George Harrison #7
Este é um pedido da Veve_Weasley eee eu já aviso que ele vai ser meio doloroso hahahah mas prometo que vai acabar bem!
✨ 𝐘𝐨𝐮'𝐥𝐥 𝐀𝐥𝐰𝐚𝐲𝐬 𝐁𝐞 𝐓𝐡𝐞 𝐎𝐧𝐥𝐲 𝐆𝐢𝐫𝐥 𝐅𝐨𝐫 𝐌𝐞 ✨
O ano é 1969. Você nunca iria ter imaginado que sua vida se tornaria tão difícil...
Quando decidiu largar Liverpool para trás para poder acompanhar seu namorado - agora marido - George até Londres, realmente pensou que sua vida melhoraria demais na capital. Mas agora, aqui estava você, com seus 24 anos, tendo que passar o dia inteiro em casa cuidando de seu bebê de sete meses, Andrew, a semana inteira, enquanto seu marido está trabalhando com os Beatles num álbum novo e passa o dia inteiro fora...
Faziam semanas que você e George mal se viam! Ele chegava tarde do estúdio e você, cansada como estava depois de cuidar o dia inteiro do pequeno Andy, quase sempre já se encontrava capotada na cama. Então, no dia seguinte, ele acordava e mal comia direito antes de ir ao estúdio novamente...
Vocês estavam duas verdadeiras pilhas de nervos. Sem querer, quando conseguiam conversar, acabavam discutindo por algo idiota que acabava se tornando uma briga mais séria...
Realmente, aquela não era a vida que você esperava ter na capital. Na verdade, quando você chegou uns anos atrás, a vida era uma maravilha e você sentia uma forte dor no peito sempre que se lembrava disso... Sempre que se lembrava dos beijos e abraços carinhosos de George...
Céus, quanto tempo fazia que você não sentia o toque dos lábios de George? Com certeza mais do que se espera entre uma esposa e seu marido...
Apesar disso, você sabia que era só um momento difícil e que logo tudo iria melhorar. Andrew era o bebê mais lindo que você já vira - tudo bem que toda mãe acha seu filho o mais lindo - e você estava muito feliz por ser mãe. George também era um pai muito atencioso... Quando não estava trabalhando oito dias por semana!
Sua cabeça estava a mil, pensando em tudo isso, por essa razão, você não conseguia pegar no sono de nenhuma forma. Já faziam horas que Andy havia adormecido e era de se esperar que você fosse aproveitar o momento de calmaria para dormir também... Mas, muito pelo contrário, você estava mais agitada que o normal. Sentou-se na cama e pegou o relógio da mesinha de cabeceira para conferir as horas... Já passavam das três da manhã e George ainda não havia chegado! Geralmente, ele chegava por volta da meia noite, no máximo uma hora... Mas três horas?
Você estava preocupada, será que teria acontecido algo?
Mas então, cansada, você repousou a cabeça no travesseiro e repetiu para si mesma que provavelmente a banda só decidiu estender o dia de gravação por mais algumas horas e que, no dia seguinte, você acordaria e George estaria ali do seu lado, roncando, apagado. Novamente, você fechou os olhos e tentou dormir...
E conseguiu, até ser despertada pelo som da porta do quarto batendo. Assustada, você se ergueu na cama, olhando pra vastidão escura do cômodo, tentando entender o que estava acontecendo. Foi então que você viu um vulto e, rapidamente, acendeu o abajur. Era George... Ele não parecia nada contente por ter te acordado.
-- Volte a dormir, S/N, só deixei a porta bater sem querer... -- Ele respondeu, cansado, a voz soando como um sussurro. Ele definitivamente devia estar no estúdio, afinal, ele não estava bêbado nem nada do tipo.
-- George... Que horas são? -- Você perguntou, sonolenta, esfregando a mão nos olhos, sentindo o colchão afundar perto de seus pés quando George se sentou na ponta da cama para tirar os próprios sapatos.
-- Tarde... Bem tarde... -- Ele informou. Ele parecia estranho, quase chateado. Não havia olhado em seu rosto. Você percebeu que ele estava imóvel, olhando para um ponto fixo diante dele, os ombros caídos de forma desanimada.
-- George... Está tudo bem? -- Você perguntou, sentando-se melhor na cama, arqueando o corpo ligeiramente para frente para enxergá-lo melhor naquela luz fraca e bruxuleante do abajur. Ele continuou parado, parecia em transe. -- George, meu bem...
-- Eu estou bem... -- Ele respondeu, meio brusco, desviando os olhos para você mas sem te encarar de fato. A voz dele estava um tanto quanto trêmula.
Você sabia que ele não estava nada bem. Por isso, você saiu de baixo das cobertas e se aproximou dele.
-- George... -- Você tocou o ombro dele e o sentiu ficar tenso, como se o simples toque de sua mão pudessem deixá-lo ainda pior. -- O que foi?
-- Eu disse que estou bem! -- Ele respondeu, ainda mais irritado, o que fez com que você afastasse a mão dele como se, do nada, o tecido da camisa dele estivesse em chamas. Ele passou as mãos nervosamente pelo rosto e soltou um grunhido frustrado. Então, ele tirou as mãos do rosto, distorcido numa expressão triste, e repetiu, desta vez num tom muito mais suave e baixo. -- Eu estou bem...
-- Não, George, você não está bem! Olhe pra mim! O que foi? -- Você falou, agoniada, puxando-o pelo ombro para que se virasse para você... Foi então que ele começou a chorar. George era um homem sensível, você sabia disso, mas fazia muito tempo desde que o vira chorando daquela forma.
Ele cobriu o rosto de novo com as duas mãos, balançando-o de um lado para o outro, soluçando. Seu coração doía ao vê-lo dessa forma. Você o abraçou, enlaçando os dedos nos cabelos escuros dele, puxando-o cada vez mais para si. Então, ele balançou mais a cabeça e se desvencilhou de você, chorando ainda mais, o que te deixou confusa.
-- Não, S/N, não me abrace... Eu não mereço... Eu não... -- Ele dizia de forma desesperada, em meio aos soluços, virando em 90° na borda do colchão para ficar de costas para você.
-- Do que você está falando, meu bem? -- Você perguntou, se aproximando novamente dele, pronta para colocar a mão no ombro dele.
Mas sua mão ficou pairando no ar, interrompida pela fala dele.
-- Eu traí você! -- Ele admitiu, a voz permeada de dor, quando ele te olhou por cima do ombro.
Você sentiu como se algo tivesse quebrado dentro de você naquele momento, piscando de forma atônita, olhando para as cotas trêmulas de seu marido.
-- V-você... -- Você sussurrou, sentindo sua própria voz ressoar como se viesse de longe. Como se você não estivesse mais ali.
-- Sim, eu traí você! Eu traí você e agora estou me sentindo a pessoa mais horrorosa do mundo! -- Ele praticamente gritou, esfregando as mãos no rosto, quase puxando os próprios cabelos. Então você voltou a si.
-- George, como você pôde... -- Você sentiu seus próprios olhos se encherem pelas lágrimas que ardiam em sua pele. Você balançou a cabeça, se perguntando se aquilo não era apenas um pesadelo.
Então, com raiva, você saiu da cama e foi até a frente dele.
-- Como você pôde fazer uma coisa dessas comigo? Enquanto eu estava aqui, cuidando do nosso filho, nosso filho, George! Me explique!
-- Eu não sei! Eu não sei porquê fiz isso! -- Ele berrou em resposta, a voz soando tão intensa e entristecida que você soube, naquele momento, que ele estava sendo sincero.
Você começou a chorar mais e se virou de costas para ele, cobrindo a boca com uma de suas mãos trêmulas.
-- Eu não sei, S/N... -- Ele sussurrou, se levantando da cama e indo até você, que permaneceu de costas para ele. -- Eu estava chateado por ficar tanto tempo longe de você... Estava sentindo sua falta... Falta dos momentos românticos entre a gente... Falta de poder te beijar... E, quando me vi diante de outra mulher que pudesse me dar um momento de prazer... Pensei que poderia suprir minha carência... Mas eu estava errado... -- Ele soluçou e balançou a cabeça. Então, você quase deu um pulo quando o punho de George socou com força a parede. -- E agora eu estraguei tudo com a única mulher que pode me dar tudo o que preciso porque sou um tremendo de um idiota filho da puta!
Ele socou mais uma vez a parede e se entregou a uma nova onda de choro, caindo sobre os joelhos. Você o observou por um momento naquela posição tão deplorável... Você o amava tanto, por isso aquilo havia quebrado seu coração... Mas você sabia que ele também te amava... Você sabia que George não derramava lágrimas atoa. Então, sentindo um nó na garganta, você se abaixou ao lado dele e colocou a mão em seu ombro retesado. Ele, que estava de costas para você com uma mão apoiada na parede diante dele, colocou a outra sobre a sua. A palma dele estava quente.
-- Eu te amo tanto, S/N... Sei que você não vai mais acreditar em mim... Mas eu te amo... Te amo com todo o meu coração... -- Ele falou de maneira sôfrega, virando-se pra você e, finalmente, olhando em seus olhos. Você, que ainda não estava conseguindo falar nada, apenas assentiu e o puxou para um abraço apertado. George enterrou o rosto na curvatura de seu pescoço e você sentiu as lágrimas dele molhando sua pele. Você também chorava, mas, agora, suas lágrimas escorriam de forma silenciosa e tudo que se ouvia vindo de você eram soluços espaçados.
Vocês acharam melhor irem dormir e conversar sobre isso no dia seguinte. Tiveram uma longa conversa mas chegaram num acordo. Continuariam juntos, mas, você deixou bem claro que estava dando um voto de confiança a George e ele, sem hesitar, disse que não ia mais te desapontar...
E, por alguma razão, você soube que aquilo era verdade, afinal, da mesma forma que ele te amava, você o amava...
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Eeeeei, gente, tudo certo?? Fiquei um pouco perdida na hora de terminar esse imagine, não sabia muito bem como fechá-lo... Mas espero que tenham gostado!! Sobre o nome que escolhi para o filho dos dois nesse capítulo, não é bem um nome que imagino George colocando num filho dele, mas acabei de acabar de ler a série dos Rokesbys e decidi que precisava colocar um personagem com o nome do meu personagem favorito da coleção... Enfim... É isso, nos vemos no próximo imagine!! Beijão!! <3 <3 <3
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