Jimmy Page #7
Atendendo ao pedido de user240991 aquii, espero que gosteeee <3
✨ 𝐘𝐨𝐮 𝐀𝐫𝐞 𝐓𝐡𝐞 𝐎𝐧𝐞 𝐓𝐡𝐚𝐭 𝐈 𝐖𝐚𝐧𝐭 ✨
P.O.V. Jimmy
Aquela festa ocorrida naquela noite amena de 1974 havia sido a pior de toda a minha vida...
Acabei dando uma de idiota ao ver uma modelo e comecei a conversar com ela, sem maldade nenhuma, posso garantir. Acontece que minha esposa, S/N, não gostou muito e sumiu do mapa. Quando a reencontrei, ela estava de papo com Keith Richards, que também estava presente na festa. Meu sangue ferveu e fui tomado por um ciúme incontrolável. Com cara de poucos amigos, puxei S/N para irmos embora.
Durante metade do percurso um tanto quanto longo até nosso apartamento, um silêncio mortal e sufocante tomou conta do carro. Conseguia ouvir a respiração acelerada de S/N, tal como sua perna que não parava de se mexer. Ela sempre fazia isso quando estava ansiosa ou nervosa. Eu também, quando me dei conta, estava apertando com tanta força o volante que os nós dos meus dedos estavam esbranquiçados.
Eu juro por tudo que é mais sagrado que, se eu pudesse voltar no tempo, não teria dito o que eu disse a seguir, mas meu ego e minha raiva me consumiram naquele momento.
-- Então, quer dizer agora que quando você estiver brava ou de saco cheio de mim é só ir atrás de outro guitarrista que está tudo bem? -- Perguntei, quebrando o silêncio, sentindo as palavras saírem feito fogo de meus lábios.
-- James, como você tem a coragem de me dizer uma coisa dessas?! -- Ela perguntou de maneira estridente, batendo com tudo a mão sobre o porta luvas ao virar o rosto para me olhar, extremamente indignada, os olhos arregalados e brilhantes. -- Você estava praticamente babando em cima daquela mulher, nem sequer estava prestando atenção em mim!
-- Eu só estava sendo legal! O que você queria, que eu a deixasse falando sozinha? -- Respondo, também elevando meu tom de voz, apertando ainda mais as mãos no volante.
-- Até que não seria uma má ideia! Mas não, Jimmy Page é altruísta, Jimmy Page não deixaria uma moça bonita daquelas falando sozinha, não é mesmo? Acontece que você me deixou falando sozinha!
-- Você quer parar com isso? Cindy só estava interessada no meu trabalho! Foi bom ver que, pra variar, alguém se interessa pelo que eu estou fazendo! -- Respondi, sentindo novamente o nó na garganta. Percebi que aquilo só deixou S/N ainda mais indignada e ela bateu mais uma vez no porta luvas, seus anéis tornando o som mais alto.
-- Você está insinuando que eu não dou a mínima para o que você faz?! É isso?! Se for isso, por favor, vai tomar no seu cu! -- Ela respondeu com raiva e aquilo me deixou um pouco assustado.
-- Não foi isso que eu quis dizer! -- Quando disse isso, a imagem de Richards a abraçando voltou em minha mente. -- Na verdade, talvez seja! Se você se importasse, não teria ido atrás de Keith Richards!
-- Qual é a sua, cara?! -- Ela praticamente gritou essas palavras.
-- Ah, Richards isso, Richards aquilo! Não deveria ter ficado tão chocado quando vi vocês dois quase se beijando lá naquele sofá... Se é que não se beijaram! -- A desafiei, lançando um olhar flamejante para ela antes de voltar a atenção pra estrada. Eu mal sabia onde estava, mas logo me situei e vi que ainda faltavam uns cinco minutos para chegar em casa. Que maravilha.
-- Eu não acredito, James! Não acredito que você pensa que eu seria capaz de uma coisa dessas! Depois de tantos anos juntos, você ainda não confia em mim?! -- A voz dela falhou e ficou mais baixa. Percebi que aquilo a havia magoado e ela estava se segurando para não chorar.
-- É claro que acredito! Mas não é fácil encontrar a namorada abraçada a um outro cara com o rosto quase colado no dele e não imaginar que algo rolou por ali!
-- Não é fácil, também, pensar que seu namorado esqueceu completamente da sua presença porque viu uma gostosona mais bonita que você! -- Ela respondeu e, naquele momento, percebi que começou, de fato, a chorar.
E foi como um soco em meu estômago.
Eu já estava me sentindo um idiota, mas, naquele momento, ela conseguiu fazer com que eu me sentisse o maior idiota de todos!
Fiquei totalmente sem reação. Um milhão de coisas se passaram pela minha cabeça, coisas que eu poderia falar e consertar a situação, ou, pelo menos, tentar. Mas eu não conseguia, havia um nó apertadíssimo em minha garganta e a culpa estava me consumindo.
Os soluços dela preencheram o espaço apertado do carro e, cada vez que um escapava, eu sentia um aperto no peito. Ela estava com o rosto enterrado numa das mãos, o cotovelo apoiado no porta-luvas, até que ela desferiu outro tapa na superfície deste e se recostou no banco, balançando a cabeça em meio às lágrimas.
-- Era só questão de tempo... Até você perceber que... -- S/N soluçava e sua voz saia agonizante. -- Que é famoso... Famoso o suficiente... Para encontrar alguém mais bonita e mais talentosa que eu... Eu sempre repetia para mim mesma que isso era bobagem... Que você me ama...
Ela soltou uma risada amarga e triste que me assustou mais do que qualquer outra coisa que tenha feito antes.
-- Mas acontece que... À-às vezes... Acho que eu supervalorizo o amor! -- Ela riu de novo. Eu mesmo já estava à beira das lágrimas.
-- S/N, pelo amor de Deus...
-- É verdade, Jimmy! É verdade! Mas eu pago um preço alto por acreditar nisso! O medo de... De... -- Ela soltou um soluço mais alto e apertou os olhos com as mãos, retomando o fôlego. -- O medo de me ver trocada por uma moça muito mais bonita, com um corpo de modelo e habilidades artísticas que eu sei que nunca vou ter!
-- Você tem noção dos absurdos que você está dizendo? -- Intervi, aflito, a voz soando mais aguda do que eu esperava. Foi exatamente neste momento que chegamos ao prédio em que vivíamos. Estacionei o carro meio desajeitado, já que minha cabeça estava a milhão.
-- Absurdos? Mas é o que acontece! Eu não queria acreditar que isso poderia acontecer com a gente, mas preciso ser realista também! -- Ela bradou em resposta, os soluços tornando a respiração dela ofegante.
Neste momento, eu já contava com lágrimas escorrendo pelo meu rosto e, assim que desliguei o carro, parei um momento com as mãos no volante, olhando para frente sem de fato estar enxergando algo, principalmente porque minha vista estava embaçada. Os soluços de S/N adentravam pelo meu ouvido e se transformavam em tudo que eu queria dizer para ela, toda a aflição que eu estava sentindo naquele momento, todo o pedido de desculpas que eu sabia que devia para ela. Com um suspiro, meu choro se intensificou e, de repente, eu não podia mais ficar longe dela, nem um milímetro sequer, então, desesperado, a puxei com meu braço para conseguir dá-la um abraço apertado. Estávamos os dois em prantos, abraçados num pedido silencioso de desculpas por tudo que havia acontecido naquela péssima noite.
Com as mãos trêmulas, segurei o rosto dela e o ergui para que me encarasse. Eu não conseguia respirar e nem formar palavras concretas, mas, mesmo assim, tentei começar a colocar para fora o que estava na minha mente.
-- S/N... Por f-favor... Olhe pra mim... Por favor... -- Eu pedi e ela assentiu, os olhos profundamente intensos. Aquilo me deu uma certa segurança para prosseguir. -- Por favor... Prometa pra mim... Que você sabe que eu... Que eu estou sendo sincero... Por favor... -- S/N assentiu mais uma vez, mordendo o lábio de forma nervosa. Passei os polegares por baixo dos olhos dela e aproximei mais meu rosto, quase tocando nossos narizes. -- Não há ninguém nesse mundo... Que eu queira além de você... Ninguém... Pelo amor de Deus, me diz que você sabe que eu nunca te trocaria por ninguém...
-- Eu sei... -- Ela sibilou, a voz inaudível, o cenho franzido numa clara tentativa de conter mais uma onda de choro. Senti meus braços tremerem e a puxei novamente para um abraço, sentindo o rosto dela se enterrar em meu peito. Então, chorei mais um pouco.
-- Eu te amo, S/N, eu te amo mais do que posso suportar... Eu te amo com todo o meu ser... Eu te amo tanto que meu peito chega a doer... E, se você me disser que não acredita nesse amor... Eu farei de tudo, o possível e o impossível, para você ver como ele é real, nem que leve a vida toda... -- Eu dizia de forma desesperada. Ela soluçava e suas lágrimas molhavam minha camisa.
-- Eu também te amo, Jimmy... Eu também te amo... -- Ela respondeu, a voz trêmula e fraca. Nos afrouxamos do abraço e eu segurei novamente seu rosto, a olhando de forma séria e intensa.
-- Jamais cogite a hipótese de que você não é suficiente para mim, está bem? Você é tudo que eu quero e preciso... -- Então, selei aquele momento com um beijo profundo, a apertando em meus braços, feliz por senti-la ali.
Cheguei perto de perdê-la por conta da minha babaquice e tal pensamento me fez estremecer. Então, pressionei mais meu braço contra a sua cintura e a beijei com todas as emoções que estavam dentro de mim naquele momento. Ela estava ali e eu nunca a deixaria escapar.
Quando nos soltamos do beijo, ficamos mais um momento abraçados, até que nossas respirações se normalizaram e o choro cessou de vez.
Depois, trocamos mais algumas palavras carinhosas dentro do carro e, finalmente, saímos e subimos para nossa casa.
No momento em que estávamos nos preparando para dormir, a tensão entre a gente já havia se dissipado. Decidi que era hora de pedir desculpas concretamente pelo que havia ocorrido. S/N estava escovando os cabelos diante do espelho, usando uma fina camisola de tecido macio. Cheguei por trás dela, sem camisa, e a abracei, repousando o queixo em seu ombro, acariciando sua barriga. Ela sorriu para mim pelo reflexo do espelho.
-- Desculpa ter agido feito um idiota hoje...
-- Tudo bem, amor... Me desculpa também... Não devia ter deixado o ciúme me tomar do jeito que tomou... -- Ela admitiu, virando um pouco a cabeça e desviando os olhos. Senti vontade de beijar cada cantinho de seu rosto naquele momento.
-- Não sei ciúme do que... Aquela garota não é páreo para sua beleza realística e divina, meu amor... -- Comentei, trilhando beijos pela nuca dela. Ela deu uma risadinha.
-- Beleza realística e divina, essa é nova... Não precisa exagerar também... -- S/N respondeu, com bom humor, um pouco arrepiada pelos meus lábios que agora escorregavam pela curvatura do ombro dela.
-- Exagerar? Eu não estou exagerando... Apenas me deixe fazer com que você se sinta bonita... -- Falei de forma rouca, descendo os beijos pela extensão do braço dela, pegando a mão dela na minha, beijando-lhe os nós dos dedos, a virando de frente para mim lentamente. Ela me olhou com desejo e eu retribuí, sorrindo, segurando a nuca dela e a puxando para mais perto. -- Vou te mostrar como você é linda...
Então, a beijei de novo e a peguei no colo, levando-a até a cama.
Não sei se consegui fazer com que ela se achasse bonita, afinal, minha namorada consegue ser bem teimosa às vezes. Mas, pelo menos, consegui mostrar e muito bem o tanto que meu corpo arde pelo dela... E o tanto que eu sou louco por aquela mulher que eu amo com todo o meu coração.
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Oiii, galerinha!! Olha só, consegui atualizar dois capítulos hoje, o que já é bem mais do que eu fiz o mês todo kkkkkkkkkk bem, espero que gostem!!! Beijãããão aí!!! <3 <3 <3
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