- Freddie conhece um cara... -- John respondeu, dando de ombros, e você apenas assentiu, adentrando a cozinha com ele. Um cheiro maravilhoso adentrou suas narinas e você estacou no lugar, petrificada.
-- Não me diga que isso é... Feijoada?! -- Você exclamou, animadíssima, respirando profundamente o cheiro.
-- Isso mesmo... Roger me falou sobre um restaurante de comida brasileira lá na Camden Town... Fui até lá buscar... Sinceramente, me surpreende que você ainda não soubesse desse lugar!
-- Eu não fazia nem ideia! -- Você respondeu, chocada. -- Com certeza quero dar uma passada or lá depois!
-- Tinha bastante coisa, a maioria eu não faço nem ideia do que seja... Tipo aquele tal de pau de queixo... -- Ele falou e você quase caiu no chão de tanto dar risada.
-- Pão de queijo! É um pãozinho com a massa feita de queijo, é uma maravilha! Minha avó faz um que é uma beleza... -- Você comentou, sentindo água na boca. Então, de repente, você puxou John para um abraço apertadíssimo, deitando a cabeça no peito dele. -- Muito obrigada, John, de verdade!
-- Não há de quê... Te prometi que teríamos um Natal legal, não prometi? -- Ele beijou o topo da sua cabeça e você assentiu.
Depois, ele te convidou a sentar na mesa enquanto ele ajeitava a travessa de feijoada no centro. Em seguida, ele pegou uma garrafa de bebida e encheu duas taças.
-- Não encontrei aquele tal de Guara sei lá o quê... Então vamos de cider mesmo... -- John comentou, como se pedisse desculpas. Você sorriu.
-- Está ótimo, meu bem... Não poderia estar mais perfeito...
-- Bem, então... -- Ele ergueu a taça e leu algo que estava escrito na outra mão. -- Eu te... Am... mo... Eu te amo...
-- Eu também te amo! -- Você respondeu, sentindo lágrimas virem aos olhos, batendo a taça na dele, bebendo um gole da bebida em seguida. John, ao abaixar a própria taça, se inclinou em sua direção e roubou um beijo seu. -- John, você se importa de dizer mais uma vez? Te ouvir falando em português está me deixando doidinha...
Ele riu com os lábios ainda próximos aos seus:
-- Eu te amo... Minha querida... -- Ele pontuou tudo com um beijo. -- Você... Gosta... de pau de queixo?
-- Vamos ficar só na primeira frase mesmo... -- Você riu, puxando mais uma vez o rosto dele de encontro com o seu, em um beijo apaixonado e cheio de carinho.
Aquele Natal pode não ter sido nada do que você esperava, mas, com certeza, foi um dos melhores...
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Oioiii, genteee!!! Está aí, mais ummm <3 <3 <3 Gosto de imaginar isso da S/N sendo brasileira, ensinando um pouco da cultura dela pro cara, acho bonitinho demais... Enfim, espero que gostem!! Beijooooos aí! <3 <3 <3
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